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ADIAR.
1. Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã ...
2. Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
3. E assim será possível; mas hoje não ...
4. Não, hoje nada; hoje não posso.
5. A persistência confusa da minha subjectividade objectíva,
6. O sono da minha vida real, intercalado,
7. O cansaço antecipado e infinito,
8. Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico ...
9. Esta espécie de alma. ..
10. Só depois de amanhã. ..
11. Hoje quero preparar-me,
12. Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte .. .
13. Ele é que é decisivo.
14. Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos ...
15. Amanhã é o dia dos planos.
16. Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
17. Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã. ..
18. Tenho vontade de chorar,
19. Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro ...
20. Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
21. Só depois de amanhã ...
22. Quando era criança o circo de domingo divertiame toda a semana.
23. Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância. ..
24. Depois de amanhã serei outro,
25. A minha vida triunfar-se-á,
26. Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
27. Serão convocadas por um edital...
28. Mas por um edital de amanhã. ..
29. Hoje quero dormir, redigirei amanhã. ..
30. Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
31. Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
32. Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo ...
33. Antes, não ...
34. Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
35. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
36. Só depois de amanhã ...
37. Tenho sono como o frio de um cão vadio.
38. Tenho muito sono.
39. Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã. ..
40. Sim, talvez só depois de amanhã ...
41 . O porvir ...
42. Sim, o porvir ...
(PESSOA, F. ABC de Fernando Pessoa. São Paulo: Leya, 2016, p. 8-9).
Considerando a colocação dos pronomes oblíquos átonos, segundo a norma culta da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.
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As escolas devem perguntar: "Este currículo é um meio para que os alunos possam adquirir conhecimento poderoso?". Para crianças de lares desfavorecidos, a participação ativa na escola pode ser a única oportunidade de adquirirem conhecimento poderoso e serem capazes de caminhar, ao menos intelectualmente, para além de suas circunstâncias locais e particulares. Não há nenhuma utilidade para os alunos em se construir um currículo em torno da sua experiência, para que este currículo possa ser validado e, como resultado, deixá-los sempre na mesma condição. É nesse contexto de identificação das relações de poder incrustradas no currículo, de denúncia do silenciamento de muitas vozes na definição do que é relevante, em especial daquelas oriundas das classes economicamente menos favorecidas, que Michael Young apresenta sua primeira forma de abordagem do currículo. O próprio autor, em texto de produção recente ao voltar a atenção para suas ideias nesse período, destaca duas delas, que ele ainda hoje assume como verdadeiras: (1) educação e conhecimento são inseparáveis; e (2) o conhecimento, e especificamente o currículo, não é dado, mas uma construção social.
YOUNG, Michael, F. D. O Futuro da educação em uma sociedade de conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 16, n. 48, p. 609623, set./dez. 2011 .
Considerando essa perspectiva de currículo no texto, avalie as afirmações a seguir.
I - Defende um currículo por resultados, instrumental e imediatista, ressaltando a necessidade de garantir acesso ao conhecimento, em especial para crianças e jovens dos grupos sociais da elite.
II- Defende que a escola não se afaste de sua tarefa específica, disponibilizando o conhecimento especializado, que não se acessa na vida cotidiana e que pode oferecer generalizações e base para se fazer julgamentos, fornecendo parâmetros de compreensão de mundo. Entende que, para o desenvolvimento dessa compreensão de mundo, é importante dispor de conhecimentos e formas de pensamento que permitam problematizar a prática social com base nos conhecimentos especializados, de forma a aprofundar o entendimento das múltiplas relações envolvidas nos fenômenos naturais e sociais.
III- Afirma a importância da produção das áreas de conhecimento, nas universidades e nos centros de pesquisa, como fonte para a seleção do conhecimento especializado que deverá compor o currículo, a ser recontextualizado nas disciplinas escolares. Afirma que estas representam, numa forma adequada à transmissão escolar, o mais próximo que se chegou até agora na tentativa de explicar o mundo natural e social. Destaca, nesse sentido, o caráter de incompletude desse conhecimento, sempre sujeito a revisões, o que identifica como o diferencial de sua perspectiva em relação a uma visão tradicional de currículo.
IV - Em contraste com a visão tradicional, as disciplinas não são vistas como parte de algum cânone fixo definido pela tradição, com conteúdos e métodos imutáveis. [ ... ] Ao adquirirem conhecimentos das disciplinas, [os estudantes] estão ingressando naquelas "comunidades de especialistas", cada uma com suas diferentes histórias, tradições e modos de trabalhar.
É correto apenas o que se afirma em:
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Leia os versos que encerram a peça teatral Édipo Rei, de Sófocles.
Contemplai, cidadãos da pátria Tebas,
contemplai esse Édipo famoso,
habilidoso em decifrar enigmas,
que tinha em suas mãos força e poder,
rei invejado, próspero e feliz,
mas sobre o qual acaba de abater-se
furiosa tempestade de infortúnios.
Pelo que vedes, a nenhum mortal
que ainda espera o dia derradeiro
considereis feliz,
antes que tenha atingido e transposto,
livre de qualquer desgraça,
o marco final da vida.
(SÓFOCLES. Édipo Rei. Rio de Janeiro: BestBolso, 2016, p. 191).
A partir da leitura do texto, podemos afirmar que:
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Ser professor é conquistar uma posiçao no seio da profissão, mas é também tomar posição, publicamente, sobre os grandes temas educativos e participar na construção das políticas públicas. É aprender a intervir como professor. Obviamente, também aqui se exige uma preparação, uma consciência crítica, que tem de ser trabalhada desde a formação inicial. É o que sugerem Kenneth Zeichner e colegas, em artigo recente, quando afirmam que "nem as escolas, nem as universidades, só por si, podem formar os professores, e mesmo em conjunto, as escolas e as universidades não serão capazes de formar bem os professores sem se relacionarem com o saber que existe nas comunidades que a escola tem de servir" (ZEICHNER; PAYNE; BRAYKO, 2015, p. 132).
Zeichner, K.; Payne, K.; Brayko, K. Democratizing teacher education. ln: NÓVOA, A. Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Disponível em: http://www. scielo.br/pdf/cp/v47n166/1980-5314-cp-47-166-1106.pdf. Acesso em: 14 jul. 2019
A partir das informações apresentadas, assinale a opção correta.
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Leia o poema A cidade de, H. Dobai, para responder à próxima questão.
A cidade
Esta cidade sem poeira de vida
se fecha. Se prende, se tranca
em mil unidades de desespero.
Esta cidade
desolada isolada
ilha de poeira morta
subverte o silêncio
submerge os soluços
(DOBAL. H. Poesia reunida. 2. ed. Teresina: Oficina da Palavra, 2005, p. 191).
Nos dois primeiros versos do poema, observa-se o uso de:
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Leia os textos a seguir para responder à questão.
( ... ) O foco do currículo para a escola e dos formuladores de currículo para os professores de disciplinas. Aqui, valho-me da obra do sociólogo e filósofo francês Bernard Charlot (2009). Ele inicia sua discussão estabelecendo o que é a escola e o tipo de lugar que a caracteriza. ( ... ) As escolas são lugares onde o mundo é tratado como um "objeto de pensamento" e não como um "lugar de experiência". Disciplinas como história, geografia e física são as ferramentas que os professores têm para ajudar os alunos a passarem da experiência ao que o psicólogo russo, Vygotsky, se referiu como "formas mais elevadas de pensamento". As disciplinas reúnem "objetos de pensamento" como conjuntos de "conceitos" sistematicamente relacionados.
( ... ) O conhecimento da disciplina fornece aos professores a base de sua autoridade sobre os alunos. Para os alunos, passar de seu mundo cotidiano, no qual conceitos são desenvolvidos por experiência em relação a problemas que surgem em contextos específicos, para o mundo da escola, que trata o mundo como um objeto sobre o qual se pensa, pode ser uma experiência ameaçadora e mesmo estranha. O mundo cotidiano não é como a escola. Não se divide em matérias ou disciplinas. Esse papel gerador de identidade das disciplinas é particularmente importante para alunos de lares desfavorecidos e para seus professores. Muitos desses alunos chegarão à escola com pouca experiência de tratar o mundo como mais que um conjunto de experiências, em outras palavras, conceitualmente. As disciplinas, com suas fronteiras para separar aspectos do mundo que foram testados ao longo do tempo, não só oferecem a base para analisar e fazer perguntas sobre o mundo, como também oferecem aos estudantes uma base social para um novo conjunto de identidades como aprendizes. Com as novas identidades referentes às disciplinas, que os estudantes adquirem pelo currículo, acrescentadas àquelas com que vieram para a escola, eles têm mais probabilidades de serem capazes de resistir ao senso de alienação de suas vidas cotidianas fora da escola ou, ao menos, melhor lidar com ele. A escola pode promover tal capacidade.
YOUNG, Michael, F. D. O Futuro da educação em uma sociedade de conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 16, n. 48, p. 609623, set./dez. 2011.
Considerando os argumentos do autor sobre o papel central das disciplinas no currículo escolar, assinale a opção correta.
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Leia o seguinte trecho do conto 1983, de Jorge Luis Borges.
Num restaurante do centro, Haydée Lange e eu conversávamos. A mesa estava posta e restavam fragmentos de pão e possivelmente dois cálices; é verossímil supor que havíamos jantado juntos. Discutíamos, acho, um filme de King Vidor. Nos cálices devia haver um pouco de vinho. Senti, com um início de tédio, que estava repetindo coisas já ditas e que ela sabia disso e me respondia de forma mecânica. De repente, me lembrei que Haydée Lange morrera havia muito tempo. Era um fantasma e não sabia. Não senti medo; senti que era impossível e talvez descortês revelar-lhe que era um fantasma, um belo fantasma.
[ ... ]
(BORGES, Jorge Luis. Atlas. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 107).
O termo em destaque, "disso", refere-se:
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A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
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Leia os seguintes versos de Fernando Pessoa, para responder à questão.
O vaso que dei àquela
Que não sabe quem lho deu
Há de ser posto à janela
Sem ninguém saber que é meu.
(PESSOA, Fernando. Obra poética de Fernando Pessoa, volume 1. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016. p. 201).
Justifica-se a utilização do acento grave no primeiro verso em virtude:
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