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3234662 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto 2

A Camisa do Homem Feliz

Ítalo Calvino

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o prlncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei. O que é que você tem? - Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruldas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o prlncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram para pensar e voltaram à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora, a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? Perguntou o rei.

- Sim, majestade!

- Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu pais estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudol Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero, o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser felizl", e seguindo o canto entrou numa vinha, vendo entre as fileiras um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? Será meu amigo.

-Ai, ai, ai, Majestade, não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o Papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte ...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!", pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. E o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz, dar-lhe-ei tudo o que quiser! Mas me dê, me dê ...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

Calvino, I. Fábulas Italianas. Companhia de bolso. 1990.

Que função da linguagem predomina no trecho "- Escute, jovem, deve me fazer um favor." (25°§)?

 

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3234661 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto 2

A Camisa do Homem Feliz

Ítalo Calvino

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o prlncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei. O que é que você tem? - Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruldas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o prlncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram para pensar e voltaram à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora, a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? Perguntou o rei.

- Sim, majestade!

- Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu pais estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudol Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero, o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser felizl", e seguindo o canto entrou numa vinha, vendo entre as fileiras um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? Será meu amigo.

-Ai, ai, ai, Majestade, não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o Papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte ...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!", pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. E o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz, dar-lhe-ei tudo o que quiser! Mas me dê, me dê ...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

Calvino, I. Fábulas Italianas. Companhia de bolso. 1990.

No trecho "Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos." (1º§), ocorrem dois exemplos de coesão referencial. Assinale a opção que apresenta qual mecanismo básico foi utilizado, respectivamente.

 

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3234660 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto 2

A Camisa do Homem Feliz

Ítalo Calvino

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o prlncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei. O que é que você tem? - Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruldas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o prlncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram para pensar e voltaram à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora, a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? Perguntou o rei.

- Sim, majestade!

- Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu pais estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudol Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero, o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser felizl", e seguindo o canto entrou numa vinha, vendo entre as fileiras um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? Será meu amigo.

-Ai, ai, ai, Majestade, não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o Papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte ...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!", pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. E o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz, dar-lhe-ei tudo o que quiser! Mas me dê, me dê ...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

Calvino, I. Fábulas Italianas. Companhia de bolso. 1990.

Assinale a opção em que o trecho"- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo." (29º§) está transposto para o discurso indireto corretamente.

 

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3234659 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto 2

A Camisa do Homem Feliz

Ítalo Calvino

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o prlncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei. O que é que você tem? - Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruldas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o prlncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram para pensar e voltaram à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora, a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? Perguntou o rei.

- Sim, majestade!

- Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu pais estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudol Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero, o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser felizl", e seguindo o canto entrou numa vinha, vendo entre as fileiras um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? Será meu amigo.

-Ai, ai, ai, Majestade, não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o Papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte ...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!", pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. E o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz, dar-lhe-ei tudo o que quiser! Mas me dê, me dê ...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

Calvino, I. Fábulas Italianas. Companhia de bolso. 1990.

Assinale a opção em que a regência verbal está empregada corretamente.

 

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3234658 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto 2

A Camisa do Homem Feliz

Ítalo Calvino

Um rei tinha um filho único e gostava dele como da luz dos próprios olhos. Mas o prlncipe estava sempre descontente. Passava dias inteiros debruçado na sacada a olhar para longe.

- Mas o que lhe falta? - perguntava-lhe o rei. O que é que você tem? - Está apaixonado? Se quer uma moça qualquer, diga-me e será sua esposa, seja ela a filha do rei mais poderoso da terra ou a mais pobre camponesa.

- Não, papai, não estou apaixonado.

E o rei tentava distraí-lo de todas as formas! Teatros, bailes, música, cantos; mas nada adiantava, e a cada dia desapareciam do rosto do príncipe as nuances do vermelho.

O rei publicou um edital, e de todas as partes do mundo vieram pessoas mais instruldas: filósofos, doutores e professores. Mostrou-lhes o prlncipe e pediu conselhos. Eles se retiraram para pensar e voltaram à presença do rei.

- Majestade, pensamos, lemos as estrelas; eis o que deve fazer. Procure um homem que seja feliz, mas feliz em tudo, e troque a camisa de seu filho com a dele.

Naquele mesmo dia, o rei mandou os embaixadores mundo afora, a fim de procurar o homem mais feliz.

Levaram-lhe um padre.

- O senhor é feliz? Perguntou o rei.

- Sim, majestade!

- Muito bem. Ficaria contente em se tornar o meu bispo?

- Quem me dera, Majestade!

- Rua! Fora daqui! Procuro um homem feliz e contente com a sua condição; e não um que deseja estar melhor do que está.

E o rei ficou esperando outro. Havia um rei vizinho, disseram-lhe, que era feliz e contente de fato: tinha esposa bonita, um monte de filhos, vencera todos os inimigos na guerra e seu pais estava em paz. Imediatamente, cheio de esperança, o rei mandou que os embaixadores fossem lhe pedir a camisa.

O rei vizinho recebeu os embaixadores e:

- Sim, sim, não me falta nada, porém é pena que quando a gente tem tantas coisas, tenha que morrer e deixar tudol Com tal pensamento, sofro tanto que não durmo à noite!

E os embaixadores acharam melhor ir embora.

Para desafogar seu desespero, o rei foi caçar. Atirou em uma lebre e pensava havê-la atingido, mas a lebre, mancando, fugiu. O rei a perseguiu e afastou-se do séquito. No meio dos campos, ouviu um homem cantando uma cançoneta. O rei parou: "Quem canta assim, só pode ser felizl", e seguindo o canto entrou numa vinha, vendo entre as fileiras um jovem que cantava, podando as videiras.

- Bom dia, Majestade - cumprimentou o jovem. Tão cedo e já pelos campos?

- Bendito seja você! Quer que o leve comigo para a capital? Será meu amigo.

-Ai, ai, ai, Majestade, não, não mesmo, obrigado. Não trocaria de lugar nem com o Papa.

- Mas por que você, um rapaz tão forte ...

- Eu lhe digo que não. Estou contente assim e basta.

"Finalmente um homem feliz!", pensou o rei.

- Escute, jovem, deve me fazer um favor.

- Se puder, de todo o coração, Majestade.

- Espere um momento. E o rei, que não cabia mais em si de alegria, correu em busca de seu séquito: - Venham! Venham! Meu filho está salvo. E os conduz até o jovem. - Bendito jovem, diz, dar-lhe-ei tudo o que quiser! Mas me dê, me dê ...

- O que, Majestade?

- Meu filho está à beira da morte! Só você poderá salvá-lo. Venha aqui, espere!

E o segura, começa a desabotoar-lhe o casaco. De repente, estaca. Tombam-lhe os braços.

O homem feliz não tinha camisa.

Calvino, I. Fábulas Italianas. Companhia de bolso. 1990.

Assinale a opção em que a classificação da oração destacada está INCORRETA.

 

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3234657 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto para responder a questão.

Texto I

O fim do mundo

Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existlamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Disponível em: https:/www.universodosleitores.com/2014/03/o- fim-do-mundo-de-cecilia-meireles.html. Acesso em 23 de outubro. Texto adaptado.

Com base no texto I, é correto que a narradora afirma que:

 

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3234656 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto para responder a questão.

Texto I

O fim do mundo

Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existlamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Disponível em: https:/www.universodosleitores.com/2014/03/o- fim-do-mundo-de-cecilia-meireles.html. Acesso em 23 de outubro. Texto adaptado.

Assinale a opção que apresenta o gênero textual do texto "Fim do mundo", de Cecília Meireles.

 

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3234655 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto para responder a questão.

Texto I

O fim do mundo

Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existlamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Disponível em: https:/www.universodosleitores.com/2014/03/o- fim-do-mundo-de-cecilia-meireles.html. Acesso em 23 de outubro. Texto adaptado.

No trecho "[ ... ] umas-mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas [ ... ]" (1°§), o termo sublinhado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

 

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3234654 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto para responder a questão.

Texto I

O fim do mundo

Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existlamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Disponível em: https:/www.universodosleitores.com/2014/03/o- fim-do-mundo-de-cecilia-meireles.html. Acesso em 23 de outubro. Texto adaptado.

No trecho "Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, criancas, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete." (2º§), os termos sublinhados exercem, respectivamente, as funções de:

 

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3234653 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Marinha

Texto para responder a questão.

Texto I

O fim do mundo

Cecília Meireles

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existlamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Disponível em: https:/www.universodosleitores.com/2014/03/o- fim-do-mundo-de-cecilia-meireles.html. Acesso em 23 de outubro. Texto adaptado.

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da sentença abaixo:

Daqui dois dias acontecerá, vista de todos, o que os jornais têm noticiado meses: passagem do temível cometa.

 

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