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2386532 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto 1

Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem.

NEVES, Auricléa Oliveira das. Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem. Amazonas: Universidade do Estado do Amazonas, 2008.

As viagens têm um profundo significado na história da humanidade. Inicialmente, no período da coleta, as migrações se faziam pela necessidade de buscar alimentos, posteriormente elas foram realizadas para conquistar espaços mais apropriados para o bem estar da comunidade. Outros objetivos também suscitaram o deslocamento do homem: a posse de espaços territoriais, a exploração de riquezas, o conhecimento de novas terras, o estudo de locais específicos, ou simplesmente a viagem como forma de lazer.

(…)

No plano ficcional, vários autores no Ocidente, a partir de Homero, com a Odisséia, se dedicaram a usar as viagens como tema. Na literatura de língua portuguesa, os registros iniciais são oriundos dos relatos orais de marinheiros, apontamentos náuticos, diários de bordo, escritos de pilotos que, presumidamente, serviram de fonte para Gomes Eanes de Zurara, primeiro cronista conhecido das viagens oceânicas portuguesas.

Na história literária da América e do Brasil, os primeiros registros advêm dos escritos de viajantes: o Diário de Cristóvão Colombo e a Carta de Pero Vaz de Caminha.

A revelação de novos espaços, paisagens, floras, faunas, costumes e religiões, as aventuras e peripécias de viagens mais fabulosas que dos romances de cavalaria e as dos poemas da Antiguidade, inspiraram [...] uma vasta literatura descritiva e narrativa, que assumiu várias formas desde os grandes tratados históricos ou geográficos em grossos volumes até às curtas reportagens em folhetos de cordel. (Saraiva & Lopes, 1982, p.294)

Em cada época, as jornadas se realizaram de formas e condições variadas, seus viajantes apresentaram objetivos diversos como conquista, exploração, reconhecimento, administração, catequese, aventura ou lazer. Durante o Iluminismo, com a mudança de mentalidade de muitos dirigentes, as relações entre os governos da Europa e suas colônias da América assumem novos significados, assim, as viagens passaram a ter o caráter científico. O empreendedor dessas jornadas tem a preocupação com a observação, a descrição e a classificação de tudo que há nas terras conquistadas no século XVI para que os governos possam inventariar a fortuna natural de suas colônias e obter controle sobre elas.

Texto 2

José de Anchieta, jesuíta hispano-brasileiro.

UOL Educação. José de Anchieta, Jesuíta hispano-brasileiro. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u421.jhtm> Capturado em 18.05.09.

José de Anchieta nasceu em família rica, numa das sete ilhas Canárias, de onde avistava os navios que se abasteciam no porto de Tenerife para seguir rumo ao Oriente ou ao Novo Mundo. O pai era um nobre basco, e a mãe, uma judia conversa. Aos 14 anos foi estudar em Coimbra (Portugal). Sentia a vocação religiosa e, em 1551, foi admitido como noviço no colégio jesuíta da Universidade de Coimbra.

Em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. No comecinho de 1554, chegou a São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil. Lá, teve o primeiro contato com os índios.

No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.

Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

O colégio de São Paulo de Piratininga, como era chamado, logo expandiu seu núcleo. Mas, ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, as tribos formaram uma aliança (conhecida como Confederação dos Tamoios) que atacou São Paulo diversas vezes entre 1562 e 1564.

Anchieta e Nóbrega tiveram um conflito com Duarte da Costa e decidiram iniciar as negociações de paz com os tamoios em Iperoig (hoje Ubatuba). Anchieta, falando tupiguarani e viajando por toda aquela costa, foi crucial para ganhar a confiança dos índios, e, após muitos incidentes, estabeleceu-se a paz entre tamoios, tupinambás e portugueses. Nessa época, Anchieta escreveu o "Poema em Louvor à Virgem Maria", com 5.732 versos, alguns dos quais traçados nas areias das praias.

Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Texto 3

Padre Fernão Cardim

FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala – Introdução à história da sociedade colonial no Brasil – Formação da Família Brasileira sob o Regime da Economia Patriarcal. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Ed., 1993, 20a ed.

É certo que o Padre Fernão Cardim, nos seus Tratados, está sempre a falar da fartura de carne, de aves e até de frutas com que foi recebido por toda parte no Brasil do séc. XVI, entre os homens ricos e os colégios de padres.

Mas de Cardim deve-se tomar em consideração o seu caráter de padre visitador, recebido nos engenhos e colégios com festas e jantares excepcionais. Era um personagem a quem todo agrado que fizessem os colonos era pouco: a boa impressão que lhe causassem a mesa farta e os leitos macios dos grandes senhores de escravos talvez atenuasse a péssima, a vida dissoluta que todos eles levavam nos engenhos de açúcar: “os peccados que se comettem nelles (nos engenhos) não tem conta: quase todos andam amancebados por causa das muitas occasioes; bem cheio de peccados via esse doce por que tanto fazem; grande é a peciencia de Deus que tanto soffre”.

Texto 4

Retirantes da educação

MARCH, Rodrigo. Retirantes da educação. Caderno Boa Chance: O GLOBO, 10 de maio de 2009.

Irinilda da Silva, de 31 anos, deixou de amamentar a filha, de quatro meses, que ficou em casa com o pai. Robéria Gomes, de 36, viajou grávida e seu bebê, João Vítor, nasceu na quinta-feira passada, no Hospital Central do Exército, em Benfica. As duas são retirantes da educação: integram um grupo de 12 professores do Acre que cruzou 4.521 quilômetros de Brasil, superando uma série de dificuldades, para fazer uma pós-graduação. Um exemplo das barreiras de qualificação profissional no país. Hoje, 53% dos cursos de mestrado e doutorado estão no Sudeste; só 3,8% na Região Norte, a de menor cobertura.

Eles estão aproveitando um convênio firmado entre a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói. Onze fazem mestrado e uma, doutorado. Todos em educação — mesmo as faculdades particulares do Acre não têm curso de pós-graduação nessa área. Nove deles dividem a mesma casa em São Domingos, Niterói, como num Big Brother, só que sem conforto algum. Para se ter uma ideia, a TV foi emprestada por uma colega de curso, e quase todos dormem em colchonetes. Apesar da proximidade à Faculdade de Educação da UFF, só andam em grupos: por insegurança, sensação que ainda não tinham experimentado.

O périplo deles começou antes mesmo de a parceria com a UFF ser fechada, já que eles já tinham tentado convênios com outras instituições, mas que não possuíam cursos com nota cinco de avaliação, uma determinação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da qual são bolsistas. Foram oferecidas 15 vagas no mestrado, porém, dos 19 inscritos, só 11 foram aprovados. No doutorado, apenas três se inscreveram, mas só uma passou na seleção.

A dificuldade seguinte foi encontrar uma casa para alugar em Niterói. A professora de letras Sâmia El-Hassani, de 46 anos, veio 15 dias antes para tentar resolver o problema. O marido dela, Dalbi D’Ávila, também é de letras e faz o mestrado. Trouxeram os filhos, que foram matriculados numa escola.

— Niterói não aluga imóvel por temporada, pelo menos na área do Centro e da Zona Sul — observa Sâmia, que também achou os preços altíssimos.

Com muito custo — e também por falta de opção —, eles conseguiram uma casa que estava à venda, mas que sequer tinha torneiras. O dono aceitou fazer um contrato de três meses com pagamento antecipado de R$ 6.800,00 enquanto não acha um comprador. Mas eles vão precisar renovar por mais um mês, já que estarão na cidade até 17 de julho — no segundo semestre, os professores da UFF vão ao Acre dar as aulas, sendo que ano que vem, o vaivém se repete, pois o curso de mestrado é de dois anos.

O processo de coesão pode ser realizado através de vocábulos anafóricos – aqueles que se referem a um outro anteriormente expresso.

A oração do texto 2, que NÃO apresenta vocábulo anafórico é:

 

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2386531 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto 1

Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem.

NEVES, Auricléa Oliveira das. Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem. Amazonas: Universidade do Estado do Amazonas, 2008.

As viagens têm um profundo significado na história da humanidade. Inicialmente, no período da coleta, as migrações se faziam pela necessidade de buscar alimentos, posteriormente elas foram realizadas para conquistar espaços mais apropriados para o bem estar da comunidade. Outros objetivos também suscitaram o deslocamento do homem: a posse de espaços territoriais, a exploração de riquezas, o conhecimento de novas terras, o estudo de locais específicos, ou simplesmente a viagem como forma de lazer.

(…)

No plano ficcional, vários autores no Ocidente, a partir de Homero, com a Odisséia, se dedicaram a usar as viagens como tema. Na literatura de língua portuguesa, os registros iniciais são oriundos dos relatos orais de marinheiros, apontamentos náuticos, diários de bordo, escritos de pilotos que, presumidamente, serviram de fonte para Gomes Eanes de Zurara, primeiro cronista conhecido das viagens oceânicas portuguesas.

Na história literária da América e do Brasil, os primeiros registros advêm dos escritos de viajantes: o Diário de Cristóvão Colombo e a Carta de Pero Vaz de Caminha.

A revelação de novos espaços, paisagens, floras, faunas, costumes e religiões, as aventuras e peripécias de viagens mais fabulosas que dos romances de cavalaria e as dos poemas da Antiguidade, inspiraram [...] uma vasta literatura descritiva e narrativa, que assumiu várias formas desde os grandes tratados históricos ou geográficos em grossos volumes até às curtas reportagens em folhetos de cordel. (Saraiva & Lopes, 1982, p.294)

Em cada época, as jornadas se realizaram de formas e condições variadas, seus viajantes apresentaram objetivos diversos como conquista, exploração, reconhecimento, administração, catequese, aventura ou lazer. Durante o Iluminismo, com a mudança de mentalidade de muitos dirigentes, as relações entre os governos da Europa e suas colônias da América assumem novos significados, assim, as viagens passaram a ter o caráter científico. O empreendedor dessas jornadas tem a preocupação com a observação, a descrição e a classificação de tudo que há nas terras conquistadas no século XVI para que os governos possam inventariar a fortuna natural de suas colônias e obter controle sobre elas.

Texto 2

José de Anchieta, jesuíta hispano-brasileiro.

UOL Educação. José de Anchieta, Jesuíta hispano-brasileiro. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u421.jhtm> Capturado em 18.05.09.

José de Anchieta nasceu em família rica, numa das sete ilhas Canárias, de onde avistava os navios que se abasteciam no porto de Tenerife para seguir rumo ao Oriente ou ao Novo Mundo. O pai era um nobre basco, e a mãe, uma judia conversa. Aos 14 anos foi estudar em Coimbra (Portugal). Sentia a vocação religiosa e, em 1551, foi admitido como noviço no colégio jesuíta da Universidade de Coimbra.

Em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. No comecinho de 1554, chegou a São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil. Lá, teve o primeiro contato com os índios.

No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.

Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

O colégio de São Paulo de Piratininga, como era chamado, logo expandiu seu núcleo. Mas, ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, as tribos formaram uma aliança (conhecida como Confederação dos Tamoios) que atacou São Paulo diversas vezes entre 1562 e 1564.

Anchieta e Nóbrega tiveram um conflito com Duarte da Costa e decidiram iniciar as negociações de paz com os tamoios em Iperoig (hoje Ubatuba). Anchieta, falando tupiguarani e viajando por toda aquela costa, foi crucial para ganhar a confiança dos índios, e, após muitos incidentes, estabeleceu-se a paz entre tamoios, tupinambás e portugueses. Nessa época, Anchieta escreveu o "Poema em Louvor à Virgem Maria", com 5.732 versos, alguns dos quais traçados nas areias das praias.

Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Texto 3

Padre Fernão Cardim

FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala – Introdução à história da sociedade colonial no Brasil – Formação da Família Brasileira sob o Regime da Economia Patriarcal. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Ed., 1993, 20a ed.

É certo que o Padre Fernão Cardim, nos seus Tratados, está sempre a falar da fartura de carne, de aves e até de frutas com que foi recebido por toda parte no Brasil do séc. XVI, entre os homens ricos e os colégios de padres.

Mas de Cardim deve-se tomar em consideração o seu caráter de padre visitador, recebido nos engenhos e colégios com festas e jantares excepcionais. Era um personagem a quem todo agrado que fizessem os colonos era pouco: a boa impressão que lhe causassem a mesa farta e os leitos macios dos grandes senhores de escravos talvez atenuasse a péssima, a vida dissoluta que todos eles levavam nos engenhos de açúcar: “os peccados que se comettem nelles (nos engenhos) não tem conta: quase todos andam amancebados por causa das muitas occasioes; bem cheio de peccados via esse doce por que tanto fazem; grande é a peciencia de Deus que tanto soffre”.

Texto 4

Retirantes da educação

MARCH, Rodrigo. Retirantes da educação. Caderno Boa Chance: O GLOBO, 10 de maio de 2009.

Irinilda da Silva, de 31 anos, deixou de amamentar a filha, de quatro meses, que ficou em casa com o pai. Robéria Gomes, de 36, viajou grávida e seu bebê, João Vítor, nasceu na quinta-feira passada, no Hospital Central do Exército, em Benfica. As duas são retirantes da educação: integram um grupo de 12 professores do Acre que cruzou 4.521 quilômetros de Brasil, superando uma série de dificuldades, para fazer uma pós-graduação. Um exemplo das barreiras de qualificação profissional no país. Hoje, 53% dos cursos de mestrado e doutorado estão no Sudeste; só 3,8% na Região Norte, a de menor cobertura.

Eles estão aproveitando um convênio firmado entre a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói. Onze fazem mestrado e uma, doutorado. Todos em educação — mesmo as faculdades particulares do Acre não têm curso de pós-graduação nessa área. Nove deles dividem a mesma casa em São Domingos, Niterói, como num Big Brother, só que sem conforto algum. Para se ter uma ideia, a TV foi emprestada por uma colega de curso, e quase todos dormem em colchonetes. Apesar da proximidade à Faculdade de Educação da UFF, só andam em grupos: por insegurança, sensação que ainda não tinham experimentado.

O périplo deles começou antes mesmo de a parceria com a UFF ser fechada, já que eles já tinham tentado convênios com outras instituições, mas que não possuíam cursos com nota cinco de avaliação, uma determinação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da qual são bolsistas. Foram oferecidas 15 vagas no mestrado, porém, dos 19 inscritos, só 11 foram aprovados. No doutorado, apenas três se inscreveram, mas só uma passou na seleção.

A dificuldade seguinte foi encontrar uma casa para alugar em Niterói. A professora de letras Sâmia El-Hassani, de 46 anos, veio 15 dias antes para tentar resolver o problema. O marido dela, Dalbi D’Ávila, também é de letras e faz o mestrado. Trouxeram os filhos, que foram matriculados numa escola.

— Niterói não aluga imóvel por temporada, pelo menos na área do Centro e da Zona Sul — observa Sâmia, que também achou os preços altíssimos.

Com muito custo — e também por falta de opção —, eles conseguiram uma casa que estava à venda, mas que sequer tinha torneiras. O dono aceitou fazer um contrato de três meses com pagamento antecipado de R$ 6.800,00 enquanto não acha um comprador. Mas eles vão precisar renovar por mais um mês, já que estarão na cidade até 17 de julho — no segundo semestre, os professores da UFF vão ao Acre dar as aulas, sendo que ano que vem, o vaivém se repete, pois o curso de mestrado é de dois anos.

“Sentia a vocação religiosa (...)”.

A opção em que o verbo “sentir” tem o mesmo significado do período acima é:

 

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2386529 Ano: 2009
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Texto 1

Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem.

NEVES, Auricléa Oliveira das. Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem. Amazonas: Universidade do Estado do Amazonas, 2008.

As viagens têm um profundo significado na história da humanidade. Inicialmente, no período da coleta, as migrações se faziam pela necessidade de buscar alimentos, posteriormente elas foram realizadas para conquistar espaços mais apropriados para o bem estar da comunidade. Outros objetivos também suscitaram o deslocamento do homem: a posse de espaços territoriais, a exploração de riquezas, o conhecimento de novas terras, o estudo de locais específicos, ou simplesmente a viagem como forma de lazer.

(…)

No plano ficcional, vários autores no Ocidente, a partir de Homero, com a Odisséia, se dedicaram a usar as viagens como tema. Na literatura de língua portuguesa, os registros iniciais são oriundos dos relatos orais de marinheiros, apontamentos náuticos, diários de bordo, escritos de pilotos que, presumidamente, serviram de fonte para Gomes Eanes de Zurara, primeiro cronista conhecido das viagens oceânicas portuguesas.

Na história literária da América e do Brasil, os primeiros registros advêm dos escritos de viajantes: o Diário de Cristóvão Colombo e a Carta de Pero Vaz de Caminha.

A revelação de novos espaços, paisagens, floras, faunas, costumes e religiões, as aventuras e peripécias de viagens mais fabulosas que dos romances de cavalaria e as dos poemas da Antiguidade, inspiraram [...] uma vasta literatura descritiva e narrativa, que assumiu várias formas desde os grandes tratados históricos ou geográficos em grossos volumes até às curtas reportagens em folhetos de cordel. (Saraiva & Lopes, 1982, p.294)

Em cada época, as jornadas se realizaram de formas e condições variadas, seus viajantes apresentaram objetivos diversos como conquista, exploração, reconhecimento, administração, catequese, aventura ou lazer. Durante o Iluminismo, com a mudança de mentalidade de muitos dirigentes, as relações entre os governos da Europa e suas colônias da América assumem novos significados, assim, as viagens passaram a ter o caráter científico. O empreendedor dessas jornadas tem a preocupação com a observação, a descrição e a classificação de tudo que há nas terras conquistadas no século XVI para que os governos possam inventariar a fortuna natural de suas colônias e obter controle sobre elas.

Texto 2

José de Anchieta, jesuíta hispano-brasileiro.

UOL Educação. José de Anchieta, Jesuíta hispano-brasileiro. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u421.jhtm> Capturado em 18.05.09.

José de Anchieta nasceu em família rica, numa das sete ilhas Canárias, de onde avistava os navios que se abasteciam no porto de Tenerife para seguir rumo ao Oriente ou ao Novo Mundo. O pai era um nobre basco, e a mãe, uma judia conversa. Aos 14 anos foi estudar em Coimbra (Portugal). Sentia a vocação religiosa e, em 1551, foi admitido como noviço no colégio jesuíta da Universidade de Coimbra.

Em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. No comecinho de 1554, chegou a São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil. Lá, teve o primeiro contato com os índios.

No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.

Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

O colégio de São Paulo de Piratininga, como era chamado, logo expandiu seu núcleo. Mas, ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, as tribos formaram uma aliança (conhecida como Confederação dos Tamoios) que atacou São Paulo diversas vezes entre 1562 e 1564.

Anchieta e Nóbrega tiveram um conflito com Duarte da Costa e decidiram iniciar as negociações de paz com os tamoios em Iperoig (hoje Ubatuba). Anchieta, falando tupiguarani e viajando por toda aquela costa, foi crucial para ganhar a confiança dos índios, e, após muitos incidentes, estabeleceu-se a paz entre tamoios, tupinambás e portugueses. Nessa época, Anchieta escreveu o "Poema em Louvor à Virgem Maria", com 5.732 versos, alguns dos quais traçados nas areias das praias.

Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Texto 3

Padre Fernão Cardim

FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala – Introdução à história da sociedade colonial no Brasil – Formação da Família Brasileira sob o Regime da Economia Patriarcal. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Ed., 1993, 20a ed.

É certo que o Padre Fernão Cardim, nos seus Tratados, está sempre a falar da fartura de carne, de aves e até de frutas com que foi recebido por toda parte no Brasil do séc. XVI, entre os homens ricos e os colégios de padres.

Mas de Cardim deve-se tomar em consideração o seu caráter de padre visitador, recebido nos engenhos e colégios com festas e jantares excepcionais. Era um personagem a quem todo agrado que fizessem os colonos era pouco: a boa impressão que lhe causassem a mesa farta e os leitos macios dos grandes senhores de escravos talvez atenuasse a péssima, a vida dissoluta que todos eles levavam nos engenhos de açúcar: “os peccados que se comettem nelles (nos engenhos) não tem conta: quase todos andam amancebados por causa das muitas occasioes; bem cheio de peccados via esse doce por que tanto fazem; grande é a peciencia de Deus que tanto soffre”.

Texto 4

Retirantes da educação

MARCH, Rodrigo. Retirantes da educação. Caderno Boa Chance: O GLOBO, 10 de maio de 2009.

Irinilda da Silva, de 31 anos, deixou de amamentar a filha, de quatro meses, que ficou em casa com o pai. Robéria Gomes, de 36, viajou grávida e seu bebê, João Vítor, nasceu na quinta-feira passada, no Hospital Central do Exército, em Benfica. As duas são retirantes da educação: integram um grupo de 12 professores do Acre que cruzou 4.521 quilômetros de Brasil, superando uma série de dificuldades, para fazer uma pós-graduação. Um exemplo das barreiras de qualificação profissional no país. Hoje, 53% dos cursos de mestrado e doutorado estão no Sudeste; só 3,8% na Região Norte, a de menor cobertura.

Eles estão aproveitando um convênio firmado entre a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói. Onze fazem mestrado e uma, doutorado. Todos em educação — mesmo as faculdades particulares do Acre não têm curso de pós-graduação nessa área. Nove deles dividem a mesma casa em São Domingos, Niterói, como num Big Brother, só que sem conforto algum. Para se ter uma ideia, a TV foi emprestada por uma colega de curso, e quase todos dormem em colchonetes. Apesar da proximidade à Faculdade de Educação da UFF, só andam em grupos: por insegurança, sensação que ainda não tinham experimentado.

O périplo deles começou antes mesmo de a parceria com a UFF ser fechada, já que eles já tinham tentado convênios com outras instituições, mas que não possuíam cursos com nota cinco de avaliação, uma determinação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da qual são bolsistas. Foram oferecidas 15 vagas no mestrado, porém, dos 19 inscritos, só 11 foram aprovados. No doutorado, apenas três se inscreveram, mas só uma passou na seleção.

A dificuldade seguinte foi encontrar uma casa para alugar em Niterói. A professora de letras Sâmia El-Hassani, de 46 anos, veio 15 dias antes para tentar resolver o problema. O marido dela, Dalbi D’Ávila, também é de letras e faz o mestrado. Trouxeram os filhos, que foram matriculados numa escola.

— Niterói não aluga imóvel por temporada, pelo menos na área do Centro e da Zona Sul — observa Sâmia, que também achou os preços altíssimos.

Com muito custo — e também por falta de opção —, eles conseguiram uma casa que estava à venda, mas que sequer tinha torneiras. O dono aceitou fazer um contrato de três meses com pagamento antecipado de R$ 6.800,00 enquanto não acha um comprador. Mas eles vão precisar renovar por mais um mês, já que estarão na cidade até 17 de julho — no segundo semestre, os professores da UFF vão ao Acre dar as aulas, sendo que ano que vem, o vaivém se repete, pois o curso de mestrado é de dois anos.

Acerca dos sujeitos dos verbos “entrou” e “estabeleceram” presentes em: “Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”.

Podemos afirmar que

 

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2386527 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: IME
Orgão: IME

Texto 1

Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem.

NEVES, Auricléa Oliveira das. Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem. Amazonas: Universidade do Estado do Amazonas, 2008.

As viagens têm um profundo significado na história da humanidade. Inicialmente, no período da coleta, as migrações se faziam pela necessidade de buscar alimentos, posteriormente elas foram realizadas para conquistar espaços mais apropriados para o bem estar da comunidade. Outros objetivos também suscitaram o deslocamento do homem: a posse de espaços territoriais, a exploração de riquezas, o conhecimento de novas terras, o estudo de locais específicos, ou simplesmente a viagem como forma de lazer.

(…)

No plano ficcional, vários autores no Ocidente, a partir de Homero, com a Odisséia, se dedicaram a usar as viagens como tema. Na literatura de língua portuguesa, os registros iniciais são oriundos dos relatos orais de marinheiros, apontamentos náuticos, diários de bordo, escritos de pilotos que, presumidamente, serviram de fonte para Gomes Eanes de Zurara, primeiro cronista conhecido das viagens oceânicas portuguesas.

Na história literária da América e do Brasil, os primeiros registros advêm dos escritos de viajantes: o Diário de Cristóvão Colombo e a Carta de Pero Vaz de Caminha.

A revelação de novos espaços, paisagens, floras, faunas, costumes e religiões, as aventuras e peripécias de viagens mais fabulosas que dos romances de cavalaria e as dos poemas da Antiguidade, inspiraram [...] uma vasta literatura descritiva e narrativa, que assumiu várias formas desde os grandes tratados históricos ou geográficos em grossos volumes até às curtas reportagens em folhetos de cordel. (Saraiva & Lopes, 1982, p.294)

Em cada época, as jornadas se realizaram de formas e condições variadas, seus viajantes apresentaram objetivos diversos como conquista, exploração, reconhecimento, administração, catequese, aventura ou lazer. Durante o Iluminismo, com a mudança de mentalidade de muitos dirigentes, as relações entre os governos da Europa e suas colônias da América assumem novos significados, assim, as viagens passaram a ter o caráter científico. O empreendedor dessas jornadas tem a preocupação com a observação, a descrição e a classificação de tudo que há nas terras conquistadas no século XVI para que os governos possam inventariar a fortuna natural de suas colônias e obter controle sobre elas.

Texto 2

José de Anchieta, jesuíta hispano-brasileiro.

UOL Educação. José de Anchieta, Jesuíta hispano-brasileiro. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u421.jhtm> Capturado em 18.05.09.

José de Anchieta nasceu em família rica, numa das sete ilhas Canárias, de onde avistava os navios que se abasteciam no porto de Tenerife para seguir rumo ao Oriente ou ao Novo Mundo. O pai era um nobre basco, e a mãe, uma judia conversa. Aos 14 anos foi estudar em Coimbra (Portugal). Sentia a vocação religiosa e, em 1551, foi admitido como noviço no colégio jesuíta da Universidade de Coimbra.

Em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. No comecinho de 1554, chegou a São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil. Lá, teve o primeiro contato com os índios.

No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.

Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

O colégio de São Paulo de Piratininga, como era chamado, logo expandiu seu núcleo. Mas, ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, as tribos formaram uma aliança (conhecida como Confederação dos Tamoios) que atacou São Paulo diversas vezes entre 1562 e 1564.

Anchieta e Nóbrega tiveram um conflito com Duarte da Costa e decidiram iniciar as negociações de paz com os tamoios em Iperoig (hoje Ubatuba). Anchieta, falando tupiguarani e viajando por toda aquela costa, foi crucial para ganhar a confiança dos índios, e, após muitos incidentes, estabeleceu-se a paz entre tamoios, tupinambás e portugueses. Nessa época, Anchieta escreveu o "Poema em Louvor à Virgem Maria", com 5.732 versos, alguns dos quais traçados nas areias das praias.

Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Texto 3

Padre Fernão Cardim

FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala – Introdução à história da sociedade colonial no Brasil – Formação da Família Brasileira sob o Regime da Economia Patriarcal. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Ed., 1993, 20a ed.

É certo que o Padre Fernão Cardim, nos seus Tratados, está sempre a falar da fartura de carne, de aves e até de frutas com que foi recebido por toda parte no Brasil do séc. XVI, entre os homens ricos e os colégios de padres.

Mas de Cardim deve-se tomar em consideração o seu caráter de padre visitador, recebido nos engenhos e colégios com festas e jantares excepcionais. Era um personagem a quem todo agrado que fizessem os colonos era pouco: a boa impressão que lhe causassem a mesa farta e os leitos macios dos grandes senhores de escravos talvez atenuasse a péssima, a vida dissoluta que todos eles levavam nos engenhos de açúcar: “os peccados que se comettem nelles (nos engenhos) não tem conta: quase todos andam amancebados por causa das muitas occasioes; bem cheio de peccados via esse doce por que tanto fazem; grande é a peciencia de Deus que tanto soffre”.

Texto 4

Retirantes da educação

MARCH, Rodrigo. Retirantes da educação. Caderno Boa Chance: O GLOBO, 10 de maio de 2009.

Irinilda da Silva, de 31 anos, deixou de amamentar a filha, de quatro meses, que ficou em casa com o pai. Robéria Gomes, de 36, viajou grávida e seu bebê, João Vítor, nasceu na quinta-feira passada, no Hospital Central do Exército, em Benfica. As duas são retirantes da educação: integram um grupo de 12 professores do Acre que cruzou 4.521 quilômetros de Brasil, superando uma série de dificuldades, para fazer uma pós-graduação. Um exemplo das barreiras de qualificação profissional no país. Hoje, 53% dos cursos de mestrado e doutorado estão no Sudeste; só 3,8% na Região Norte, a de menor cobertura.

Eles estão aproveitando um convênio firmado entre a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói. Onze fazem mestrado e uma, doutorado. Todos em educação — mesmo as faculdades particulares do Acre não têm curso de pós-graduação nessa área. Nove deles dividem a mesma casa em São Domingos, Niterói, como num Big Brother, só que sem conforto algum. Para se ter uma ideia, a TV foi emprestada por uma colega de curso, e quase todos dormem em colchonetes. Apesar da proximidade à Faculdade de Educação da UFF, só andam em grupos: por insegurança, sensação que ainda não tinham experimentado.

O périplo deles começou antes mesmo de a parceria com a UFF ser fechada, já que eles já tinham tentado convênios com outras instituições, mas que não possuíam cursos com nota cinco de avaliação, uma determinação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da qual são bolsistas. Foram oferecidas 15 vagas no mestrado, porém, dos 19 inscritos, só 11 foram aprovados. No doutorado, apenas três se inscreveram, mas só uma passou na seleção.

A dificuldade seguinte foi encontrar uma casa para alugar em Niterói. A professora de letras Sâmia El-Hassani, de 46 anos, veio 15 dias antes para tentar resolver o problema. O marido dela, Dalbi D’Ávila, também é de letras e faz o mestrado. Trouxeram os filhos, que foram matriculados numa escola.

— Niterói não aluga imóvel por temporada, pelo menos na área do Centro e da Zona Sul — observa Sâmia, que também achou os preços altíssimos.

Com muito custo — e também por falta de opção —, eles conseguiram uma casa que estava à venda, mas que sequer tinha torneiras. O dono aceitou fazer um contrato de três meses com pagamento antecipado de R$ 6.800,00 enquanto não acha um comprador. Mas eles vão precisar renovar por mais um mês, já que estarão na cidade até 17 de julho — no segundo semestre, os professores da UFF vão ao Acre dar as aulas, sendo que ano que vem, o vaivém se repete, pois o curso de mestrado é de dois anos.

Considere o título do texto 1 destacado abaixo e as afirmativas a seguir.

Entre a lembrança e a realidade: registros de viagem.

I. De acordo com o texto, relatos orais não podem ser considerados registros de viagem.

II. A expressão “Entre a lembrança e a realidade” pode ser considerada como preocupação com a memória enquanto dado histórico de uma nação. Esta afirmativa pode ser comprovada com a seguinte afirmação da autora: “O empreendedor dessas jornadas tem a preocupação com a observação, a descrição e a classificação de tudo que há nas terras conquistadas nos século XVI para que os governos possam inventariar a fortuna natural de suas colônias e obter controle sobre elas”.

III. O objetivo primeiro das viagens, segundo a autora, foi: “serem realizadas para conquistar espaços mais apropriados para o bem estar da comunidade”.

Pode-se dizer que está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

 

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2386526 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

Um sistema fechado e sem fronteiras móveis contém uma determinada massa gasosa inerte. Sabe-se que, após aquecimento, o sistema registra um aumento de 5% na pressão e de 15 ºC na temperatura (considere que o gás se comporta idealmente).

A respeito do valor da temperatura inicial, pode-se dizer que:

 

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2386525 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

As alternativas abaixo representam processos hipotéticos envolvendo 2 mols de um gás ideal, contidos em um conjunto cilindro-pistão.

Assinale a alternativa que apresenta mais de três estados (V, T) nos quais a pressão é máxima:

 

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2386524 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

Enunciado 3383518-1

Dadas as reações acima, escolha, dentre as opções abaixo, a que corresponde, respectivamente, às funções orgânicas das substâncias A, B, C e D.

 

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2386523 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

Considere as supostas variações de entropia (!$ \Delta !$ S) nos processos abaixo:

I) cristalização do sal comum (!$ \Delta !$ S > 0)

II) sublimação da naftalina (naftaleno ) (!$ \Delta !$ S > 0)

III) mistura de água e álcool (!$ \Delta !$ S < 0)

IV) ferro (s) !$ fusão \\ \longrightarrow !$ ferro (1) (!$ \Delta !$S > 0)

V) ar !$ compressão \\ \longrightarrow !$ ar comprimido (!$ \Delta !$S < 0)

As variações de entropia indicadas nos processos que estão corretas são:

 

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2386522 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

Assinale a alternativa que indica o número de isômeros ópticos e o número de racematos (misturas racêmicas) do 2-cloro-5-vinilciclopent-3-en-1-ol.

 

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2386521 Ano: 2009
Disciplina: Química
Banca: IME
Orgão: IME

Assinale a alternativa correta.

 

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