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No que se refere às revoltas ocorridas no Período Regencial, julgue o item a seguir.
O primeiro ciclo dessas revoltas, característico da fase das regências trinas, foi marcado por movimentos urbanos de tropa e povo, com dimensões relativamente modestas, pouco organizados e com motivações muito diversas, entre as quais se destacavam a insatisfação de exaltados e caramurus com o governo moderado, as ambições federalistas, e os descontentamentos da soldadesca com a redução dos efetivos, os critérios de promoção, os baixos soldos, o atraso das rações, os recrutamentos forçados e os castigos físicos.
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A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue o item a seguir.
Na agenda externa do Primeiro Reinado, assuntos como guerra e finanças tomaram grande espaço nos debates parlamentares a partir de 1826. Em questão, estavam a Guerra da Cisplatina, na região da bacia do rio da Prata, e os tratados de paz e aliança com a antiga metrópole e de proibição do tráfico de escravizados africanos firmado com a Inglaterra. Em todos os casos, apesar das pressões orçamentárias, dos riscos econômicos e das críticas pontuais quanto à submissão brasileira aos interesses ingleses, os gastos da guerra contra os portenhos, as “indenizações” pagas e a abolição do tráfico atlântico ganharam rápido e incontestável apoio entre as elites senhoriais e seus representantes no Parlamento e seguiram, sem resistências, para a sanção imperial, como previa o mandamento constitucional de 1824.
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A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue o item a seguir.
Ao lado da regulamentação de vários dispositivos da Constituição, outorgada em 1824, relativos à organização do Estado, um dos temas mais debatidos pelos parlamentares, após a reabertura da Assembleia em 1826, foi o da regulação dos poderes locais. Prescreveram-se limites precisos para a autoridade municipal, restringindo sua capacidade legislativa às matérias de natureza econômica e relativas ao ordenamento local.
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A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue o item a seguir.
Inicialmente aclamadas como medida de efetiva “constitucionalização” dos governos provinciais ao prestigiar o princípio eletivo para a escolha de seus membros e a participação dos luso-brasileiros na administração, as Juntas de governo, criadas a partir de 1821 pelas Cortes lisboetas, passaram à condição de persona non grata com a instalação da breve Assembleia Constituinte de 1823, especialmente entre aqueles mais próximos do imperador D. Pedro I, os quais desconfiavam dos chamados “governos democráticos” e eram adeptos de um liberalismo clássico, típico da geração Coimbrã, que via o rei como representante suficiente da nação e único capaz de garantir a ordem e a razão de Estado perante a anarquia provincial.
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A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue o item a seguir.
Com a reabertura da Assembleia Geral em 1826, as resistências provinciais foram aplainadas e os anos que se seguiram até a abdicação, em 1831, foram marcados pela continuidade política no governo e pela busca de maiorias parlamentares, sedimentando a estabilização do sistema político após as agitações desencadeadas pela Revolução de Porto (1820) e pelo constitucionalismo luso-brasileiro.
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A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue o item a seguir.
Pelo Tratado de Paz e Amizade celebrado no Rio de Janeiro, em 29 de agosto de1825, o rei de Portugal reconhecia a independência política do Brasil e transferia para seu filho Pedro, de sua livre vontade, a soberania sobre o Império, reconhecendo-o como imperador. Negociado pelo experiente diplomata britânico Charles Stuart, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do rei de Portugal, o Tratado estabelecia que João VI de Portugal reservava para sua pessoa o título de imperador do Brasil.
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A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue o item a seguir.
As festas cívicas organizadas na cidade do Rio de Janeiro para a aclamação de Pedro como imperador constitucional do Brasil, em 12 de outubro de 1822, tiveram como objetivo afirmar o rompimento definitivo com Portugal e a instauração de uma nova soberania; ao mesmo tempo, visavam a fazer reconhecer a representação popular como uma das fontes do poder imperial.
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A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue o item a seguir.
A contratação de artistas e artífices na França, em 1816, para trabalharem no Brasil foi uma iniciativa oficial do príncipe regente João, que encarregou o embaixador do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em Paris, o marquês de Marialva, de definir os nomes a contratar e de providenciar o embarque do grupo.
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Text 7 to answer question.
Act III
Scene III
A Room in the Castle
KING CLAUDIUS
Thanks, dear my lord.
[Exit POLONIUS]
O, my ofence is rank it smells to heaven;
It hath the primal eldest curse upon’t,
A brother’s murder. Pray can I not,
Though inclination be as sharp as will:
My stronger guilt defeats my strong intent;
And, like a man to double business bound,
I stand in pause where I shall first begin,
And both neglect. What if this cursed hand
Were thicker than itself with brother’s blood,
Is there not rain enough in the sweet heavens
To wash it white as snow? Whereto serves mercy
But to confront the visage of offence?
And what’s in prayer but this two-fold force,
To be forestalled ere we come to fall,
Or pardon’d being down? Then I’ll look up;
My fault is past. But, O, what form of prayer
Can serve my turn? ‘Forgive me my foul murder’?
[...].
Art more engaged! Help, angels! Make assay!
Bow, stubborn knees; and, heart with strings of steel,
Be soft as sinews of the newborn babe!
All may be well.
Retires and kneels
[Enter HAMLET]
HAMLET
Now might I do it pat, now he is praying;
And now I’ll do’t. And so he goes to heaven;
And so am I revenged. That would be scann’d:
A villain kills my father; and for that,
I, his sole son, do this same villain send
To heaven.
O, this is hire and salary, not revenge.
He took my father grossly, full of bread;
With all his crimes broad blown, as flush as May;
And how his audit stands who knows save heaven?
But in our circumstance and course of thought,
‘Tis heavy with him: and am I then revenged,
To take him in the purging of his soul,
[...].
SHAKESPEARE, William. The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark. Green World Classics, 2017, p. 114-115, with adaptations
Considering the ideas of the text, mark the following item as right (C) or wrong (E).
Hamlet’s speech represents the soliloquy.
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Text 7 to answer question.
Act III
Scene III
A Room in the Castle
KING CLAUDIUS
Thanks, dear my lord.
[Exit POLONIUS]
O, my ofence is rank it smells to heaven;
It hath the primal eldest curse upon’t,
A brother’s murder. Pray can I not,
Though inclination be as sharp as will:
My stronger guilt defeats my strong intent;
And, like a man to double business bound,
I stand in pause where I shall first begin,
And both neglect. What if this cursed hand
Were thicker than itself with brother’s blood,
Is there not rain enough in the sweet heavens
To wash it white as snow? Whereto serves mercy
But to confront the visage of offence?
And what’s in prayer but this two-fold force,
To be forestalled ere we come to fall,
Or pardon’d being down? Then I’ll look up;
My fault is past. But, O, what form of prayer
Can serve my turn? ‘Forgive me my foul murder’?
[...].
Art more engaged! Help, angels! Make assay!
Bow, stubborn knees; and, heart with strings of steel,
Be soft as sinews of the newborn babe!
All may be well.
Retires and kneels
[Enter HAMLET]
HAMLET
Now might I do it pat, now he is praying;
And now I’ll do’t. And so he goes to heaven;
And so am I revenged. That would be scann’d:
A villain kills my father; and for that,
I, his sole son, do this same villain send
To heaven.
O, this is hire and salary, not revenge.
He took my father grossly, full of bread;
With all his crimes broad blown, as flush as May;
And how his audit stands who knows save heaven?
But in our circumstance and course of thought,
‘Tis heavy with him: and am I then revenged,
To take him in the purging of his soul,
[...].
SHAKESPEARE, William. The Tragedy of Hamlet, Prince of Denmark. Green World Classics, 2017, p. 114-115, with adaptations
Considering the ideas of the text, mark the following item as right (C) or wrong (E).
Hamlet expresses that his father’s sins were possibly forgiven by God before he was killed.
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