Foram encontradas 60 questões.
Provas
Provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Tautologias e truísmos à parte, nenhum saber é final. Qualquer que seja o objeto do conhecimento – uma floresta ou uma indústria, um texto clássico ou um neurotransmissor – uma coisa é certa: por mais que se conheça, sempre será possível conhecer mais. E como o que falta saber, por definição, ninguém sabe o que é, o desconhecido pode ter uma propriedade singular. Nem sempre o que era desconhecido, mas veio a tornar-se conhecido, restringe- se à descoberta de coisas que são meramente complementares ao estoque de saber preexistente. A tensão entre o antigo e o novo – entre o estoque e o fluxo na busca do conhecimento – gera surpresas e anomalias. O novo conhecimento gerado pode alterar radicalmente o nosso entendimento acerca da natureza do saber preexistente e do seu valor de verdade. O conhecer modifica o conhecido. O desconhecido é uma bomba-relógio tiquetaqueando e pronta para implodir (ou não) o edifício do saber estabelecido – uma ameaça pulsando em tudo o que se mantém de pé.
(Eduardo Giannetti, O Autoengano, p. 70-71)
À semelhança do trecho – Nem sempre o que era desconhecido... restringe-se à descoberta –, assinale a alternativa em que, após o verbo restringir, deve ser empregado o acento grave da crase.
Provas
Provas
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: VUNESP
Orgão: FAPESP
Provas

Provas
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Com o Brasil passando por esse turbilhão de transformações sociais e milhões de famílias subindo de classe da noite para o dia, novos padrões de consumo e comportamento se impõem. Graças ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, fica-se sabendo, por exemplo, que o brasileiro está trocando a sardinha pelo salmão.
A sardinha deve lembrar-lhe o puxadinho de alvenaria, a meia com buraco no dedão, o caçula com disenteria, a prestação vencendo, o mês no fim do dinheiro. Já o salmão representa a ida dominical ao shopping, os móveis do quarto da criança, a TV de 40 polegadas, o carro em 72 meses e, quem sabe, a casa própria. O ser humano gosta de símbolos de status, donde, neste momento, a sardinha esteja por baixo, e o peixe usado no cálculo da inflação seja o salmão. [. . .]
Segundo o IPCA, o brasileiro está também comendo menos chuchu e chupando mais balas. Como uma coisa substitui a outra, não sei. Mas a queda do chuchu arrastará também o orgulhoso camarão para a segunda divisão, enquanto o excesso de balas provocará uma explosão de cáries per capita e tornará ainda mais prósperos os nossos dentistas. E assim vai o Brasil rumo ao seu glorioso destino.
(Ruy Castro, Símbolos de Status. Folha de S.Paulo, 18.01.12)
As expressões a sardinha esteja por baixo e a queda do chuchu podem ser consideradas opostas daquilo que se diz em:
Provas
Provas
Provas
Provas
Caderno Container