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A Carta da Terra
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forcas para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeita pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossas responsabilidades uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
(A Carta da Terra. Preâmbulo. Disponível em: <http.dhnet.org.br/direitos/cartadaterra/carta_terra_integral.htm>)
Em “Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global.” a palavra destacada é
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O fim da era espacial
Com a aposentadoria do ônibus espacial, que parte sem deixar sucessor, termina a fase de
aventura da exploração do espaço. E começa a do lucro.
O último voo dos ônibus espaciais já aconteceu. E deixou um gosto amargo na boca dos fãs da exploração espacial. O que acontece agora? Em uma palavra: nada. Todas aquelas ideias de concluir a construção de uma estação espacial e então usá-la como espaçoporto e campo de provas antes do lançamento de tripulações na direção da Lua e Marte, culminando com a efetiva colonização do sistema solar, se esvaíram pelo ralo. Ficaram só na promessa. É o fim da era espacial como a conhecemos.
Discorda? Então responda: qual é o próximo grande projeto da Nasa para seus astronautas agora?
Pois é. Até o ano passado, ainda dava para responder: retomar a exploração tripulada da Lua, com dois foguetes e duas espaçonaves novinhas em folhas. Era o Projeto Constellation, tratado pelo então administrador da Nasa, Mike Griffin com uma nova versão do Projeto Apollo. Acontece que Barack Obama acabou com o Constellation. Uma decisão natural nestes tempos de crise do mundo desenvolvido. O que surpreendeu mesmo foi outra coisa: ninguém ligou para o corte.
Convenhamos: o programa espacial já não atrai tanto a atenção do público como fazia durante a Guerra Fria, em que ser o melhor país no espaço significava ser a maior superpotência. Quando a Nasa anunciou que não haveria Constellation nem retorno à lua, as únicas personalidades notórias a chiar foram alguns astronautas veteranos do Projeto Apollo.
Daqui em diante os ônibus espaciais vão se tornar peças de museu. E todas as fichas da exploração do espaço estarão nas mãos da iniciativa privada. Nas mãos de empresas que já passaram a construir foguetes particulares – a Nasa entra apenas aprovando os trabalhos e comprando as passagens para seus astronautas. Demanda para isso até existe: além de transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional, e satélites para a órbita da Terra, esses serviços privados de transporte serviriam ao mercado do turismo espacial. Por isso mesmo, a indústria está correndo para oferecer alternativas, e os primeiros testes dos novos foguetes têm sido um sucesso. Em destaque está a empresa SpaceX, fundada pelo engenheiro Elon Musk (empreendedor que ficou bilionário depois de inventar o Paypal). Ela já demonstrou em voo uma espaçonave que deve levar carga à estação espacial e, lá para 2015, humanos.
O mais interessante é o seguinte: um ônibus espacial não sai do chão por menos de US$600 milhões: enquanto isso, o envio de uma nave da SpaceX sai por US$ 130 milhões – com promessa de queda de preço para o futuro. A eficiência de Musk assustou até os maiores concorrentes dos EUA no espaço: os chineses. Eles admitiram que seus foguetes são incapazes de voar pelo mesmo preço.
Então, no sentido de dominar a órbita terrestre, parece que as coisas vão indo muito bem, obrigado. Essas regiões do espaço próximas à Terra, onde ficam os satélites de GPS e de telecomunicações, continuarão bastante ocupadas. Para sempre. Com ou sem a Nasa.
“(...)”
Se a indústria continuar prosperando e os custos do envio de cargas e pessoas ao espaço continuarem diminuindo, é possível que programas mais arrojados de exploração possam ser implementados no futuro. Isso pode até viabilizar comercialmente a mineração de elementos raros na Lua e asteroides... Seria uma segunda era espacial. Mas, por enquanto, teremos de viver com os pés no chão mesmo.
(Revista Superinteressante – Agosto/2011 – Com adaptações)
“Discorda? Então responda: qual é o próximo grande projeto da Nasa para seus astronautas agora?” O período anterior
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Monte Belo-MG
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O fim da era espacial
Com a aposentadoria do ônibus espacial, que parte sem deixar sucessor, termina a fase de
aventura da exploração do espaço. E começa a do lucro.
O último voo dos ônibus espaciais já aconteceu. E deixou um gosto amargo na boca dos fãs da exploração espacial. O que acontece agora? Em uma palavra: nada. Todas aquelas ideias de concluir a construção de uma estação espacial e então usá-la como espaçoporto e campo de provas antes do lançamento de tripulações na direção da Lua e Marte, culminando com a efetiva colonização do sistema solar, se esvaíram pelo ralo. Ficaram só na promessa. É o fim da era espacial como a conhecemos.
Discorda? Então responda: qual é o próximo grande projeto da Nasa para seus astronautas agora?
Pois é. Até o ano passado, ainda dava para responder: retomar a exploração tripulada da Lua, com dois foguetes e duas espaçonaves novinhas em folhas. Era o Projeto Constellation, tratado pelo então administrador da Nasa, Mike Griffin com uma nova versão do Projeto Apollo. Acontece que Barack Obama acabou com o Constellation. Uma decisão natural nestes tempos de crise do mundo desenvolvido. O que surpreendeu mesmo foi outra coisa: ninguém ligou para o corte.
Convenhamos: o programa espacial já não atrai tanto a atenção do público como fazia durante a Guerra Fria, em que ser o melhor país no espaço significava ser a maior superpotência. Quando a Nasa anunciou que não haveria Constellation nem retorno à lua, as únicas personalidades notórias a chiar foram alguns astronautas veteranos do Projeto Apollo.
Daqui em diante os ônibus espaciais vão se tornar peças de museu. E todas as fichas da exploração do espaço estarão nas mãos da iniciativa privada. Nas mãos de empresas que já passaram a construir foguetes particulares – a Nasa entra apenas aprovando os trabalhos e comprando as passagens para seus astronautas. Demanda para isso até existe: além de transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional, e satélites para a órbita da Terra, esses serviços privados de transporte serviriam ao mercado do turismo espacial. Por isso mesmo, a indústria está correndo para oferecer alternativas, e os primeiros testes dos novos foguetes têm sido um sucesso. Em destaque está a empresa SpaceX, fundada pelo engenheiro Elon Musk (empreendedor que ficou bilionário depois de inventar o Paypal). Ela já demonstrou em voo uma espaçonave que deve levar carga à estação espacial e, lá para 2015, humanos.
O mais interessante é o seguinte: um ônibus espacial não sai do chão por menos de US$600 milhões: enquanto isso, o envio de uma nave da SpaceX sai por US$ 130 milhões – com promessa de queda de preço para o futuro. A eficiência de Musk assustou até os maiores concorrentes dos EUA no espaço: os chineses. Eles admitiram que seus foguetes são incapazes de voar pelo mesmo preço.
Então, no sentido de dominar a órbita terrestre, parece que as coisas vão indo muito bem, obrigado. Essas regiões do espaço próximas à Terra, onde ficam os satélites de GPS e de telecomunicações, continuarão bastante ocupadas. Para sempre. Com ou sem a Nasa.
“(...)”
Se a indústria continuar prosperando e os custos do envio de cargas e pessoas ao espaço continuarem diminuindo, é possível que programas mais arrojados de exploração possam ser implementados no futuro. Isso pode até viabilizar comercialmente a mineração de elementos raros na Lua e asteroides... Seria uma segunda era espacial. Mas, por enquanto, teremos de viver com os pés no chão mesmo.
(Revista Superinteressante – Agosto/2011 – Com adaptações)
A palavra ou expressão que pode substituir o termo “agora”, na frase: “O que acontece agora?” é
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Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Monte Belo-MG
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