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Foram encontradas 40 questões.

3018844 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Assinale a alternativa em que todas as formas verbais pedidas estejam de acordo com a descrição abaixo.

VER – Futuro do subjuntivo, 1ª pessoa do singular.

CRER – Presente do indicativo, 3ª pessoa do plural.

PASSEAR – Presente do subjuntivo, 2ª pessoa do singular.

VIR – Futuro do subjuntivo, 1ª pessoa do singular.

 

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3018843 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

No período “Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem.”, as palavras assinaladas funcionam, respectivamente, como:

 

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3018842 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto II, para solucionar o item.

TEXTO II

DECLARAÇÃO DE AMOR

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira etapa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do “túmulo do pensamento” alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 134-135)

Declarando seu amor pela língua portuguesa, Clarice Lispector:

 

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3018841 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Colocando a oração “A falta de conhecimento prejudica a qualidade do ócio” na voz passiva, tem-se:

 

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3018840 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

No texto, ao afirmar “(...) então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos (...)” , a personagem:

 

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3018839 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber!$ ^{(A)} !$ têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto!$ ^{(C)} !$ de todo contato!$ ^{(B)} !$ com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar!$ ^{(D)} !$, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar!$ ^{(E)} !$ nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

O processo de transposição de uma palavra de uma classe gramatical para outra é conhecido pelo nome de derivação imprópria. É correto afirmar que no texto ocorreu esse processo em:

 

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3018838 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber!$ ^{(I)} !$ têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem!$ ^{(II)} !$ ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar!$ ^{(IV)} !$, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que!$ ^{(III)} !$ me vissem!$ ^{(III)} !$ e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

Analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

I. Em “(...) começou ele, que a virtude e o saber (...)” , a palavra em negrito funciona como pronome relativo/sujeito.

II. No trecho “(...) uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem (...)” , os vocábulos em negrito funcionam, respectivamente, como pronome relativo/sujeito e pronome demonstrativo.

III. O vocábulo “que” é pronome relativo e funciona como sujeito de “vissem” .

IV. Em “(...) se ninguém os gostar (...)” é um pronome oblíquo que funciona como objeto indireto, complemento do verbo “gostar”.

 

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3018837 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

Nos segmentos do texto “o ouvem” , “se eles não existissem” e “se ninguém os vir” , os pronomes em negrito referem-se, respectivamente, a:

 

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3018836 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto I, para solucionar o item.

TEXTO I

O SEGREDO DO BONZO*

Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador. Um dia, estando a cuidar nestas cousas, considerei que, para o fim de alumiar um pouco o entendimento, tinha consumido os meus longos anos e, aliás, nada chegaria a valer sem a existência de outros homens que me vissem e honrassem; então cogitei se não haveria um modo de obter o mesmo efeito, poupando tais trabalhos, e esse dia posso agora dizer que foi o da regeneração dos homens, pois me deu a doutrina salvadora.

(Machado de Assis)

Em “(...) Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar (...)”, a palavra em negrito significa:

 

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3018835 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Leia o texto II, para solucionar o item.

TEXTO II

DECLARAÇÃO DE AMOR

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento!$ ^{(A)} !$, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento de alerteza!$ ^{(B)} !$. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira etapa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase!$ ^{(C)} !$. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita!$ ^{(D)} !$. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do “túmulo do pensamento” alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português!$ ^{(E)} !$. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 134-135)

A oração em que a preposição destacada indica fim, destinação, é:

 

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