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A combinação, controlada por computador, de pelo menos um tipo de mídia estática com pelo menos um tipo de mídia dinâmica é o(a)
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Sobre os formatos de gravação de CD e DVD disponíveis no Windows Explorer, é correto afirmar-se que
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Sobre educação profissional, é incorreto afirmar-se que
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TEXTO 1
UM AMIGO POR UM DEFUNTO
Quanto à outra pessoa que teve a força obliterativa, foi o meu colega Escobar que no domingo, antes do meio-dia, veio ter a Mata-cavalos. Um amigo supria assim um defunto, e tal amigo que durante cerca de cinco minutos esteve com a minha mão entre as suas, como se me não visse desde longos meses.
– Você – janta comigo, Escobar?
– Vim para isto mesmo.
Minha mãe agradeceu-lhe a amizade que me tinha(a), e ele respondeu com muita polidez, ainda que um tanto atado, como se carecesse de palavra pronta. Já viste que não era assim, a palavra obedecia-lhe, mas o homem não é sempre o mesmo em todos os instantes(b). O que ele disse, em resumo, foi que me estimava pelas minhas boas qualidades e aprimorada educação; no seminário todos me queriam bem(c), nem podia deixar de ser assim, acrescentou. Insistia na educação, nos bons exemplos, "na doce e rara mãe" que o céu me deu... Tudo isso com a voz engasgada e trêmula.
Todos ficaram gostando dele. Eu estava tão contente como se Escobar fosse invenção minha. José Dias desfechou-lhe dois superlativos, tio Cosme dois capotes, e prima Justina não achou tacha que lhe pôr; depois, sim, no segundo ou terceiro domingo, veio ela confessar-nos que o meu amigo Escobar era um tanto metediço e tinha uns olhos policiais a que não escapava nada.
– São os olhos dele, expliquei.
– Nem eu digo que sejam de outro.
– São olhos refletidos, opinou tio Cosme.
– Seguramente, acudiu José Dias; entretanto, pode ser que a senhora D. Justina tenha alguma razão. A verdade é que uma coisa não impede outra, e a reflexão casa-se muito bem à curiosidade natural. Parece curioso, isso parece, mas...
– A mim parece-me um mocinho muito sério, disse minha mãe.
– Justamente! confirmou José Dias para não discordar dela.
Quando eu referi a Escobar aquela opinião de minha mãe (sem lhe contar as outras, naturalmente), vi que o prazer dele foi extraordinário. Agradeceu, dizendo que eram bondades, e elogiou também minha mãe, senhora grave, distinta e moça, muito moça... Que idade teria?
– Já fez quarenta, respondi eu vagamente por vaidade.
– Não é possível! exclamou Escobar. Quarenta anos! Nem parece trinta; está muito moça e bonita. Também a alguém há de você sair, com esses olhos que Deus lhe deu; são exatamente os dela. Enviuvou há muitos anos?
Contei-lhe o que sabia da vida dela e de meu pai(d). Escobar escutava atento,perguntando mais, pedindo explicação das passagens omissas ou só escuras. Quando eu lhe disse que não me lembrava nada da roça(e), tão pequenino viera, contou-me duas ou três reminiscências dos seus três anos de idade, ainda agora frescas. E não contávamos voltar à roça?
– Não, agora não voltamos mais. Olhe, aquele preto que ali vai passando, é de lá.Tomás!
– Nhonhô!
Estávamos na horta da minha casa, e o preto andava em serviço; chegou-se a nós e esperou.
– É casado, disse eu para Escobar. Maria onde está?
– Está socando milho, sim, senhor.
– Você ainda se lembra da roça, Tomás?
– Alembra, sim, senhor.
– Bem, vá-se embora.
Mostrei outro, mais outro, e ainda outro, este Pedro, aquele José, aquele outro Damião...
– Todas as letras do alfabeto, interrompeu Escobar.
Com efeito, eram diferentes letras, e só então reparei nisto; apontei ainda outros escravos, alguns com os mesmos nomes, distinguindo-se por um apelido, ou da pessoa, como João Fulo, Maria Gorda, ou de nação como Pedro Benguela, Antônio Moçambique...
– E estão todos aqui em casa? perguntou ele.
– Não, alguns andam ganhando na rua, outros estão alugados. Não era possível ter todos em casa. Nem são todos os da roça; a maior parte ficou lá.
– O que me admira é que D. Glória se acostumasse logo a viver em casa da cidade, onde tudo é apertado; a de lá é naturalmente grande. ]
– Não sei, mas parece. Mamãe tem outras casas maiores que esta; diz porém que há de morrer aqui. As outras estão alugadas. Algumas são bem grandes, como a da Rua da Quitanda...
– Conheço essa; é bonita.
– Tem também no Rio Comprido, na Cidade-Nova, uma no Catete...
– Não lhe hão de faltar tetos, concluiu ele sorrindo com simpatia.
Caminhamos para o fundo. Passamos o lavadouro; ele parou um instante aí, mirando a pedra de bater roupa e fazendo reflexões a propósito do asseio; depois continuamos. Quais foram as reflexões não me lembra agora; lembra-me só que as achei engenhosas, e ri, ele riu também. A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo. Escobar confessou esse acordo do interno com o externo, por palavras tão finas e altas que me comoveram; depois, a propósito da beleza moral que se ajusta à física, tornou a falar de minha mãe, "um anjo dobrado", disse ele.
ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Texto de referência: Obras Completas de Machado de Assis, vol. I, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994. Publicado originalmente pela Editora Garnier, Rio de Janeiro, 1899.
Disponível em <http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/romance/marm08.pdf>
A alteração da posição do pronome oblíquo, em relação ao verbo, se mantém de acordo com a língua culta padrão em
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TEXTO
A CAPITOA
Quando o Capitão da Guarda Nacional Afonso Dias Peixoto entregou a alma a Deus, assim de improviso, sem dar tempo para chamar o médico, nem o padre, Dona Leopoldina, a Capitoa, mandou pintar a fachada da casa com uma barra preta, simbolizando seu sentimento de viúva sem filhos – e ela mesma cumpriu um ano de luto fechado, saindo só para a igreja. Em seguida, usou vestido roxo por três meses e passou um mês de branco, depois do que considerou definitivamente pagas as honras devidas ao finado. E entrou na rotina nova da sua vida, administrando os bens, recebendo os aluguéis, frequentando a missa diariamente, não faltando à devoção da novena, ao tempo da festa da Padroeira.
Contraiu o hábito de ir toda manhã à Farmácia, para se fazer aplicar injeção: quando terminava a série para os nervos, entrava nos fortificantes, sem contar os remédios que levava para uso oral – um Elixir Depurador, um Vinho Reconstituinte, o Biotônico, a Emulsão. As más-línguas começaram a rosnar que a Capitoa estava de olho no prático da farmácia, um rapaz solteiro de riso cínico e olhos de víbora. Pura maldade, pois o moço tinha lá sua noiva oficial e tratava Dona Leopoldina com respeitosa consideração. Sim, que Dona Leopoldina ainda ficava bem meia hora de palestração na botica, mas estava só a fim de matar o tempo e tornar menos longa a manhã, que começava para ela às cinco horas.
Era uma mulher alta, branca, repolhuda, imponente, de cabelos pretos cortados “à la garçonne”, nariz de Cleópatra, olhos negros inquietos. Usava brincos de pingente, de ouro, que estavam sempre a balançar e não se separava da bolsa de prata, que conduzia com certo orgulho. E viva, simpática, conversadeira, curiosa, de palavra rápida e riso curto, costumava dizer que “viúva rica e bonita casada fica”. Tirando um pouco sobre a modéstia, acrescentava que não era bem seu caso – nem era rica, nem se julgava bonita. Mas tinha lá seu sal, isto tinha.
Começou a fazer pequenas viagens, a visitar parentes em cidades próximas e uma vez veio a Fortaleza, que ela vira em mocinha. Voltou de casamento apalavrado com um senhor de meia idade, caixeiro-viajante, que conhecera na pensão em que se hospedara. Por coincidência também se chamava Afonso. E a Capitoa, embandeirada, lhe louvava a polidez, o bem vestir, os cabelos grisalhos, a boa conversa em sotaque carioca, lembrava com ternura os passeios de automóvel, as tardes na sorveteria e um certo baile, que lhe deixara uma impressão imperecível.
Este segundo Afonso nem chegou a ir ao interior, a bem dizer não deu notícia, não se dignou nem responder à carta cheia de belos propósitos que ela lhe fizera, numa letra cheia e firme. Afonso II evaporou-se, mas deixou a Capitoa motivada para reincidir no matrimônio.
Pouco depois aportou na cidade um camelô, que se apresentava com uma cobra gorda e grande enrodilhada no pescoço, atraindo fregueses para a barraca de bugigangas, armada na Praça da Igreja. Caíram de simpatia mútua, que ainda mais aumentou da parte dela, quando o homem lhe deu de presente um corte de seda-palha, coisa muito fina, moda na época.
Por volta das quatro horas, lá ia ele para a casa da viúva, onde tinha direito a lanche de apetite e boa prosa, instalado numa rede de corda, muito a preceito. Terminada a festa da Santa, o camelô se foi, com promessa de voltar. Até hoje.
Claro que a Capitoa não desistiu, mas também não saiu à caça, dando mostras de indocilidade – ficou lá na sua janela, com varanda de ferro, onde à boca da noite pontificava para as mocinhas da vizinhança que gostavam de ouvi-la contar suas brilhaturas de juventude e repetir que “viúva rica e bonita casada fica”.
Uma tarde ela comunicou às suas trêfegas ouvintes que seu Belisário estava “se peneirando” para o seu lado. Estava mesmo. Era um homem longamente curtido na viuvez, com três filhas moças e dois rapazes, os quais rebentos, assim se deram conta das intenções paternas, entraram numa campanha acirrada de oposição, invocando como argumento fundamental que Dona Leopoldina já tinha cumprido sua tumultuada fase de loucura, em termos de patrasmente. O que aliás era verdade. E seu Belisário não ofereceu resistência à imposição dos filhotes.
Passou-se, passou-se, apareceu-lhe um outro viúvo, da cidade vizinha, homem velhote, que se apresentou com a intenção de lhe alugar uns quartos, que ela construíra nos fundos da casa, para fins comerciais. Que pretensão de aluguel foi esta, que acabou dando mesmo em casamento. Bem se vê que os quartos eram só um motivo para se aproximar da Capitoa, pois sua fama de “recursada” já corria pela redondeza.
Uma noite a cidade foi surpreendida com a Igreja iluminada, apesar de toda fechada. Num instante o povo suspeitou do casamento (que os nubentes pretendiam o mais discreto possível) e rapidamente começou a juntar gente à espera deles. Daí fizeram acompanhamento numeroso e festivo, com “Vivas” até a casa da Capitoa (que apesar de tudo continuava barrada de luto).
Infelizmente não posso terminar dizendo que viveram muitos anos e foram muito felizes. Poucos meses depois a infeliz Capitoa se finava. E não faltou quem suspeitasse de envenenamento por parte das enteadas.
Mílton Dias. A Capitoa; estórias e crônicas. Fortaleza: Edições UFC. 1982. p. 59-61.
No fragmento “(...) o Capitão da Guarda Nacional Afonso Dias Peixoto entregou a alma a Deus, (...)”, é correto inferir-se que o Capitão
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Quanto ao perfil, as roscas triangulares podem ser classificadas como
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Leia o texto e responda a questão abaixo.
Por que o aluno brasileiro aprende tão pouco?
O ensino público brasileiro está de recuperação. Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) indicam que 70% dos alunos das séries avaliadas (quinto e nono anos do ensino fundamental e terceiro do ensino médio) não atingiram níveis de aprendizado considerados adequados em língua portuguesa e matemática. O número mais alarmante está no terceiro ano do ensino médio: apenas 9,8% dos alunos dominam conhecimentos que deveriam saber em matemática.
"Esses dados nos fazem concluir que o grande problema da educação brasileira está no aprendizado. O aluno está na escola, mas não aprende", diz Priscila Cruz, diretora executiva do Movimento Todos Pela Educação. "Nos Estados Unidos, 88% dos alunos possuem um aprendizado adequado. Ou seja, ainda temos um déficit educacional muito grande".
Se a questão central da educação é a aprendizagem, é inevitável perguntar: por que o aluno brasileiro aprende tão pouco? A resposta constitui um mosaico cheio de processos que precisam estar encaixados de maneira eficiente. A peça central, porém, está no docente: um professor qualificado gera qualidade de aprendizagem, que por sua vez gera qualidade na educação. "O professor é o grande ator de uma política educacional de sucesso e o avanço dos índices depende em grande parte do investimento na carreira docente", afirma Célio da Cunha, professor da Universidade de Brasília (UnB) e consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Arthur Fonseca Filho, ex-presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, concorda: "As pessoas mais bem preparadas hoje não procuram a carreira do magistério. Precisamos valorizar a função docente para inverter essa lógica e melhorar a educação". Além de atrair os melhores, é preciso oferecer formação inicial e continuada de qualidade que prepare o mestre para a realidade escolar. "A formação do professor é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhora é possível", sentencia Guiomar Namo de Mello, especialista em educação.
Selecionar os melhores profissionais e investir na formação deles provou-se ser uma prática tão eficaz que está no topo das principais lições a serem aprendidas a partir de exemplos bem-sucedidos de modelos educacionais do mundo. O relatório Como os Sistemas de Escolas de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, elaborado em 2008 pela consultoria americana McKinsey, mostra que na Coreia do Sul os futuros professores do ensino fundamental são recrutados entre a elite dos alunos do ensino médio. Por aqui, boa parte do professorado vem dos piores alunos. A maioria encontra ainda no ensino superior uma formação deficitária.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/por-que-o-aluno-brasileiro-aprende-tao-pouco
Assim como na palavra destacada do trecho "A resposta constitui um mosaico cheio de processos que precisam estar encaixados de maneira eficiente", as palavras estão grafadas corretamente em
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O formato de vídeo AVI é
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A norma define os graus de proteção dos equipamentos elétricos por meio das letras características IP, seguidas por dois algarismos.
O primeiro e o segundo algarismo representam, respectivamente,
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Segundo a Teoria das Cores, a "saturação", também chamada "croma", é
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