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Foram encontradas 40 questões.

2503713 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

O que se revela quando se diz?

A língua, na maioria das vezes, oferece-nos várias possibilidades para dizer praticamente as mesmas coisas. Escolher a forma mais adequada para cada situação, cotejar usos, comparar registros, sempre tendo em mente a riqueza dos processos de variação linguística, é (ou deveria ser) preocupação de todos os falantes, sob o risco de a intercompreensão e a eficiência de comunicação se perderem.

Por exemplo: quando, no começo dos anos 50, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram um dos maiores sucessos da música popular brasileira de todos os tempos, o baião “Asa branca”, alguns puristas podem ter ficado incomodados com o final da quarta estrofe da canção: “Espero a chuva cair de novo / Pra mim voltá pro meu sertão” [grifo nosso]. Afinal, o uso do pronome oblíquo “mim” na posição de sujeito vai de encontro às prescrições dos normativistas, que apregoam o emprego do pronome reto (eu) numa construção como essa. Manuel Bandeira chegou mesmo a dizer que não havia nada mais “gostoso” do que usar o mim como sujeito de verbo no infinito. A tese de Bandeira é plenamente adequada para explicar o uso dos pronomes em “Asa branca”. O narrador de “Asa branca” é um retirante que foge da seca. Assim, para aumentar o efeito de “verdade” do texto, optou-se por uma variedade linguística compatível com o universo social desse narrador.

Linguistas de todas as épocas reconhecem que, quando falamos ou escrevemos, dizemos mais do que imaginamos. Na verdade, revelamos de onde somos, em que época vivemos, qual o nosso universo social, como queremos nos relacionar com nossos interlocutores. Isso se dá porque a língua não é neutra; ela encerra valores, crenças, ideologias. É por esse motivo que uma simples escolha lexical pode ter mais peso do que supúnhamos.

(Eduardo Calbucci. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/files/mlp/texto_27.pdf. Acesso em: 30/04/2014)

No texto, o autor evidencia a noção de língua que adota. Para ele, a língua deve ser entendida como

 

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2503711 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

O que se revela quando se diz?

A língua, na maioria das vezes, oferece-nos várias possibilidades para dizer praticamente as mesmas coisas. Escolher a forma mais adequada para cada situação, cotejar usos, comparar registros, sempre tendo em mente a riqueza dos processos de variação linguística, é (ou deveria ser) preocupação de todos os falantes, sob o risco de a intercompreensão e a eficiência de comunicação se perderem.

Por exemplo: quando, no começo dos anos 50, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram um dos maiores sucessos da música popular brasileira de todos os tempos, o baião “Asa branca”, alguns puristas podem ter ficado incomodados com o final da quarta estrofe da canção: “Espero a chuva cair de novo / Pra mim voltá pro meu sertão” [grifo nosso]. Afinal, o uso do pronome oblíquo “mim” na posição de sujeito vai de encontro às prescrições dos normativistas, que apregoam o emprego do pronome reto (eu) numa construção como essa. Manuel Bandeira chegou mesmo a dizer que não havia nada mais “gostoso” do que usar o mim como sujeito de verbo no infinito. A tese de Bandeira é plenamente adequada para explicar o uso dos pronomes em “Asa branca”. O narrador de “Asa branca” é um retirante que foge da seca. Assim, para aumentar o efeito de “verdade” do texto, optou-se por uma variedade linguística compatível com o universo social desse narrador.

Linguistas de todas as épocas reconhecem que, quando falamos ou escrevemos, dizemos mais do que imaginamos. Na verdade, revelamos de onde somos, em que época vivemos, qual o nosso universo social, como queremos nos relacionar com nossos interlocutores. Isso se dá porque a língua não é neutra; ela encerra valores, crenças, ideologias. É por esse motivo que uma simples escolha lexical pode ter mais peso do que supúnhamos.

(Eduardo Calbucci. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/files/mlp/texto_27.pdf. Acesso em: 30/04/2014)

Com base no texto, a resposta à pergunta feita no título, “O que se revela quando se diz?”, é

 

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2503710 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

Água, uma tragédia anunciada

“Meio copo de água é mais caro que a garrafa de uísque escocês. É por isso que a água do aquífero guarani, a maior reserva subterrânea do planeta, já não cai na torneira dos brasileiros. É vendida pela Aquabrás a peso de ouro nas plantações de etanol e exportada para o mundo inteiro. Quanto mais diminui a calota polar, mais disparam as ações da Aquabrás. Enquanto isso, o pessoal lá embaixo está bebendo água do mar infectada com lixo industrial."

Esse é o depoimento do jornalista João Cândido na parte final do filme "Uma História de Amor e Fúria". Ele está no alto de um condomínio vertical no Rio de Janeiro em 2.096. O presidente da República, pastor Armando, acaba de declarar que só a fé do povo pode trazer chuva, enquanto um rali é realizado no deserto da Amazônia e um grupo de guerrilheiros explode o braço do Cristo Redentor, exigindo água para todos.

Ouvi algumas vezes que o roteiro do filme seria criativo. Discordo. Infelizmente, ele tem muito mais a ver com pesquisa e capacidade dedutiva do que com criatividade. Se estivéssemos um pouco mais atentos, minimamente de olhos abertos, deveríamos estar comprometidos até o último fio de cabelo com as campanhas de desmatamento zero e os projetos de recuperação de mata ciliar, áreas de nascentes e recursos hídricos.

Não vi os fazendeiros da soja, cana ou gado refletindo sobre esse problema, que vai arruinar o negócio deles quando o oceano de nuvens que desce da Amazônia parar de dar as caras. Tampouco vi manifestante empunhando cartaz sobre o tema.

Como é possível que a civilização engendrada pelo pensamento científico possa ter desaguado numa ignorância tão assombrosa? Não seria prudente para a sobrevivência da nossa espécie adotarmos imediatamente uma política de desmatamento zero? Ou vamos permitir que essa tragédia anunciada seja o futuro dos nossos filhos?

(Luiz Bolognesi. Folha de S. Paulo. 23 fev. 2014. Primeiro Caderno. A3)

Na parte final do texto, o autor usa a expressão “essa tragédia anunciada” para se referir à

 

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2503709 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

Água, uma tragédia anunciada

“Meio copo de água é mais caro que a garrafa de uísque escocês. É por isso que a água do aquífero guarani, a maior reserva subterrânea do planeta, já não cai na torneira dos brasileiros. É vendida pela Aquabrás a peso de ouro nas plantações de etanol e exportada para o mundo inteiro. Quanto mais diminui a calota polar, mais disparam as ações da Aquabrás. Enquanto isso, o pessoal lá embaixo está bebendo água do mar infectada com lixo industrial."

Esse é o depoimento do jornalista João Cândido na parte final do filme "Uma História de Amor e Fúria". Ele está no alto de um condomínio vertical no Rio de Janeiro em 2.096. O presidente da República, pastor Armando, acaba de declarar que só a fé do povo pode trazer chuva, enquanto um rali é realizado no deserto da Amazônia e um grupo de guerrilheiros explode o braço do Cristo Redentor, exigindo água para todos.

Ouvi algumas vezes que o roteiro do filme seria criativo. Discordo. Infelizmente, ele tem muito mais a ver com pesquisa e capacidade dedutiva do que com criatividade. Se estivéssemos um pouco mais atentos, minimamente de olhos abertos, deveríamos estar comprometidos até o último fio de cabelo com as campanhas de desmatamento zero e os projetos de recuperação de mata ciliar, áreas de nascentes e recursos hídricos.

Não vi os fazendeiros da soja, cana ou gado refletindo sobre esse problema, que vai arruinar o negócio deles quando o oceano de nuvens que desce da Amazônia parar de dar as caras. Tampouco vi manifestante empunhando cartaz sobre o tema.

Como é possível que a civilização engendrada pelo pensamento científico possa ter desaguado numa ignorância tão assombrosa? Não seria prudente para a sobrevivência da nossa espécie adotarmos imediatamente uma política de desmatamento zero? Ou vamos permitir que essa tragédia anunciada seja o futuro dos nossos filhos?

(Luiz Bolognesi. Folha de S. Paulo. 23 fev. 2014. Primeiro Caderno. A3)

Para defender que há pouca preocupação com o meio ambiente por parte da sociedade, o autor usa como argumento a

 

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2503707 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

Água, uma tragédia anunciada

“Meio copo de água é mais caro que a garrafa de uísque escocês. É por isso que a água do aquífero guarani, a maior reserva subterrânea do planeta, já não cai na torneira dos brasileiros. É vendida pela Aquabrás a peso de ouro nas plantações de etanol e exportada para o mundo inteiro. Quanto mais diminui a calota polar, mais disparam as ações da Aquabrás. Enquanto isso, o pessoal lá embaixo está bebendo água do mar infectada com lixo industrial."

Esse é o depoimento do jornalista João Cândido na parte final do filme "Uma História de Amor e Fúria". Ele está no alto de um condomínio vertical no Rio de Janeiro em 2.096. O presidente da República, pastor Armando, acaba de declarar que só a fé do povo pode trazer chuva, enquanto um rali é realizado no deserto da Amazônia e um grupo de guerrilheiros explode o braço do Cristo Redentor, exigindo água para todos.

Ouvi algumas vezes que o roteiro do filme seria criativo. Discordo. Infelizmente, ele tem muito mais a ver com pesquisa e capacidade dedutiva do que com criatividade. Se estivéssemos um pouco mais atentos, minimamente de olhos abertos, deveríamos estar comprometidos até o último fio de cabelo com as campanhas de desmatamento zero e os projetos de recuperação de mata ciliar, áreas de nascentes e recursos hídricos.

Não vi os fazendeiros da soja, cana ou gado refletindo sobre esse problema, que vai arruinar o negócio deles quando o oceano de nuvens que desce da Amazônia parar de dar as caras. Tampouco vi manifestante empunhando cartaz sobre o tema.

Como é possível que a civilização engendrada pelo pensamento científico possa ter desaguado numa ignorância tão assombrosa? Não seria prudente para a sobrevivência da nossa espécie adotarmos imediatamente uma política de desmatamento zero? Ou vamos permitir que essa tragédia anunciada seja o futuro dos nossos filhos?

(Luiz Bolognesi. Folha de S. Paulo. 23 fev. 2014. Primeiro Caderno. A3)

Na parte inicial do texto, o autor faz referência a um filme. Com esse recurso, o autor consegue

 

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2503706 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

Água, uma tragédia anunciada

“Meio copo de água é mais caro que a garrafa de uísque escocês. É por isso que a água do aquífero guarani, a maior reserva subterrânea do planeta, já não cai na torneira dos brasileiros. É vendida pela Aquabrás a peso de ouro nas plantações de etanol e exportada para o mundo inteiro. Quanto mais diminui a calota polar, mais disparam as ações da Aquabrás. Enquanto isso, o pessoal lá embaixo está bebendo água do mar infectada com lixo industrial."

Esse é o depoimento do jornalista João Cândido na parte final do filme "Uma História de Amor e Fúria". Ele está no alto de um condomínio vertical no Rio de Janeiro em 2.096. O presidente da República, pastor Armando, acaba de declarar que só a fé do povo pode trazer chuva, enquanto um rali é realizado no deserto da Amazônia e um grupo de guerrilheiros explode o braço do Cristo Redentor, exigindo água para todos.

Ouvi algumas vezes que o roteiro do filme seria criativo. Discordo. Infelizmente, ele tem muito mais a ver com pesquisa e capacidade dedutiva do que com criatividade. Se estivéssemos um pouco mais atentos, minimamente de olhos abertos, deveríamos estar comprometidos até o último fio de cabelo com as campanhas de desmatamento zero e os projetos de recuperação de mata ciliar, áreas de nascentes e recursos hídricos.

Não vi os fazendeiros da soja, cana ou gado refletindo sobre esse problema, que vai arruinar o negócio deles quando o oceano de nuvens que desce da Amazônia parar de dar as caras. Tampouco vi manifestante empunhando cartaz sobre o tema.

Como é possível que a civilização engendrada pelo pensamento científico possa ter desaguado numa ignorância tão assombrosa? Não seria prudente para a sobrevivência da nossa espécie adotarmos imediatamente uma política de desmatamento zero? Ou vamos permitir que essa tragédia anunciada seja o futuro dos nossos filhos?

(Luiz Bolognesi. Folha de S. Paulo. 23 fev. 2014. Primeiro Caderno. A3)

O autor escreveu o texto com a finalidade de

 

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2503705 Ano: 2014
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas
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Sobre Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal, assinale a alternativa correta:

 

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2503704 Ano: 2014
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas
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O lote econômico de compra (LEC*) é de 92 unidades quando a demanda ao longo do ano é de 78 unidades/mês, o custo de preparação do pedido é de R$ 45,00/ano e o custo de manutenção de estoque é de R$ 10,00/unidade/ano. Com base nesses parâmetros, selecione a alternativa correta.

 

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2503703 Ano: 2014
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas
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José ganha o suficiente para cobrir suas principais despesas pessoais. Além disso, ele se sente seguro no emprego e acredita que continuará trabalhando na empresa. De acordo com a hierarquia de Maslow, que versa sobre as motivações humanas, qual das seguintes necessidades José tentará satisfazer na sequência?

 

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2503702 Ano: 2014
Disciplina: Administração Geral
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas
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O ambiente atual de uma instituição de ensino é instável. Apesar de um histórico de sólida colaboração, na reunião de sindicato passada, seus representantes recusaram-se a falar com os representantes da alta administração. Tal situação reflete que elemento da organização?

 

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