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2373059 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Observe as opções abaixo:

I) ...ajusta seus comandos as circunstâncias. (Texto I, linha 33)

II) Começaram a aparecer novas experiências.

III) A poesia anunciava as lágrimas jogadas ao mar.

IV) Referia-se a pesquisas experimentais com os primatas.

V) Comunicava sempre a esposa sobre seus novos poemas.

VI) Ele chegará a partir da próxima semana.

Assinale a alternativa que apresenta os conjuntos relacionados em que o a deveria, de acordo com a norma culta, receber acento grave.

 

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2373058 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Assinale a opção que melhor traduz a idéia do último parágrafo do Texto I.

 

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2373057 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

“... levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal.” (Texto I, linhas 9 - 11)?

 

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2373056 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Observe a concordância do seguinte período: “Muitos animais correm e saltam melhor do que nós.” (Texto I, linha 31) Indique a opção em que há ERRO quanto à concordância verbal.

 

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2373055 Ano: 2006
Disciplina: Português
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Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Que opção indica corretamente o plural da expressão “inteligência motora humana” (Texto I, linha 34)?

 

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2373054 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto I

A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Ao completar 60 anos, Mario Quintana foi homenageado na Academia Brasileira de Letras pelo poeta Manuel Bandeira, que compôs e recitou o poema “Quintanares”. Mais tarde, o neologismo criado por Bandeira tornou-se título de uma obra de Mário Quintana. De acordo com Manuel Bandeira, Quintanares seria (m)

 

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2373053 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: IME
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A origem de nosso entendimento

Um macaco jamais poderia tocar piano. Falta-lhe, para isso, a capacidade de mover os dedos com velocidade e precisão para pressionar as teclas em rápida sucessão. Nós, humanos, porém, mesmo quando não sabemos nada de música, não precisamos de muito tempo para aprender a tocar pelo menos uma melodia curta. Isso sem falar da vertiginosa execução de pianistas profissionais.

Nossa habilidade manual ultrapassa em muito a dos outros primatas, e isso é um fato que os pesquisadores que buscam as qualidades que caracterizam o ser humano até agora levaram menos em conta que uma outra diferença: nossa posse da linguagem ou nossa capacidade de articulação vocal. No entanto, como já se sabe há alguns séculos, ambas as habilidades estão estreitamente ligadas do ponto de vista neurobiológico, pois os mesmos centros cerebrais contêm as rotinas e instruções para a fala e para o uso de nossas mãos.

Nos últimos séculos, a pesquisa comportamental derrubou quase todas as supostas barreiras que separavam os homens dos animais, como o uso de ferramentas, a comunicação simbólica e a categorização abstrata. O mesmo vale para as atividades cognitivas, faculdades de pensamento e compreensão que os animais também possuem, embora em forma rudimentar. Só a linguagem parece ser exclusivamente nossa: apesar de todos os esforços, até hoje nenhum macaco aprendeu a falar.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. É notável que nossa destreza manual também se apóie em uma motricidade refinada. Somos capazes de controlar a musculatura das mãos e braços com mais precisão do que qualquer animal. Mas é importante observar que esse controle motor começa a se manifestar nos primatas. Seus dedos se tornaram mais rápidos, e sua mímica mais pronunciada, mas essas capacidades ainda não bastam para a articulação vocal. Só o homem tem o dom da fala, assim como só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

Muitos animais correm e saltam melhor do que nós. Eles dispõem, para isso, de um complexo aparato neuronal que emite as instruções de movimento e ajusta seus comandos às circunstâncias. Na evolução da inteligência motora humana, esse é o fundamento sobre o qual se baseiam nossa capacidade lingüística e nosso controle manual.

(NEUWEILER, Gerhard. A origem de nosso entendimento. (fragmento adaptado) In: Scientific American – Brasil. Junho de 2005.)

Texto II

Quintanares

Meu Quintana, os teus cantares

Não são, Quintana, cantares:

São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...

Insólitos, singulares...

Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,

Abrem sempre os teus cantares

Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.

Onde as lágrimas são mares

De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares

De um tudo-nada: ao falares,

Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares

Como em mansões seculares

Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares

Se beijam sem que repares

Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.

Quer no horror dos lupanares.

Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,

Pois são simples, invulgares.

Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,

Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares

(BANDEIRA, Manuel. In: Coletânea 80 anos de Poesia. Organizada por Tânia Carvalhal. Editora Globo, 1986.)

Texto III

Os Poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(QUINTANA, Mário. In: Esconderijos do Tempo. Porto Alegre: L&M, 1980.)

Todo poema é para mim uma interjeição ampliada, algo instintivo e carregado de emoção.” (Mario Quintana, A Carta. 1976) Estas palavras de Mário Quintana ilustram sua maneira de conceber a poesia, intensa e vital, e sua preferência por aforismos, ou seja, sentenças curtas que possuem grandes significados. Em 30 de julho de 2006, comemoraram-se cem anos do nascimento do poeta, homenageado por amantes da literatura de todo mundo. Tendo em vista as informações sobre a obra de Quintana, indique a alternativa que NÃO pode ser considerada verdadeira em relação ao texto “Os Poemas”.

 

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2373052 Ano: 2006
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Banca: IME
Orgão: IME

Há mais de dois séculos, surgiu a expressão “compostos orgânicos” para designar as substâncias produzidas por organismos vivos, animais ou vegetais. Atualmente, a química orgânica estuda as substâncias que possuem átomos de carbono, embora nem todas as substâncias que contenham carbono estejam no universo da química orgânica. Em tais substâncias orgânicas, os átomos de carbono apresentam hibridização sp, sp2 ou sp3 conforme as ligações. No metanol, metanal, triclorometano e etino os carbonos apresentam, respectivamente, hibridização:

 

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2373051 Ano: 2006
Disciplina: Engenharia Química
Banca: IME
Orgão: IME

Um vaso fechado de volume V contém inicialmente dois moles do gás A. Após um determinado tempo, observa-se o equilíbrio químico:

!$ A \rightleftharpoons 2B !$

cuja constante de equilíbrio é !$ Kp = \dfrac{P^2_B}{P_A} !$ (onde pA e pB representam as pressões parciais dos componentes A e B). No equilíbrio, o número de moles de A é n1.
Em seguida, aumenta-se a pressão do vaso admitindo-se dois moles de um gás inerte I. Após novo equilíbrio, o número de moles de A é n2. Quanto vale n2/n1 se, durante todo o processo, a temperatura fica constante e igual a T (em K) ?

 

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2373050 Ano: 2006
Disciplina: Engenharia Química
Banca: IME
Orgão: IME

Considere os seguintes processos conduzidos a 25 0C e 1 atm:

(1) 4Fe(s) + 3O2(g) → 2Fe2O3(s)
(2) H2O(s) → H2O(l)
(3) CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2H2O(g)
(4) Cu2S(s) → 2Cu(s) + S(s), com ΔG = + 86,2 kJ
(5) S(s) + O2(g) → SO2(g), com ΔG = − 300,4 kJ
(6) Cu2S(s) + O2(g) → 2Cu(s) + SO2(g)
(7) 2NO(g) + O2(g) → 2NO2(g)

Assinale a afirmativa correta.

 

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