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Texto para a questão.
A condição norte-americana de superpotência consolidou-se realmente no momento da rendição da Alemanha e do Japão e da realização das conferências de Yalta e Potsdam, que selaram o encerramento da guerra. O crescimento do poderio soviético e a decadência das velhas potências européias formavam o pano de fundo para que Washington assumisse finalmente a vocação de liderança do Ocidente capitalista.
A hegemonia global dos Estados Unidos da América (EUA) traduzia-se nas esferas econômica e estratégica. Os conglomerados transnacionais americanos tornam-se grandes investidores. Na condição de credores das nações capitalistas, os EUA organizam programas voltados para a reconstrução européia (Plano Marshall) e asiática (Plano Colombo). Os acordos de Bretton Woods transformavam o dólar em “moeda do mundo”, ao estabelecerem um sistema de paridade fixa e convertibilidade entre o dólar e o ouro. Cria-se uma nova arquitetura financeira global, cujos instrumentos eram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, ou Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Guerra Fria trouxe o desenvolvimento do armamentismo nos EUA e na União Soviética, assim como, em menor escala, nos países europeus e na China. O esforço armamentista originou também o chamado Complexo Industrial-Militar, que liga o Pentágono aos conglomerados industriais fabricantes de equipamentos bélicos e atua no Poder legislativo por meio de poderosos lobbies.
Demétrio Magnoli. O Mundo Contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 71-2 (com adaptações).
No que respeita ao novo tempo nas relações internacionais que marcou a construção dos cenários posteriores à Segunda Guerra Mundial, como expresso no texto, julgue (C ou E) o item que se segue.
As posições terceiro-mundistas ganharam visibilidade internacional a partir de meados dos anos 1950. Nesse sentido, a Conferência de Bandung desempenhou o importante papel de catalisador das aspirações de jovens nações africanas e asiáticas em busca de ação mais autônoma em relação às duas superpotências, sentimento que também se difundiu por outras áreas periféricas do planeta.
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A condição norte-americana de superpotência consolidou-se realmente no momento da rendição da Alemanha e do Japão e da realização das conferências de Yalta e Potsdam, que selaram o encerramento da guerra. O crescimento do poderio soviético e a decadência das velhas potências européias formavam o pano de fundo para que Washington assumisse finalmente a vocação de liderança do Ocidente capitalista.
A hegemonia global dos Estados Unidos da América (EUA) traduzia-se nas esferas econômica e estratégica. Os conglomerados transnacionais americanos tornam-se grandes investidores. Na condição de credores das nações capitalistas, os EUA organizam programas voltados para a reconstrução européia (Plano Marshall) e asiática (Plano Colombo). Os acordos de Bretton Woods transformavam o dólar em “moeda do mundo”, ao estabelecerem um sistema de paridade fixa e convertibilidade entre o dólar e o ouro. Cria-se uma nova arquitetura financeira global, cujos instrumentos eram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, ou Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Guerra Fria trouxe o desenvolvimento do armamentismo nos EUA e na União Soviética, assim como, em menor escala, nos países europeus e na China. O esforço armamentista originou também o chamado Complexo Industrial-Militar, que liga o Pentágono aos conglomerados industriais fabricantes de equipamentos bélicos e atua no Poder legislativo por meio de poderosos lobbies.
Demétrio Magnoli. O Mundo Contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 71-2 (com adaptações).
No que respeita ao novo tempo nas relações internacionais que marcou a construção dos cenários posteriores à Segunda Guerra Mundial, como expresso no texto, julgue (C ou E) o item que se segue.
Sucessivos encontros entre as principais lideranças aliadas, no decorrer da Segunda Guerra, não foram capazes de, pelo menos, delinearem o novo sistema mundial que prevaleceria após o conflito. Foi preciso que a URSS dominasse a tecnologia nuclear para receber a concordância do Ocidente para seu propósito de fazer do Leste europeu área de sua influência direta.
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A condição norte-americana de superpotência consolidou-se realmente no momento da rendição da Alemanha e do Japão e da realização das conferências de Yalta e Potsdam, que selaram o encerramento da guerra. O crescimento do poderio soviético e a decadência das velhas potências européias formavam o pano de fundo para que Washington assumisse finalmente a vocação de liderança do Ocidente capitalista.
A hegemonia global dos Estados Unidos da América (EUA) traduzia-se nas esferas econômica e estratégica. Os conglomerados transnacionais americanos tornam-se grandes investidores. Na condição de credores das nações capitalistas, os EUA organizam programas voltados para a reconstrução européia (Plano Marshall) e asiática (Plano Colombo). Os acordos de Bretton Woods transformavam o dólar em “moeda do mundo”, ao estabelecerem um sistema de paridade fixa e convertibilidade entre o dólar e o ouro. Cria-se uma nova arquitetura financeira global, cujos instrumentos eram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, ou Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Guerra Fria trouxe o desenvolvimento do armamentismo nos EUA e na União Soviética, assim como, em menor escala, nos países europeus e na China. O esforço armamentista originou também o chamado Complexo Industrial-Militar, que liga o Pentágono aos conglomerados industriais fabricantes de equipamentos bélicos e atua no Poder legislativo por meio de poderosos lobbies.
Demétrio Magnoli. O Mundo Contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 71-2 (com adaptações).
No que respeita ao novo tempo nas relações internacionais que marcou a construção dos cenários posteriores à Segunda Guerra Mundial, como expresso no texto, julgue (C ou E) o item que se segue.
O processo de declínio da Europa Ocidental, iniciado com a Grande Guerra de 1914, consolida-se quando a Segunda Guerra Mundial chega ao fim. Expressões dessa nova realidade pós-1945 seriam, entre outras, a emergência de dois pólos de poder mundial — os EUA e a URSS — e a descolonização afro-asiática.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
A partir das observações formuladas no texto, julgue (C ou E) o item subseqüente, considerando o desenrolar do século XX.
Entre as características marcantes do século XX, uma enquadra-se perfeitamente no que o texto identifica como o fim “de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios”. Trata-se do fenômeno da urbanização, a alterar radicalmente, entre outros aspectos próprios da sociedade de massas, modos de pensar, consumir, morar, vestir-se, comunicar-se e locomover-se.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
A partir das observações formuladas no texto, julgue (C ou E) o item subseqüente, considerando o desenrolar do século XX.
Na Segunda Guerra Mundial, o Japão aliou-se à Alemanha, tal como já fizera na Primeira Guerra.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
A partir das observações formuladas no texto, julgue (C ou E) o item subseqüente, considerando o desenrolar do século XX.
A Revolução Russa de 1917, com a coletivização dos meios de produção e o Estado posto a serviço dos trabalhadores, inaugura uma nova forma de utopia, que exerceria forte impacto na história do século XX, qual seja, a construção de uma sociedade distinta daquela que atendia aos interesses do capitalismo. A experiência soviética, contudo, ruiu em fins do século XX, não sem antes ter sido alvo de questionamento e de crítica, inclusive de setores da esquerda, quanto ao modelo político totalitário que adotara.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
A partir das observações formuladas no texto, julgue (C ou E) o item subseqüente, considerando o desenrolar do século XX.
Os regimes totalitários de direita comandaram os destinos de muitos países europeus, entre os anos 20 e 40 do século XX. O discurso nazifascista condenava o capitalismo, preconizando forte controle do Estado e das instituições políticas liberais e democráticas, consideradas incapazes de oferecer resposta rápida e satisfatória às demandas de uma sociedade em crise profunda.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
No quadro mais amplo da contemporaneidade, o texto aproxima e distingue tendências do século XIX e do século XX. Nesse contexto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX, as disputas imperialistas e o jogo de interesses conflitantes entre as grandes potências européias inscrevem-se entre os fatores determinantes, mas não únicos, para a eclosão da Grande Guerra de 1914.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
No quadro mais amplo da contemporaneidade, o texto aproxima e distingue tendências do século XIX e do século XX. Nesse contexto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Liberalismo e socialismo são duas das grandes representações do século XIX que estendem sua presença no século seguinte. Ao passo que o socialismo foi empunhado por setores da burguesia comprometidos com a justiça social e com uma face mais humanizada do capitalismo, o liberalismo mostrou, desde o primeiro momento, ser o abrigo natural dos grupos democrático-radicais.
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O século XX coincidiu com a máxima expansão das categorias fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. Tais utopias não nasceram no século XX, mas este foi o laboratório mais distendido de todas elas, o campo concreto de experimento de suas virtualidades, das suas figuras e de sua imaginação. Talvez por isso o século XX exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente, o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX foi o salto definitivo da humanidade para o futuro, para a história entendida como transformação permanente e fluxo contínuo do tempo em direção a um tempo de abundância e liberdade, perspectiva avalizada pela sistemática ampliação das promessas da ciência, da tecnologia, das novas modalidades de organização social e da produção material. Um século, portanto, de mandamentos utópicos que sacrificaram o passado e seus mitos, mudaram o ritmo da vida e ocidentalizaram a Terra, tornando-a mais homogênea e seduzida por semelhantes imagens de futuro. Nesse sentido, nada mais próximo e nada mais distante do século XIX do que o século XX.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma de prefácio). In: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (orgs.). Pensar o século XX:
problemas políticos e história nacional na América Latina. São Paulo: Editora UNESP, 2003, p. 16 (com adaptações).
No quadro mais amplo da contemporaneidade, o texto aproxima e distingue tendências do século XIX e do século XX. Nesse contexto, julgue (C ou E) o item seguinte.
Ao contrário da Ásia e, particularmente, da África, ambas repartidas entre as principais potências ocidentais, a América Latina praticamente não sofreu a ação do imperialismo, o que se explica pelo fato de, em larga medida, as antigas colônias ibéricas terem conquistado sua independência na primeira metade do século XIX.
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