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Foram encontradas 640 questões.

382656 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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TEXTO – O GAJO, O ÓCIO E A REDE (Adriana Calcanhoto)

Na Flip 2015, duas das questões mais caras ao homenageado do ano, Mário de Andrade, foram bem iluminadas por dois dos escritores portugueses presentes. Uma delas, o escrever “brasileiro”. O abrasileiramento da nossa língua escrita. Mário trocou muitas e intensas cartas com o poeta Manuel Bandeira, que concordava e gostava da ideia em essência, criticando apenas a sistematização utilizada pelo amigo. Em Portugal, diz-se normalmente que nós, brasileiros, falamos brasileiro e eles, portugueses, português. Nas linguagens catalogadas do mundo, assim como há um inglês britânico e um inglês americano, há o português de Portugal e o português do Brasil. Não exatamente aquele brasileiro com que Mário de Andrade acusava seus pares de não terem coragem de escrever; mas o brasileiro em que a poeta portuguesa Matilde Campilho respondeu às perguntas na tenda dos autores. Na hora de ler os seus poemas, Matilde pediu licença para ler em português, de Portugal, sua língua materna, ou para ela pareceria “mentira”. A poeta é bilíngue, viveu no Brasil.
De vossa mercê para vosmicê, de vosmicê para você, de você para cê, este é o caminho que mantém uma língua viva, o do menor esforço. Somos duas línguas, e não é questão de sotaque, melodia ou pronúncia, apenas. “Jóquei”, o primeiro livro de Matilde Campilho, foi lançado no Brasil na versão original, em brasileiro; já em Portugal, foi traduzido para o português por conta da série de palavras em brasileiro, incompreensíveis lá. Gonçalo M. Tavares, em sua fala, mais de uma vez certificou-se com o público se era do conhecimento geral o significado de uma ou outra palavra, “também usam, não é?”. Em brasileiro, usamos ainda palavras que, no português de hoje, são arcaicas, palavras que ficaram por aqui desde o tempo da Corte e que, em Portugal, caíram em desuso, sendo, portanto, incompreensíveis para os portugueses nossos contemporâneos. Telemóvel é telefone celular; guião é roteiro de cinema; ecran é tela, de cinema, TV ou computador; rato é mouse; peão é pedestre; pequeno-almoço é café da manhã; aquele gajo é aquele cara. Em brasileiro, temos três nomes para uma mesma raiz: aipim, macaxeira e mandioca. Três nomes diferentes para a mesma fruta: bergamota, tangerina e mexerica, e algum dia ainda teremos o dicionário brasileiro-brasileiro. Evidente que o escrever brasileiro que Mário almejava é muito mais do que isso, muito mais profundo, mas é sempre excelente provocação, e, quando aparece na Flip, a alguns meses de antecedência da assinatura do Novo Acordo Ortográfico, que Portugal poderá não assinar e com isso nos obrigar a pensar melhor (as duas línguas), achei excelente.
De uma das coisas mais profundas do Brasil profundo de Mário de Andrade, teceu-se a fala de Gonçalo M. Tavares. O tempo lento. Interiorano, interior, o tempo de só ser. A desaceleração. Gonçalo afirma que a maioria de nós vive como imortais, quando não somos. Desperdiçamos nosso tempo, precioso e finito, ou precioso porque finito, saindo com alguém que sabemos que é chato, indo assistir a um filme que já sabemos médio. Comenta ele que, em Portugal, há agora, nas escolas, uma atividade chamada “ocupação do tempo livre”, o que em si é uma insanidade e da qual as crianças fogem e vão se esconder no banheiro (que em Portugal é casa-de-banho), muito compreensivelmente. Não há como viver sem espaços livres, não há criação sem ócio. Sem ócio não há negócio. Schopenhauer sustentava que a vida dos eruditos é, na grande maioria, intelectualmente muito pobre, porque só leem, da manhã à noite, e não dão-se a si mesmos espaços para livre pensar. Apenas acumulam informação. O oposto do erudito Mário, que descobriu que não era na eruditice livresca que morava o que realmente lhe interessava. Como disse em uma das primeiras cartas da correspondência com um então jovem Carlos Drummond: … “Eu acho, Drummond, pensando bem, que o que falta pra certos moços de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria, o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste. Eu não posso compreender um homem de gabinete, e vocês todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais.” …
No tempo de Mário, não havia internet. O poeta não viveu essa nossa angústia da velocidade de que Gonçalo falou tão andradinamente. Velocidade não é bom para tudo. Não serve para tudo. Saber agora que algo é lento gera impaciência, mas ser lento não é necessariamente defeito. Na escrita, para que ela seja lapidada, polida, enxugada, essencializada, que melhore enquanto escrita, leva tempo. Dura enquanto dura. Só o tempo opera a condensação de 24 laudas iniciais em duas finais, para dizer rigorosamente a mesma coisa. Já entendemos que não temos como assimilar tanta informação disponível e essa frustração é do tamanho de um luto: sabemos que não poderemos ler todos os clássicos ou todos os contemporâneos no tempo de uma vida. No tempo de Mário, tinha-se uma única certeza nesta vida. Agora temos duas. Então não adianta correr, ter mais e mais velocidade por muito menos, jamais conseguiremos; não adianta não viver o presente em velocidade máxima, daremos no mesmo lugar. Vamos com calma, devagar com o andor. Range rege. Ai! que preguiça!…
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/o-gajo-ocio-a-rede-16738272/. Acesso em 2 nov. 2016.
A cronista apresenta uma sequência de termos que variam de forma de acordo com o contexto do país em que são usados. Com base nisso, o exemplo de expressões que são tipicamente usadas no respectivo país apresentado está correto em
 

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314136 Ano: 2016
Disciplina: TI - Redes de Computadores
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Uma diferença marcante entre o IPv6 e o IPv4 é a ausência do campo de fragmentação no cabeçalho dos pacotes IPv6. Isso só é possível, porque
 

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241773 Ano: 2016
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
Sobre os pressupostos básicos da teoria de Vygotsky, é falso afirmar-se que
 

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188718 Ano: 2016
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
Os pontos de lubrificação com graxa estão localizados em diversas posições do trator. Em cada ponto de lubrificação, existe um pino graxeiro, que funciona como uma válvula, para introdução da graxa.
São padrões de bico graxeiro, exceto
 

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144342 Ano: 2016
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
Carvalho & Souza (2014), ao refletirem sobre a relação entre Educação Profissional e Tecnológica no Brasil e políticas públicas de formação docente, observam que, com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), está sendo gestada uma nova institucionalidade para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), tornando-se, por isso, fundamental trazer para o centro do debate, em torno da formação docente, a questão da formação de professores da EPT. A esse respeito, considere as assertivas.
I. Uma das contradições que emergem da análise do campo da formação de professores, no Brasil, é a de que, nos cursos de licenciatura, a formação técnico-pedagógica é obrigatória para a modalidade propedêutica, sendo apenas “recomendada” na EPT;
II. O ensino dos saberes chamados propedêuticos requer professores com formação teórica e metodológica consistente, alicerçada em conhecimentos gerais e compreensivos, críticos da realidade, isto é, que estejam pedagogicamente preparados para a sua condução; ao passo que o ensino profissional e tecnológico dispensa os saberes pedagógicos;
III. Outra contradição do campo da formação docente refere-se ao fato de que, apesar de as faculdades de educação serem o locus complementar da formação docente em diversos campos científicos, no modelo de formação pedagógica traçado para os cursos de Pedagogia, está ausente, de sua concepção e base curricular, a EPT;
IV. A complexidade na oferta de educação profissional e tecnológica – instaurada pela Lei nº 11.892/2008, que instituiu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e criou os IFs –, abrangendo níveis e modalidades distintos, veio acompanhada de políticas públicas de formação para docentes da EPT.
Está(ão) correta(s):
 

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1920194 Ano: 2016
Disciplina: Turismo
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Uma das ferramentas de gestão, utilizadas em meios de hospedagem, são os indicadores de desempenho. O indicador que verifica o valor total recebido, em moeda corrente, referente ao número de apartamentos ocupados, é denominado de
Questão Anulada

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1920193 Ano: 2016
Disciplina: Turismo
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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A análise de oferta da hospitalidade requer o entendimento de diferentes domínios. Relacione os domínios da hospitalidade, apresentados na coluna da esquerda, às suas características correspondentes, listadas na coluna da direita.
1. Social
2. Privado
3. Comercial
( ) liberdade de ação e obrigação de pagamento
( ) crenças partilhadas e publicamente articuladas
( ) relação de amizade entre hóspedes e anfitrião
A sequência correta é
Questão Anulada

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1920177 Ano: 2016
Disciplina: Turismo
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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A hospitalidade comercial é um dos campos de estudos da prestação de serviços em meios de hospedagem. O cerne da discussão teórica sobre a definição de hospitalidade comercial está no entendimento da hospitalidade como
Questão Anulada

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1920165 Ano: 2016
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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As quatro fases constantes do processo de recebimento de materiais no almoxarifado são

Questão Anulada

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1920163 Ano: 2016
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IF-CE
Orgão: IF-CE
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Quando o almoxarife tem a intenção de esclarecer ao fornecedor os motivos da devolução, quanto aos aspectos qualitativo e quantitativo do material entregue, ele deverá utilizar, dentre os documentos técnicos disponíveis,

Questão Anulada

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