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Foram encontradas 50 questões.

879878 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Leia o texto para responder à questão.

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado. Que prazer em comer aquele peixe e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

(Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. Adaptado)
Na opinião do autor, a conquista da simplicidade exige
 

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879873 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Leia o texto para responder à questão.

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado. Que prazer em comer aquele peixe e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

(Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. Adaptado)
A experiência em meio à natureza, relatada no terceiro parágrafo, relaciona-se
 

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879867 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Quanto à concordância verbal padrão, está correta a frase:
 

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879865 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Leia o poema e responda à questão.

Casa

Meu irmão tocava piano
na tarde azul e o resto de sol
punha um brilho novo
nos móveis e vasos.

Um brilho
que não sustenta meia volta
no relógio da cozinha.

Meu irmão tocava piano
e eu não pensava em nada
nem no brilho
se desfazendo nos ponteiros.

(Heitor Ferraz. Resumo do dia. São Paulo: Ateliê Editorial, 1996)
A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:
 

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879861 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Leia a tira e responda à questão.

enunciado 879861-1

(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a regência dos termos destacados está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
 

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879858 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Quanto à regência verbal padrão, a frase correta é:
 

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879855 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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A frase em que a concordância nominal se dá em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é:
 

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879853 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Leia a tira e responda à questão.

enunciado 879853-1

(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Adaptado)
Um verbo empregado no modo imperativo, assim como Tome e leia na fala da mãe de Mafalda, no segundo quadrinho, está destacado em:
 

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879852 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Quer ganhar mais dinheiro? A ciência tem uma dica

Você acredita que muitas pessoas mentem para se dar bem? Ou que agem de forma injusta para levar a melhor? Portanto, melhor não confiar em ninguém, certo? Bem, se você concorda com tudo isso, a ciência tem um conselho: pare.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

Numa segunda etapa, compararam a renda de 16 mil alemães. Todos completaram um questionário semelhante ao anterior. Mais uma vez, as pessoas menos desconfiadas levavam a melhor: ganhavam, em média, 300 dólares por mês a mais que os outros.

Isso porque os céticos, cheios de medo de serem passados para trás, acabam cooperando menos – e pedindo menos ajuda aos outros. Aí, além de se queimarem com os colegas, os resultados do trabalho podem sair piores.

(Carol Castro. http://super.abril.com.br, 08.07.2015. Adaptado)
Considere o segundo parágrafo para responder à questão.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

Após o acréscimo do termo recentemente e da alteração na pontuação, a frase – É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. – permanece reescrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:
 

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879849 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: CRO-SP
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Quer ganhar mais dinheiro? A ciência tem uma dica

Você acredita que muitas pessoas mentem para se dar bem? Ou que agem de forma injusta para levar a melhor? Portanto, melhor não confiar em ninguém, certo? Bem, se você concorda com tudo isso, a ciência tem um conselho: pare.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

Numa segunda etapa, compararam a renda de 16 mil alemães. Todos completaram um questionário semelhante ao anterior. Mais uma vez, as pessoas menos desconfiadas levavam a melhor: ganhavam, em média, 300 dólares por mês a mais que os outros.

Isso porque os céticos, cheios de medo de serem passados para trás, acabam cooperando menos – e pedindo menos ajuda aos outros. Aí, além de se queimarem com os colegas, os resultados do trabalho podem sair piores.

(Carol Castro. http://super.abril.com.br, 08.07.2015. Adaptado)
Considere o segundo parágrafo para responder à questão.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

A frase – E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam. – está corretamente reescrita, com seu sentido preservado, em:
 

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