Foram encontradas 40 questões.
Texto
O Autorretrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
as vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mário Quintana, em Apontamentos de História Sobrenatural. Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/o-autoretrato-mario-quintana. Acesso em: 10 fev. 2022.
No poema "O Autorretrato", de Mário Quintana, o eu lírico tenta encontrar sua perfeita identidade em um autorretrato, em que:
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Texto
O Autorretrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
as vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mário Quintana, em Apontamentos de História Sobrenatural. Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/o-autoretrato-mario-quintana. Acesso em: 10 fev. 2022.
Sobre o poema, só NÃO podemos afirmar que:
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Texto
O Autorretrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
as vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Mário Quintana, em Apontamentos de História Sobrenatural. Disponível em: http://www.citador.pt/poemas/o-autoretrato-mario-quintana. Acesso em: 10 fev. 2022.
As funções da linguagem são o conjunto das finalidades comunicativas realizadas por meio dos enunciados da língua. Partindo dessa premissa, ao lermos o poema acima, podemos inferir que, além da função poética, há o predomínio da função:
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Disponível em: https://www google.com/search?rls=en&q=Blog+do+Orlandeli.+Grump+e+a+Acorda+Ortogr%C3%A1fico&tbm=isch&source=univ&client=safari&sa=X&ved=2ahUKEwjgsMXej_fnAhXQGbkGHf7YB5MQsAR6BAgKEAE&biw=896&bih=875#imgrc=4tsdRKabCIBSVM, Acesso em: 10 fev. 2022.
Partindo do princípio de que a ortografia é uma convenção que estabelece padrões para a escrita, a regra de acentuação em referência na tirinha acima relaciona-se ao uso do:
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Disponível em: https://www google.com/search?rls=en&q=Blog+do+Orlandeli.+Grump+e+a+Acorda+Ortogr%C3%A1fico&tbm=isch&source=univ&client=safari&sa=X&ved=2ahUKEwjgsMXej_fnAhXQGbkGHf7YB5MQsAR6BAgKEAE&biw=896&bih=875#imgrc=4tsdRKabCIBSVM, Acesso em: 10 fev. 2022.
A tirinha acima trata o assunto “novo acordo ortográfico” com humor. Sobre a fala da personagem, podemos inferir que as correções sugeridas nela:
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Dos períodos abaixo, só NÃO ocorre ambiguidade em:
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Texto
MODERNIDADE DE OCASIÃO
Por: Martha Medeiros
Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então, olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns, beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico!
Aliás, naquela época não se dizia "que mico". Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o "tio" e a "tia" jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.
É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo "tipo" em vez de "como". Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela bunduda, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.
Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês que possuem alternativas em português. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um "à beça" do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre este assunto.
Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.
Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e, às vezes, até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é “nós na pista”, jogando a cabeça para trás e os braços para o alto, pensem o que quiserem.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/vela/martha-medeiros-modernidade-de-ocasiao-25089030. Acesso em: 03 ago. 2021.
Com base no texto e considerando a norma culta vigente, bem como as convenções relativas ao texto escrito, assinale a alternativa em que o que se afirma NÃO está correto.
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Texto
MODERNIDADE DE OCASIÃO
Por: Martha Medeiros
Eu devia ter uns 14 anos e estava numa festa em que meus pais também estavam. Até que tocou uma música. Percebi que era da banda preferida deles. Então, olhei para o meio do salão e, ato contínuo, tapei os olhos, abrindo uma fresta entre os dedos para ter certeza: eles estavam dançando. Meu pai, minha mãe. Dois matusaléns, beirando os 40 anos, parecendo um casal de travoltas. Que mico!
Aliás, naquela época não se dizia "que mico". Não lembro a expressão que se usava para a sensação de querer cavar um buraco e sumir. Será que minhas amigas estavam percebendo o "tio" e a "tia" jogando a cabeça para trás e os braços para o alto? Acho que não, elas deviam estar chocadas com os próprios pais, que também combatiam a morte ao som dos Bee Gees. Hoje esse constrangimento adolescente tem nome: cringe.
É uma gíria americana que está sendo utilizada para determinar algo que nos faz sentir vergonha alheia. Crítica sumária aos mais velhos, tipo ver a prima de 26 anos postando uma dancinha do Tik Tok ou sua mãe escrevendo "tipo" em vez de "como". Mais essa para o museu de grandes novidades. Se avexar com o comportamento de quem nos antecedeu é um costume clássico. O tribunal do mundo e seu júri impiedoso: olha a coitada que ainda mantém um perfil no Face, olha a calça skinny daquela bunduda, olha essa gente que ainda é fã do Harry Potter, olha a millennial viciada em café. Cringe.
Minha filha considera vergonhoso à beça usar palavras em inglês que possuem alternativas em português. E a outra filha desmaia cada vez que retiro um "à beça" do baú. As duas ficaram um tanto preocupadas quando comentei que estava pensando em escrever sobre este assunto.
Ninguém escapa. Você também será cringe por usar a roupa errada, assistir à série errada, defender a causa errada, nascer no ano errado. Refleti cinco minutos sobre a questão e cheguei à conclusão óbvia: na dificuldade de serem menos mordazes, os jovens renovam o vocabulário, reforçam sua superioridade sobre os caquéticos e mantêm a classificação de certo e errado sob seu domínio. Quem for diferente da sua tribo lhes parecerá sem noção e os envergonhará, e suas próprias manias e esquisitices envergonharão os que vierem logo depois. E assim caminha a humanidade, com as gerações indefinidamente ruborizando umas às outras.
Nós, os maduros de 50 e tantos, os coroas de 60+, observamos, a uma distância segura, esses recursos linguísticos pretensamente modernos, porém fadados ao desgaste e à substituição, e, às vezes, até adotamos a mesma linguagem, pegando uma carona no frescor juvenil. Mas nada como a atemporal liberdade de expressão em suas variadas formas: se a música é boa e o amanhã não existe, é “nós na pista”, jogando a cabeça para trás e os braços para o alto, pensem o que quiserem.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/vela/martha-medeiros-modernidade-de-ocasiao-25089030. Acesso em: 03 ago. 2021.
A partir da leitura do texto, só NÃO é correto afirmar que a autora:
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Texto
Cidade e acessibilidade
A Lei Nº 10.098, de dezembro de 2000, conhecida como Lei da Acessibilidade, estabelece as normas gerais e os critérios básicos para promover a acessibilidade de todas as pessoas portadoras de deficiência ou que apresentam mobilidade reduzida, indiferente de qual seja esta deficiência (visual, locomotora, auditiva, etc.), através da eliminação dos obstáculos e barreiras existentes nas vias públicas, na reforma e construção de edificações, no mobiliário urbano e ainda nos meios de comunicação e transporte. Dessa forma, cabe ao Estado e à sociedade civil organizada promover a acessibilidade, assegurando a liberdade e a igualdade às pessoas com deficiências.
Em relação às cidades, é indispensável que seja promovida a mobilidade urbana para as pessoas que têm dificuldades de locomoção, pois os espaços físicos foram construídos com diversos obstáculos que impedem a liberdade de locomoção, sob pena de a pessoa com deficiência se tornar prisioneira dentro de sua casa. Torna-se, portanto, imprescindível pensar o aspecto arquitetônico, projetando ou adaptando as vias públicas para facilitar a vida das pessoas que têm dificuldade de locomoção ou usam cadeiras de rodas, com rampas e com as chamadas “calçadas inteligentes”, que apresentam nivelamento uniforme e largura adequada ao livre deslocamento, guias e pisos antiderrapantes e ecologicamente corretos.
OLIVEIRA, Sheila M. de. Cidade e acessibilidade: inclusão social das pessoas com deficiências. In: VIII Simpósio Iberoamericano em comércio internacional, desenvolvimento e integração regional, 2017 (com adaptações).
Acerca das palavras em destaque no texto, analise as assertivas abaixo e, em seguida, marque a alternativa CORRETA.
I - A palavra “através” pode ser substituída por “por meio”, sem prejuízo quanto ao sentido do texto e mantendo a adequação ortográfica e gramatical.
II - A palavra “pois” pode ser substituída por “por que”, sem prejuízo quanto ao sentido do texto e mantendo a adequação ortográfica e gramatical.
III - A substituição de “dessa forma” por “sendo assim” causaria prejuízos quanto ao sentido do texto e à adequação ortográfica e gramatical.
IV - Tanto em relação ao sentido quanto à ortografia e à gramática, “todavia” seria uma opção mais adequada no lugar de “portanto”.
V - "Logo, torna-se imprescindível” substitui adequadamente a expressão “Torna-se, portanto, imprescindível”.
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Texto
| 01 |
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de |
| 02 |
Domicílios (Pnad) divulgados em julho de 2020 o Brasil amargou |
| 03 |
uma triste realidade: a taxa de analfabetismo no Brasil |
| 04 |
subiu passando de 6,8% em 2018 para 6,9% em 2019. |
| 05 |
Na prática são ainda 11 milhões de brasileiros sem ler e escrever no país. |
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/2021/09/4950369, Acesso em: 20 set, 2021.
O texto acima foi dividido em linhas numericamente ordenadas com todas as suas vírgulas retiradas propositalmente. Assim, leia-o e, em seguida, marque a alternativa que corresponda à soma das linhas que obrigatoriamente devem possuir vírgulas.
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