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1225652 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: JUCEC
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Leia com atenção as seguintes frases: I. Apesar das previsões de que haveria seca, choveu bastante naquele ano. II. A imprensa chamou ao meteorologista de louco, tão logo ele divulgou o prognóstico climático para o trimestre. III. Lovelock tem ideias com que nem toda a comunidade científica concorda. Observando-se a regência das frases acima transcritas, podemos afirmar que:
 

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1225651 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: JUCEC
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Assinale, dentre as frases que se seguem, aquela em que está CORRETO o acento indicativo da crase:
 

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1225650 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: JUCEC
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Atentando para as normas da concordância nominal, assinale a alternativa INCORRETA:
 

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1225649 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Com base no texto acima transcrito, julgue as afirmações feitas a seguir: I. De acordo com Lovelock, nos próximos anos os exércitos do Saara invadirão a Europa. II. Segundo o autor da teoria de Gaia, a desertificação do planeta provocará grandes movimentos migratórios entre o Ocidente e o Oriente. III. Para Lovelock, estratégias de desenvolvimento sustentável não serão suficientes para se livrar o planeta de uma grande catástrofe ambiental. IV. As previsões de Lovelock sobre o aquecimento global se baseiam em estudos sancionados pela Organização das Nações Unidas. V. O autor do texto considera que as previsões de Lovelock não seriam levadas a sério se partissem de outro cientista menos renomado. É(são) VERDADEIRA(S) a(s) afirmação(ções) contida(s) no(s) item(ens):
 

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1225648 Ano: 2014
Disciplina: Português
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

“Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum.” (linha 10). Na frase acima transcrita, o uso da primeira vírgula, após o nome “Lovelock”, se justifica para:
 

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1225647 Ano: 2014
Disciplina: Português
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Leia o texto abaixo e, em seguida, assinale a opção que preenche, de uma forma coesa e coerente, as três lacunas. De acordo com o cientista James Lovelock, por conta do aquecimento global, a sobrevivência da raça humana corre sério risco. Na visão do estudioso, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Para outros pesquisadores, __________ a rapidez __________ as mudanças climáticas acontecem em todo o mundo, há possibilidade de se reverter a situação, caso sejam tomadas medidas imediatas __________ reduzir a emissão de gases poluentes.
 

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mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

A concordância verbal NÃO FOI RESPEITADA em:
 

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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

A alternativa cujas palavras se escrevem, respectivamente, com “ç” e “s” (como em “invenção” e ascensão”) é:
 

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1225644 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: CETREDE
Orgão: JUCEC
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Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Acentuam-se devido à mesma regra de acentuação gráfica as seguintes palavras do texto:
 

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1225674 Ano: 2014
Disciplina: Redação Oficial
Banca: CETREDE
Orgão: JUCEC
Provas:

Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas

mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana

está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto

caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade.

Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de

coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a

chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo

animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem

emocionante."

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040,

o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando

em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing

(deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que

milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para

onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra

entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa,

virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para

cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá,

Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas como a

América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais

prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a

organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock

escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranquilamente sobre as

cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa

por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases

responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é

considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde",

ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção”.

Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem

devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as ideias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um

aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento

ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida

como Gaia - a ideia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa

visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na

Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais

inovadoras e rebeldes da atualidade". [...]

[Segmento de: “Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista” - Por Jeff Goodell (http://rollingstone.uol.com.br - acessado em: 27/01/2015)]

Atento às normas da Redação Oficial contidas no “Manual de Redação da Presidência da República”, assinale a alternativa CORRETA:
Questão Anulada

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