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279230 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 1

Dois velhinhos

Dalton Trevisan

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

Mistérios de Curitiba, Rio de Janeiro: Record, 1979. P. 110.

O pequeno conto de Dalton Trevisan, além de narrar de forma surpreendente a relação entre dois idosos, estrutura-se sobre a
 

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279229 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 1

Dois velhinhos

Dalton Trevisan

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo. Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela. Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo. Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

Mistérios de Curitiba, Rio de Janeiro: Record, 1979. P. 110.

No trecho “Bem desconfiava que o outro não revelava tudo”, a palavra tudo
 

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279228 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 4

O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

Fernando Garcia Algarte Filho

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

No que se refere à leitura e à escrita, o texto destaca algumas consequências relacionadas ao uso de aplicativos e redes sociais. Uma das consequências apresentadas no texto é:
 

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279227 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 3

O acidente em rio Doce, Mariana-MG

Tudo é superlativo na tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas. Os títulos, porém, não são motivos de orgulho. O desastre ambiental é o pior da história do Brasil, superando com folga casos como o césio -137, em 1987, em Goiânia, e o vazamento de rejeitos químicos da Indústria Cataguases de Papel e Celulose Ltda, em 2003, na região da Zona da Mata mineira. Ele também é o maior do mundo em volume envolvendo outras barragens de mineração. [...] “É um desastre impressionante em todos os aspectos (o de Mariana). Com certeza está entre as dez piores tragédias ambientais da história”, diz o coordenador do projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano. Para ele, o cenário que foi visto após a passagem da onda de lama e rejeitos é comparável ao de grandes conflitos. “É como se fosse a devastação de uma guerra. O dano é extenso e deverá ficar como uma cicatriz marrom, que marcará Minas Gerais para sempre a partir de agora”.

Mesmo maltratado já há muito tempo, o rio Doce era considerado de alta resiliência, mas, dessa vez, a sua resistência não foi suficiente para salvá-lo. “Em alguns pontos, ele sempre foi turvo, já apresentava odores, características de contaminação, mas conseguia se manter. Só que ele não tem condições de lidar com um volume desses”, avalia o professor Ricardo Mota Coelho, coordenador do Laboratório de Gestão Ambiental de Reservatórios da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A quantidade de rejeitos equivale a nove lagoas da Pampulha”, compara.

Para a coordenadora da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, o rompimento decretou a falência do rio, que já vinha agonizando em toda sua extensão. “O desmatamento e a poluição já estavam cobrando seu preço para o meio ambiente do rio Doce. Mas, agora, com essa tragédia, ele morreu de vez”, afirma.

Disponível em:<http://www.otempo. com.br/polopoly_fs/1.1180473. 1449081357!/desastres.htm> . Acesso em: 11 out. 2017

No trecho “Tudo é superlativo na tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas” a palavra superlativo cumpre função de
 

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279226 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 4

O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

Fernando Garcia Algarte Filho

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

No Texto 4, o autor defende a ideia de que a
 

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279225 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO

enunciado 279225-1

No terceiro parágrafo lê-se que, “Quinze anos depois, Bira, Jair, Rodneyre e Elpídio continuam “chapas” em todos os sentidos”. Quais são esses sentidos?
 

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279224 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO
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Texto 4

O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

Fernando Garcia Algarte Filho

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

Para defender a opinião de que ler é um prazer a ser cultivado, o autor desenvolve várias ideias, entre elas a de que
 

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279222 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO

Leia o Texto 3 para responder à questão.

Frutos da terra

Genésio Tocantins/Hamilton Carneiro

Periquito tá roendo o coco da guariroba

Chuvinha de novembro amadurece a gabiroba

Passarinho voa aos bandos em cima do pé de manga

No cerrado é só sair e encher as mãos de pitanga

Tem guapeva lá no mato

No brejinho tem ingá

No campo tem curriola, murici e araçá

Tem uns pés de marmelada

Depois que passa a pinguela

Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela

Cajuzinho quem quiser é só ir buscar na serra

E não tem nada mais doce que araçá dessa terra

Manga, mangaba, jatobá, bacupari

Gravatá e araticum, olha o tempo do pequi

Disponível em: <https://www.cifraclub.com.br/genesio-tocantins/frutos-daterra/letra/> . Acesso em: 11 out. 2017.

As palavras Chuvinha e Passarinho apresentam o sufixo (-inho). No texto, esse sufixo atribui outras noções que não a de diminuição. Nas palavras destacadas, o sufixo (–inho) tem um tom:
 

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279221 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Baleia encalhada em Búzios tem ajuda de bombeiros e volta ao mar

Um mutirão que exigiu quase 24 horas de trabalho conseguiu salvar uma baleia encalhada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.

É ainda um filhote de jubarte, mas já pesa mais de sete toneladas. Ele foi encontrado por pescadores, na quartafeira (23/08/2017) à noite, encalhado na Praia Rasa, em Búzios, e foi só a notícia se espalhar que muita gente foi até a praia para tentar ajudar o animal a voltar para o mar. Um trabalho que ficou bem mais difícil por causa da maré baixa.

Búzios está na rota das baleias jubarte que, nesta época do ano, deixam a Antártica para procriar em Abrolhos, no litoral da Bahia.

É mesmo uma corrente pela vida da baleia. Os baldes vazios vão passando de mão em mão até o mar e depois voltam cheios de água para hidratar o animal.

Durante toda a tarde, o trabalho, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, não parou. Com a ajuda da escavadeira, o animal voltou a flutuar por um momento e cada metro para dentro do mar era comemorado.

Dois barcos também tentaram puxar a baleia. Tentaram, tentaram e nada. Aí, quando todos já achavam que não teria jeito, a surpresa. Ela finalmente começou a nadar.

“Eu não estava tendo mais esperança e não deu cinco minutos, eu ouvi todo mundo gritar, eu olhei para o mar, ela foi embora”, disse uma mulher.

Pouco a pouco foi se afastando e quando estava a quase 200 metros da praia, um aceno com a nadadeira, como se quisesse agradecer a ajuda das pessoas.

“Desde ontem trabalhando para ajudar a tirar a baleia, foi emocionante. É muito bom”, contou um homem.

“Eu faria tudo de novo e eu acho que milagres existem, porque foi um milagre”, declarou a mulher.

Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/baleia-encalhada-em-buzios-tem-ajuda-de-bombeiros-e-voltar-ao-mar.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

O autor do texto afirma que houve um mutirão para salvar a baleia. O mutirão ocorre quando há mobilização de indivíduos, coletiva e gratuita, para execução de serviço público. Qual dos trechos mencionados a seguir, é um exemplo de mutirão?
 

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279220 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: DEMAE Caldas Novas-GO

Leia o Texto 1 para responder à questão.

Baleia encalhada em Búzios tem ajuda de bombeiros e volta ao mar

Um mutirão que exigiu quase 24 horas de trabalho conseguiu salvar uma baleia encalhada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.

É ainda um filhote de jubarte, mas já pesa mais de sete toneladas. Ele foi encontrado por pescadores, na quartafeira (23/08/2017) à noite, encalhado na Praia Rasa, em Búzios, e foi só a notícia se espalhar que muita gente foi até a praia para tentar ajudar o animal a voltar para o mar. Um trabalho que ficou bem mais difícil por causa da maré baixa.

Búzios está na rota das baleias jubarte que, nesta época do ano, deixam a Antártica para procriar em Abrolhos, no litoral da Bahia.

É mesmo uma corrente pela vida da baleia. Os baldes vazios vão passando de mão em mão até o mar e depois voltam cheios de água para hidratar o animal.

Durante toda a tarde, o trabalho, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, não parou. Com a ajuda da escavadeira, o animal voltou a flutuar por um momento e cada metro para dentro do mar era comemorado.

Dois barcos também tentaram puxar a baleia. Tentaram, tentaram e nada. Aí, quando todos já achavam que não teria jeito, a surpresa. Ela finalmente começou a nadar.

“Eu não estava tendo mais esperança e não deu cinco minutos, eu ouvi todo mundo gritar, eu olhei para o mar, ela foi embora”, disse uma mulher.

Pouco a pouco foi se afastando e quando estava a quase 200 metros da praia, um aceno com a nadadeira, como se quisesse agradecer a ajuda das pessoas.

“Desde ontem trabalhando para ajudar a tirar a baleia, foi emocionante. É muito bom”, contou um homem.

“Eu faria tudo de novo e eu acho que milagres existem, porque foi um milagre”, declarou a mulher.

Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/baleia-encalhada-em-buzios-tem-ajuda-de-bombeiros-e-voltar-ao-mar.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

Considerando o título do texto e que ele foi publicado em um jornal, a opção que apresenta a intenção do autor ao produzir esse texto é:
 

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