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Fronteiras
Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)
Em "[ ... ] Fala-se pouco disso, e é verdade.", o termo sublinhado assume qual relação semântica entre as orações coordenadas no período?
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Fronteiras
Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)
Analise os trechos a seguir retirados do texto 1.
"[ ... ] E me vêm á mente duas histórias."
"[ ... ] E de repente se vira um homem no céu."
"[ ... ] Um homem que atravessara a fronteira do plausível e caminhava no ar, [ ... ]"
Quanto aos termos sublinhados no trecho acima, assinale a opção que apresenta as palavras acentuadas, respectivamente, pela mesma regra de acentuação gráfica.
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Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)
"[ ... ] "Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura.". Observe o trecho do texto e assinale a opção na qual os dois termos destacados foram substituídos, respectivamente, por sinônimos.
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Fronteiras
Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)
Correlacione as categorias quanto á organização/classificação sintática dos termos/orações sublinhados nos trechos informados abaixo e assinale a opção correta.
ORGANIZAÇÃO
I- Oração subordinada substantiva objetiva direta
lI- Oração com Sujeito Oculto
IlI- lndice de indeterminação do sujeito
IV- Oração sem sujeito
V- Partícula apassivadora
CLASSIFICAÇÃO SINTÁTICA
( ) "[ ... ] E de repente se vira um homem[ ... ]"
( ) "[ ... ] Fala-se pouco disso,[ ... ]"
( ) "[ ... ] Ele diz que andava um dia[ ... ]"
( ) "[ ... ] Ficou ali na calçada, paralisado[ ... ]"
( ) "[ ... ] Assim são as fronteiras."
( ) "[ ... ] percurso todos os dias, fazia anos, [ ... ]"
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Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
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Com base no texto·; assinale a opção correta sobre a reflexão feita acerca das fronteiras.
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Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucura. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo).a Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassaladore, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundosd. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionadoc, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças.b Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
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Observe o trecho a seguir:
"[ ... ] Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho[ ... ]"
Assinale a opção em que o termo sublinhado está flexionado no mesmo tempo verbal que o sublinhado no trecho acima.
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Tenho refletido sobre fronteiras. Sobre a linha tênue e imprecisa que divide realidade e sonho, sanidade e loucuraa. E me vêm à mente duas histórias.
A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalhob - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador,c a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre:d"Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças.e Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000.
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Assinale a opção em que o vocábulo destacado pertence às classes gramaticais dos pronomes.
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A primeira é narrada por Otto Friedrich em seu livro "Goingcrazy" (Enlouquecendo). Ele diz que andava um dia pelas ruas de Nova York a caminho do trabalho - como fazia todas as manhãs - quando de repente, diante de um cruzamento, parou, assaltado por uma sensação desconhecida. Era algo avassalador, a impressão exata de que algo se rompera, seguida de uma sensação de impotência e pânico. Ficou ali na calçada, paralisado, sem saber o que se passava. Demorou alguns segundos até compreender.
Como fazia o mesmo percurso todos os dias, fazia anos costumava andar totalmente desligado, imerso em seus' pensamentos, no "piloto automático". Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina. E aquela "ruptura" provocara uma espécie de curto-circuito em seu cérebro, justamente por estar num estágio de semi- consciência, tal a sua distração.
o sinal quebrado provocara uma pane em seu sistema de percepção. Fora coisa rápida, não mais do que alguns segundos. Mas o que o perturbava. era. perceber que, naqueles instantes, vivera numa fronteira: estivera. à beira do que se convencionou chamar "loucura".
A outra história é narrada · pelo antropólogo americano Loren Eisely no livro "O despertar dos mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Ei_sely conta que caminhava a pé um dia por uma estradinha perto de sua casa, em meio a uma densa neblina. la devagar mal conseguindo enxergar o caminho, quando de repente,' a poucos palmos de seu rosto, surgiu a figura de um pássaro voando, que por pouco não se chocou com ele, em meio a um piado horrível e .a um farfalhar de asas. Era um corvo.
E Eisely diz que jamais, enquanto viver; · se esquecerá da expressão que viu nos· olhos daquele pássaro. Era terra\ que havia neles. O antropólogo passou o resto do dia impressionado, sem entende o que seu rosto tinha de feiura para provocar um olhar como aquele: Até que compreendeu: com certeza, com a neblina; o pássaro julgava estar voando alto. E de repente se vira um homem no céu. 'Um homem que atravessara a fronteira do plausível e· caminhava nó ar, pelo' mundo dos corvos. Aquela era uma visão aterradora.
E Eisely se diz convencido de que aquele instante transformou o corvo para sempre: "Agora, quando me vê; lá do alto solta pequenos gritos e reconheço nesses 'gritos a incerteza de um espírito cujo universo foi abalad9. Já não é nunca mais será como os outros corvos'"· Assim são as fronteiras.
Alguém· já disse que os · escritores são personalidades fronteiriças. Fala-se pouco' disso, e é verdade. Nós, assim como talvez os atores, vivemos no limite entre dois mundos, caminhando sobre o fio da lâmina podendo resvalar a qualquer momento para um dos lados. Sofremos de urna espécie de esquizofrenia quase sempre benigna.
SEIXAS, Heloisa. Fronteiras. 17 de setembro de 2000. Disponível em https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2000- 2/ (Com adaptações)
"[ ... ] Ocorre que, naquele dia, se deparara de repente com um sinal de trânsito quebrado - um elemento estranho à sua rotina." No trecho, o uso do acento grave, no vocábulo sublinhado, é facultativo. Com relação ao uso facultativo do referido acento nos vocábulos sublinhados abaixo, analise as afirmativas a seguir:
I- Fizemos uma homenagem a Ana Cristina.
lI- Voltarei a casa quando a tiverem reformado.
III- Vários meteoritos desceram a terra depois de tantos anos de silêncio.
IV- Foi a você que ele entregou o envelope.
V- O médico atenderá o paciente até as 14h.
Assinale a opção correta.
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De acordo com o Estatuto dos Militares, no que se refere à precedência entre as praças especiais e as demais praças, é correto afirmar que:
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De acordo com o EMA-137 - Doutrina de Liderança da Marinha, assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo.
"Pesquisas mostram que o quociente emocional (QE) ou inteligência emocional está ,cada vez mais, destacando-se como o principal diferencial de competência no trabalho, por se tratar da capacidade de autoconsciência, controle de impulsos, e , "
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