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Acerca da filosofia moderna, sua relação com a produção filosófica e pedagógica, inclusive demarcada através do ensino-aprendizagem relativo à especificidade da atitude filosófica, fora nesta fase notável o desafio em se flexionar o saber da filosofia com a fase da infância, por efeito, gerando implicações contemporâneas importantes. Quanto à temática da filosofia infantil e seu reflexo coeso à produção do saber – no espírito racional – segundo outras fases da vida humana, resguardadas as devidas reduções biológicas da pessoa, Descartes (2004), em Meditações sobre filosofia primeira, assim se refere à infância: "Faz alguns anos já, dei-me conta de que admitira desde a infância muitas coisas falsas por verdadeiras e de quão duvidoso era o que depois sobre elas construí". Baseado neste contexto, julgue os itens seguintes como verdadeiros (V) ou falsos (F):
( ) A infância não fica negativada na filosofia descartiana.
( ) O aparente descrédito à infância é apenas de enfoque, pois Descartes enaltece o seu espírito racional.
( ) A filosofia moderna e de cunho cartesiano pretere a infância sob critério intelectualista porque ela flui nos sentidos.
( ) John Locke resolve melhor essa questão da infância, sendo ele genuíno empirista, a potencializa.
A opção que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de cima para baixo, é:
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Sobre a fabricação dos mitos contemporâneos, Aranha (2005) cita que: “Para Roland Barthes, filósofo francês contemporâneo, o mito hoje organiza um mundo sem contradições, porque sem profundidade, um mundo de uma clareza feliz que possa ser compreendido por todos sem maiores esforços reflexivos”. A historiadora acentua o caráter não crítico na utilização atual dos mitos. Quanto ao mito, segundo Aranha, fazem jus aos mecanismos utilizados para sua criação, exceto um. Qual?
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Acerca da discussão Política, Hannah Arendt aborda significações originais que rebatem – da modernidade – rupturas e fissuras, recolocando no páreo a discussão dos direitos humanos, da igualdade e da democracia, portanto, a filósofa alemã depõe (no contemporâneo) sobre a noção de cidadania. Baseado neste contexto, julgue os itens que seguem como verdadeiros (V) ou falsos (F):
( ) Arendt pensa o direito como corpo legitimador que defende os interesses da pessoa, bastando esta comunicar e agir.
( ) A esfera política arendtiniana é a grande sacada da ruptura política moderna de seu pensamento, em detrimento da esfera social espraiada do pensamento aristotélico e tomista.
( ) A igualdade em Arendt faz jus à noção de cidadania igual para todos, já que para ela todos são iguais.
( ) O fenômeno do totalitarismo e a manipulação dos meios comunicativos destituem a democracia de seu sentido inspirativo grego-ático da liberdade e do aparecimento da condição humana.
A opção que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de cima para baixo, é:
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O atual cenário de discussão sobre a categoria analítica Cultura atravessa muitas vertentes e variações, oriundas principalmente da antropologia e da sociologia. Quanto ao termo e seus estudos, tensionados à razão filosófica, analise os itens seguintes e, após, assinale a opção correta:
I – Antropólogos e sociólogos valorizam Cultura como formação coletiva e anônima de um grupo social nas instituições que o definem.
II – Há analogias biológicas que tornam o conceito Cultura um híbrido, até falacioso, por exemplo, entre organismo humano e grupo humano, por efeito, isso dicotomiza Cultura e Civilização, transita a ideia de “consciência pessoal de uma nação” para a de progresso–ou telos–de alcance cultural humano, que, em seu ápice, forja a civilização humana mais refinada possível.
III – Há um ponto cego ou neutro aí, quando se polariza Cultura e Civilização, ou seja, está na ideia do conjunto de modos de vida de um grupo humano determinado, sem referência ao sistema de valores.
IV – Diante desta plataforma e perspectiva contemporânea, ao se estudar Cultura, deve-se abortar o seu caráter global ou preterir o flexionar filosoficamente as necessidades fundamentais de um grupo humano.
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Julgue os itens que seguem como verdadeiros (V) ou falsos (F): O filósofo Michel Foucault trata o poder de diversos modos e maneiras, ainda que implícito em sua obra, pois, não é uma categoria esparsa, o termo “poder” ou “microfísica do poder” tem por pertinência, conforme suas analíticas:
( ) Focar o corpo e a disciplina dos indivíduos, portanto, se forjar sobre o corpo disciplinar.
( ) Focar os mecanismos de controle da vida, portanto, da natalidade, da estatística: da população.
( ) Tensionar o poder pastoral que é, em definitiva, uma técnica de individualização.
( ) Não tem por pertinência focar os rituais da vida privada.
A opção que apresenta a sequência correta, conforme a ordem de cima para baixo, é:
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Acerca do Ensino de Filosofia, cita Favaretto (1993): “Ensinar Filosofia: mas qual Filosofia? Em que consiste a especificidade do filosófico? E, se não há conteúdos básicos e métodos fixados, o que deve ser considerado o mínimo necessário para realizar uma suposta especificidade em termos de ensino?”. Nesse sentido, as provocações fazem nexos com as implicações do Ensino Filosófico e vai problematizar as injunções da atividade filosófica, antes mesmo da questão do conteúdo, procedimentos e estratégias, ou seja, o professor de filosofia precisa definir para si mesmo o lugar de onde pensa e fala. Conforme pensa este autor, e neste contexto do Ensino de Filosofia, analise os itens atentamente:
I – A História da Filosofia, uma vez articulado à competência e ao interesse do professor de filosofia – “aquele que ensina” – não precisa da insistência de se focalizar o que é relevante a ser ensinado, tendo em vista aquele mínimo de especificidade filosófica.
II – Não é necessário levar em conta o estágio de desenvolvimento psicológico e a inserção cultural dos adolescentes (por exemplo) se a competência do professor for superior a tal trama social.
III – A rarefação intelectual, conforme um estilo rebuscado ou espécime de mito da “atividade” filosófica, de diluição pedagógica e apressada crítica à escolarização, enfim, não compromete as experiências dos discentes, uma vez que eles são desafiados exatamente por tal estilo.
IV – Parece plausível ver o valor formativo da Filosofia, uma vez resguardadas as propaladas críticas do ofício filosófico na Instituição Escolar: educar para a cidadania! Todavia, formação mais que apresenta ao discente “objetos” para aprender, tanto quanto contribui para o seu espírito possível.
Assinale a opção correta:
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“Ao tempo em que florescia Demócrito, já tinha feito sua entrada no cenário intelectual de Atenas alguns dos maiores sofistas: Górgias de Leôncio (483-375), o primeiro dos grandes mestres de retórica; Protágoras de Abdera(c.480-410), conhecido por seu relativismo em matéria de conhecimento; Hipias de Elis, célebre por sua polimatia” (IGLÉSIAS, in REZENDE, 2010). O trecho, como se vê (e lê), reporta aos pré-socráticos, bem como relata sobre a entrada dos sofistas na História da Filosofia. Acerca dos sofistas, avalie os seguintes itens:
I – Os sofistas ocasionam a trama que há de gerar importante cisão histórica: entre opinião e ciência; faz jus ao fato este de grande embate epistemológico, a princípio, discursivo, e, inicialmente travado com o filósofo Sócrates; depois, também, amplificado com os filósofos Platão e Aristóteles.
II – O modo de sobreposição dos clássicos (Sócrates, Platão e Aristóteles) que possibilitou efetivar o deslocamento, na verdade, veio a preterir toda discussão filosófica dos sofistas – por longo tempo, pois, difamados foram como “produtores do falso”, enfim, tal modo é a metafísica.
III – Desde o final do século XIX, porém, os historiadores da Grécia e da filosofia consideram os sofistas fundadores da pedagogia democrática, mestres da arte da educação do cidadão. Arte e não ciência, pois os sofistas se apresentavam como técnicos e professores de técnicas e não como filósofos.
IV – É nessa redução do sofista à técnica ou techne contrapondo a metafísica dos clássicos que a metafísica abarcaria uma noção mais adiantada em torno do sistema de ideias dos clássicos, doravante, uma filosofia mais elaborada.
Assinale a opção correta:
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Agostinho impetrou importante questão filosófica sobre a ideia do mal, trazendo implicações pertinentes para a Ética Filosófica. Avalie os itens seguintes e assinale a alternativa correta.
I – O pecado original e o demiurgo maligno justificam suas explicações filosóficas.
II – A visão agostiniana é tal qual a visão maniqueísta sobre o bem e o mal.
III – Agostinho promovia a ideia do mal como a ausência do bem.
IV – A posição agostiniana do mal, do ponto de vista metafísico, demanda ver Deus como seu autor.
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“O segmento sobre a ‘indústria cultural’ mostra a regressão do esclarecimento à ideologia, que encontra no cinema e no rádio sua expressão mais influente. O esclarecimento consiste aí, sobretudo, no cálculo da eficácia e na técnica de produção e difusão. Em conformidade com seu verdadeiro conteúdo, a ideologia se esgota na idolatria daquilo que existe e do poder pelo qual a técnica é controlada”. Nesta obra, Dialética do Esclarecimento (1985),Adorno & Horkheimer, autores influentes da chamada Escola de Frankfurt, examinam com detalhe as regras do capitalismo e a ideologia da indústria cultural. Avalie os itens a seguir e escolha opção correta, tendo por relação o pensamento frankfurtiano, nesse contexto, em que se explicita sobre a indústria cultural com relação à temática “as artes”.
I – A arte acaba se integrando na rotina das mercadorias. Sua autonomia, conquistada a duras penas, não se perde, nem se volta contra ela, ainda que levada também a ser veículo ideológico do poder social.
II –Adorno e Max Horkheimer indicam uma cultura baseada na ideia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série.
III – De fundo, o problema está na reprodução e na distribuição das obras feitas por empresas capitalistas, visando ao lucro e não à democratização das obras.
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Paul Feyrabend, em Contra o Método (2011),questiona os procedimentos científicos. Nessa via, o cientista evidencia a fragilidade de algumas ideias muito difundidas sobre a natureza do conhecimento. Na veia deste fato, inclusive, relacionado ao pensamento deste autor, bem como sua relação com o conhecimento e ciência, avalie o que se afirma nos itens a seguir e, após, assinale a alternativa correta.
I – Não é necessário dar um papel maior ou demasiada importância à relação entre ideia e ação no desenvolvimento de nosso conhecimento e no desenvolvimento da ciência, pelo contrário.
II – As teorias tornam-se claras e “razoáveis” apenas depois que partes incoerentes dela tenham sido usadas por longo tempo.
III – O anarquismo ou o tudo vale contribui para que se obtenha o progresso científico.
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