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Foram encontradas 50 questões.

2630905 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Considerando as informações do Texto, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso diante das afirmativas abaixo.
( ) A língua portuguesa já era a língua de maior prestígio social no Brasil Colônia, como se percebe pela utilização do adjetivo vitoriosa.
( ) A língua de um povo exprime a maneira de ser, hábitos coletivos, mas não as manifestações individuais.
( ) A grande contribuição trazida pela corte portuguesa, em termos de linguagem, foi a transferência de bibliotecas portuguesas para o Brasil.
( ) A língua falada e a escrita refletem a efervescência e as mudanças de hábito que ocorreram com a chegada da família real portuguesa.
A seqüência correta é
 

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2379867 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Analise as alternativas abaixo e, a seguir, marque a correta.
 

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2379835 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Assinale a alternativa em que a reescrita dos trechos NÃO altera o sentido do texto original.
 

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2379749 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
A partir do título do texto, depreende-se que
 

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2379676 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Assinale a opção corretamente analisada.
 

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2379580 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Em certo dia, numa fábrica de chocolates, serão produzidos dois tipos de barras de chocolate: branco e escuro, totalizando 500 barras. Sabe-se que as barras de chocolate são diferentes apenas na espessura, sendo 0,6 cm a espessura de cada barra de chocolate branco e 16 mm a espessura de cada barra de chocolate escuro.
Depois de prontas, as barras foram empilhadas. Sabendo-se que a pilha de chocolates formada possui 4,35 m de altura, pode-se afirmar que a diferença entre a quantidade de barras de chocolate branco e a quantidade de barras de chocolate escuro é um número cuja soma dos algarismos é igual a
 

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2379485 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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Texto I
A língua da união
Com a chegada da família real ao Brasil, há duzentos anos, o idioma
português se torna símbolo de unidade, mas não deixa de exprimir a
diversidade da sua formação.
Mais do que o sistema de signos dos lingüistas, mais do que o conjunto de regras e vocábulos dos gramáticos, uma língua, para os que vivem imersos nela, é toda uma forma de estar no mundo. Quando a família real portuguesa concluiu sua aventurosa travessia atlântica e desembarcou no Rio de Janeiro, em 08 de março de 1808, trazia consigo costumes e uma tradição que não se exprimiam apenas em roupas elaboradas, rapapés cansativos ou cerimônias suntuosas. Era antes na ponta da língua que Portugal, abandonado às pressas, ainda se manifestava, de forma mais corriqueira e insistente, do lado de cá do oceano.
Quando a família real portuguesa chega ao Rio, o português já era uma língua vitoriosa no Brasil Colônia. Mesmo assim o impacto causado pela presença da corte é tão grande que a língua portuguesa mestiça falada no Brasil passa por um momento decisivo. A grande novidade é a palavra escrita, cuja circulação no Brasil ganha um grande impulso com a criação da Imprensa Régia. Dom João também transfere para cá sua Real Biblioteca, hoje Biblioteca Nacional, importante símbolo de poder. Em 1808, o Rio se torna um caldeirão social e cultural: cerca fugidos das tropas de Napoleão, e outros tantos estrangeiros vêm à cidade devido à abertura dos portos. A língua, falada e escrita, reflete toda essa efervescência.
O Rio se torna capital imperial, centro de poder e prestígio, e o brasileiro não é mais um colonizado a falar a língua do dominador. A presença da nobreza conferiu à vida carioca caráter modelar. Entre os códigos de elegância a serem copiados, a língua era tão importante quanto as maneiras e os penteados.
A corte traz novos comportamentos, outra forma de servir à mesa, de se vestir, novos costumes. Acaba-se com a reclusão das mulheres, que saem e fazem compras. Passa a ser elegante falar como se falava na corte − diz o embaixador, escritor e acadêmico Alberto da Costa e Silva, que preside a comissão de comemoração do bicentenário organizado pela Prefeitura. − Houve um contágio do modo de pronunciar o português metropolitano sobre as classes mais altas, teoricamente privilegiadas, do Rio de Janeiro. Um contágio que não poderia deixar de propagar-se pelas outras partes da população, que procuravam seguir, como sempre acontece, as normas da elite. Mas o diálogo ocorre nos dois sentidos. Da mesma maneira, algumas formas do português local, desse português inchado de expressões indígenas e africanas, também passam da massa para a elite.
Maria de Lourdes Parreira Horta, diretora do museu Imperial, considera que o impacto da mudança da corte sobre a língua deveria ser mais estudado.
“A principal bagagem que trazem de Lisboa é a linguagem, esse português castiço distinto do que era falado aqui. Se considerarmos que a linguagem é estruturante do pensamento, a importância da presença portuguesa fica mais clara” – diz.
(O Globo, 21 de março de 2008/ Adaptação)
Texto II
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto III
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Texto IV
“O GRANDE ESTADISTA DO BRASIL - JOÃO MARIA JOSÉ
FRANCISCO XAVIER DE PAULA LUÍS ANTÔNIO DOMINGOS
RAFAEL DE BRAGANÇA ”
Compositor(es): Joel Simpatia / Aroldo Pereira / Paulinho do Táxi / Pierrot
Um corre-corre um alvoroço em Lisboa
Anunciada a temida invasão
Dona Maria conhecida como a louca
Vem pro Brasil com o regente D. João
Deixou a ver navios Napoleão
Que queria o domínio de toda Europa por ambição
Abrindo os Portos nosso grande estadista
Chega no Rio faz Brasil crescer nação
Cria banco pra guardar nossas riquezas
Com o Império, a cultura a impressão
Um santuário ele fez pra aclimatar
Especiarias de além mar academia militar
Circula o primeiro jornal brasileiro
É a Gazeta do Rio de Janeiro
Oh ! meu Brasil de encantos mil
Foi retratado por Debret
Com a missão iniciou-se a história (Bis)
De belas artes que hoje o mundo vê
Comércio a crescer, nobres a comprar
Negras de fazer senhor de engenho se apaixonar
O teatro e a capela musical
O Reino unido esperança geral
E como herança o café imperial
Quando foi obrigado governar sua terra natal
O nosso Rei chegou a ver no fim seu ideal
Fez no Brasil o que não fez em Portugal
Meu coração hoje é a sua Passarela
Minha Flor da Mina vem sacudir (Bis)
Com D. João na Sapucaí
(http://www.tamborins.com.br/agrem/exibe-escano.php?prm1=florma&prm2=2007/acesso em 15/05/2008 às 14 h)
Texto V
A maneira mais divertida de observar a sofisticação dos hábitos da sociedade carioca é ler os anúncios publicados na Gazeta do Rio de Janeiro a partir de 1808. No começo, oferecem serviços e produtos simples, reflexo de uma sociedade colonial ainda fechada para o mundo, que importava pouca coisa e produzia quase tudo que consumia. Esses primeiros anúncios tratam de aluguel de cavalos e carroças, venda de terrenos e casas e alguns serviços básicos como aulas de Catecismo, Língua Portuguesa, História e Geografia.
(...)
De 1810 em diante, o tom e o conteúdo dos anúncios mudam de forma radical. Em vez de casas, cavalos e escravos, passam a oferecer pianos, livros, tecidos de linho, lenços de seda, champanhe, água de colônia, leques, luvas, vasos de porcelana, quadros, relógios e uma infinidade de outras mercadorias importadas. Na edição de 2 de março de 1816 da Gazeta, o francês Girard se anuncia como “cabeleireiro de Sua Alteza Real a Senhora D Carlota, Princesa do Brasil, de Sua Alteza Real a Princesa de Galles e de sua Alteza Real a Duquesa de Algouleme.”
(Laurentino Gomes, 1808 – Editora Planeta, 2007)
Assinale a opção cujo termo sublinhado está corretamente analisado.
 

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2379335 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Texto I
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba2 de alto clangor3, lira4 singela,
Que tens o trom5 e o silvo da procela6
E o arrolo7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Texto II
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões.
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões.
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa.
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade.
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os portugais morrerem à míngua,
“Minha pátria é minha língua”
- Fala, Mangueira!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
(Caetano Veloso, Velô, 1984.)
Assinale a alternativa em que há uma correta associação entre Texto I e Texto II.
 

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Questão presente nas seguintes provas
2379182 Ano: 2008
Disciplina: Matemática
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Três operários A, B e C trabalhando juntos 8 horas por dia construíram um muro em 6 dias. Se B tivesse trabalhado sozinho, 8 horas por dia, gastaria !$ \dfrac {2} {3} !$ a mais da quantidade de dias utilizada pelos três juntos. Se A tivesse trabalhado sozinho, 4 horas por dia, gastaria o quádruplo do número de dias de B
Considerando A, B e C, cada um trabalhando 8 horas por dia, sendo mantidas as demais condições de trabalho, é correto afirmar que para construir tal muro
 

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2378372 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
Provas:
Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga1 impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba 2 de alto clangor 3, lira 4 singela,
Que tens o trom 5 e o silvo da procela 6
E o arrolo 7 da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
(Olavo Bilac. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.p,86.)
1 Resíduo inaproveitável de um minério
2 Instrumento musical de sopro, semelhante à trombeta
3 Som forte, como o da trombeta
4 Instrumento musical de cordas
5 Som de trovão ou de canhão
6 Tempestade marítima
7 Canto para adormecer criança
Sobre os versos abaixo, é correto afirmar que
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
 

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