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Para responder à questão leia o trecho abaixo.
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôsse a chorar, sentou-se no chão.”
(Trecho extraído da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.)
Leia o trecho abaixo.
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos.” Esse trecho apresenta uma metáfora no primeiro período. A metáfora é o recurso estilístico responsável por
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para Sociologia no Brasil estabelecem diretrizes para o ensino dessa disciplina no Ensino Médio, enfatizando a importância da formação crítica e reflexiva dos estudantes sobre a sociedade.
(BRASIL. MEC. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN + Ensino Médio: orientações complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais - ciências humanas e suas tecnologias. Brasília, DF: MEC/Semtec, 2002b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasHumanas.pdf>. Acesso em: 18 dez. 2023).
Com base nos objetivos e conteúdos propostos pelos PCNs para Sociologia, assinale a alternativa CORRETA.
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Leia a reportagem a seguir.
“Pesquisa divulgada no último dia 3 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) mostra que menos da metade (44%) dos jovens e adolescentes entre 9 e 17 anos têm acesso à internet na escola.
Os dados escancaram mais uma forma de discriminação social no país capaz de interferir na formação de alunos/as e gerar desequilíbrio na concorrência para o acesso à universidade e ao mercado de trabalho. O recorte social já deixa clara essa diferença. Entre pessoas da mesma idade nas classes A e B, o percentual dos que navegam na rede sobe para 56%.
A qualidade da conexão é outro fator problemático. Enquanto que para 39% das crianças e adolescentes das classes D e E a conexão é considerada ruim, para a mesma faixa etária nas classes A e B, o percentual cai para 18%. Além disso, 22% das mais pobres disseram que a falta de créditos no celular impede o acesso sempre, enquanto 25% apontaram que isso ocorre eventualmente […].
Com isso, o avanço do digital na educação, ao invés de incluir, torna-se uma nova forma de exclusão, como ressalta a secretária de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade. Para ela, o levantamento do Cetic descortina problemas estruturais na sala de aula [...].
De acordo com o levantamento do Cetic, 74% dos internautas com 16 anos ou mais das classes D e E acessam a internet exclusivamente pelo telefone celular, enquanto apenas 11% dos usuários das classes A e B mantêm o mesmo hábito. Para o segundo grupo, o uso de computador é o recurso principal (66%); e apenas 11% utilizam essas ferramentas na classe E”. (CNTE. Desigualdade no acesso à internet impacta qualidade da educação.
Disponível em: <https://www.cnte.org.br/index.php/menu/
comunicacao/posts/noticias/76061-desigualdade-no-acesso-a-internet-impactaqualidade- da-educacao>. Acesso em: 05 jan. 2024).
A análise deste artigo revela questões importantes sobre a desigualdade social e educacional no Brasil, especialmente no contexto do acesso à internet e da qualidade dessa conexão nas escolas. Com base nessa contextualização, assinale (V) para as alternativas Verdadeiras e (F) para as alternativas Falsas.
( ) A pesquisa realizada pelo Cetic evidencia uma disparidade significativa no acesso à internet nas escolas, com apenas 44% dos jovens e adolescentes, entre 9 e 17 anos, tendo acesso. Esse cenário destaca uma forma de discriminação social que interfere diretamente na formação desses alunos, potencializando desigualdades no acesso à universidade e ao mercado de trabalho. A situação é mais crítica entre os estudantes das classes D e E, para os quais a qualidade da conexão é considerada ruim por uma grande parcela dos entrevistados, evidenciando um claro recorte social na qualidade do acesso à educação digital.
( ) Segundo o levantamento do Cetic, a maioria dos estudantes das classes D e E tem acesso à internet de alta qualidade nas escolas, e a falta de créditos no celular raramente impede o acesso à internet, mostrando que não há desigualdade significativa no acesso digital entre diferentes classes sociais. Este cenário sugere que os esforços para inclusão digital nas escolas têm sido bem-sucedidos em nivelar o acesso à informação e recursos educacionais entre estudantes de diferentes backgrounds socioeconômicos.
( ) A pesquisa indica que a qualidade da conexão à internet não apresenta diferenças significativas entre as classes sociais, com uma pequena porcentagem de estudantes de todas as classes reportando problemas com a conexão. Além disso, a falta de créditos no celular é um problema que afeta igualmente estudantes das classes A e B, demonstrando que as barreiras ao acesso digital são uniformemente distribuídas entre as diversas faixas socioeconômicas.
( ) A pesquisa destaca que a dependência exclusiva do telefone celular para acessar a internet é predominantemente uma característica dos usuários das classes D e E, com 74% desses usuários acessando a internet somente por esse meio, enquanto nas classes A e B, o uso de computadores para acessar a internet é mais comum. Essa diferença no meio de acesso à internet reflete não apenas a desigualdade no acesso à tecnologia, mas também pode limitar a qualidade e a extensão do uso educacional da internet, afetando a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho e para o ensino superior.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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O tema "Sociologia e Juventude" abrange uma ampla gama de fenômenos que são centrais para entender como os jovens se expressam, constroem suas identidades e interagem com a sociedade. Essas expressões são influenciadas por uma variedade de fatores, incluindo o contexto histórico, social, econômico e tecnológico. Autores como Michel Maffesoli (MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo na sociedade de massa. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006) e José Guilherme Magnani (MAGNANI, José Guilherme. Os circuitos dos jovens urbanos. Tempo Social - Revista de Sociologia da USP, São Paulo, v. 17, n. 2, p. 173-205, 2005) contribuem para a compreensão das expressões culturais juvenis ao destacar a importância dos grupos, dos espaços e das práticas sociais na formação das identidades juvenis. Seus trabalhos oferecem um panorama rico das formas complexas e multifacetadas através das quais os jovens se expressam e interagem no mundo contemporâneo. Considerando as diversas formas através das quais os jovens expressam suas identidades e interagem com a sociedade, assinale a alternativa CORRETA.
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Analise a charge do cartunista argentino Quino.

Analise a seguinte proposição.
“’Para a maioria das pessoas, só existem dois lugares no mundo: o lugar onde elas vivem e a televisão’. A frase da personagem de Ruído branco, o romance de Don DeLillo [...], sintetiza a presença da mídia – que a televisão simboliza, na qualidade de meio dominante – no mundo contemporâneo. Dela provêm, direta ou indiretamente, por meio de noticiários ou programas de entretenimento, quase todas as informações de que dispomos para situarmo-nos no mundo”.
(MIGUEL, Luis Felipe. Dossiê “mídia e política”. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, n. 21, p. 7-12, jun. 2004. p. 7. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rsocp/a/tRt6hFVjWmKL8nwwNzpFJQN/?format=pdf>. Acesso em: 18 dez. 2023).
A charge de Quino, com a personagem Mafalda, critica o papel da televisão como meio de disseminação cultural. Considerando a relação entre meios de comunicação e a cultura na sociedade contemporânea, assinale a alternativa CORRETA.
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Analise a seguinte proposição:
“Na maioria dos casos, obter algo significa comprá-lo. Aquelas coisas fantásticas, engenhosas e possantes tendem a aparecer como mercadorias, condição em que são introduzidas no mercado, vendidas e pagas com dinheiro. Alguém quer vendê-las a nós a fim de obter lucro. Para consegui-lo, em primeiro lugar tem de nos convencer de que gastar nosso dinheiro vale a pena [...]. As pessoas que querem vender seus produtos devem procurar alguma distinção para eles, fazendo os mais antigos parecerem vencidos, obsoletos e inferiores. Então, como já indicamos, o desejo por um produto deve ser criado de maneira que todo sacrifício voltado para sua compra seja secundário em comparação a sua posse”
(BAUMAN, Zygmunt.; MAY, Tim. Aprendendo a pensar com a Sociologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010. p. 243).
A sociedade do consumo refere-se a uma sociedade caracterizada pela aquisição em massa de bens e serviços, na qual o consumo excede as necessidades básicas de sobrevivência. A respeito das características dessa sociedade, descritas pelos sociólogos Zygmunt Bauman e Tim May, acima, assinale a alternativa INCORRETA.
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Analise a seguinte proposição:
“Para aqueles/as teóricos/as que acreditam que as identidades modernas estão entrando em colapso, o argumento se desenvolve da seguinte forma. Um tipo diferente de mudança estrutural está transformando as sociedades modernas no final do século XX. Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais. Estas transformações estão também mudando nossas identidades pessoais, abalando a ideia que temos de nós próprios como sujeitos integrados. Esta perda de um ‘sentido de si’ estável é chamada, algumas vezes, de deslocamento ou descentração do sujeito. Esse duplo deslocamento-descentração dos indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos - constitui uma ‘crise de identidade’ para o indivíduo” .
(HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 12. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. p. 9).
Em seu trabalho sobre a identidade cultural na pós-modernidade, Stuart Hall discute a natureza das identidades nas sociedades contemporâneas. Com relação às ideias deste autor, assinale a alternativa CORRETA.
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Leia a reportagem a seguir, que trata de uma pesquisa sobre direitos humanos, realizada no ano de 2018.
“Pesquisa feita pelo Instituto Ipsos revela que 28% dos brasileiros acham que os direitos humanos não têm relação com a vida cotidiana das pessoas. O percentual só é menor do que os constatados na Índia (35%) e na Arábia Saudita (30%), entre 28 países pesquisados. Outro dado mostra que seis a cada dez brasileiros – o maior registro do estudo – acredita que as únicas pessoas beneficiadas pelos direitos humanos são criminosos e terroristas.”

REALIDADE BRASILEIRA – Especialistas apontam várias hipóteses para justificar esse fenômeno social de não reconhecimento dos direitos humanos. Altos índices de violência, sensação de impunidade, privação de direitos essenciais e uma experiência democrática recente entram na lista de possíveis explicações. ‘Os direitos humanos se constituem por movimentos de luta pela dignidade humana e esta deve ser garantida a todos, fato que não se efetiva. Além disso, a fragilidade da democracia brasileira reforça o discurso de que os direitos humanos seriam privilégios e não direitos’, analisa a professora da Faculdade de Educação da UnB Sinara Zardo. A educadora complementa que a falta de correspondência entre conceitos e práticas ocorre também porque a maior parte dos brasileiros não se reconhece como sujeito de direito, ou seja, possuidor e legítimo protagonista no exercício dessas garantias. Paralelamente, os indicadores socioeconômicos do Brasil, nas mais diversas áreas, desvelam outras motivações para a construção de uma percepção negativa em relação aos direitos humanos”.
(UNB Notícias. Dificuldades e desafios no cotidiano dos brasileiros. Disponível em: < https://noticias.unb.br/112-extensao-ecomunidade/ 6191-dificuldades-e-desafios-no-cotidiano-dos-brasileiros>. Acesso : em 15 jan. 2024).
A pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, Human Rights in 2018, sobre a percepção dos direitos humanos em diferentes países, inclusive no Brasil, revela visões distintas sobre o impacto desses direitos na vida cotidiana.
(Disponível em: <https://www.ipsos.com/en-us/news-polls/global-advisor-human-rights-2018>. Acesso em: 15 jan. 2024)
Com base nos dados da pesquisa do Instituto Ipsos e nos comentários apresentados no texto acima, assinale (V) para as alternativas Verdadeiras e (F) para as alternativas Falsas.
( ) A sensação de impunidade e altos índices de violência no Brasil podem alimentar a percepção de que os direitos humanos favorecem mais criminosos do que cidadãos cumpridores da lei, reforçando um entendimento distorcido desses direitos.
( ) A vasta experiência democrática do Brasil, com instituições fortes e consolidadas, tem gerado uma compreensão ampla e significativa dos direitos humanos, contradizendo as conclusões da pesquisa.
( ) A falta de experiência democrática e a fragilidade das instituições políticas brasileiras contribuem para uma compreensão equivocada dos direitos humanos como privilégios, ao invés de direitos inalienáveis a todos os cidadãos.
( ) Especialistas apontam que a percepção negativa dos direitos humanos no Brasil pode ser justificada pela eficácia dos direitos essenciais garantidos e pela longa experiência democrática consolidada no país.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
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Analise o seguinte conceito de movimento social.
“Pode-se então definir um movimento social como uma rede interativa de indivíduos, grupos e organizações que, dirigindo suas demandas à sociedade civil e às autoridades, intervêm com relativa continuidade no processo de mudanças sociais, mediante o uso prevalecente de formas não convencionais de participação; ou, dito de outra maneira: trata-se de um conjunto de redes de interação informais entre uma pluralidade de indivíduos, grupos e organizações comprometidas com conflitos de natureza política ou cultural, sobre a base de uma específica identidade coletiva”
(GORCZEVSKI, Clovis; FRIDERICH, Denise. Movimentos sociais: construindo alternativas para superar os limites da democracia representativa. Revista Novos Estudos Jurídicos - Eletrônica, Vol. 24, n. 3, set-dez 2018. p. 919. Disponível em: <https://periodicos.univali.br/index.php/nej/article/view/13748/pdf>. Acesso em: 15 jan. 2024).
No Brasil, os movimentos sociais têm sido um reflexo da diversidade e complexidade do país, desempenhando um papel importante na moldagem do tecido social e político. De acordo com a definição de movimento social apresentada no texto acima, assinale a alternativa INCORRETA.
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Analise o gráfico abaixo, intitulado "A Covid-19 e a pobreza", elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, que apresenta uma relação entre a COVID-19 e a pobreza no Brasil, com foco específico na desigualdade entre diferentes capitais do país.

(FONTE: Instituto Cidades Sustentáveis (Disponível em:
<https://www.cidadessustentaveis.org.br/noticia/detalhe/mapa-da-desigualdade-renda-e-mortalidade-por-covid-19- nas-capitais-brasileiras>. Acesso em: 12 jan. 2024).
Com base na análise do gráfico acima, que apresenta dados sobre a porcentagem da população vivendo com menos de R$ 5,50 por dia e as taxas de mortalidade por COVID-19 por 100 mil habitantes nas capitais brasileiras, assinale a alternativa INCORRETA.
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