Foram encontradas 80 questões.
Cuidado com o dono
PINSCHER. A mãe de um amigo tinha um cãozinho dessa raça. Tamanho mínimo. Tormento máximo. Ficava solto na sala. Bastava eu chegar para uma visita, começava a latir. Passava horas soltando latidinhos estridentes. Mordia meus dedos com os dentinhos afiados. A dona sorria.
__ Não é uma gracinha?
Eu tinha vontade de morder a tal senhora. {...}
CARRASCO, Walcyr. Pequenos delitos e outras crônicas. São Paulo: Best
Seller, 2004. p. 138. (fragmento).
Seller, 2004. p. 138. (fragmento).
No último parágrafo o autor faz a seguinte afirmação: “Eu tinha vontade de morder a tal senhora”. O que ele quis dizer com isso?
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Com relação à limpeza e higienização dos banheiros, marque o item correto:
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Que saudade da professorinha
A primeira presença em meu aprendizado escolar que me causou impacto, e causa até hoje, foi uma jovem professorinha. É claro que eu uso esse termo, professorinha, com muito afeto. Chamava-se Eunice Vasconcelos, e foi com ela que eu aprendi a fazer o que ela chamava de “sentenças”.
Eu sabia ler e escrever quando cheguei à escolinha particular de Eunice, aos 6 anos. Era, portanto, a década de 20. Eu havia sido alfabetizado em casa, por minha mãe e meu pai, durante uma infância marcada por dificuldades financeiras, mas também por muita harmonia familiar. Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal.
Não houve ruptura alguma entre o novo mundo que era a escolinha de Eunice e o mundo das minhas primeiras experiências – o de minha velha casa do Recife, onde nasci, com suas salas, seu terraço, seu quintal cheio de árvores frondosas. A minha alegria de viver, que me marca até hoje, se transferia de casa para a escola, ainda que cada uma tivesse suas características especiais. Isso porque a escola de Eunice não me amedrontava, não tolhia minha curiosidade.
Quando Eunice me ensinou era uma meninota, uma jovenzinha de seus 16, 17 anos. Sem que eu ainda percebesse ela me fez o primeiro chamamento com relação a uma indiscutível amorosidade que eu tenho até hoje, e desde há muito tempo, pelos problemas da linguagem e particularmente os da linguagem brasileira, a chamada língua portuguesa no Brasil. Ela com certeza não me disse, mas é como se tivesse dito a mim, ainda criança pequena: “Paulo, repara bem como é bonita a maneira que a gente tem de falar!...” É como se ela me tivesse chamado.
Eu me entregava com prazer à tarefa de “formar sentenças”. Era assim que ela costumava dizer. Eunice me pedia que colocasse numa folha de papel tantas palavras quantas eu conhecesse. Eu ia dando forma às sentenças com essas palavras que eu escolhia e escrevia. Então Eunice debatia comigo o sentido, a significação de cada uma.
Fui criando naturalmente uma intimidade e um gosto com as ocorrências da língua – os verbos, seus modos, seus tempos... A professorinha só intervinha quando eu me via em dificuldade, mas nunca teve a preocupação de me fazer decorar regras gramaticais.
{...}
{...}
(Paulo Freire. Nova Escola n°8)
No texto Paulo Freire refere-se à professora dele como professorinha. Segundo ele, o diminutivo que aparece na palavra “professorinha” revela uma forma de afetividade. Sendo assim, em um dos itens abaixo há um que não tem valor de afetividade.
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Transplante de amor
Gastrite é uma inflamação do estômago. Apendicite é uma inflamação do apêndice. Otite é uma inflamação dos ouvidos. Paixonite é uma inflamação do quê? Do coração.
Cada órgão do nosso corpo tem uma função vital e precisa estar 100% em condições. Ao coração, coube a função de bombear sangue para o resto do corpo, mas é nele que se depositam também nossos mais nobres sentimentos. Qual é o órgão responsável pela saudade, pela adoração? Quem palpita, quem sofre, quem dispara? O próprio.
Foi pensando nisso que me ocorreu o seguinte: se alguém está com o coração dilacerado nos dois sentidos, biológico e emocional, e por ordens médicas precisa de um novo, o paciente irá se curar da dor de amor ao receber o órgão transplantado?
Façamos de conta que sim. Você entrou no hospital com o coração em frangalhos, literalmente. Além de apaixonado por alguém que não lhe dá a mínima, você está com as artérias obstruídas e os batimentos devagar quase parando. A vida se esvai, mas localizaram um doador compatível: já para a mesa de cirurgia. {...}
MEDEIROS, Martha. Non-Stop. Porto Alegre:
L&PM, 2001. p. 43.
L&PM, 2001. p. 43.
No 1° parágrafo a autora define as palavras gastrite, apendicite, otite e paixonite. Em razão disso, qual o sentido do afixo utilizado para formá-las?
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Que saudade da professorinha
A primeira presença em meu aprendizado escolar que me causou impacto, e causa até hoje, foi uma jovem professorinha. É claro que eu uso esse termo, professorinha, com muito afeto. Chamava-se Eunice Vasconcelos, e foi com ela que eu aprendi a fazer o que ela chamava de “sentenças”.
Eu sabia ler e escrever quando cheguei à escolinha particular de Eunice, aos 6 anos. Era, portanto, a década de 20. Eu havia sido alfabetizado em casa, por minha mãe e meu pai, durante uma infância marcada por dificuldades financeiras, mas também por muita harmonia familiar. Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal.
Não houve ruptura alguma entre o novo mundo que era a escolinha de Eunice e o mundo das minhas primeiras experiências – o de minha velha casa do Recife, onde nasci, com suas salas, seu terraço, seu quintal cheio de árvores frondosas. A minha alegria de viver, que me marca até hoje, se transferia de casa para a escola, ainda que cada uma tivesse suas características especiais. Isso porque a escola de Eunice não me amedrontava, não tolhia minha curiosidade.
Quando Eunice me ensinou era uma meninota, uma jovenzinha de seus 16, 17 anos. Sem que eu ainda percebesse ela me fez o primeiro chamamento com relação a uma indiscutível amorosidade que eu tenho até hoje, e desde há muito tempo, pelos problemas da linguagem e particularmente os da linguagem brasileira, a chamada língua portuguesa no Brasil. Ela com certeza não me disse, mas é como se tivesse dito a mim, ainda criança pequena: “Paulo, repara bem como é bonita a maneira que a gente tem de falar!...” É como se ela me tivesse chamado.
Eu me entregava com prazer à tarefa de “formar sentenças”. Era assim que ela costumava dizer. Eunice me pedia que colocasse numa folha de papel tantas palavras quantas eu conhecesse. Eu ia dando forma às sentenças com essas palavras que eu escolhia e escrevia. Então Eunice debatia comigo o sentido, a significação de cada uma.
Fui criando naturalmente uma intimidade e um gosto com as ocorrências da língua – os verbos, seus modos, seus tempos... A professorinha só intervinha quando eu me via em dificuldade, mas nunca teve a preocupação de me fazer decorar regras gramaticais.
{...}
{...}
(Paulo Freire. Nova Escola n°8)
Na frase “Então, Eunice debatia comigo o sentido, a significação de uma das palavras”. O verbo em destaque tem o sentido de:
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2480229
Ano: 2014
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Provas:
Ainda com base na Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia, julgue os itens abaixo em relação aos papéis de expediente para uso na autarquia.
I. O formato fundamental dos papéis de expediente para uso nos Conselhos de Odontologia será 297 x 210mm, os seus múltiplos e submúltiplos.
II. Os envelopes, para uso nas condições do item anterior, terão os seguintes formatos: 229 x 324mm, 162 x 229mm e 114 x 162mm.
III. Nos mencionados papéis e envelopes figurará unicamente, como emblema, a logomarca do Conselho Federal.
IV. É permitido o uso de outros tipos de papéis para "continuação" de ofícios, desque que os mesmos estejam identificados com o emblema do Conselho colocado no canto superior esquerdo.
V. O modelo da capa de processo adotada pelos Conselhos de Odontologia, deverá ser o aprovado em plenária do Conselho Regional.
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A semana inteira
A segunda foi à feira,
Precisava de feijão;
A terça foi à feira,
Pra comprar um pimentão;
A quarta foi à feira,
Pra buscar quiabo e pão;
A quinta foi à feira,
Pois gostava de agrião;
A sexta foi à feira;
Tem banana? Tem mamão?
Sábado não tem feira
E domingo também não.
Precisava de feijão;
A terça foi à feira,
Pra comprar um pimentão;
A quarta foi à feira,
Pra buscar quiabo e pão;
A quinta foi à feira,
Pois gostava de agrião;
A sexta foi à feira;
Tem banana? Tem mamão?
Sábado não tem feira
E domingo também não.
(111 poemas para crianças. Porto Alegre: L&PM, 2003. p. 17)
De acordo com a gramática, na formação do plural, assinale a frase que apresenta a forma correta:
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2479874
Ano: 2014
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Provas:
De acordo com a Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008 que regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal - TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal - ASB. É vedado ao Técnico em Saúde Bucal, EXCETO:
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A semana inteira
A segunda foi à feira,
Precisava de feijão;
A terça foi à feira,
Pra comprar um pimentão;
A quarta foi à feira,
Pra buscar quiabo e pão;
A quinta foi à feira,
Pois gostava de agrião;
A sexta foi à feira;
Tem banana? Tem mamão?
Sábado não tem feira
E domingo também não.
Precisava de feijão;
A terça foi à feira,
Pra comprar um pimentão;
A quarta foi à feira,
Pra buscar quiabo e pão;
A quinta foi à feira,
Pois gostava de agrião;
A sexta foi à feira;
Tem banana? Tem mamão?
Sábado não tem feira
E domingo também não.
(111 poemas para crianças. Porto Alegre: L&PM, 2003. p. 17)
Existe uma brincadeira do poeta com o sentido da palavra “feira”. Qual o sentido que a palavra “feira” tem no texto?
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2479042
Ano: 2014
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: AMIGA PÚBLICA
Orgão: CRO-PB
Provas:
Em qual município paraibano está localizada a famosa pedra casamenteira e qual a altura dessa pedra?
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