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Foram encontradas 50 questões.

2322833 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

A Beleza Total

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos os visitantes. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

A moça já não podia sair á rua, pois os veículos paravam á revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, por mais que Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

O Senado aprovou leis de emergência, proibindo Gertrudes de chegará janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. (Com adaptações).

Leia o fragmento abaixo:

"[ ... ] A moça já não podia sair á rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação."

Quanto aos processos coesivos, assinale a opção correta quanto ao termo sublinhado.

 

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2322832 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currlculos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).

Citação disponível em

https://novaescola.org.br/conteudo/554/osdesafios- da-educacao-inclusiva-foco-nas-redes-de-apoio.

A colocação do pronome obliquo átono atende à normapadrão no trecho sublinhado a seguir: "[ ... ] Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, [ ... ]". Dentre as opções apresentadas abaixo, assinale aquela em que o emprego do pronome destacado NÃO obedece à norma padrão.

 

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2322831 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currlculos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).

Citação disponível em

https://novaescola.org.br/conteudo/554/osdesafios- da-educacao-inclusiva-foco-nas-redes-de-apoio.

Observe o trecho a seguir.

"[ ... ] O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos."

Marque a opção em que a reescritura mantém o trecho corretamente pontuado.

 

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2322830 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O desafio, agora, é avançar para uma maior valorização da diversidade sem ignorar o comum entre os seres humanos. Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, ou, que justifiquem, por exemplo, a elaboração de currlculos paralelos para as diferentes culturas, ou para pessoas com necessidades educacionais especiais. (BLANCO, 2009).

Citação disponível em

https://novaescola.org.br/conteudo/554/osdesafios- da-educacao-inclusiva-foco-nas-redes-de-apoio.

"[ ... ] Destacar muito o que nos diferencia pode conduzir à intolerância, à exclusão ou a posturas fundamentalistas que limitem o desenvolvimento das pessoas e das sociedades, [ ... ]"

Analise as afirmativas a seguir, com relação aos verbos sublinhados no trecho acima.

I- Ambos os verbos sublinhados estão no modo subjuntivo.

lI- Ambos os verbos sublinhados estão no presente.

III- Em um outro texto e/ou contexto, a forma verbal "limitem" poderia ser empregada no modo imperativo afirmativo ou negativo.

Assinale a opção correta.

 

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2322829 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 4. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973. P. 196.

De acordo com o texto, é possível depreender que·.

I - o autor usa uma linguagem rebuscada, trabalhada por meio de expressões eruditas.
II - o texto expressa a realidade social do Brasil submerso na miséria do período.
IlI- a obra é considerada uma ferramenta de protesto, na qual o autor denuncia o abismo social.

Assinale a opção correta com relação às afirmativas acima.

 

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2322828 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 4. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973. P. 196.

Com base no texto, assinale a opção INCORRETA.

 

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2322827 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 4. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973. P. 196.

Com relação à interpretação do texto apresentado, assinale a opção correta.

 

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2322826 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

O BICHO

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 4. Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973. P. 196.

Analise as orações coordenadas apresentadas no terceiro terceto do texto e assinale a opção correta quanto à relação entre elas.

 

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2322825 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Fronteiras

Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.

A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.

Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.

o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".

A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.

E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.

E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.

Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.

SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.

Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)

Analise o trecho a seguir.

"[ ... ] E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi-consciência, tal a sua distração."

Assinale a opção correta em relação ás regras do emprego do hlfen, conforme as regras do novo acordo ortográfico da norma padrão da lfngua, tendo em vista que o texto foi redigido antes da implementação desse novo acordo.

 

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2322824 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Fronteiras

Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.

A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.

Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.

o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".

A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.

E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.

E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalado. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.

Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.

SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.

Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)

"[ ... ] quando me vê, lá do alto, solta pequenos gritos e reconheço nesses gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalado."

Assinale a opção correta quanto á função sintática do pronome relativo sublinhado no trecho acima.

 

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