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1674018 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Crise de humanidade

A crise econômico-financeira, previsível e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade mínimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se aguenta de pé: a confiança e a verdade. A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe outrossim a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos, por volta de 48 trilhões de dólares anuais. Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.

Os gigantes de Wall Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informações antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam daí grandes lucros. Basta ler o livro do megaespeculador George Soros, A crise do capitalismo, para constatá-lo, pois aí conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função da ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.

Por que a crise atual é a crise da humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de autoafirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem a qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a competição com a cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou. Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdependência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes, temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual pessoal com direitos e por outro social comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.

Adaptado de BOFF, Leonardo. Portal da Agência Latinoamericana de Información , Alainet, em 14-11-2008.

Assinale a alternativa que completa, de acordo com a ortografia oficial, as lacunas da frase: _______da __________ da crise, o mercado conseguiu se ____________.

 

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1673963 Ano: 2009
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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O Capítulo da Comunicação Social da Constituição de 1988 estabeleceu novas normas e diretrizes para a concessão de emissoras de rádio e televisão, anulando os critérios casuísticos utilizados até então, segundo descreve Sérgio Mattos. Isso quer dizer que, hoje:

 

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1673931 Ano: 2009
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Assinale a alternativa que traz a definição correta de uma característica de linguagens de programação orientadas a objetos.

 

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1673910 Ano: 2009
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Fazem parte do acervo de bibliotecas documentos bibliográficos e não bibliográficos. São exemplos de documentos não bibliográficos:

 

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1673690 Ano: 2009
Disciplina: Comunicação Social
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Toda empresa ou instituição pública passa por momentos difíceis. A tradição, em todos os casos, segundo Lorezon e Mawakdiye, é da empresa ou instituição fechar-se em copa, por falta de capacidade de reação. Nesses casos, a opção primeira e mais recomendada é:

 

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1673627 Ano: 2009
Disciplina: Comunicação Social
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Nas equipes que atuam nos sites jornalísticos de maior porte, segundo J. B. Pinho, estão dois profissionais que participam e colaboram na execução de um amplo conjunto de tarefas ao longo de todo o processo de pesquisa, produção, design e de desenvolvimento da tecnologia a ser adotada. Esses profissionais são:

 

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1673581 Ano: 2009
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Entre as fontes de informações, assinale aquelas categorizadas como obras de referências.

 

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1673557 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Com relação à cromatografia, assinale a alternativa correta.

 

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1673329 Ano: 2009
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE

Para prestar serviço de qualidade, o Governo organiza a função pública através de Leis. O Decreto Lei 200/67 divide a Administração pública em direta e indireta. Integra a administração pública indireta:

 

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1673237 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Crise de humanidade

A crise econômico-financeira, previsível e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade mínimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se aguenta de pé: a confiança e a verdade. A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe outrossim a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos, por volta de 48 trilhões de dólares anuais. Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.

Os gigantes de Wall Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informações antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam daí grandes lucros. Basta ler o livro do megaespeculador George Soros, A crise do capitalismo, para constatá-lo, pois aí conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função da ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.

Por que a crise atual é a crise da humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de autoafirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem a qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a competição com a cooperação. A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou. Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdependência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes, temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual pessoal com direitos e por outro social comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.

Adaptado de BOFF, Leonardo. Portal da Agência Latinoamericana de Información , Alainet, em 14-11-2008.

No trecho: “os impulsos eletrônicos (...) não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia", o conectivo oracional pode ser substituído, sem alteração do sentido do texto, por:

 

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