Foram encontradas 354 questões.
Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 8 a 16.
Na linha 3, anteriormente a “Prêmio Nobel de Economia de 2014”, está elíptica a expressão Ganhador do.
Provas
Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Do texto se deduz que os impactos da pandemia do novo coronavírus abriram portas para o aumento do protecionismo estatal.
Provas
Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Depreende-se do texto que a necessidade de prestação de informações aos cidadãos é importante para o funcionamento da democracia.
Provas
Texto para os itens de 1 a 16.
1 Passado o impacto da pandemia do novo
coronavírus e do confinamento social, espera-se que a
razão volte. Prêmio Nobel de Economia de 2014 por suas
4 contribuições sobre concorrência e concentração de
poder de mercado, o francês Jean Tirole, da Escola de
Economia de Toulouse, afirma estar assustado com a
7 ascensão de políticos populistas e a rejeição à ciência e
aos especialistas em geral.
Segundo ele, a humanidade encontra-se diante de
10 uma bifurcação: pode escolher o recrudescimento do
nacionalismo e da xenofobia, mas também pode optar por
dar valor à ciência e ao multilateralismo.
13 Para o estudioso, as democracias contemporâneas
falham ao se concentrar em políticas de curto prazo —
como, no caso do Brasil, a liberação do FGTS, para
16 promover o consumo, ou a redução da taxa básica de juros
da economia, para baixar a inflação —, neste momento
em que os maiores desafios são de longo prazo, como a
19 mudança climática e as políticas de saúde. A maior
preocupação atual é que a recessão causada pela
pandemia possa arrefecer os esforços para lidar com esses
22 temas mais amplos. A solução para reintroduzir o longo
prazo nas democracias passaria por agências
independentes e internacionais, funcionando como o
25 Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, com o fim de
prestar informações amplas e claras às populações dos
diversos países, que devem se apropriar do debate
28 público.
Precisamos de instituições multilaterais, como a
OMS, mas essas vêm sofrendo golpes há anos, e a situação
31 pode continuar se degradando. O problema é tal que se
generalizou o cada um por si. Agora, estão falando em
protecionismo e relocalização dos empregos, visando
34 trazer as fábricas, que antes eram situadas em países
longínquos e com produção mais barata, para perto de
casa. Em parte, será necessário voltar a produzir
37 localmente alguns bens essenciais em tempos de crise,
como a proteção sanitária, mas não é o caso da maior
parte dos bens.
40 Tirole afirma que estamos, sim, em uma guerra,
que não tem a ver com as guerras precedentes, ou mesmo
com uma crise, como a de 1929. Em 1945, após a Segunda
43 Guerra Mundial, o sistema produtivo, a infraestrutura e as
fábricas estavam destruídos. Hoje, se os assalariados
forem resguardados nas empresas e se forem mantidas
46 vivas as empresas por meio de subvenções, o sistema
produtivo estará intacto. A economia poderá dar a partida
novamente, ao menos em parte, assim que terminar o
49 confinamento.
Diego Viana. Uma terapia para a crise.
Valor Econômico: 2020, p. 7-9 (com adaptações).
Quanto às ideias do texto, julgue os itens de 1 a 7.
Uma das características do texto é o emprego de linguagem rebuscada e prolixa.
Provas
No que concerne aos princípios licitatórios, julgue os itens de 101 a 105.
Para o fim de estimular a competitividade, a Administração poderá admitir propostas que se vinculem às propostas dos demais licitantes, ofertando percentual a menor de qualquer que seja o preço que vier a ser apresentado ou percentual a maior de qualquer que seja a produtividade que venha a ser projetada pelo concorrente.
Provas
No que concerne aos princípios licitatórios, julgue os itens de 101 a 105.
O princípio da distinção autoriza que seja dada preferência de escolha a licitantes domiciliados em determinada unidade da federação quando isso se revelar mais conveniente para a consecução do objeto.
Provas
No que concerne aos princípios licitatórios, julgue os itens de 101 a 105.
O princípio da competitividade impõe que as exigências de qualificação técnica e econômica sejam absolutamente restritas àquilo que é indispensavelmente necessário para o cumprimento do objeto contratual.
Provas
Disciplina: Auditoria Governamental e Controle
Banca: QUADRIX
Orgão: CRT-SP
Julgue os itens de 96 a 100 com relação aos tribunais de contas.
O trânsito em julgado de decisão proferida por tribunais de contas não inibe, por força da inafastabilidade jurisdicional, que o acórdão possa ser levado a controle judicial.
Provas
Disciplina: Auditoria Governamental e Controle
Banca: QUADRIX
Orgão: CRT-SP
Julgue os itens de 96 a 100 com relação aos tribunais de contas.
Os tribunais de contas, embora auxiliem o Poder Legislativo no controle exógeno da administração, se valem de argumentos técnico-jurídicos em seus julgamentos, e não de critérios políticos.
Provas
Disciplina: Auditoria Governamental e Controle
Banca: QUADRIX
Orgão: CRT-SP
Julgue os itens de 96 a 100 com relação aos tribunais de contas.
Os tribunais de contas exercem controle não somente repressivo, mas também preventivo, como no caso da concessão de aposentadoria no serviço público, ato administrativo complexo somente válido quando chancelado por aqueles órgãos.
Provas
Caderno Container