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Foram encontradas 173 questões.

2707324 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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A política externa brasileira, no início do período independente, irá definir-se em função da herança colonial com suas estruturas sociais, do Estado bragantino com seus valores, conexões e desígnios, da emergência de um sistema internacional resultante da revolução industrial, do peso das forças reacionárias aglutinadas na Santa Aliança, dos estreitos vínculos ingleses transferidos pela metrópole, da transformação do continente americano em área de competição internacional.

Esses elementos de cálculo pesariam obviamente sobre o processo decisório quanto às relações exteriores. Outros dois devem-lhes ser somados: por um lado, a experiência e o conhecimento da realidade internacional, acumulados na corte do Rio de Janeiro, desde 1808, adquiridos na rotina do serviço diplomático, com as representações estrangeiras no Brasil e as representações luso-brasileiras no exterior; por outro lado, a importância atribuída às questões externas, na própria organização do Estado nacional, após a ruptura com Portugal.

Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno. História da Política Exterior do Brasil. São Paulo: Ática, 1992, p. 20-1.

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a dimensão do significado da transferência da sede do Estado português para sua colônia americana, julgue (C ou E) o item seguinte.

A decisão de transferir a sede do governo metropolitano vincula-se à tensa conjuntura da política européia em princípios do século XIX, quando duas forças poderosas — a França napoleônica e a Inglaterra — disputam espaços e áreas de influência.

 

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2707323 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Religião mestiça (cont.)

A sua [do sertanejo] religião é como ele — mestiça.

Resumo dos caracteres físicos e fisiológicos das raças de que surge, [o sertanejo] sumaria-lhes identicamente as qualidades morais. É um índice da vida de três povos. E suas crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas. É desnecessário descrevê-las. As lendas arrepiadoras do caapora travesso e maldoso, atravessando célere, montado em caititu arisco, as chapadas desertas, nas noites misteriosas de luares claros; os sacis diabólicos, de barrete vermelho à cabeça, assaltando o viandante retardatário, nas noites aziagas das sextas-feiras, de parceria com os lobisomens e mulas sem cabeça noctívagos; todos os mal-assombramentos, todas as tentações do maldito ou do diabo — esse trágico emissário dos rancores celestes em comissão na terra; as rezas dirigidas a S. Campeiro, canonizado in partibus1, ao qual se acendem velas pelos 16 campos, para que favoreça a descoberta de objetos perdidos; as benzeduras cabalísticas para curar os animais, para amassar e vender sezões; todas as visualidades, todas as aparições fantásticas, todas as profecias esdrúxulas de messias insanos; e as romarias piedosas; e as missões; e as penitências... todas as manifestações completas de religiosidade indefinida são explicáveis.

1In partibus infidelium [Lat.]. 1.Nos países ocupados pelos infiéis. 2.Diz-se do bispo cujo título é meramente honorífico. 3. Por extensão. Não efetivo, nominal. In: Ferreira, Aurélio B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa.

Idem, ibidem.

Considerando o cenário representado em Os Sertões, de Euclides da Cunha, as circunstâncias históricas que envolvem o episódio de Canudos e a consolidação do regime republicano no Brasil, julgue (C ou E) o item que se segue.

O massacre de Canudos foi, sob o ponto de vista militar, mais simples do que poderiam supor as autoridades federais. A flagrante disparidade de forças, tanto em número de combatentes quanto de material bélico, permitiu às tropas enviadas pelo governo de Prudente de Morais obterem, na primeira tentativa, o que as tropas estaduais da Bahia não haviam conseguido, a rendição de Conselheiro.

 

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2707322 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Religião mestiça (cont.)

A sua [do sertanejo] religião é como ele — mestiça.

Resumo dos caracteres físicos e fisiológicos das raças de que surge, [o sertanejo] sumaria-lhes identicamente as qualidades morais. É um índice da vida de três povos. E suas crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas. É desnecessário descrevê-las. As lendas arrepiadoras do caapora travesso e maldoso, atravessando célere, montado em caititu arisco, as chapadas desertas, nas noites misteriosas de luares claros; os sacis diabólicos, de barrete vermelho à cabeça, assaltando o viandante retardatário, nas noites aziagas das sextas-feiras, de parceria com os lobisomens e mulas sem cabeça noctívagos; todos os mal-assombramentos, todas as tentações do maldito ou do diabo — esse trágico emissário dos rancores celestes em comissão na terra; as rezas dirigidas a S. Campeiro, canonizado in partibus1, ao qual se acendem velas pelos 16 campos, para que favoreça a descoberta de objetos perdidos; as benzeduras cabalísticas para curar os animais, para amassar e vender sezões; todas as visualidades, todas as aparições fantásticas, todas as profecias esdrúxulas de messias insanos; e as romarias piedosas; e as missões; e as penitências... todas as manifestações completas de religiosidade indefinida são explicáveis.

1In partibus infidelium [Lat.]. 1.Nos países ocupados pelos infiéis. 2.Diz-se do bispo cujo título é meramente honorífico. 3. Por extensão. Não efetivo, nominal. In: Ferreira, Aurélio B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa.

Idem, ibidem.

Considerando o cenário representado em Os Sertões, de Euclides da Cunha, as circunstâncias históricas que envolvem o episódio de Canudos e a consolidação do regime republicano no Brasil, julgue (C ou E) o item que se segue.

Em tese, não há diferenças de fundo entre o comportamento dos sertanejos retratados por Euclides da Cunha e a alta hierarquia católica, que, combatendo tenazmente as inclinações laicizantes da República, a ela não conseguiu adaptar-se, somente retornando ao convívio amistoso com o Estado brasileiro após a queda da ditadura de Vargas.

 

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2707321 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Religião mestiça (cont.)

A sua [do sertanejo] religião é como ele — mestiça.

Resumo dos caracteres físicos e fisiológicos das raças de que surge, [o sertanejo] sumaria-lhes identicamente as qualidades morais. É um índice da vida de três povos. E suas crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas. É desnecessário descrevê-las. As lendas arrepiadoras do caapora travesso e maldoso, atravessando célere, montado em caititu arisco, as chapadas desertas, nas noites misteriosas de luares claros; os sacis diabólicos, de barrete vermelho à cabeça, assaltando o viandante retardatário, nas noites aziagas das sextas-feiras, de parceria com os lobisomens e mulas sem cabeça noctívagos; todos os mal-assombramentos, todas as tentações do maldito ou do diabo — esse trágico emissário dos rancores celestes em comissão na terra; as rezas dirigidas a S. Campeiro, canonizado in partibus1, ao qual se acendem velas pelos 16 campos, para que favoreça a descoberta de objetos perdidos; as benzeduras cabalísticas para curar os animais, para amassar e vender sezões; todas as visualidades, todas as aparições fantásticas, todas as profecias esdrúxulas de messias insanos; e as romarias piedosas; e as missões; e as penitências... todas as manifestações completas de religiosidade indefinida são explicáveis.

1In partibus infidelium [Lat.]. 1.Nos países ocupados pelos infiéis. 2.Diz-se do bispo cujo título é meramente honorífico. 3. Por extensão. Não efetivo, nominal. In: Ferreira, Aurélio B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa.

Idem, ibidem.

Considerando o cenário representado em Os Sertões, de Euclides da Cunha, as circunstâncias históricas que envolvem o episódio de Canudos e a consolidação do regime republicano no Brasil, julgue (C ou E) o item que se segue.

Uma espécie de dessacralização do mundo, na percepção de Conselheiro e de seus seguidores, advinha de uma série de decisões tomadas pela República, a exemplo da separação entre Igreja e Estado, do reconhecimento do casamento civil, da nacionalização dos cemitérios e da aceitação dos direitos religiosos dos outros crentes, como protestantes e judeus.

 

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2707320 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Religião mestiça (cont.)

A sua [do sertanejo] religião é como ele — mestiça.

Resumo dos caracteres físicos e fisiológicos das raças de que surge, [o sertanejo] sumaria-lhes identicamente as qualidades morais. É um índice da vida de três povos. E suas crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas. É desnecessário descrevê-las. As lendas arrepiadoras do caapora travesso e maldoso, atravessando célere, montado em caititu arisco, as chapadas desertas, nas noites misteriosas de luares claros; os sacis diabólicos, de barrete vermelho à cabeça, assaltando o viandante retardatário, nas noites aziagas das sextas-feiras, de parceria com os lobisomens e mulas sem cabeça noctívagos; todos os mal-assombramentos, todas as tentações do maldito ou do diabo — esse trágico emissário dos rancores celestes em comissão na terra; as rezas dirigidas a S. Campeiro, canonizado in partibus1, ao qual se acendem velas pelos 16 campos, para que favoreça a descoberta de objetos perdidos; as benzeduras cabalísticas para curar os animais, para amassar e vender sezões; todas as visualidades, todas as aparições fantásticas, todas as profecias esdrúxulas de messias insanos; e as romarias piedosas; e as missões; e as penitências... todas as manifestações completas de religiosidade indefinida são explicáveis.

1In partibus infidelium [Lat.]. 1.Nos países ocupados pelos infiéis. 2.Diz-se do bispo cujo título é meramente honorífico. 3. Por extensão. Não efetivo, nominal. In: Ferreira, Aurélio B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa.

Idem, ibidem.

Considerando o cenário representado em Os Sertões, de Euclides da Cunha, as circunstâncias históricas que envolvem o episódio de Canudos e a consolidação do regime republicano no Brasil, julgue (C ou E) o item que se segue.

Para alguém como Antonio Conselheiro, bem como para a grande massa sertaneja, de pouca ou nenhuma instrução e de rígida formação católica tradicional, foi imenso o impacto causado pelo advento do regime republicano, justamente pelo caráter laico que empresta ao Estado.

 

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2707319 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

Situação das Fronteiras quando da Independência

Diante do vai-e-volta das relações luso-hispânicas, o Brasil independente herdou de Portugal todas as suas questões de limites; com a agravante de que, enquanto Portugal teve que lidar apenas com a Espanha e a França, agora era necessário encetar negociações com a França, a Holanda e a Inglaterra, e com todas as nações sul-americanas, exceto o Chile, muitas das quais pretendiam confinar, simultaneamente, com o novo Império, nas mesmas regiões.

Mauro Pereira de Mello. A questão dos limites entre os estados do Acre e de Rondônia (aspectos históricos e formação do território).

In: Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro: IBGE, (52), n.º 4.

O parágrafo acima, de autoria de Mauro Pereira de Mello, especialista em fronteiras amazônicas, sintetiza o processo de constituição do território brasileiro até a Independência. Com relação à formação das fronteiras brasileiras nesse período e nas etapas históricas posteriores, assinale a opção correta.

 

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2707317 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

O Brasil fez-se Império antes de se fazer nação. No contexto internacional da época, nosso processo de independência foi algo aberrante não apenas devido ao regime monárquico que adotou, como não se cansará de frisar a propaganda republicana de finais do Segundo Reinado, mas também devido à forma imperial que tomou o Estado brasileiro numa conjuntura que já se anunciava nitidamente desfavorável às construções imperiais e eminentemente marcada pelo triunfo da idéia nacional na Grécia, depois na Bélgica, na Espanha, que se levantara em 1808 contra o império napoleônico, no próprio Portugal das Cortes de Lisboa, que, no momento azado, não hesitou em sacrificar o Brasil aos seus objetivos estritamente nacionais. Uma das questões curiosamente negligenciadas pela nossa historiografia é precisamente a de se verificar por que o Brasil adquiriu sua independência sob a forma de Império e não de Reino, como seria de se esperar do fato, entre outros, de que, desde 1816, D. João VI o promovera a esta condição.

Evaldo Cabral de Mello. Um imenso Portugal: história e historiografia. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 24 (com adaptações).

O autor do texto Um Imenso Portugal defende a tese de que, no Brasil, o Estado teria precedido a nação. O tema da grandeza geográfica do país está, por sua vez, implícito. Julgue (C ou E) o item a seguir, considerando a coerência com as idéias expressas no referido texto.

O nascimento da Ordem da Santa Aliança facilitou o reconhecimento da monarquia brasileira.

 

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2707316 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
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Texto para a questão.

O Brasil fez-se Império antes de se fazer nação. No contexto internacional da época, nosso processo de independência foi algo aberrante não apenas devido ao regime monárquico que adotou, como não se cansará de frisar a propaganda republicana de finais do Segundo Reinado, mas também devido à forma imperial que tomou o Estado brasileiro numa conjuntura que já se anunciava nitidamente desfavorável às construções imperiais e eminentemente marcada pelo triunfo da idéia nacional na Grécia, depois na Bélgica, na Espanha, que se levantara em 1808 contra o império napoleônico, no próprio Portugal das Cortes de Lisboa, que, no momento azado, não hesitou em sacrificar o Brasil aos seus objetivos estritamente nacionais. Uma das questões curiosamente negligenciadas pela nossa historiografia é precisamente a de se verificar por que o Brasil adquiriu sua independência sob a forma de Império e não de Reino, como seria de se esperar do fato, entre outros, de que, desde 1816, D. João VI o promovera a esta condição.

Evaldo Cabral de Mello. Um imenso Portugal: história e historiografia. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 24 (com adaptações).

O autor do texto Um Imenso Portugal defende a tese de que, no Brasil, o Estado teria precedido a nação. O tema da grandeza geográfica do país está, por sua vez, implícito. Julgue (C ou E) o item a seguir, considerando a coerência com as idéias expressas no referido texto.

A adoção da forma império no Brasil, em vez de reino, atendeu aos interesses das grandes potências da época, neles incluídos os dos Estados Unidos da América (EUA).

 

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2707315 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

O Brasil fez-se Império antes de se fazer nação. No contexto internacional da época, nosso processo de independência foi algo aberrante não apenas devido ao regime monárquico que adotou, como não se cansará de frisar a propaganda republicana de finais do Segundo Reinado, mas também devido à forma imperial que tomou o Estado brasileiro numa conjuntura que já se anunciava nitidamente desfavorável às construções imperiais e eminentemente marcada pelo triunfo da idéia nacional na Grécia, depois na Bélgica, na Espanha, que se levantara em 1808 contra o império napoleônico, no próprio Portugal das Cortes de Lisboa, que, no momento azado, não hesitou em sacrificar o Brasil aos seus objetivos estritamente nacionais. Uma das questões curiosamente negligenciadas pela nossa historiografia é precisamente a de se verificar por que o Brasil adquiriu sua independência sob a forma de Império e não de Reino, como seria de se esperar do fato, entre outros, de que, desde 1816, D. João VI o promovera a esta condição.

Evaldo Cabral de Mello. Um imenso Portugal: história e historiografia. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 24 (com adaptações).

O autor do texto Um Imenso Portugal defende a tese de que, no Brasil, o Estado teria precedido a nação. O tema da grandeza geográfica do país está, por sua vez, implícito. Julgue (C ou E) o item a seguir, considerando a coerência com as idéias expressas no referido texto.

O território deve ter sua importância minimizada, uma vez que, embora preexistente, ele não teria sido suficiente para o surgimento da nação brasileira.

 

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Questão presente nas seguintes provas
2707314 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Texto para a questão.

O Brasil fez-se Império antes de se fazer nação. No contexto internacional da época, nosso processo de independência foi algo aberrante não apenas devido ao regime monárquico que adotou, como não se cansará de frisar a propaganda republicana de finais do Segundo Reinado, mas também devido à forma imperial que tomou o Estado brasileiro numa conjuntura que já se anunciava nitidamente desfavorável às construções imperiais e eminentemente marcada pelo triunfo da idéia nacional na Grécia, depois na Bélgica, na Espanha, que se levantara em 1808 contra o império napoleônico, no próprio Portugal das Cortes de Lisboa, que, no momento azado, não hesitou em sacrificar o Brasil aos seus objetivos estritamente nacionais. Uma das questões curiosamente negligenciadas pela nossa historiografia é precisamente a de se verificar por que o Brasil adquiriu sua independência sob a forma de Império e não de Reino, como seria de se esperar do fato, entre outros, de que, desde 1816, D. João VI o promovera a esta condição.

Evaldo Cabral de Mello. Um imenso Portugal: história e historiografia. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 24 (com adaptações).

A afirmativa inicial do texto, “O Brasil fez-se Império antes de se fazer nação”, sugere que

 

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