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Ao definir as metas para o ano letivo que se inicia, um grupo de professores do ensino médio debate sobre a necessidade do trabalho com as modalidades escrita e oral da língua nas aulas de português. A respeito disso, para o estabelecimento dos parâmetros que devem direcionar tais atividades, os professores concordam em adotar uma concepção interacional e sociocognitiva da linguagem. Assim, sobre a abordagem das modalidades da fala e da escrita nas aulas de português, é correto afirmar que os referidos professores devem considerar que
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Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Além do uso de itens gramaticais para remissão a referentes textuais, a coesão referencial pode ser obtida por meio da elipse.
( ) A metáfora é uma figura de linguagem que ocorre quando dois elementos (pessoas ou coisas) são unidos por nexo comparativo e são confrontados com o objetivo de lhes destacar as características em comum, as semelhanças, visando a um efeito expressivo.
( ) Denomina-se coerência a forma como os elementos linguísticos se interconectam na superfície textual.
( ) Em língua portuguesa, predomina a ordem direta dos termos da oração, apesar disso, inversões dos termos por motivações estilísticas podem ocorrer sem prejuízo das regras gramaticais.
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Quanto à classificação dos vocábulos em língua portuguesa, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
___________ é, pelo critério sintático e funcional, a classe de palavras que integra o núcleo do sintagma nominal podendo exercer a função de sujeito; de outro modo, __________ é, pelo critério funcional e morfológico, a classe de palavras que atua como um modificador invariável.
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Leia o Texto 3 para responder às questões de 31 a 34.
Texto 3
A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS
Alessandro Boechat de Medeiro
No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca.
A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.
As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].
Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wp-content/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_nos-linguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Analise o seguinte excerto retirado do Texto 3:
“Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca.
A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua.”.
O excerto apresentado é centrado em qual elemento da comunicação?
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Leia o Texto 3 para responder às questões de 31 a 34.
Texto 3
A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS
Alessandro Boechat de Medeiro
No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca.
A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.
As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].
Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wp-content/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_nos-linguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Quanto aos seguintes verbos retirados do Texto 3, assinale a alternativa correta.
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Leia o Texto 3 para responder às questões de 31 a 34.
Texto 3
A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS
Alessandro Boechat de Medeiro
No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca.
A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.
As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].
Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wp-content/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_nos-linguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Em “No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo.”, o uso da vírgula é motivado pelo deslocamento do adjunto adnominal.
II. Em “A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr- [...]”, as vírgulas são utilizadas para isolar uma oração adjetiva explicativa.
III. Em “Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc.”, o uso dos dois-pontos é motivado pela introdução de uma enumeração explicativa.
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemComparação (Figura de Linguagem)
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemMetáfora
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemMetonímia
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemPerífrase
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemPleonasmo
Leia o Texto 3 para responder às questões de 31 a 34.
Texto 3
A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS
Alessandro Boechat de Medeiro
No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca.
A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.
As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].
Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wp-content/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_nos-linguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Qual é a figura de linguagem presente no título do Texto 3?
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Leia o Texto 2 para responder às questões de 22 a 30.
Texto 2
O LINGUISTA LIBERTÁRIO
Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)
Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?
Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.
Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?
Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.
Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/o-linguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Sobre as regras de concordância da língua portuguesa e a flexão dos vocábulos, assinale a alternativa correta.
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Leia o Texto 2 para responder às questões de 22 a 30.
Texto 2
O LINGUISTA LIBERTÁRIO
Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)
Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?
Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.
Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?
Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.
Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/o-linguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Um professor de língua portuguesa solicitou aos estudantes que substituíssem as expressões destacadas no trecho a seguir, com o objetivo de aumentar a formalidade do texto, sem, entretanto, alterá-lo semanticamente.
“Entreguei o projeto, ele gostou: ‘Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos’. Sabe que ele acertou na mosca?”.
Nesse caso, fará a substituição correta e sem prejuízo para a compreensão do enunciado o estudante que, respectivamente, substituir as palavras destacadas por
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Leia o Texto 2 para responder às questões de 22 a 30.
Texto 2
O LINGUISTA LIBERTÁRIO
Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)
Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?
Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.
Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?
Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.
Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/o-linguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Sobre a morfologia das palavras, assinale a alternativa correta.
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