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Para um paciente com gasometria, evidenciando pH: 7,32 PaCO2:50 mmHg PaO2:70 mmHg HCO3:23mEq/L SaO2:96% EB:-1, em ar ambiente, não é diagnóstico provável:
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Não é considerado método de preparar um rufião:
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Na psicanálise freudiano-lacaniana, algumas condições são necessárias, para que um tratamento se efetive.
Acerca das entrevistas preliminares, é correto afirmar-se que
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TEXTO 2
Segundo um novo estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York e da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, pessoas com depressão leve, ou seja, com sintomas menos intensos da doença, também podem se beneficiar com o uso de antidepressivos. A pesquisa, divulgada nesta sexta-feira na versão online do periódico Journal of Clinical Psychiatry, se opõe a levantamentos anteriores que haviam identificado efeitos positivos desses medicamentos somente em pacientes com quadros de depressão grave.
"Atualmente existe uma concepção válida de que, se uma pessoa não tem um quadro de depressão tão grave e que não dura tanto tempo, ela pode melhorar sozinha ou somente com terapias", afirma David Hellerstein, médico da Universidade de Columbia e um dos autores do estudo. Para ele, porém, a decisão dos profissionais de receitar ou não antidepressivos não deve se basear necessariamente no grau do problema, mas sim na persistência dos sintomas.
"Pacientes que conseguem melhorar, após algumas semanas, com mudança na dieta ou praticando atividades físicas não precisam dos medicamentos", disse o médico à agência Reuters. "Porém aqueles com depressão mais persistente devem ser avaliados e os antidepressivos podem ser uma boa opção, mesmo para sintomas moderados da doença."
Foram coletados dados de seis estudos diferentes feitos no próprio Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York entre os anos de 1985 e 2000. Ao todo, essas pesquisas analisaram as características de 825 pessoas com depressão moderada e duradoura. Em metade dos casos, os pacientes que tomaram antidepressivos apresentaram uma melhora mais acentuada nos sintomas depressivos do que aqueles que receberam placebo.
"Esse resultado é suficiente para os profissionais cogitarem recomendar esse tratamento", afirma o estudo. Porém, os pesquisadores ressaltam que isso não significa que todas as pessoas com depressão leve devam receber antidepressivos, já que pacientes com esse problema costumam responder bem a psicoterapias. Além disso, os medicamentos podem apresentar efeitos colaterais para o organismo.
Disponível em <http://veja.abril.com.br/noticia/saude/antidepressivos-tambem-podembeneficiar-pessoas-com-depressao-leve>
É correto afirmar-se que, dos itens abaixo,
I. Placebo é um tipo de medicamento de efeito e duração curtos.
II. O tratamento da depressão envolve muitos fatores, entre eles mudanças de alimentação e prática de atividade física.
III. A psicoterapia acompanhada de antidepressivos garante o sucesso no tratamento da depressão.
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Dentre as infrações éticas e disciplinares, constantes no Código de Ética do profissional de enfermagem, infração grave é aquela que provoca
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Em um solo que apresentou
Ca = 4,5 cmolc dm-3; Mg = 8,0 mmolc dm-3; K = 0,8 cmolc dm-3; Na = 0,3 cmolc dm-3; H + Al = 1,4 cmolc dm-3; Al = 0,4 cmolc/dm3,
o índice de saturação por bases e a CTC desse solo são
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2427556
Ano: 2012
Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Os parâmetros técnicos que devem ser observados na compra de um no-break são
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A Lei 8.662/ 93 atribui, ao assistente social, determinadas competências (art. 4º) e atribuições privativas (art.5º). A definição correta sobre competência e atribuição, segundo Simões (2008), está na alternativa
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Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, – e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, – e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado com suas roupas de chita multicor ao vento, – por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida – e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
Disponível em <http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp>
De acordo com o texto,
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TEXTO
A CAPITOA
Quando o Capitão da Guarda Nacional Afonso Dias Peixoto entregou a alma a Deus, assim de improviso, sem dar tempo para chamar o médico, nem o padre, Dona Leopoldina, a Capitoa, mandou pintar a fachada da casa com uma barra preta, simbolizando seu sentimento de viúva sem filhos – e ela mesma cumpriu um ano de luto fechado, saindo só para a igreja. Em seguida, usou vestido roxo por três meses e passou um mês de branco, depois do que considerou definitivamente pagas as honras devidas ao finado. E entrou na rotina nova da sua vida, administrando os bens, recebendo os aluguéis, frequentando a missa diariamente, não faltando à devoção da novena, ao tempo da festa da Padroeira.
Contraiu o hábito de ir toda manhã à Farmácia, para se fazer aplicar injeção: quando terminava a série para os nervos, entrava nos fortificantes, sem contar os remédios que levava para uso oral – um Elixir Depurador, um Vinho Reconstituinte, o Biotônico, a Emulsão. As más-línguas começaram a rosnar que a Capitoa estava de olho no prático da farmácia, um rapaz solteiro de riso cínico e olhos de víbora. Pura maldade, pois o moço tinha lá sua noiva oficial e tratava Dona Leopoldina com respeitosa consideração. Sim, que Dona Leopoldina ainda ficava bem meia hora de palestração na botica, mas estava só a fim de matar o tempo e tornar menos longa a manhã, que começava para ela às cinco horas.
Era uma mulher alta, branca, repolhuda, imponente, de cabelos pretos cortados “à la garçonne”, nariz de Cleópatra, olhos negros inquietos. Usava brincos de pingente, de ouro, que estavam sempre a balançar e não se separava da bolsa de prata, que conduzia com certo orgulho. E viva, simpática, conversadeira, curiosa, de palavra rápida e riso curto, costumava dizer que “viúva rica e bonita casada fica”. Tirando um pouco sobre a modéstia, acrescentava que não era bem seu caso – nem era rica, nem se julgava bonita. Mas tinha lá seu sal, isto tinha.
Começou a fazer pequenas viagens, a visitar parentes em cidades próximas e uma vez veio a Fortaleza, que ela vira em mocinha. Voltou de casamento apalavrado com um senhor de meia idade, caixeiro-viajante, que conhecera na pensão em que se hospedara. Por coincidência também se chamava Afonso. E a Capitoa, embandeirada, lhe louvava a polidez, o bem vestir, os cabelos grisalhos, a boa conversa em sotaque carioca, lembrava com ternura os passeios de automóvel, as tardes na sorveteria e um certo baile, que lhe deixara uma impressão imperecível.
Este segundo Afonso nem chegou a ir ao interior, a bem dizer não deu notícia, não se dignou nem responder à carta cheia de belos propósitos que ela lhe fizera, numa letra cheia e firme. Afonso II evaporou-se, mas deixou a Capitoa motivada para reincidir no matrimônio.
Pouco depois aportou na cidade um camelô, que se apresentava com uma cobra gorda e grande enrodilhada no pescoço, atraindo fregueses para a barraca de bugigangas, armada na Praça da Igreja. Caíram de simpatia mútua, que ainda mais aumentou da parte dela, quando o homem lhe deu de presente um corte de seda-palha, coisa muito fina, moda na época.
Por volta das quatro horas, lá ia ele para a casa da viúva, onde tinha direito a lanche de apetite e boa prosa, instalado numa rede de corda, muito a preceito. Terminada a festa da Santa, o camelô se foi, com promessa de voltar. Até hoje.
Claro que a Capitoa não desistiu, mas também não saiu à caça, dando mostras de indocilidade – ficou lá na sua janela, com varanda de ferro, onde à boca da noite pontificava para as mocinhas da vizinhança que gostavam de ouvi-la contar suas brilhaturas de juventude e repetir que “viúva rica e bonita casada fica”.
Uma tarde ela comunicou às suas trêfegas ouvintes que seu Belisário estava “se peneirando” para o seu lado. Estava mesmo. Era um homem longamente curtido na viuvez, com três filhas moças e dois rapazes, os quais rebentos, assim se deram conta das intenções paternas, entraram numa campanha acirrada de oposição, invocando como argumento fundamental que Dona Leopoldina já tinha cumprido sua tumultuada fase de loucura, em termos de patrasmente. O que aliás era verdade. E seu Belisário não ofereceu resistência à imposição dos filhotes.
Passou-se, passou-se, apareceu-lhe um outro viúvo, da cidade vizinha, homem velhote, que se apresentou com a intenção de lhe alugar uns quartos, que ela construíra nos fundos da casa, para fins comerciais. Que pretensão de aluguel foi esta, que acabou dando mesmo em casamento. Bem se vê que os quartos eram só um motivo para se aproximar da Capitoa, pois sua fama de “recursada” já corria pela redondeza.
Uma noite a cidade foi surpreendida com a Igreja iluminada, apesar de toda fechada. Num instante o povo suspeitou do casamento (que os nubentes pretendiam o mais discreto possível) e rapidamente começou a juntar gente à espera deles. Daí fizeram acompanhamento numeroso e festivo, com “Vivas” até a casa da Capitoa (que apesar de tudo continuava barrada de luto).
Infelizmente não posso terminar dizendo que viveram muitos anos e foram muito felizes. Poucos meses depois a infeliz Capitoa se finava. E não faltou quem suspeitasse de envenenamento por parte das enteadas.
Mílton Dias. A Capitoa; estórias e crônicas. Fortaleza: Edições UFC. 1982. p. 59-61.
De acordo com o texto, o primeiro marido de Dona Leopoldina era Capitão da Guarda Nacional. Em razão do cargo que ocupava, a forma de tratamento adequada, para se dirigir a ele, é
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