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No contexto de obstrução da via aérea superior em emergências e com relação à indicação de cricotireoidostomia ou traqueostomia, assinale a alternativa correta.
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Mulher de 48 anos, não tabagista e não etilista, sem comorbidades, tem queixa de cefaleia frontal persistente e visão dupla há quatro meses. Ao exame físico, observa-se proptose e limitação da motilidade ocular extrínseca à esquerda, com diminuição da acuidade visual do mesmo lado. Sem linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tomografia computadorizada e ressonância magnética evidenciam lesão expansiva de 4,5 cm no seio etmoidal esquerdo, com invasão da órbita, deslocamento do globo ocular e comprometimento do músculo reto medial com extensão intracraniana e invasão não extensa da dura-máter na fossa craniana anterior. Não parece haver invasão de encéfalo. A biópsia incisional revela adenocarcinoma de tipo intestinal. Após discussão multidisciplinar, a paciente é submetida à ressecção craniofacial anterior com maxilectomia medial, etmoidectomia, ressecção da dura-máter invadida e exenteração da órbita esquerda. O exame anatomopatológico confirma adenocarcinoma de tipo intestinal, com margens cirúrgicas livres, porém exíguas (menor que 1 mm) na região da dura-máter.
Qual é a conduta mais adequada no pós-operatório?
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Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresenta quadro de obstrução nasal à direita, sangramentos nasais recorrentes e dor facial há três meses. Na rinoscopia, nota-se abaulamento da parede medial do seio maxilar direito, com extensão para fossa nasal ipsilateral. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tomografia computadorizada com contraste dos seios da face mostra lesão expansiva de 2,5 cm no seio maxilar direito, com destruição da parede medial e extensão para fossa nasal, sem invasão da órbita, etmoide, septo, base do crânio ou tecidos moles da face. A biópsia incisional revela carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
Qual a melhor abordagem para o caso descrito?
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Paciente do sexo masculino, 62 anos, com história de constipação crônica progressiva, distensão abdominal recorrente e episódios de fecaloma, nega sangramentos ou perda ponderal significativa. Tem como antecedente megaesôfago, tratado com miotomia. Ao exame físico, apresenta abdome globoso e timpanismo difuso. Radiografia simples de abdome mostra dilatação importante do cólon, especialmente no segmento descendente e sigmoide. A colonoscopia não ultrapassa a flexura esplênica devido à distensão e acentuada redundância colônica.
Com base nesse quadro, assinale a alternativa correta sobre megacólon chagásico.
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Paciente do sexo feminino, de 52 anos, previamente hígida, apresenta nódulo em região submandibular esquerda, com crescimento progressivo há seis meses. Ao exame físico, observa-se lesão nodular profunda de 3,5 cm, que faz corpo com a glândula submandibular esquerda, pétrea, fixa a planos profundos, dolorosa à palpação. Há um linfonodo cervical no nível IIA homolateral de 2,0 cm, com características metastáticas e fixo. Ressonância magnética evidencia lesão infiltrativa em glândula submandibular esquerda, com 3,8 cm, com invasão do soalho da boca e musculatura adjacente, além de linfonodo metastático em nível IIA homolateral com sinais de ruptura capsular. A biópsia incisional revela carcinoma adenoide cístico com padrão predominantemente sólido e invasão perineural extensa. Após ressecção da glândula submandibular com margem de segurança, incluindo parte do assoalho bucal e musculatura adjacente, associada a esvaziamento cervical seletivo (níveis I-III), o exame anatomopatológico confirmou tratar-se de carcinoma adenoide cístico, padrão sólido, com 3,5 cm, invasão perineural extensa, margens cirúrgicas livres (menor margem de 3 mm) e metástase em dois de dezoito linfonodos dissecados, sem ruptura capsular.
Qual a conduta mais adequada no pós-operatório?
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Homem com 73 anos, tabagista e etilista, apresenta aumento de volume indolor em região parotídea direita, com evolução de um ano. Ao exame físico, observa-se lesão nodular profunda em região parotídea à direita com cerca de 2,5 cm no maior diâmetro, de consistência dura, móvel, sem linfonodos significativos palpáveis e com mímica facial preservada. Ressonância magnética evidencia lesão bem delimitada, com 2,8 cm, restrita ao lobo superficial da parótida direita, sem invasão de estruturas adjacentes. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela carcinoma mucoepidermoide de baixo grau.
Qual a conduta mais adequada para esse caso?
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Homem de 72 anos, tabagista há 40 anos (20 cigarros/dia), etilista social, apresenta disfonia progressiva há oito meses, associada a dispneia aos médios esforços nas últimas semanas. Nasofibrolaringoscopia mostrou lesão ulceroinfiltrativa em supraglote, envolvendo a prega vestibular e a prega ariepiglótica à direita, paralisia da hemilaringe direita. Tomografia computadorizada e ressonância magnética evidenciam lesão com invasão da cartilagem tireoide, sem extensão extralaríngea, e presença de linfonodo cervical no nível IIA homolateral de 2,5 cm, sem sinais de ruptura capsular. PET-CT confirma captação em lesão primária e linfonodo cervical, sem evidência de metástases à distância. Após laringectomia total com esvaziamento cervical radical modificado à direita e esvaziamento cervical seletivo II-IV à esquerda, o exame anatomopatológico revela: carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado, com 3,8 cm no maior diâmetro, invasão da cartilagem tireoide, margens cirúrgicas livres, ausência de embolização vascular e linfática e invasão perineural ausente, com metástase em quatro de 32 linfonodos dissecados, sem ruptura capsular, homolaterais ao tumor primário.
Qual a conduta mais adequada no pós-operatório?
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Paciente do sexo masculino, com 68 anos, tabagista há 35 anos (30 cigarros/dia), etilista crônico, apresenta disfonia progressiva há nove meses, com relato de piora nos últimos dois meses associada a odinofagia e sensação de “bolo” na garganta. Durante laringofibroscopia ambulatorial, foi evidenciada lesão vegetante em prega vocal direita, com extensão para comissura anterior e invasão superficial da prega vocal contralateral, com mobilidade preservada de ambas as pregas vocais. A comissura anterior somente foi acessível com o exame fibroscópico, sendo de difícil visibilização com telescópio, e o paciente tem um grau moderado de retrognatia. Tomografia computadorizada com contraste e cortes finos (1 mm) evidencia lesão restrita à glote, com mínima invasão de cartilagem tireoide na face interna da quilha dela, com espessamento de pregas vocais e extensão para comissura anterior. Não há evidência de linfonodomegalias cervicais ou metástases à distância.
Considerando o estadiamento TNM (8a edição) e as diretrizes atuais de tratamento, qual a conduta mais adequada para esse caso?
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O tratamento de primeira linha da fissura anal aguda inclui
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Mulher de 45 anos, não tabagista e não etilista, apresenta tumor em base de língua com 2,5 cm de diâmetro, com evolução de seis meses. Ao exame físico, observa-se lesão nodular submucosa em hemibase de língua à direita, além de presença de múltiplos linfonodos cervicais bilaterais, o maior com 1,8 cm à direita. A biópsia da lesão primária revela carcinoma de células escamosas não queratinizante. A imuno-histoquímica é positiva para p16. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética confirmam lesão restrita à base de língua e presença de múltiplos linfonodos cervicais bilaterais, sem sinais de ruptura capsular. PET-CT evidencia captação em lesão primária e em linfonodos cervicais bilaterais, sem evidência de metástases à distância. Após tratamento com quimiorradioterapia definitiva (70 Gy + cisplatina), a paciente apresenta resposta completa clínica e radiológica. Dois anos após o tratamento, a paciente permanece sem evidência de doença, mas apresenta xerostomia grau 2, disfagia leve para alimentos sólidos e hipotireoidismo em tratamento.
Assinale a alternativa correta sobre esse caso.
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