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A arte de ser feliz
Cecília Meireles
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
http://pensador.uol.com.br/cecilia_meireles_poemas/
É antônimo de estiagem:
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Sobre a teoria do desenvolvimento de Eric Erickson, que destaca a adolescência como o período central do desenvolvimento, assinale o item correto:
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Na condição de assistente de alunos em que precise acompanhar um grupo de estudantes menores de 18 anos em uma viagem de âmbito nacional para fins educacionaissão necessárias as providencias e cuidados (de acordo com o ECA) elencados na assertiva:
I. Enviar carta aos pais ou responsáveis.
II. Solicitar autorização do pai, mãe ou responsável.
III. Solicitar autorização dos pais ou responsável para hospedar o estudante no hotel reservado ao grupo
IV. Orientar aos adolescentes e familiares a buscar autorização judicial quando se tratar de viagem internacional
Assinale a assertiva correta:
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'Nova classe média' vive de bico
Uma parte da "nova classe média" brasileira depende de bicos para manter-se no patamar socioeconômico que alcançou. Essa constatação está em uma pesquisa que acompanhou o modo como as famílias dessa classe gerenciam sua renda. O levantamento, divulgado pelo Estado, indica uma grande dificuldade de obter estabilidade apenas com os ganhos do emprego formal, obrigando as famílias a complementar a renda com diversas atividades de caráter incerto. Dependentes da demanda por esses serviços informais, os pesquisados podem passar da classe B para a D em um curto espaço de tempo, às vezes de um mês para o outro.
Embora não tenha abrangido o País todo, a pesquisa é um claro indício de que a má qualidade do emprego no Brasil condena uma parcela importante dessa festejada classe de renda ao aperto permanente em razão das dívidas, da ignorância em relação à sua situação real e do despreparo técnico e educacional para buscar uma colocação mais rentável e estável.
"Podemos dizer que a classe C é classe média quando dá", disse Luciana Aguiar, diretora da consultoria Plano CDE, especializada em classes baixas e responsável pela pesquisa.
O levantamento observou o comportamento de 120 famílias de quatro capitais - São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Durante seis meses, os pesquisadores acompanharam minuciosamente a contabilidade desses grupos. Todas as famílias apresentaram alguma oscilação entre classes sociais. Em ao menos um caso, os pesquisados deixaram a condição de pobres, frequentaram a classe C e passaram pela B, sem nenhuma garantia de que lá permaneceriam.
Isso acontece porque essas famílias têm um ganho fixo muito baixo, que frequentemente nem é fruto de trabalho formal, e só de benefícios sociais, como aposentadoria e Bolsa Família. A renda, portanto, tem de ser complementada com serviços eventuais - que muitas vezes resultam em ganhos maiores do que os proporcionados pelo fixo.
A variação da renda não seria um problema em si se as famílias pesquisadas tivessem reservas para os momentos de aperto. No entanto, graças ao crescimento da oferta de crédito e ao estímulo do governo à gastança, elas se endividaram fortemente nos últimos tempos e quase tudo do pouco que ganham é destinado ao pagamento dos débitos em atraso. Quando o teto da renda é ultrapassado, geralmente lançam mão do cartão de crédito como meio de pagamento de dívidas - há famílias com até dez cartões.
Um aspecto importante do levantamento é que muitos entrevistados só entendem que estão endividados quando não conseguem pagar as prestações ou renegociar os débitos. Parte da "nova classe média" não reconhece como dívida as prestações que ainda não venceram nem as que já estão em atraso, mas somente aquelas que o credor não aceitou renegociar. Isso significa que, mesmo endividadas, as famílias dessa classe continuam a consumir sem fazer provisão para pagar os débitos. Ao contrário: para seguir o padrão imaginado para a classe, elas ampliaram o cardápio de consumo, incluindo TV por assinatura, internet, plano de saúde e escola particular, estreitando ainda mais sua margem de manobra para enfrentar a oscilação de renda.
Desse modo, a "nova classe média" enfrenta as pressões típicas da classe média tradicional, como a inflação de alimentos e de serviços, sem ter uma estrutura orçamentária e social condizente com essa situação. Para os pesquisadores, a conjunção entre a alta de preços e a precariedade do trabalho torna essas famílias especialmente vulneráveis às mudanças de mercado.
Para que a "nova classe média" se torne estável, portanto, é preciso que haja investimento contínuo em qualificação profissional e em educação formal - uma condição crucial para enfrentar momentos como o atual, em que o mercado de trabalho, em especial no estagnado setor industrial, começa a perder o fôlego e a maior parte dos empregos que gera é de baixa qualidade.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nova-classe-media-vive-de-bico,1171681,0.htm
Todas as alternativas estão corretas, exceto:
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De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente consideram-se inimputáveis os
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O texto acima trata-se de um modelo de:
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'Nova classe média' vive de bico
Uma parte da "nova classe média" brasileira depende de bicos para manter-se no patamar socioeconômico que alcançou. Essa constatação está em uma pesquisa que acompanhou o modo como as famílias dessa classe gerenciam sua renda. O levantamento, divulgado pelo Estado, indica uma grande dificuldade de obter estabilidade apenas com os ganhos do emprego formal, obrigando as famílias a complementar a renda com diversas atividades de caráter incerto. Dependentes da demanda por esses serviços informais, os pesquisados podem passar da classe B para a D em um curto espaço de tempo, às vezes de um mês para o outro.
Embora não tenha abrangido o País todo, a pesquisa é um claro indício de que a má qualidade do emprego no Brasil condena uma parcela importante dessa festejada classe de renda ao aperto permanente em razão das dívidas, da ignorância em relação à sua situação real e do despreparo técnico e educacional para buscar uma colocação mais rentável e estável.
"Podemos dizer que a classe C é classe média quando dá", disse Luciana Aguiar, diretora da consultoria Plano CDE, especializada em classes baixas e responsável pela pesquisa.
O levantamento observou o comportamento de 120 famílias de quatro capitais - São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Durante seis meses, os pesquisadores acompanharam minuciosamente a contabilidade desses grupos. Todas as famílias apresentaram alguma oscilação entre classes sociais. Em ao menos um caso, os pesquisados deixaram a condição de pobres, frequentaram a classe C e passaram pela B, sem nenhuma garantia de que lá permaneceriam.
Isso acontece essas famílias têm um ganho fixo muito baixo, que frequentemente nem é fruto de trabalho formal, e só de benefícios sociais, como aposentadoria e Bolsa Família. A renda, portanto, tem de ser complementada com serviços eventuais - que muitas vezes resultam em ganhos maiores do que os proporcionados pelo fixo.
A variação da renda não seria um problema em si se as famílias pesquisadas tivessem reservas para os momentos de aperto. No entanto, graças ao crescimento da oferta de crédito e ao estímulo do governo à gastança, elas se endividaram fortemente nos últimos tempos e quase tudo do pouco que ganham é destinado ao pagamento dos débitos em atraso. Quando o teto da renda é ultrapassado, geralmente lançam mão do cartão de crédito como meio de pagamento de dívidas - há famílias com até dez cartões.
Um aspecto importante do levantamento é que muitos entrevistados só entendem que estão endividados quando não conseguem pagar as prestações ou renegociar os débitos. Parte da "nova classe média" não reconhece como dívida as prestações que ainda não venceram nem as que já estão em atraso, mas somente aquelas que o credor não aceitou renegociar. Isso significa que, mesmo endividadas, as famílias dessa classe continuam a consumir sem fazer provisão para pagar os débitos. Ao contrário: para seguir o padrão imaginado para a classe, elas ampliaram o cardápio de consumo, incluindo TV por assinatura, internet, plano de saúde e escola particular, estreitando ainda mais sua margem de manobra para enfrentar a oscilação de renda.
Desse modo, a "nova classe média" enfrenta as pressões típicas da classe média tradicional, como a inflação de alimentos e de serviços, sem ter uma estrutura orçamentária e social condizente com essa situação. Para os pesquisadores, a conjunção entre a alta de preços e a precariedade do trabalho torna essas famílias especialmente vulneráveis às mudanças de mercado.
Para que a "nova classe média" se torne estável, portanto, é preciso que haja investimento contínuo em qualificação profissional e em educação formal - uma condição crucial para enfrentar momentos como o atual, em que o mercado de trabalho, em especial no estagnado setor industrial, começa a perder o fôlego e a maior parte dos empregos que gera é de baixa qualidade.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nova-classe-media-vive-de-bico,1171681,0.htm
A mudança econômica a qual o país está passando atinge, de forma positiva e negativa, todas as camadas sociais. É incorreto afirmar que:
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Fácil de preparar, barato e com todos os nutrientes de que você precisa. Parece tentador? Conheça o nutraloaf ("pão nutritivo", em inglês), alimento que é servido em prisões dos EUA e está causando polêmica por lá - porque não tem absolutamente gosto nenhum. A receita exata varia conforme o fornecedor, mas geralmente leva carne e/ou frango moídos, pão de trigo integral, queijo cheddar, cenoura, espinafre, feijão, batata, tomate, leite em pó e uva passa. Parece uma combinação aleatória, mas não é. Cada ingrediente foi cuidadosamente escolhido para anular o sabor dos demais. Segundo a empresa AramarkCorrectional Services, uma das produtoras do pão, a meta é que o resultado final seja completamente "neutro". Ou seja, sem gosto.
Isso porque ele é usado como castigo para detentos que tiveram mau comportamento - e aí passam um tempo comendo apenas o nutraloaf (dois por dia, cada um com 1.100 calorias). Mas os presos de sete Estados americanos decidiram processar o governo, alegando que isso é tortura. No Estado de Oregon, chegaram a vencer em primeira instância, mas o governo recorreu e ganhou. Em Illinois, onde um preso fez greve de fome, os detentos recorreram e conseguiram que o julgamento fosse reaberto. Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto. "Eu queria sentir qualquer sabor, até se fosse ruim", opinou o americano Jeff Ruby, da revista Chicago. Ele não conseguiu terminar - e ficou indisposto o resto do dia.
Super interessante, jan/14
A partir do texto acima, assinale a opção correta em relação ao nutraloaf:
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Segundo Japiassu (1976) e levando em consideração os graus sucessivos de cooperação e coordenação de equipes em diferentes disciplinas é incorreto afirmar que:
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Fácil de preparar, barato e com todos os nutrientes de que você precisa. Parece tentador? Conheça o nutraloaf ("pão nutritivo", em inglês), alimento que é servido em prisões dos EUA e está causando polêmica por lá - porque não tem absolutamente gosto nenhum. A receita exata varia conforme o fornecedor, mas geralmente leva carne e/ou frango moídos, pão de trigo integral, queijo cheddar, cenoura, espinafre, feijão, batata, tomate, leite em pó e uva passa. Parece uma combinação aleatória, mas não é. Cada ingrediente foi cuidadosamente escolhido para anular o sabor dos demais. Segundo a empresa AramarkCorrectional Services, uma das produtoras do pão, a meta é que o resultado final seja completamente "neutro". Ou seja, sem gosto.
Isso porque ele é usado como castigo para detentos que tiveram mau comportamento - e aí passam um tempo comendo apenas o nutraloaf (dois por dia, cada um com 1.100 calorias). Mas os presos de sete Estados americanos decidiram processar o governo, alegando que isso é tortura. No Estado de Oregon, chegaram a vencer em primeira instância, mas o governo recorreu e ganhou. Em Illinois, onde um preso fez greve de fome, os detentos recorreram e conseguiram que o julgamento fosse reaberto. Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto. "Eu queria sentir qualquer sabor, até se fosse ruim", opinou o americano Jeff Ruby, da revista Chicago. Ele não conseguiu terminar - e ficou indisposto o resto do dia.
Super interessante, jan/14
Na frase “Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto”, a palavra gororoba tem o mesmo significado de
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