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Texto para responder à questão.
A história passa-se em uma pequena localidade onde quase todos os habitantes se conheciam pelo nome, frequentavam a mesma praça, o mesmo supermercado e, no final de semana, depois da missa, iam ao único campo de futebol para se divertir, vendo os pernas de pau baterem uma bola. Lá, vivia um juiz, cujas atividades eram tranquilas. Tirando uma ou outra discussão de vizinhos por causa de divisa de propriedade, quase nunca havia novidade.
Um belo dia, durante um julgamento, o juiz precisou usar de muito jogo de cintura para sair de uma saia justa. Para elucidar o caso que estava sendo julgado, era preciso saber se o réu tinha ou não o hábito de beber muito. Em determinado momento, o juiz voltou-se para um velho companheiro de bocha, que fora chamado como testemunha, e naturalmente fez a ele uma pergunta, como se estivessem batendo papo, tomando uma cervejinha no boteco:
— Juarez, conta pra nóis aqui, você sabe se o Zé Antônio bebe muito?
Sem se dar conta de que estava participando de um julgamento, Juarez respondeu como se também estivesse conversando na pracinha:
— Ó, doutor, pra explicar assim de um jeito facinho de entendê, digo que ele bebe que nem nóis. Nem mais, nem menos.
O juiz, sentindo que estava com uma batata quente nas mãos, virou-se para quem fazia as anotações e orientou com a severidade própria do cargo e da posição que ocupava:
— Para que não paire dúvidas sobre essa questão, deve ficar consignado que a testemunha alega que o réu bebe... moderadamente.
Esse é um ótimo ensinamento: suavizar as palavras e reinterpretar certas respostas como forma de nos defender de situações delicadas e constrangedoras.
Reinaldo Polito. Internet: <www.planetanews.com> (com adaptações).
Assinale a alternativa que apresenta trecho do texto registrado inteiramente em linguagem popular.
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Texto para responder à questão.
A história passa-se em uma pequena localidade onde quase todos os habitantes se conheciam pelo nome, frequentavam a mesma praça, o mesmo supermercado e, no final de semana, depois da missa, iam ao único campo de futebol para se divertir, vendo os pernas de pau baterem uma bola. Lá, vivia um juiz, cujas atividades eram tranquilas. Tirando uma ou outra discussão de vizinhos por causa de divisa de propriedade, quase nunca havia novidade.
Um belo dia, durante um julgamento, o juiz precisou usar de muito jogo de cintura para sair de uma saia justa. Para elucidar o caso que estava sendo julgado, era preciso saber se o réu tinha ou não o hábito de beber muito. Em determinado momento, o juiz voltou-se para um velho companheiro de bocha, que fora chamado como testemunha, e naturalmente fez a ele uma pergunta, como se estivessem batendo papo, tomando uma cervejinha no boteco:
— Juarez, conta pra nóis aqui, você sabe se o Zé Antônio bebe muito?
Sem se dar conta de que estava participando de um julgamento, Juarez respondeu como se também estivesse conversando na pracinha:
— Ó, doutor, pra explicar assim de um jeito facinho de entendê, digo que ele bebe que nem nóis. Nem mais, nem menos.
O juiz, sentindo que estava com uma batata quente nas mãos, virou-se para quem fazia as anotações e orientou com a severidade própria do cargo e da posição que ocupava:
— Para que não paire dúvidas sobre essa questão, deve ficar consignado que a testemunha alega que o réu bebe... moderadamente.
Esse é um ótimo ensinamento: suavizar as palavras e reinterpretar certas respostas como forma de nos defender de situações delicadas e constrangedoras.
Reinaldo Polito. Internet: <www.planetanews.com> (com adaptações).
De acordo com o texto, é correto afirmar que
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Texto para responder à questão.
Pense em um conhecido seu, um primo ou um amigo. Imagine que ele tenha perdido o emprego há vários meses e não consiga levar dinheiro para casa. Faz alguns bicos, aqui e ali, mas não consegue encarar os filhos nos olhos. Para piorar as coisas, o vizinho foi promovido, trocou de carro e está construindo uma piscina no quintal de casa. Essa situação dura vários meses, até que um novo governante assume o poder e promete que quem participar do novo regime vai ganhar uniformes exclusivos, poder e, principalmente, um emprego com salário alto. Foi uma situação como essa que formou a base do nazismo na Alemanha: gente comum, que viveu um período prolongado de dificuldades financeiras e baixíssima autoestima. Poderia ser seu primo. Poderia ser seu vizinho. Poderia ser você.
Meu avô Friedrich Schneider foi um desses homens. Em 1926, ele e outros 5 milhões de pais de família estavam desempregados e juntaram-se ao Partido Nazista. Todos acreditavam, com sinceridade, que aquele sujeito entusiasmado de bigode estreito iria mudar o país e tirá-los da humilhação imposta depois do fim da Primeira Guerra. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, só piorou o quadro de carência, inflação e desemprego.
Em resposta, Hitler oferecia um mundo organizado, militarizado, que valorizava a disciplina e o acesso à qualidade de vida para quem aderisse ao seu grupo. Havia um efeito colateral grave, no entanto: aquele vizinho rico ao lado teria de perder muito. Primeiro perderia o patrimônio, depois a liberdade e, por fim, a vida. Mas não era difícil olhar para o outro lado e ignorar aquele absurdo. O gueto de Varsóvia ficava longe, lá na Polônia, enquanto levas e levas de roupas e joias finas dos judeus presos chegavam a Berlim, para o deleite das pessoas que, pouco tempo antes, passavam aperto.
Na contramão, havia uma elite crescendo com poder maior ainda. Ela desfilava com suas insígnias, suas casas maiores, seus elogios em cerimônias públicas para as multidões. Diante disso, o sumiço de uma parcela da população que causava inveja não incomodava. Nenhum cidadão comum sabia, na época, que 6 milhões de pessoas estavam sendo trucidadas, mas a maioria dos alemães continuaria fazendo exatamente o mesmo: cuidando de sua própria vida. Surgiu, nessa época, uma classe de nazistas emergentes, que batalhavam para buscar mais espaço naquela sociedade que parecia estar em franca ascensão. Perto dessa oportunidade, quem se importaria com os judeus?
Portanto, a maioria dos meus colegas historiadores da Segunda Guerra está equivocada: o principal ingrediente para transformar um país inteiro em uma máquina de matar inocentes não era a maldade, nem mesmo o racismo. Era o pragmatismo. E essa é uma má notícia, porque seria mais simples se pudéssemos apenas culpar os alemães. Se o nazismo e o antissemitismo cresceram graças a um ambiente de pobreza e, principalmente, de falta de perspectivas, esse fenômeno pode se repetir a qualquer momento, em qualquer lugar.
Götz Aly. Nazistas eram gente como eu e você. Internet: <http://revistagalileu.globo.com> (com adaptações).
Assinale a alternativa que interpreta adequadamente o texto.
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- OrtografiaPontuação
- SintaxeRegência
- SintaxeConcordância
- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Texto para responder à questão.
Pense em um conhecido seu, um primo ou um amigo. Imagine que ele tenha perdido o emprego há vários meses e não consiga levar dinheiro para casa. Faz alguns bicos, aqui e ali, mas não consegue encarar os filhos nos olhos. Para piorar as coisas, o vizinho foi promovido, trocou de carro e está construindo uma piscina no quintal de casa. Essa situação dura vários meses, até que um novo governante assume o poder e promete que quem participar do novo regime vai ganhar uniformes exclusivos, poder e, principalmente, um emprego com salário alto. Foi uma situação como essa que formou a base do nazismo na Alemanha: gente comum, que viveu um período prolongado de dificuldades financeiras e baixíssima autoestima. Poderia ser seu primo. Poderia ser seu vizinho. Poderia ser você.
Meu avô Friedrich Schneider foi um desses homens. Em 1926, ele e outros 5 milhões de pais de família estavam desempregados e juntaram-se ao Partido Nazista. Todos acreditavam, com sinceridade, que aquele sujeito entusiasmado de bigode estreito iria mudar o país e tirá-los da humilhação imposta depois do fim da Primeira Guerra. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, só piorou o quadro de carência, inflação e desemprego.
Em resposta, Hitler oferecia um mundo organizado, militarizado, que valorizava a disciplina e o acesso à qualidade de vida para quem aderisse ao seu grupo. Havia um efeito colateral grave, no entanto: aquele vizinho rico ao lado teria de perder muito. Primeiro perderia o patrimônio, depois a liberdade e, por fim, a vida. Mas não era difícil olhar para o outro lado e ignorar aquele absurdo. O gueto de Varsóvia ficava longe, lá na Polônia, enquanto levas e levas de roupas e joias finas dos judeus presos chegavam a Berlim, para o deleite das pessoas que, pouco tempo antes, passavam aperto.
Na contramão, havia uma elite crescendo com poder maior ainda. Ela desfilava com suas insígnias, suas casas maiores, seus elogios em cerimônias públicas para as multidões. Diante disso, o sumiço de uma parcela da população que causava inveja não incomodava. Nenhum cidadão comum sabia, na época, que 6 milhões de pessoas estavam sendo trucidadas, mas a maioria dos alemães continuaria fazendo exatamente o mesmo: cuidando de sua própria vida. Surgiu, nessa época, uma classe de nazistas emergentes, que batalhavam para buscar mais espaço naquela sociedade que parecia estar em franca ascensão. Perto dessa oportunidade, quem se importaria com os judeus?
Portanto, a maioria dos meus colegas historiadores da Segunda Guerra está equivocada: o principal ingrediente para transformar um país inteiro em uma máquina de matar inocentes não era a maldade, nem mesmo o racismo. Era o pragmatismo. E essa é uma má notícia, porque seria mais simples se pudéssemos apenas culpar os alemães. Se o nazismo e o antissemitismo cresceram graças a um ambiente de pobreza e, principalmente, de falta de perspectivas, esse fenômeno pode se repetir a qualquer momento, em qualquer lugar.
Götz Aly. Nazistas eram gente como eu e você. Internet: <http://revistagalileu.globo.com> (com adaptações).
Assinale a alternativa que reescreve passagem do texto, com preservação do sentido original e da correção gramatical segundo a norma-padrão.
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Texto para responder à questão.
Pense em um conhecido seu, um primo ou um amigo. Imagine que ele tenha perdido o emprego há vários meses e não consiga levar dinheiro para casa. Faz alguns bicos, aqui e ali, mas não consegue encarar os filhos nos olhos. Para piorar as coisas, o vizinho foi promovido, trocou de carro e está construindo uma piscina no quintal de casa. Essa situação dura vários meses, até que um novo governante assume o poder e promete que quem participar do novo regime vai ganhar uniformes exclusivos, poder e, principalmente, um emprego com salário alto. Foi uma situação como essa que formou a base do nazismo na Alemanha: gente comum, que viveu um período prolongado de dificuldades financeiras e baixíssima autoestima. Poderia ser seu primo. Poderia ser seu vizinho. Poderia ser você.
Meu avô Friedrich Schneider foi um desses homens. Em 1926, ele e outros 5 milhões de pais de família estavam desempregados e juntaram-se ao Partido Nazista. Todos acreditavam, com sinceridade, que aquele sujeito entusiasmado de bigode estreito iria mudar o país e tirá-los da humilhação imposta depois do fim da Primeira Guerra. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, só piorou o quadro de carência, inflação e desemprego.
Em resposta, Hitler oferecia um mundo organizado, militarizado, que valorizava a disciplina e o acesso à qualidade de vida para quem aderisse ao seu grupo. Havia um efeito colateral grave, no entanto: aquele vizinho rico ao lado teria de perder muito. Primeiro perderia o patrimônio, depois a liberdade e, por fim, a vida. Mas não era difícil olhar para o outro lado e ignorar aquele absurdo. O gueto de Varsóvia ficava longe, lá na Polônia, enquanto levas e levas de roupas e joias finas dos judeus presos chegavam a Berlim, para o deleite das pessoas que, pouco tempo antes, passavam aperto.
Na contramão, havia uma elite crescendo com poder maior ainda. Ela desfilava com suas insígnias, suas casas maiores, seus elogios em cerimônias públicas para as multidões. Diante disso, o sumiço de uma parcela da população que causava inveja não incomodava. Nenhum cidadão comum sabia, na época, que 6 milhões de pessoas estavam sendo trucidadas, mas a maioria dos alemães continuaria fazendo exatamente o mesmo: cuidando de sua própria vida. Surgiu, nessa época, uma classe de nazistas emergentes, que batalhavam para buscar mais espaço naquela sociedade que parecia estar em franca ascensão. Perto dessa oportunidade, quem se importaria com os judeus?
Portanto, a maioria dos meus colegas historiadores da Segunda Guerra está equivocada: o principal ingrediente para transformar um país inteiro em uma máquina de matar inocentes não era a maldade, nem mesmo o racismo. Era o pragmatismo. E essa é uma má notícia, porque seria mais simples se pudéssemos apenas culpar os alemães. Se o nazismo e o antissemitismo cresceram graças a um ambiente de pobreza e, principalmente, de falta de perspectivas, esse fenômeno pode se repetir a qualquer momento, em qualquer lugar.
Götz Aly. Nazistas eram gente como eu e você. Internet: <http://revistagalileu.globo.com> (com adaptações).
A passagem do texto que pode ser indicada adequadamente como ideia central do texto é
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- Ortografia
- SintaxeRegência
- SintaxeConcordância
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
Texto para responder à questão.
A história passa-se em uma pequena localidade onde quase todos os habitantes se conheciam pelo nome, frequentavam a mesma praça, o mesmo supermercado e, no final de semana, depois da missa, iam ao único campo de futebol para se divertir, vendo os pernas de pau baterem uma bola. Lá, vivia um juiz, cujas atividades eram tranquilas. Tirando uma ou outra discussão de vizinhos por causa de divisa de propriedade, quase nunca havia novidade.
Um belo dia, durante um julgamento, o juiz precisou usar de muito jogo de cintura para sair de uma saia justa. Para elucidar o caso que estava sendo julgado, era preciso saber se o réu tinha ou não o hábito de beber muito. Em determinado momento, o juiz voltou-se para um velho companheiro de bocha, que fora chamado como testemunha, e naturalmente fez a ele uma pergunta, como se estivessem batendo papo, tomando uma cervejinha no boteco:
— Juarez, conta pra nóis aqui, você sabe se o Zé Antônio bebe muito?
Sem se dar conta de que estava participando de um julgamento, Juarez respondeu como se também estivesse conversando na pracinha:
— Ó, doutor, pra explicar assim de um jeito facinho de entendê, digo que ele bebe que nem nóis. Nem mais, nem menos.
O juiz, sentindo que estava com uma batata quente nas mãos, virou-se para quem fazia as anotações e orientou com a severidade própria do cargo e da posição que ocupava:
— Para que não paire dúvidas sobre essa questão, deve ficar consignado que a testemunha alega que o réu bebe... moderadamente.
Esse é um ótimo ensinamento: suavizar as palavras e reinterpretar certas respostas como forma de nos defender de situações delicadas e constrangedoras.
Reinaldo Polito. Internet: <www.planetanews.com> (com adaptações).
A frase manterá o sentido original e a correção linguística caso se substitua
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1001712
Ano: 2013
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNIVERSA
Orgão: MinC
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNIVERSA
Orgão: MinC
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Assinale a alternativa que apresenta informações comprováveis pelo gráfico.
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O pacote MS Office 2007 possui uma série de aplicativos, com diversas finalidades. A respeito dos aplicativos do MS Office 2007, assinale a alternativa correta.
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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioPartes do documento no Padrão Ofício
- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioO Padrão Ofício
Com referência à redação oficial, assinale a alternativa correta.
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Em relação à improbidade administrativa prevista na Lei n.º 8.429/1992, assinale a alternativa correta.
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