Foram encontradas 125 questões.
A questão refere-se ao seguinte texto:
Em casa trava-se uma luta tácita e subterrânea entre nós e a nossa empregada doméstica. Sem nos aventurarmos em demasiadas recomendações, que poderiam comprometer o bom clima familiar a cada incursão na cozinha, silenciosa mas ostensivamente, arrumamos o invólucro dos frios, protegemos o toquinho de salame, fechamos o saco plástico ao redor do pão, guardamos o guisado desesperadamente abandonado numa panela de alumínio escondida no forno, verificamos as datas dos iogurtes, descobrimos insuspeitados tesouros de legumes murchos esquecidos e decretamos uma sopa para o menu da noite etc. O meu medíocre racionalismo se confronta inicialmente com a idéia que a pobreza deveria ensinar naturalmente uma gestão cuidadosa dos alimentos, e estranho portanto uma tamanha indiferença pelo desperdício.
Um dia, descendo a rua da Praia, em Porto Alegre, deparo com uma mendiga, uma criancinha nos braços. Dou-lhe um dinheiro e vejo que a criança está tomando uma mamadeira de Cola-Cola. Resisto ao impulso de aconselhar leite e entrar numa absurda conversa sobre o supérfluo e o necessário, resisto tanto mais que constato, observando, que, ao lado do miserável grupinho familiar, há um embrulho de comestíveis e, ao lado do embrulho, no chão, um pequeno amontoado de restos visivelmente destinados ao lixo - um quarto de sanduíche, um biscoito mordido... - que faria a felicidade de qualquer mendigo parisiense.
Lembro uma visita com meu filho Maximiliano ao mercado de São Joaquim, em Salvador. No fim da tarde assistimos ao fechamento: sobra no chão, machucado mas ainda apetitoso, um exército de frutas, sobretudo abacaxis e laranjas, suficiente para satisfazer as necessidades vitamínicas de todas as crianças e os adultos carentes da cidade. Sei que a observação é mal-vinda onde a carência é sobretudo de proteínas. Mas ficamos, Max e eu, perplexos frente à estranha contradição entre a necessidade e o desperdício.
(Calligaris. Contardo. Hello Brasil! Notas de um psicanalista europeu viajando ao Brasil. São Paulo: Escuta. 1986.)
Assinale a melhor opção, considerando as seguintes afirmações:
I. O texto trata do desperdício de alimentos nos mercados brasileiros.
II. O texto trata da contradição entre a necessidade dos pobres e o desperdício dos ricos.
III. O texto trata do desperdício de alimentos comum na cultura brasileira.
está(ão) correta(s):
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A questão refere-se ao seguinte texto:
Parei num cruzamento. Lembrei·me do garoto do porão. Se um dia eu precisasse fugir, tentaria levá-lo comigo. Queria dar a ele uma chance. Atravessei a rua e me lembrei de como eu era diferente, apenas algumas semanas atrás. Não vacilava ao receber uma ordem, por mais incompreensível que fosse. Ler algumas páginas do diário do Dr. Bertonni foi o mesmo que virar o mundo pelo avesso. Eu tinha direito a ração, casa e trabalho. Pensava que fosse feliz por isso. Enquanto desvendava a história do mundo, através dos antigos jornais e pela diário, era tomado pelo medo. Muitas vezes pensei ter perdido a felicidade por saber tanto. Mas agora eu percebo: meses atrás eu não era feliz, mas apenas ignorante.
(Costa, Marcos Túlio. O canto da ave maldita. Rio de Janeiro: Record, 1986.)
Nesse mesmo texto, assinale a opção correspondente à função da conjunção "mas" destacada no texto:
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A questão refere-se ao seguinte texto:
É terminantemente proibido animais circulando nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas no jardim do condomínio, onde pode por em risco a saúde das crianças que ali brincam descalças.
(Extraído de um Relatório de prestação de contas da administração de um prédio.)
Assinale a opção que apresenta as figuras de linguagem presentes no texto:
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A questão apresenta fragmentos extraídos de obras de Lygia Bojunga Nunes, nos quais há o uso de recursos da linguagem oral Informal.
Assinale a opção que descreve corretamente uma das ocorrências de formas verbais em fragmentos da obra Os colegas:
(1) - Não vai dar pé, ninguém vai acreditar que você é dono deles.
(2) E o bom daquele sonho é que ela ia acordar e ver que tudo que tinha sonhado continuava a ser verdade.
(3)- Pega a mangueira aí!
- Desenrola!
- Engata naquela torneira!
- Abre a torneira todinha!
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A questão refere-se ao seguinte texto:
É NECESSÁRIO SABER LÍNGUAS ESTRANGEIRAS?
Este parágrafo não se dirige àqueles que preparam teses sobre línguas ou literaturas estrangeiras. Com efeito, é absolutamente desejável que eles conheçam a língua sobre a qual vão discorrer. Igualmente desejável seria que, no caso de uma tese sobre um autor francês, ela fosse escrita em francês. Acontece isso em muitas universidades estrangeiras, e é justo.
(Eco, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 1986.)
Dadas as asserções:
I. O julgamento expresso pelo autor através de "é justo" recai sobre o fato de que em algumas universidades uma tese deve ser escrita na língua em que o autor estudado escreveu suas obras.
II. O julgamento "é justo" recai sobre o fato de que somente no caso de uma tese sobre um autor francês, ela deve ser escrita na língua deste autor.
III. "'Isso" tem como referência o fato de que uma tese sobre um determinado autor deve ser escrita na língua em que este autor escreveu sua obra.
está(ão) correta(s):
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A questão refere-se ao seguinte texto:
Parei num cruzamento. Lembrei·me do garoto do porão. Se um dia eu precisasse fugir, tentaria levá-lo comigo. Queria dar a ele uma chance. Atravessei a rua e me lembrei de como eu era diferente, apenas algumas semanas atrás. Não vacilava ao receber uma ordem, por mais incompreensível que fosse. Ler algumas páginas do diário do Dr. Bertonni foi o mesmo que virar o mundo pelo avesso. Eu tinha direito a ração, casa e trabalho. Pensava que fosse feliz por isso. Enquanto desvendava a história do mundo, através dos antigos jornais e pela diário, era tomado pelo medo. Muitas vezes pensei ter perdido a felicidade por saber tanto. Mas agora eu percebo: meses atrás eu não era feliz, mas apenas ignorante.
(Costa, Marcos Túlio. O canto da ave maldita. Rio de Janeiro: Record, 1986.)
Nesse texto, o narrador demonstra estar tomando consciência das mudanças pelas quais está passando. Assinale a opção que apresenta a(s) causa(s) de tais mudanças:
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Em relação ao texto abaixo, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas:
Nos ecossistemas naturais, como as matas, os cerrados e os campos nativos, há um perfeito equilíbrio entre os seres vivos, e entre estes e o meio. Esta condição resulta da interação entre as espécies, e da adaptação destas ao meio ao longo de extensos períodos de tempo. São sistemas quase fechados (1) , devido a razões pouco conhecidas, novas espécies dificilmente se estabelecem neles de modo natural. Em qualquer deles, a densidade populacional de um inseto fitófago, isto é, que se alimenta de plantas, é controlada principalmente pela densidade populacional da espécie de planta (2) ele tem preferência é por seus inimigos naturais (parasitos, predadores e patógenos, ou seja, seres que (3) causam doenças), além evidentemente dos fatores físicos como a temperatura, a umidade e a luz, entre outros.
(Ciência hoje. N.6, maio/junho/1983.)
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A questão refere-se ao seguinte texto:
É terminantemente proibido animais circulando nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas no jardim do condomínio, onde pode por em risco a saúde das crianças que ali brincam descalças.
(Extraído de um Relatório de prestação de contas da administração de um prédio.)
Assinale a opção em que os dois itens apresentam impropriedades com relação às normas gramaticais:
(1) (2)
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Assinale a opção que descreve corretamente uma das ocorrências de formas pronominais nos seguintes fragmentos:
(1) Ninguém tinha ensinado Porto a desenhar, mas a gente é assim mesmo: tem coisas que a gente já nasce sabendo. (Angélica)
(2) Maria desenrolou um pedaço de corda (era fina, de náilon). experimentou ela no dedo, alisou-alisou, espiou ela bem de perto, experimentou ela no pé , (Corda bamba)
(3) - Pronto, era só isso. - Sentou. (Angélica)
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Assinale a opção cujas formas verbais preenchem corretamente as respectivas lacunas do texto:
É notável o fato de que as civilizações clássicas - gregos e romanos - não marcaram a história da humanidade por contribuições práticas ou inventos que (1) o esforço humano no desempenho do trabalho. Isso não significa que não (2) exemplos de dispositivos que se (3) a essa finalidade e que (4) a essa época. Em contraposição, as contribuições dessas civilizações no desenvolvimento da Filosofia, da ciência pura, das artes, da Política e do Direito (5) os fundamentos e os rumos de parte considerável do conhecimento humano.
(Youssef, AN.; Fernandez, V.P. Informática e sociedade. São Paulo: Ática, 1988.)
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