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Texto para a questão.
Contos de vigário
Passam-se tempos sem que ouçamos falar em contos de vigário. Muito bem. Tornamo-nos otimistas, imaginamos que, se a reportagem não menciona esses espantosos casos de tolice combinada(a) com safadeza, certamente os homens ficaram sabidos e melhoraram.
Pensamos assim e devemos estar em erro. Provavelmente esse negócio continua a florescer, mas as vítimas têm vergonha de queixar-se e confessar que são idiotas. Raras vezes um cidadão se resolve a afrontar(b) o ridículo, e vai à polícia declarar(c) que, não obstante ser parvo, teve a intenção de embrulhar(d) o seu semelhante.
O que ele faz depois de logrado(e) é meter-se em casa, arrancar os cabelos, evitar os espelhos e passar uns dias de cama, procedimento que todos nós adotamos quando, em conseqüência de um disparate volumoso, nos sentimos inferiores ao resto da humanidade. Convenientemente curado, cicatrizado, esquecida a fraqueza, o sujeito levanta-se e adquire consistência para realizar nova tolice. E assim por diante, até a hora da tolice máxima, em que ninguém reincide porque isto é impossível.
Graciliano Ramos. Linhas tortas: obra póstuma. 11.a ed. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 1984. p. 154.
Assinale a opção em que o sinônimo proposto corresponde à acepção com que o termo foi empregado no texto.
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Texto para a questão.
Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
No terceiro parágrafo do texto, o autor afirma que a atividade de escritor nada tem de burocrática; com isso, quer significar que ela se distingue por ser
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Valendo-se exclusivamente das informações contidas no texto, considere a menção ao fato de que, ao contrário das mãos dos escritores, as mãos dos pianistas têm sido objeto de seguro e julgue (C ou E) o item que se segue.
Enquanto o pianista usa as duas mãos, o escritor usa uma só, o que explica as altas somas pelas quais aquelas são seguradas.
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Valendo-se exclusivamente das informações contidas no texto, considere a menção ao fato de que, ao contrário das mãos dos escritores, as mãos dos pianistas têm sido objeto de seguro e julgue (C ou E) o item que se segue.
Na opinião do autor, os pianistas deveriam ser impedidos de fazer seguro, por contrato, das mãos.
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Valendo-se exclusivamente das informações contidas no texto, considere a menção ao fato de que, ao contrário das mãos dos escritores, as mãos dos pianistas têm sido objeto de seguro e julgue (C ou E) o item que se segue.
O autor valoriza o pianista, mais dependente de suas mãos do que o escritor, já que este pode recorrer ao texto ditado.
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Valendo-se exclusivamente das informações contidas no texto, considere a menção ao fato de que, ao contrário das mãos dos escritores, as mãos dos pianistas têm sido objeto de seguro e julgue (C ou E) o item que se segue.
O texto alude às qualidades artísticas das atividades do pianista e do escritor.
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Com base, exclusivamente, nas informações contidas no texto, assinale a opção correta.
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Texto para a questão.
Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Com relação ao texto, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Em “sem ser, exatamente, beletrista” (R.11), o vocábulo sublinhado tem sentido de sobretudo.
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Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Com relação ao texto, julgue (C ou E) o item subseqüente.
A palavra “ancilares” significa próximas, enquanto “beletrista” equivale a especialista em redação.
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Texto para a questão.
Como e por que sou escritor, sem deixar de ser um tanto sociólogo
O que principalmente sou? Creio que escritor. Escritor literário. O sociólogo, o antropólogo, o historiador, o cientista social, o possível pensador são em mim ancilares do escritor. Se bom ou mau escritor é outro assunto.
Como tentativa de oferecer, a esse respeito, um depoimento ou uma confissão de possível interesse sociológico, procurarei fixar aqui algumas das orientações que considero essenciais à afirmação de um escritor como escritor, e que se baseiam até certo ponto na minha própria experiência. Sobre elas, por outro lado, se apóia minha esperança de ser escritor, sem ser, exatamente, beletrista.
Ser escritor é desenvolver uma atividade que nada tem de burocrática. É uma atividade mais de aventura que de rotina. A sociologia da atividade de escritor está ainda por fazer. É uma sociologia difícil de ser traçada, tão diferente tende a ser o escritor de outros homens, quer dos das chamadas profissões liberais, quer dos que vivem de ofícios ou de artes. Ele é um pouco de tudo isso sem pertencer mais especificamente a nenhum desses grupos profissionais. É inseguro. Sabe-se de companhias de seguros que têm segurado por altas somas mãos de pianistas. Mas não, mãos de escritor.
Gilberto Freire. Como e por que sou e não sou sociólogo. Brasília: EDUnB, 1968, p. 165 (com adaptações).
Com relação ao texto, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Por meio da expressão “Escritor literário.”, o autor critica os escritores que não se dedicam à literatura.
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