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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
No trecho "Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!" , assinale a opção correta acerca da função do termo destacado.
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
A partir da leitura do texto III, acerca dos personagens, é posslvel inferir que:
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem presente no trecho: "A menina tinha olhos de fome e certeza."
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
No trecho "Aproximou-se o garçom [ ... ]" , a ênclise foi utilizada corretamente. Assinale a opçao em que a colocação pronominal está INCORRETA.
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
Sobre o texto "No restaurante", de Carlos Drummond, assinale a opção correta acerca do seu gênero textual.
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
Assinale a opção que apresenta apenas palavras oxítonas.
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TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
No trecho - "Quero lasanha!", o sujeito da oração destacada é classificado como:
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Texto para responder a questão.
TEXTO III
No restaurante
- Quero lasanha!
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada. - Lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
Aproximou-se o garçom, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O garçom surpreso e sorridente exclamou:
- Opa! Gosto de pessoas que têm decisão!
O pai logo interferiu e a corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada!
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom, então, voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- A fritada foi providenciada pelo senhor?
- Já, sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê uma cerveja, e pra ela ... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
A menina tinha olhos de fome e certeza.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hem? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete ... Combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
ANDRADE,Carlos Drummond."Para gostar de ler I". São Paulo: Editora Ática, 2005. 27'edição. Texto Adaptado.
Observe o trecho "O pai, que mal acabara de estacionar o carro [ ... ]" . Acerca do verbo destacado, assinale a opção que apresenta o tempo verbal correto.
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Texto para responder a questão.
TEXTO II
ONU: impactos climáticos levam para "territórios inexplorados de destruição"
Com as concentrações de gases do efeito estufa continuando a aumentar na atmosfera e os líderes mundiais não adotando estratégias para manter o aquecimento abaixo de 1,5ºC acima das temperaturas préindustriais, a Terra está se aproximando mais de pontos perigosos de virada climática, diz o relatório da United in Science. Além disso, os eventos climáticos extremos já estão mais frequentes e intensos.
"Ondas de calor na Europa. Enchentes excessivas no Paquistão... Não há nada de natural na nova escala desses desastres”, disse Guterres em uma mensagem de vídeo.
Apesar de uma queda nas emissões durante os bloqueios por coronavirus, as emissões que aquecem o planeta subiram além dos níveis pré-pandêmicos. Dados preliminares revelam que as emissões globais de dióxido de carbono no primeiro semestre deste ano foram 1,2% maiores do que no mesmo período de 2019, segundo o relatório.
Os últimos sete anos foram os mais quentes já registrados.
A temperatura média global já aqueceu 1,1ºC acima da média pré-industrial. E os cientistas esperam que a média anual possa ficar entre 1,1ºC e 1,7ºC mais quente até 2026, o que significa que há uma chance de ultrapassar o limiar de aquecimento de 1,5ºC nos próximos cinco anos.
Até o final do século, sem uma ação climática agressiva, estima-se que o aquecimento global chegue a 2,8ºC.
Disponivel em: <htips:/Avww,cnnbrasil.com.br/internacional/onu-impactos- climaticos-levam-para-territorios-inexptorados-dedestruiçao/>. Acesso em: 30 de Outubro de 2022. Texto adaptado.
Analise o trecho '"Ondas de calor na Europa. Enchentes excessivas no Paquistão... Não há nada de natural na nova escala desses desastres', disse Guterres em uma mensagem de vídeo." (2º§). Assinale a opção correta quanto ao tipo de discurso empregado no trecho acima.
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Texto para responder a questão.
TEXTO II
ONU: impactos climáticos levam para "territórios inexplorados de destruição"
Com as concentrações de gases do efeito estufa continuando a aumentar na atmosfera e os líderes mundiais não adotando estratégias para manter o aquecimento abaixo de 1,5ºC acima das temperaturas préindustriais, a Terra está se aproximando mais de pontos perigosos de virada climática, diz o relatório da United in Science. Além disso, os eventos climáticos extremos já estão mais frequentes e intensos.
"Ondas de calor na Europa. Enchentes excessivas no Paquistão... Não há nada de natural na nova escala desses desastres”, disse Guterres em uma mensagem de vídeo.
Apesar de uma queda nas emissões durante os bloqueios por coronavirus, as emissões que aquecem o planeta subiram além dos níveis pré-pandêmicos. Dados preliminares revelam que as emissões globais de dióxido de carbono no primeiro semestre deste ano foram 1,2% maiores do que no mesmo período de 2019, segundo o relatório.
Os últimos sete anos foram os mais quentes já registrados.
A temperatura média global já aqueceu 1,1ºC acima da média pré-industrial. E os cientistas esperam que a média anual possa ficar entre 1,1ºC e 1,7ºC mais quente até 2026, o que significa que há uma chance de ultrapassar o limiar de aquecimento de 1,5ºC nos próximos cinco anos.
Até o final do século, sem uma ação climática agressiva, estima-se que o aquecimento global chegue a 2,8ºC.
Disponivel em: <htips:/Avww,cnnbrasil.com.br/internacional/onu-impactos- climaticos-levam-para-territorios-inexptorados-dedestruiçao/>. Acesso em: 30 de Outubro de 2022. Texto adaptado.
No trecho "Apesar de uma queda [ ... ]" (3°§), a locução conjuntiva destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
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