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Uma paciente de 23 anos de idade, grávida de 24 semanas de gestação, compareceu ao consultório odontológico com queixa de sensibilidade no dente 17. Nenhuma outra condição de saúde foi constatada na anamnese. Ao exame clínico, observou-se uma cavidade de tamanho pequeno envolvendo a oclusal do dente 17, com escurecimento na face mesial, mas com crista marginal preservada. Ao exame radiográfico, verificou-se lesão cariosa penetrando no quarto pulpar da dentina, com uma zona levemente definida de dentina radiopaca separando a dentina desmineralizada da polpa. Também, durante o exame radiográfico, observou-se que a paciente tinha um leve reflexo de vômito. O teste de vitalidade pulpar foi compatível com pulpite reversível.
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos referentes a tratamento de polpa vital, julgue os itens a seguir.
Se, após a exposição pulpar, a hemostasia não for controlada em até cinco minutos, deverá ser feita pulpectomia e posterior tratamento do canal.
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Um paciente de 22 anos de idade compareceu ao consultório odontológico solicitando a exodontia do elemento 16, alegando que não poderia pagar pelo tratamento restaurador. Ao exame clínico, o cirurgião-dentista (CD) notou lesão de cárie profunda, mas a coroa clínica estava bastante preservada. A imagem radiográfica sugeria raízes longas e divergentes, além de maior densidade óssea. No momento do exame físico, verificaram-se FC = 77 bpm, FR = 15 irpm e SatO2 = 99%.
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
A osteíte alveolar é uma complicação que pode ocorrer após exodontias, notadamente nos dentes mandibulares, e pode ser definida como um retardo na cicatrização, associado a uma infecção. Caracteriza-se, geralmente, pelo surgimento de dor moderada a intensa por volta do terceiro ou quarto dia após a remoção do dente.
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Um paciente de 45 anos de idade compareceu ao ambulatório de cirurgia bucomaxilofacial, encaminhado para ser submetido a biópsia de lesão ulcerada em borda lateral de língua à esquerda, de bordos endurados e sangrantes à manipulação, com tempo de evolução de, aproximadamente, quatro meses. Na anamnese, o paciente relatou que já realizou tratamentos anteriores, mas que a lesão persistia. Declarou-se, ainda, sem comorbidades associadas, além de ser ex-tabagista e ex-etilista há vários anos. No momento do exame físico, constataram-se FC = 68 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 97%.
Em relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
A causa do carcinoma de células escamosas oral é multifatorial. Entre esses fatores, a hereditariedade parece não desempenhar um papel principal na causalidade desses tumores.
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Um paciente de 45 anos de idade compareceu ao ambulatório de cirurgia bucomaxilofacial, encaminhado para ser submetido a biópsia de lesão ulcerada em borda lateral de língua à esquerda, de bordos endurados e sangrantes à manipulação, com tempo de evolução de, aproximadamente, quatro meses. Na anamnese, o paciente relatou que já realizou tratamentos anteriores, mas que a lesão persistia. Declarou-se, ainda, sem comorbidades associadas, além de ser ex-tabagista e ex-etilista há vários anos. No momento do exame físico, constataram-se FC = 68 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 97%.
Em relação a esse caso clínico e com base nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Em virtude da grande variabilidade de comportamento das lesões bucais, o prognóstico, em geral, está mais relacionado com o diagnóstico histopatológico, que indica o comportamento biológico da lesão, do que a qualquer outro fator isolado.
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Uma paciente de 18 anos de idade apresentou-se ao serviço de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial para exodontia dos terceiros molares impactados. Ao exame clínico, a região retromolar inferior mostrava sinais de pericoronarite branda, e a paciente relatava dor discreta. O exame radiográfico panorâmico evidenciou os elementos 38 e 48 em inclusão horizontal e completamente localizados dentro do ramo mandibular, com os planos oclusais abaixo da linha cervical dos elementos 37 e 47. A imagem radiográfica sugeria, ainda, íntimo contato entre os ápices dos terceiros molares e o canal dentário inferior. No momento do exame físico, observaram-se FC = 70 bpm, FR = 17 irpm e SatO2 = 98%.
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Caso a paciente apresentasse, no momento da cirurgia, severa limitação na abertura bucal, a técnica de escolha para a anestesia da região poderia ser a de Vazirani-Akinosi com a boca fechada, e o anestésico utilizado poderia ser a prilocaína, ainda que possa ocorrer metemoglobinemia em virtude da natureza química desse anestésico.
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Uma paciente de 18 anos de idade apresentou-se ao serviço de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial para exodontia dos terceiros molares impactados. Ao exame clínico, a região retromolar inferior mostrava sinais de pericoronarite branda, e a paciente relatava dor discreta. O exame radiográfico panorâmico evidenciou os elementos 38 e 48 em inclusão horizontal e completamente localizados dentro do ramo mandibular, com os planos oclusais abaixo da linha cervical dos elementos 37 e 47. A imagem radiográfica sugeria, ainda, íntimo contato entre os ápices dos terceiros molares e o canal dentário inferior. No momento do exame físico, observaram-se FC = 70 bpm, FR = 17 irpm e SatO2 = 98%.
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
De acordo com Peterson, essa é a impacção de mais difícil solução, mostrando-se como um desafio cirúrgico, mesmo para especialistas.
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Uma paciente de 48 anos de idade compareceu ao serviço de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, encaminhada para reconstrução óssea em maxila anterior, de canino a canino, visando à futura reabilitação com implantes osseointegráveis. O rebordo apresentava-se modificado, de modo que a altura original do rebordo alveolar se manteve, apesar da ausência dos dentes, mas a espessura desse mesmo rebordo alveolar reduziu-se a menos de um terço da sua espessura original, apresentando-se de forma côncava. No momento do exame físico, verificaram-se FC = 80 bpm, FR = 19 irpm e SatO2 = 97%.
Considerando esse caso clínico, a respeito dos enxertos ósseos em odontologia, julgue os itens a seguir.
Segundo a classificação de Cawood e Howell (modificada), esse tipo de rebordo edêntulo pode ser classificado como tipo IV e apresenta-se como um grande desafio para a cirurgia reconstrutiva, por causa da severidade da reabsorção.
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Uma paciente de 47 anos de idade sofreu acidente automobilístico há seis horas e recebeu o primeiro atendimento em um hospital regional de onde veio encaminhada, após liberação pelo cirurgião geral, para ser avaliada pelo cirurgião bucomaxilofacial. A paciente apresentava hematoma e edema periorbitário à esquerda, com crepitação na pálpebra inferior esquerda, diplopia ao olhar para cima e parestesia na região infraorbitária e nos dentes do 21 ao 25, além de limitação da abertura da boca, embora a oclusão dentária estivesse preservada. Ao exame físico, verificaram-se FC = 77 bpm, FR = 17 irpm e SatO2 = 97%.
Tendo em vista esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Nas fraturas de zigoma, o tratamento visa à restauração das funções ocular, nasal e mastigatória, além da estética facial. A redução aberta geralmente é realizada por meio de uma combinação de acessos (intraoral, na região lateral da sobrancelha e na região infraorbitária), e o uso de fixação interna rígida na crista zigomático maxilar, na área zigomático frontal e no rebordo infraorbitário é mandatório para obter a estabilização do zigoma.
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Um paciente de 48 anos de idade, vítima de queda de bicicleta há 12 horas, procurou atendimento queixando-se de dor intensa na boca e dificuldade para mastigar. O exame clínico evidenciou hematoma em hemiface direita, acentuado desnivelamento do plano oclusal com mobilidade entre os dentes 47 e 48, laceração da gengiva, além de mordida aberta posterior do lado direito e contato prematuro do dente 48 com o 18. A palpação da base mandibular revelou discreto degrau na região do ângulo mandibular direito. Ao exame físico, observaram-se FC = 85 bpm, FR = 16 irpm e SatO2 = 96%. O paciente não apresentava outras alterações relevantes sistêmicas e nem na face.
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
O momento do tratamento das fraturas faciais depende de diversos fatores; em geral, é melhor adiar a cirurgia por dois dias ou três dias para aguardar a redução do edema.
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Um paciente de 48 anos de idade, vítima de queda de bicicleta há 12 horas, procurou atendimento queixando-se de dor intensa na boca e dificuldade para mastigar. O exame clínico evidenciou hematoma em hemiface direita, acentuado desnivelamento do plano oclusal com mobilidade entre os dentes 47 e 48, laceração da gengiva, além de mordida aberta posterior do lado direito e contato prematuro do dente 48 com o 18. A palpação da base mandibular revelou discreto degrau na região do ângulo mandibular direito. Ao exame físico, observaram-se FC = 85 bpm, FR = 16 irpm e SatO2 = 96%. O paciente não apresentava outras alterações relevantes sistêmicas e nem na face.
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
Para tratar uma fratura de mandíbula, pode ser utilizada a abordagem submandibular na qual a incisão cutânea é posicionada 2 cm abaixo do ângulo da mandíbula, após a pele e o tecido subcutâneo, e o músculo platisma é dissecado para chegar à camada superficial da fáscia cervical profunda, em que se encontra o ramo mandibular marginal do VII par craniano que inerva o músculo do mento.
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