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Foram encontradas 50 questões.

2192025 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
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TEXTO I
Concertos de leitura
Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e os jovens, não há nada de importância maior que o ensino do prazer da leitura. Todos falam na importância de alfabetizar, saber transformar símbolos gráficos em palavras. Concordo. Mas isso não basta. É preciso que o ato de ler dê prazer. As escolas produzem, anualmente, milhares de pessoas com habilidade de ler mas que, vida afora, não vão ler um livro sequer. Acredito piamente no dito do evangelho: "No princípio está a Palavra…". É pela palavra que se entra no mundo humano. (...)
As razões por que as pessoas não gostam de ler, eu as descobri acidentalmente muitos anos atrás. Uma aluna foi à minha sala e me disse: "Encontrei um poema lindo!". Em seguida disse a primeira linha. Fiquei contente porque era um de meus favoritos. Aí ela resolveu lê-lo inteiro. Foi o horror. Foi nesse momento que compreendi. Imagine uma valsa de Chopin, por exemplo a vulgarmente chamada "do minuto". Peço que o pianista Alexander Brailowiski a execute. Os dedos correm rápidos sobre as teclas, deslizando, subindo, descendo. É uma brincadeira, um riso. Aí eu pego a mesma partitura e peço que um pianeiro a execute. As notas são as mesmas. Mas a valsa fica um horror: tropeções, notas erradas, arritmias, confusões. O que a gente deseja é que ele pare. Pois a leitura é igual à música. Para que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo que viajar. E o feitiço da leitura continua me espantando. Faz uns anos um amigo rico me convidou para passar uns dias no apartamento dele em Cabo Frio. Aceitei alegre, mas ele logo me advertiu: "Vão também cinco adolescentes…". Senti um calafrio. E tratei de me precaver. Fui a uma casa de armas, isto é, uma livraria, escolhi uma arma adequada, uma versão simplificada da Odisséia, de Homero, comprei-a e viajei, pronto para o combate. Primeiro dia, praia, almoço, modorra, sesta. Depois da sesta, aquela situação de não saber o que fazer. Foi então que eu, valendo-me do fato de que eles não me conheciam, e falando com a autoridade de um sargento, disse: "Ei, vocês aí. Venham até a sala que eu quero lhes mostrar uma coisa!". Eles obedeceram sem protestar. Aí, comecei a leitura. Não demorou muito. Todos eles estavam em transe. Daí para a frente foi aquela delícia, eles atrás de mim pedindo que continuasse a leitura. Ensina-se, nas escolas, muita coisa que a gente nunca vai usar, depois, na vida inteira. Fui obrigado a aprender muita coisa que não era necessária, que eu poderia ter aprendido depois, quando e se a ocasião e sua necessidade o exigisse. É como ensinar a arte de velejar a quem mora no alto das montanhas…Nunca usei seno ou logaritmo, nunca tive oportunidade de usar meus conhecimentos sobre as causas da Guerra dos Cem Anos, nunca tive de empregar os saberes da genética para determinar a prole resultante do cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos, nunca houve ocasião que eu me valesse dos saberes sobre sulfetos. Mas aquela experiência infantil, a professora nos lendo literatura, isso mudou minha vida. Ao ler — acho que ela nem sabia disso — ela estava me dando a chave de abrir o mundo. Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação impensável: o adolescente se prepara para sair com a namorada, e a mãe lhe pergunta: "Aonde é que você vai?". E ele responde: "Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa. Por que é que você não vai também com o pai?". Aí, pai e mãe, envergonhados, desligam o Jornal Nacional e vão se aprontar…
(Adaptado de: ALVES, R. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Editorial
Loyola, 1996.)
“Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e os jovens, não há nada de importância maior que o ensino do prazer da leitura.” A articulação entre os dois trechos destacados evidencia uma relação de:
 

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2192006 Ano: 2015
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
A Avaliação de Impacto Ambiental é um importante processo para o controle e monitoramento das atividades humanas sobre o ambiente e possui a função de identificar, prever, interpretar e comunicar informações sobre as consequências de uma determinada ação antrópica sobre a saúde e bem-estar da população. Sobre a Avaliação de Impacto Ambiental, analise as afirmativas:
I. No Estudo de Impacto Ambiental é vedado o uso de fotografias aéreas e imagens de satélites como fontes de informação para o reconhecimento ambiental da área de estudo.
II. Na Avaliação de Impactos Ambientais, alguns impactos negativos de uma determinada atividade podem ser aceitáveis, caso o plano de gestão ambiental do empreendimento indique as medidas mitigadoras relacionadas.
III. O Termo de Referência é um documento que orienta a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental, define seu conteúdo e estabelece sua estrutura.
IV. Na Avaliação de Impactos Ambientais, a consulta pública é feita por meio de canais oficiais, não sendo permitido ao empreendedor promover por iniciativa própria uma consulta pública voluntária sobre o empreendimento avaliado.
Está INCORRETO o que se afirma apenas em:
 

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2192002 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
Atualmente, é grande a preocupação da interferência humana sobre os recursos naturais da Terra, incluindo questões relacionadas ao efeito estufa. Os gases de efeito estufa estão presentes na atmosfera da Terra e possuem a característica de absorver comprimentos de onda específicos do espectro eletromagnético. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um gás de efeito estufa:
 

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2191982 Ano: 2015
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
Segundo a Lei nº 12.305/2010, resíduos sólidos são: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semi-sólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. Com base no tratamento e na disposição final dos resíduos sólidos, considere as afirmativas:
I. Os centros de incineração, de triagem e compostagem e os aterros sanitários são destinações corretas em termos de saúde pública e meio ambiente.
II. A incineração é uma técnica de tratamento de resíduos sólidos de alto custo e de baixa eficiência na redução da massa e volume dos resíduos sólidos.
III. A responsabilidade do recolhimento dos materiais, como lâmpadas fluorescentes e embalagem de pesticidas, é de responsabilidade exclusivamente das empresas que os produzem, num conjunto de ações conhecido como logística reversa.
IV. A compostagem é um processo bastante útil, porque dentre outras aplicações contribui para a qualidade do solo na agricultura com a reciclagem da matéria orgânica.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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2191964 Ano: 2015
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
Nos laboratórios, existem diversos tipos de substâncias tóxicas. Para evitar e minimizar acidentes, é necessária a apropriação de conhecimentos sobre transporte, manuseio e o armazenamento dessas substâncias. Nesse sentido, foram implementadas as normas brasileiras NR-26 do Ministério do Trabalho, que trata da sinalização de placas e advertências, e tubulações em laboratórios, e as normas da ABNT/7.500 e ABNT/14.725, sobre símbolos de risco e manuseio referente ao transporte e armazenamento de materiais perigosos. Associe as duas colunas, relacionando os símbolos aos seus significados.
Enunciado 2839967-1
A sequência CORRETA dessa associação é:
 

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2191947 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
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TEXTO I
Concertos de leitura
Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e os jovens, não há nada de importância maior que o ensino do prazer da leitura. Todos falam na importância de alfabetizar, saber transformar símbolos gráficos em palavras. Concordo. Mas isso não basta. É preciso que o ato de ler dê prazer. As escolas produzem, anualmente, milhares de pessoas com habilidade de ler mas que, vida afora, não vão ler um livro sequer. Acredito piamente no dito do evangelho: "No princípio está a Palavra…". É pela palavra que se entra no mundo humano. (...)
As razões por que as pessoas não gostam de ler, eu as descobri acidentalmente muitos anos atrás. Uma aluna foi à minha sala e me disse: "Encontrei um poema lindo!". Em seguida disse a primeira linha. Fiquei contente porque era um de meus favoritos. Aí ela resolveu lê-lo inteiro. Foi o horror. Foi nesse momento que compreendi. Imagine uma valsa de Chopin, por exemplo a vulgarmente chamada "do minuto". Peço que o pianista Alexander Brailowiski a execute. Os dedos correm rápidos sobre as teclas, deslizando, subindo, descendo. É uma brincadeira, um riso. Aí eu pego a mesma partitura e peço que um pianeiro a execute. As notas são as mesmas. Mas a valsa fica um horror: tropeções, notas erradas, arritmias, confusões. O que a gente deseja é que ele pare. Pois a leitura é igual à música. Para que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo que viajar. E o feitiço da leitura continua me espantando. Faz uns anos um amigo rico me convidou para passar uns dias no apartamento dele em Cabo Frio. Aceitei alegre, mas ele logo me advertiu: "Vão também cinco adolescentes…". Senti um calafrio. E tratei de me precaver. Fui a uma casa de armas, isto é, uma livraria, escolhi uma arma adequada, uma versão simplificada da Odisséia, de Homero, comprei-a e viajei, pronto para o combate. Primeiro dia, praia, almoço, modorra, sesta. Depois da sesta, aquela situação de não saber o que fazer. Foi então que eu, valendo-me do fato de que eles não me conheciam, e falando com a autoridade de um sargento, disse: "Ei, vocês aí. Venham até a sala que eu quero lhes mostrar uma coisa!". Eles obedeceram sem protestar. Aí, comecei a leitura. Não demorou muito. Todos eles estavam em transe. Daí para a frente foi aquela delícia, eles atrás de mim pedindo que continuasse a leitura. Ensina-se, nas escolas, muita coisa que a gente nunca vai usar, depois, na vida inteira. Fui obrigado a aprender muita coisa que não era necessária, que eu poderia ter aprendido depois, quando e se a ocasião e sua necessidade o exigisse. É como ensinar a arte de velejar a quem mora no alto das montanhas…Nunca usei seno ou logaritmo, nunca tive oportunidade de usar meus conhecimentos sobre as causas da Guerra dos Cem Anos, nunca tive de empregar os saberes da genética para determinar a prole resultante do cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos, nunca houve ocasião que eu me valesse dos saberes sobre sulfetos. Mas aquela experiência infantil, a professora nos lendo literatura, isso mudou minha vida. Ao ler — acho que ela nem sabia disso — ela estava me dando a chave de abrir o mundo. Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação impensável: o adolescente se prepara para sair com a namorada, e a mãe lhe pergunta: "Aonde é que você vai?". E ele responde: "Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa. Por que é que você não vai também com o pai?". Aí, pai e mãe, envergonhados, desligam o Jornal Nacional e vão se aprontar…
(Adaptado de: ALVES, R. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Editorial
Loyola, 1996.)
Para o autor do Texto I, o prazer da leitura:
 

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2191923 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
A chuva ácida é um dos problemas ambientais mais sérios que muitas regiões do mundo têm enfrentado. Ela pode provocar acidentes ecológicos graves, a exemplo da destruição da vegetação e contaminação da água e do solo. Em relação à chuva ácida, analise as
afirmativas:
I. A água da chuva na ausência de poluição antrópica é normalmente neutra, pois não sofre nenhuma influência de ácidos da atmosfera.
II. O termo “chuva ácida” limita-se apenas à poluição da atmosfera por precipitação de componentes ácidos encontrados na chuva.
III. Os principais contaminantes da chuva ácida são os gases derivados dos óxidos de enxofre (SOx) e de nitrogênio (NOx).
IV. A chuva ácida é um tipo de poluição pontual. Essa característica classifica o fenômeno como problema de poluição atmosférica local.
V. A queima de combustíveis fósseis (carvão e óleo) e os processos industriais na produção primária de metais são as principais fontes de emissão de contaminantes para formação da chuva ácida.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
 

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2191881 Ano: 2015
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
Segundo a Resolução CONAMA nº 357/2005, a concentração máxima permitida de nitrito para Classe II de águas doces é de 1 ppm (m/v) em termos de nitrogênio (N).
Um técnico de laboratório em meio ambiente coletou e analisou amostras de água de um rio seguindo a metodologia do Standard Methods for Examination of Water and Waste Water e encontrou os seguintes resultados de nitrito em termos de nitrogênio (N):
Amostra 1: !$ 10^0 g L^{-1} !$
Amostra 2: !$ 10^6 μg \; mL^{-1} !$
Amostra 3: !$ 10^3 mg\; L^{-1} !$
Amostra 4: !$ 10^3 μg\; L^{-1} !$
Amostra 5: !$ 10^{-3} g\; mL^{-1} !$
Qual a amostra que atende a Resolução CONAMA nº 357/2005 para a Classe II?
 

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2191856 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
A Norma NBR ISO 14001:2004 é baseada numa metodologia conhecida como PDCA, cujas ações podem ser descritas como:
 

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2191844 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: IF-PB
Orgão: IF-PB
A sustentabilidade de atividades humanas sobre o solo pode ser avaliada por meio de indicadores físicos, químicos e biológicos de qualidade do solo. Que conjunto de indicadores aponta a melhor qualidade do solo?
 

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