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Foram encontradas 173 questões.

2707252 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo

O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.

Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.

Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.

Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).

Com relação ao texto, julgue (C ou E) o item subseqüente.

A inversão sintática observada em “O que principalmente sou?” condiz com a estrutura gramatical interrogativa e apresenta-se como legítimo recurso de ênfase.

 

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2707250 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Considerando os sentidos e aspectos morfossintáticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

Na linha 7, a proximidade imediata entre “com o meu retrato” e “em duas colunas” gera ambigüidade quanto a haver um ou dois retratos do autor.

 

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2707249 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Considerando os sentidos e aspectos morfossintáticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

O pronome “este” refere-se a seu antecedente, o “Bric-à-brac da vida”.

 

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2707248 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Considerando os sentidos e aspectos morfossintáticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

Na locução “eis que”, a palavra “eis” perde não só o traço semântico de imprevisão, ou de ocorrência súbita, mas também sua equivalência com a forma veja.

 

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2707247 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Considerando os sentidos e aspectos morfossintáticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.

O mal-entendido narrado na conclusão do texto sugere uma visão irônica quanto à importância dos títulos.

 

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2707246 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Com base no texto, julgue (C ou E) o seguinte item.

Em “sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia”, deveria haver vírgula depois de “orgulho” e antes de “e”, em decorrência do sentido explicativo da oração introduzida pelo “que”.

 

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2707245 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Com base no texto, julgue (C ou E) o seguinte item.

A forma “sia” é redução de sinhá , vocábulo sinônimo de sinhara — proveniente de senhora.

 

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2707244 Ano: 2006
Disciplina: Português
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Com base no texto, julgue (C ou E) o seguinte item.

O tratamento “sia” remonta à época do descobrimento do Brasil.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2707243 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
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Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Com base no texto, julgue (C ou E) o seguinte item.

Depreende-se do texto que a palavra “cujas” junto ao nome de Mario Quintana foi entendida pela camareira no sentido empregado no texto que ela lera.

 

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2707242 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Cujas Canções

É costume cada um colocar sua profissão ou títulos nos cartões de visitas. No tempo das guerras cisplatinas até ficou famoso alguém que assim se apresentava: “José Maria da Conceição — tenente dos Colorados”.

Ora, quem escreve estas linhas já recebeu alguns títulos da generosidade de seus conterrâneos. Se pusesse todos eles, seria pedante; escolher um só seria indelicadeza para com os outros proponentes.

Quanto a mim, sempre fui de opinião que bastava o nome da pessoa, sem a vaidade de títulos secundários. Mas eis que a minha camareira fez-me cair em tentação. Dá-se o caso que saiu a edição do meu livro Canções, ilustrado por Noêmia e que, ao ser noticiado por Nilo Tapecoara no Bric-à-brac da vida, este o publicou com o meu retrato em duas colunas e, abaixo do mesmo, uma notícia que assim principiava, com a primeira linha impressa em letras maiúsculas: MÁRIO QUINTANA, CUJAS CANÇÕES etc. etc...

Ora, na manhã daquele dia, ao servir-me o café na cama, sia Benedita não podia ocultar o orgulho que lhe causava o seu hóspede e repetia: “Cujas canções, hein, cujas canções!”

O seu maior respeito era devido, sem dúvida, à misteriosa palavra “cujas”.

Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 959.

Julgue (C ou E) o próximo item, relativo a análises de fatos lingüísticos do texto.

Os termos “quem”, “mim” e “hóspede” estão empregados em referência a pessoas diferentes.

 

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