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A mentira como matéria prima
Por Paulo José Cunha, em 17/03/2017, na edição 93
É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos postsI. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglioII. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
***
Paulo José Cunha é jornalista e professor.
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/mentira-como-materia-prima/ - Acesso em 26.06.17
Observe os períodos a seguir.
I – “Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts.”
II – “Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio."
Indique a opção em que é revelada a ideia expressa pela oração sublinhada em cada item em relação à oração sucessora.
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A mentira como matéria prima
Por Paulo José Cunha, em 17/03/2017, na edição 93
É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais.b Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou:c “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”d. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011.e A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trumpa E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Aponte a opção em que a oração sublinhada tem valor de substantivo.
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É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de interneta. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”b. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011d. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiaçãoc. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.e
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Assinale a opção em que a parte sublinhada NÃO é sujeito do verbo em negrito.
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Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadorab em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democráticoc.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiaçãod. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própriae e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Indique a opção que apresenta uma expressão com a mesma função sintática desempenhada por “pelo tsunami de 2011”.
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É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar créditoa.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanosb. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trumpc. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismod e. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Marque a opção na qual o termo “que” destacado pertence à mesma classe gramatical que o marcado no período a seguir: “Até os nomes que os dois usam são falsos”.
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É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Identifique a opção que, de acordo com o português padrão, apresenta o número total de vocábulos que flexionam ao ser alterado o termo “arautos” por “arauto” no seguinte período do texto: “Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!". Deve ser considerado, na contagem, o termo “arauto”.
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Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Aponte a figura de linguagem comum a ambas as expressões sublinhadas a seguir: “Para ganhar caminhões de dinheiro (...)” e “Nem de ganhar carradas de dinheiro”.
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Por Paulo José Cunha, em 17/03/2017, na edição 93
É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Paulo José Cunha é jornalista e professor.
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/mentira-como-materia-prima/ - Acesso em 26.06.17
Indique a opção que melhor expressa o efeito de sentido construído no fragmento a seguir, quando o autor traz para seu texto citação direta, por meio do recurso das aspas: “’Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro’”.
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A mentira como matéria prima
Por Paulo José Cunha, em 17/03/2017, na edição 93
É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
***
Paulo José Cunha é jornalista e professor.
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/mentira-como-materia-prima/ - Acesso em 26.06.17
Após a releitura do quarto parágrafo, leia atentamente as assertivas.
I A expressão “os dois” tem como referentes os termos Paris Swade e Danny Gold.
II O sujeito de “precisam” é indeterminado.
III O termo “deles” tem como referente a expressão “todos os candidatos republicanos” (linha 28).
Marque a opção adequada.
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A mentira como matéria prima
Por Paulo José Cunha, em 17/03/2017, na edição 93
É fácil perceber o desastre resultante da associação entre a incapacidade de distinguir notícia falsa e a proliferação, em escala planetária, de noticiário mentiroso, criado com a finalidade de alavancar o ganho pessoal dos donos de sites por meio do reforço a convicções ideológicas e/ou religiosas fundamentalistas.
Tal fato ocorre de forma vertiginosa e devastadora em toda parte onde chega sinal de internet. A resultante desse coquetel é uma mistura de desinformação, preconceito, intolerância, incompetência para a escolha consciente e incapacidade de autodeterminação. Ou seja, o contrário das bases para o bom funcionamento do sistema democrático.
Pesquisa da Universidade de Stanford, realizada com 7.804 estudantes americanos dos ensinos fundamental, médio e superior, concluiu que é “lamentável” a capacidade dos jovens de processar corretamente informações divulgadas nas redes sociais. Sam Wineburg, que conduziu o estudo, afirmou: “Muita gente acredita que os jovens, bem ambientados nas mídias sociais, têm perspicácia para compreender o que leem. Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”. Num dos testes, os estudantes deveriam analisar uma publicação com a foto de uma flor supostamente modificada pela radiação da usina de Fukushima, atingida pelo tsunami de 2011. A publicação não trazia fonte ou indício de que a foto havia sido tirada perto da usina nem evidência de que a flor havia sido modificada pela radiação. Ainda assim, 40% acreditaram na veracidade por achar que havia informação suficiente para lhe dar crédito.
Matéria do Washington Post revela que Paris Swade e Danny Gold, donos de um site direitista radical de notícias falsas, orgulham-se – sim, orgulham-se!, sem qualquer sinal de remorso – de praticar “imprensa marrom”. Até os nomes que os dois usam são falsos. Para ganhar caminhões de dinheiro, precisam de um laptop e de um sofá para escrever e acompanhar a viralização dos posts. Na última eleição, todos os candidatos republicanos investiram grana preta no site deles. O ex-garçom Paris Swade não diz quanto ganha. Mas, admite que teria de ralar cinco anos pilotando uma bandeja para conseguir ganhar o que embolsou em apenas seis meses afagando o ego da extrema-direita com notícias inventadas.
Onda de descrédito
Em sua primeira “matéria”, inventou que, segundo uma fonte anônima, um cientista da Coreia do Norte fugira do país com dados sobre experiências com humanos. Na falta de uma imagem mais “real”, achou a foto de uma massa de carne e postou: “Coreia do Norte: experimentos em humanos”. Em dez minutos, ganhou U$120,00. Nunca mais parou de mentir. Nem de ganhar carradas de dinheiro. Os dois não são religiosos, mas, como isso funciona, pedem que Deus abençoe Trump. E tome notícia falsa como: “Segredos que envolvem o nascimento de Obama revelados. Cartas do pai dele revelam algo de sinistro!”
O fenômeno é avassalador e se espalha sem qualquer controle ou contraponto. Afinal, a internet é terra de ninguém. Não se sujeita a qualquer regulação. Antes que os arautos da censura se apresentem, é bom deixar claro que é assim que deve continuar!
Com a onda de descrédito que assola a imprensa de mercado (por culpa dela própria e pela falsa noção de que é possível substituir informação confiável por memes irresponsáveis da internet), fica fácil concluir que a situação beira perigosamente o abismo. Tanto o estudo de Stanford quanto a matéria do Washington Post se referem ao público norte-americano. Mas, o Brasil poderia ter sido o cenário, e o resultado seria o mesmo. Ou pior.
Se o leitor chegou até aqui, com certeza vai querer deste articulista alguma sugestão de como se pode sair deste imbróglio. A resposta está na ponta da língua, nem precisa esperar: não sei.
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Paulo José Cunha é jornalista e professor.
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/mentira-como-materia-prima/ - Acesso em 26.06.17
Assinale a opção que apresenta ideia convergente àquela expressa no texto.
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