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De acordo com Lacerda (2009): “Quando um intérprete de língua de sinais é inserido em sala de aula, fica aberta a possibilidade de o aluno surdo receber a informação escolar na língua de sinais, através de uma pessoa com uma competência nessa língua. Desse modo, o professor ouvinte pode ministrar aulas sem a preocupação em como passar a informação em sinais, atuando em sua língua de domínio. Na medida em que a condição linguística especial do surdo é respeitada, aumentam as chances de ele se desenvolver e construir novos conhecimentos de maneira satisfatória, em contra ponto a uma inclusão escolar sem qualquer cuidado especial”. (p. 34)
Nessa perspectiva, leia as alternativas que se referem ao intérprete educacional de língua de sinais e sua presença em sala de aula:
I. É fundamental que o intérprete educacional esteja inserido na equipe educacional, ficando claro qual é o papel de cada profissional frente à integração e aprendizagem da criança surda.
II. É importante que o professor regente conheça a Língua de Sinais já que seu papel é de ensinar e o papel do intérprete é interpretar. Assim, a responsabilidade pela educação do aluno surdo não pode e não deve recair somente no intérprete.
III. O intérprete deve fazer escolhas ativas sobre o que deve traduzir corroborando para deixar os conteúdos acessíveis para o aluno surdo e não tumultuar as aulas. Deve recorrer a seu próprio arcabouço intelectual, social e psicológico para ilustrar as aulas com exemplos pertinentes, a fim de complementar as explicações do professor e construir com os alunos surdos os conceitos que estejam defasados.
IV. O intérprete de Libras deve ser humilde, sem rancor, convencimento ou orgulho próprio. Deverá manter seu profissionalismo em qualquer situação, sem preconceito, ser a voz do surdo e do ouvinte.
Assinale as alternativas CORRETAS:
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Ao referirem-se aos aspectos linguísticos da Língua Brasileira de Sinais, Pereira [et al.] (2012) citam alguns encontrados em línguas de modalidade gestual-visual. Leia os conceitos abaixo descritos pelos autores, que apresentam os mesmos princípios das línguas orais por possuírem um léxico e uma gramática, mas diferem-se por tratar-se de línguas produzidas no espaço, pelas mãos, movimentos do corpo e expressão facial.
I. Os sinais, na Libras, são formados a partir de uma combinação do movimento das mãos com um determinado formato em um lugar específico, podendo esse ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo. Em outras palavras, na formação dos sinais da Libras, os seguintes parâmetros são considerados: configuração(ões) da(s) mão(s), localização, movimento, orientação das palmas das mãos e traços não manuais.
II. Criação de novos sinais: por meio da mudança no movimento; por meio da combinação entre dois sinais distintos compondo outro; por meio da incorporação de um argumento, de um numeral e de uma negação.
III. Embora pesquisas sobre a ordem dos sinais na Libras refiram S-V-O como predominantes (Quadros, 1999), a ordem tópico-comentário parece ser a mais utilizada, principalmente pelos surdos menos oralizados.
IV. Fornece um campo de representações de categoriais que revelam o tamanho e a forma de um objeto, a animação corporal de um personagem ou como um instrumento é manipulado.
Relacione os conceitos com seus respectivos nomes, conforme a ordem em que aparecem e aponte a alternativa CORRETA:
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Schubert(2015, p. 116) diz que “A presença de intérprete, na mediação entre surdos e ouvintes é tão antiga quanto a existência das pessoas surdas pelo mundo”. As primeiras menções oficiais de intérpretes para Surdos no Brasil datam do final do século XIX geralmente função desempenhada por familiares (filhos ou pais) de indivíduos Surdos. Já no século XX as demandas por intérpretes levaram a FENEIS a promover, nas décadas de 80 e 90, cursos de curta duração. Entre tantos perfis e competências, leis e teóricos que tratam deste profissional, Roberts (1992) apud Quadros (2004) apresenta 6 (seis) categorias de análise do tradutor- intérprete. Leia as duas descrições abaixo e indique quais categorias correspondem os trechos destacados:
1) “Habilidade em usar diferentes modos de interpretação (simultâneo, consecutivo, etc.), habilidade para escolher o modo apropriado diante das circunstâncias, habilidade para encontrar o item lexical e a terminologia adequada avaliando e usando-os com bom senso, habilidade para recordar itens lexicais e terminologias para uso no futuro”.
2) “Habilidade em manipular com as línguas envolvidas no processo de interpretação (habilidades em entender o objetivo da linguagem usada em todas as suas nuanças e habilidade em expressar corretamente, fluentemente e claramente a mesma informação na língua alvo), os intérpretes precisam ter um excelente conhecimento de ambas as línguas envolvidas na interpretação (ter habilidade para distinguir as idéias principais das idéias secundárias e determinar os elos que determinam a coesão do discurso.”
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Harrison (2013, p. 32), ao tratar da Libras e algumas de suas características, afirma que os estudos linguísticos demonstram que “as línguas de sinais, possuem as mesmas características e habilidades de qualquer outra língua”. Leia, abaixo, os conceitos descritos pela autora que retratam essas características.
I. As línguas podem expressar qualquer sentimento, emoção, fazer indagações, fazer referência ao passado, presente ou futuro, ou até mesmo falar de coisas que não existem.
II. A forma da palavra (seja falada, escrita ou sinalizada) não tem relação direta com seu significado. Se ouvirmos uma palavra em língua estrangeira, o som dela não nos ajudará a saber seu significado. Da mesma maneira, ver um sinal não nos ajudará a conhecer o que significa, a não ser que conheçamos a língua.
III. As línguas podem produzir infinitos enunciados a partir de um número finito de fonemas ou quiremas.
IV. As línguas possuem um número finito de unidades (fonema ou quirema) que isoladamente não têm significado. Apenas se forem combinadas a outros fonemas/quiremas adquirem significado.
Relacione os conceitos com seus respectivos nomes, conforme a ordem em que aparecem e aponte a alternativa CORRETA:
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De acordo com Lacerda (2009): “A atuação do IE, ainda que presente em alguns espaços educacionais há alguns anos, só recentemente foi regulamentada por lei (Decreto nº 5.626) e a partir dessa regulamentação o direito profissional, aspectos relativos à formação, o que se espera da atuação desse profissional começam a ficar mais claros, mais bem delineados”. (p. 67).
Assim, em relação ao intérprete educacional, a autora acima citada faz vários apontamentos. Leia as alternativas abaixo para fazer o que se pede:
I. Tanto na educação infantil quanto na etapa inicial do ensino fundamental a tarefa do intérprete se mostra muito complexa, pois ele precisa se desdobrar, atuando mais na construção da língua e na construção de conceitos do que propriamente como intérprete. Apesar disso, Lacerda defende que essa é a melhor abordagem para a real construção de um ensino bilíngue para surdos, pois a presença do ILS é melhor que aquela inserção da criança sem a presença da Libras no espaço educacional.
II. Afirma que a formação do ILS em serviço mostrou-se eficiente em alguma medida, principalmente no que atuará no espaço educacional. Entretanto, identificou: a necessidade de conhecimentos pontuais, da participação e organização do planejamento escolar, que fazem com que se torne urgente a capacitação de intérpretes para atuarem nesse espaço, atentos às especificidades e demandas de cada um dos níveis de ensino.
III. Aponta, por meio de suas pesquisas, que quanto mais fluente em Libras for o professor que ministra aulas para o aluno surdo em escola inclusiva, menos sobrecarga há para o intérprete de Libras e se consolida a possibilidade da construção de uma relação com muito mais parceria. De outro modo, quando os docentes são menos fluentes, parecem intimidados pelos alunos surdos, delegam muito mais tarefas aos ILS, distorcendo o que seria esperado em sua função.
IV. Destaca a questão do envolvimento do ISL na aprendizagem do aluno surdo. Aponta que é preciso criar parcerias e um projeto educacional para que, na educação infantil e na primeira etapa do ensino fundamental, a avaliação dos alunos surdos possa ser diferenciada, já que os mesmos não alcançarão os mesmos resultados que a criança ouvinte. Defende que a avaliação não pode ser um empecilho para que os alunos surdos participem das atividades escolares e por isso essa deve ser permeada por conteúdos menos complexos, que considerem as especificidades bilíngues dos sujeitos surdos.
Assinale as alternativas CORRETAS.
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A oferta de Educação Bilíngue no Brasil, conforme a Lei nº 13.146/15, capítulo IV, reconhece o desenvolvimento da língua brasileira de sinais (Libras) como a primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua (L2). Configura-se educação bilíngue aquela que, utilizando-se de duas (ou mais) línguas, ensina por meio das línguas e não apenas as línguas. Sendo assim, o documento que garante o bilinguismo (Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa) é a Lei nº 10.436/02, em seu 1º e 4º artigos. Sabe- se que a Libras tornou-se disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, entretanto, existe também no Decreto nº 5.626/05, artigo 13, o apontamento da disciplina de Ensino da Modalidade Escrita da Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2) para Pessoas Surdas e, apesar dela não ser usual, está prevista. Sendo assim, os professores que irão trabalhar com as crianças, jovens e adultos Surdos precisam entender as singularidades linguísticas desses indivíduos enquanto L1 e L2. Considerando o artigo 13 do Decreto supracitado essa matéria deve ser incluída como disciplina curricular em quais cursos?
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Silva (2001) ao analisar a escrita de estudantes Surdos e como se dá a construção de sentidos, no que cerne a interferência da sintaxe da Libras na Língua Portuguesa escrita, conclui que, na maioria das vezes, ocorre(m):
I. não correspondência direta entre itens lexicais das duas línguas;
II. falta de oportunidades para vivenciar exercícios que permitam que os surdos se apropriem da estrutura da Língua Portuguesa escrita, marcada por sujeito, verbo e objeto;
III. estruturas lexicais diferentes, visto na demanda de duas ou mais palavras em português que em libras podem vir expressas em apenas um sinal;
IV. limitações do código escrito que trazem dificuldades porque não recobrem a riqueza de elementos prosódicos da Libras.
Assinale somente as alternativas CORRETAS:
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De acordo com Quadros & Karnopp (2004) “A língua de sinais brasileira apresenta certa flexibilidade na ordem das palavras. Portanto, determinar a sua ordem básica não é tão trivial” (p.135). Dessa forma, as autoras afirmam que existem sentenças que obedecem a ordenação SVO, mas também, outras, que podem obedecer às ordens OSV e SOV, dentre outras possibilidades. Alguns parâmetros fonológicos da Libras estabelecem tipos de sentenças. Assim, observe as sentenças abaixo para responder à questão:






Qual é a sequência das sentenças apresentadas acima?
I. 1- negativa; 2- afirmativa; 3- interrogativa.
II. 1- interrogativa; 2- exclamativa;3- negativa.
III.4- exclamativa; 5- negativa; 6- interrogativa.
IV.4- afirmativa; 5- negativa; 6- exclamativa.
V. 1- exclamativa; 2- afirmativa; 3- negativa.
Agora, aponte a alternativa CORRETA:
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A sintaxe espacial da Língua Brasileira de Sinais configura-se como um campo de investigação da Teoria da Gramática no que se refere a capacidade da linguagem humana (Quadros e Karnopp, 2004), assim, é ela que estuda a estrutura da frase na língua. Na Libras é possível encontrarmos alguns tipos de construções, mas “[...] parece haver uma ordenação mais básica que as demais, ou seja, a ordem Sujeito-Verbo-Objeto” (p. 139). As autoras determinam que uma dessas construções é gramatical, desta forma, observe as frases abaixo e escolha as alternativas que NÃO obedecem a ordem mais básica na língua brasileira de sinais.

Imagens in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. p. 139,140, 141.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A Lei nº 13.146/15, em seu Capítulo IV, dispõe acerca DO DIREITO À EDUCAÇÃO. Dentre os itens elencados abaixo quais estão em consonância com esta lei:
I. oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas;
II. formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;
III. oferta de ensino de Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo autonomia e emancipação;
IV. oferta da Libras no ensino regular e em salas de apoio implementada em todos os órgãos públicos e privados da educação. O português na modalidade escrita torna-se facultativo para os surdos usuários da Libras.
Assinale as afirmações CORRETAS:
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