Foram encontradas 1.540 questões.
Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito,
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no exercício de
suas atribuições legais, vem intentar:
PEDIDO DE MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA, com base na Lei n.
11.340/06, pelas razões que ora se apresentam, em favor de:
FULANA DE TAL, qualificação, _______________.
Desta forma, expõe e solicita:
A vítima acima qualificada compareceu à sede desta Promotoria esclarecendo
que foi ofendida com palavras de baixo calão e ameaçada de despejo por seu ex-
companheiro, FULANO DE TAL.
Alega a vítima que Fulano de tal, o agressor, seu ex-amásio, a tem perseguido
de forma constrangedora em via pública, valendo-se para tal atitude do momento
em que se dirige à portaria do prédio em que reside a vítima, em busca do seu filho
menor de idade, já que os genitores compartilham, por determinação legal, a guarda
do garoto. Ocorre que o agressor vem humilhando e ameaçando a vítima na portaria
do edifício residencial da declarante, não se importando sequer com a presença de
testemunhas.
MM. Juiz, os fatos narrados têm ocorrido devido à revogação parcial das
medidas protetivas concedidas em 17/03/2008, mediante habeas corpus, fato que
levou o agressor a se sentir mais seguro por se ver proibido de frequentar tão
somente a residência da declarante. Presume-se, porém, que o “hall” e a portaria de
um edifício são parte do imóvel, por prestarem-se à circulação dos moradores,
inclusive, no caso, da declarante.
Podemos, pois, constatar o não cumprimento explícito da única medida
protetiva decorrente do habeas corpus, cujo objetivo é a preservação da integridade
física e psicológica da ofendida. O desrespeito configura caso de violência
doméstica familiar contra a mulher.
A guarda compartilhada não consiste em transformar o filho em objeto à
disposição de cada genitor, e, sim, em uma forma de amplo afeto entre eles, o que
torna imprescindível que exista entre os pais uma relação marcada pela harmonia e
pelo respeito, na qual não existam disputas nem conflitos. Não é mais possível,
porém, a relação harmônica entre vítima e agressor devido à desobediência à
medida protetiva, o que faz a vítima sentir-se ameaçada.
Posto isto e sempre conforme termo de declarações em anexo, infere-se que a
vítima necessita imediatamente do deferimento das medidas protetivas previstas na
Lei Maria da Penha, sobremaneira devido aos novos fatos: a revisão das medidas
protetivas anteriormente revogadas e a imposição de restrições à visitação ao
menor.
A “Maria da Penha” prevê que as medidas protetivas de urgência poderão ser
concedidas pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida,
DE IMEDIATO, independentemente de audiência das partes, aplicadas isolada ou
cumulativamente, e ser substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficácia,
caso sejam necessárias à proteção da ofendida, de seus familiares e de seu
patrimônio e sempre que os direitos reconhecidos na citada Lei forem ameaçados
ou violados.
Pelo exposto, o Ministério Público requer o deferimento das medidas protetivas
de urgência ora pleiteadas, por entender que, no caso, cumprem-se os requisitos de
urgência e de necessidade de proteção.
Local, data.
Promotor de Justiça
www.mp.mg.gov.br, transcrito em 19/05/2012 (Texto adaptado)
Assinale a alternativa que contém uma expressão ou nome que NÃO se refira à pessoa a quem se faz alusão no trecho acima transcrito.
Provas
Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito,
O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no exercício de
suas atribuições legais, vem intentar:
PEDIDO DE MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA, com base na Lei n.
11.340/06, pelas razões que ora se apresentam, em favor de:
FULANA DE TAL, qualificação, _______________.
Desta forma, expõe e solicita:
A vítima acima qualificada compareceu à sede desta Promotoria esclarecendo
que foi ofendida com palavras de baixo calão e ameaçada de despejo por seu ex-
companheiro, FULANO DE TAL.
Alega a vítima que Fulano de tal, o agressor, seu ex-amásio, a tem perseguido
de forma constrangedora em via pública, valendo-se para tal atitude do momento
em que se dirige à portaria do prédio em que reside a vítima, em busca do seu filho
menor de idade, já que os genitores compartilham, por determinação legal, a guarda
do garoto. Ocorre que o agressor vem humilhando e ameaçando a vítima na portaria
do edifício residencial da declarante, não se importando sequer com a presença de
testemunhas.
MM. Juiz, os fatos narrados têm ocorrido devido à revogação parcial das
medidas protetivas concedidas em 17/03/2008, mediante habeas corpus, fato que
levou o agressor a se sentir mais seguro por se ver proibido de frequentar tão
somente a residência da declarante. Presume-se, porém, que o “hall” e a portaria de
um edifício são parte do imóvel, por prestarem-se à circulação dos moradores,
inclusive, no caso, da declarante.
Podemos, pois, constatar o não cumprimento explícito da única medida
protetiva decorrente do habeas corpus, cujo objetivo é a preservação da integridade
física e psicológica da ofendida. O desrespeito configura caso de violência
doméstica familiar contra a mulher.
A guarda compartilhada não consiste em transformar o filho em objeto à
disposição de cada genitor, e, sim, em uma forma de amplo afeto entre eles, o que
torna imprescindível que exista entre os pais uma relação marcada pela harmonia e
pelo respeito, na qual não existam disputas nem conflitos. Não é mais possível,
porém, a relação harmônica entre vítima e agressor devido à desobediência à
medida protetiva, o que faz a vítima sentir-se ameaçada.
Posto isto e sempre conforme termo de declarações em anexo, infere-se que a
vítima necessita imediatamente do deferimento das medidas protetivas previstas na
Lei Maria da Penha, sobremaneira devido aos novos fatos: a revisão das medidas
protetivas anteriormente revogadas e a imposição de restrições à visitação ao
menor.
A “Maria da Penha” prevê que as medidas protetivas de urgência poderão ser
concedidas pelo juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida,
DE IMEDIATO, independentemente de audiência das partes, aplicadas isolada ou
cumulativamente, e ser substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficácia,
caso sejam necessárias à proteção da ofendida, de seus familiares e de seu
patrimônio e sempre que os direitos reconhecidos na citada Lei forem ameaçados
ou violados.
Pelo exposto, o Ministério Público requer o deferimento das medidas protetivas
de urgência ora pleiteadas, por entender que, no caso, cumprem-se os requisitos de
urgência e de necessidade de proteção.
Local, data.
Promotor de Justiça
www.mp.mg.gov.br, transcrito em 19/05/2012 (Texto adaptado)
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
Assinale a alternativa em que a redação NÃO mantém a ideia básica do trecho acima e nem preserva a relação de conclusão que existe entre as orações.
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
O termo sublinhado pode ser substituído, sem que haja erro linguístico, por
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
Analise as seguintes afirmativas referentes ao período acima.
I. O pronome “os” se refere a “sites”.
II. O verbo está no modo imperativo.
III. O pronome “os” pode ser substituído, sem prejuízo da correção, por “eles”.
IV. A forma de plural seria “reescrevam-os”.
A análise permite concluir que estão CORRETAS
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
O uso do acento indicativo de crase continua correto, se substituirmos o trecho sublinhado por
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
Assinale a alternativa em que o uso das aspas tem a mesma justificativa que no trecho acima sublinhado.
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
A forma verbal simples que corresponde exatamente ao tempo e modo da forma composta sublinhada acima é
Provas
COESÃO TEXTUAL
Os vestibulares já estão aí. Quem lê atentamente o programa de português de
vestibulares e concursos certamente encontra um item curto e grosso: "coesão
textual".
A coesão se ocupa essencialmente da "costura" do texto, o que inclui, por
exemplo, o emprego de termos que conectam as partes (uma palavra que retoma
ou substitui outra, já citada, por exemplo). Quando a coesão é bem-feita, a leitura
do texto flui, isto é, não é necessário voltar às passagens anteriores para que se
saiba do que ou de quem se fala.
Um dos expedientes de coesão mais utilizados é o lexical. Como se sabe, o
léxico é o "repertório de palavras existentes numa determinada língua" ("Houaiss").
Num texto sobre futebol, ocorre coesão lexical quando se emprega, por exemplo,
"o atacante" no lugar de um jogador que exerça essa função. É óbvio que o
emprego de "o atacante" só é possível se o nome do jogador em questão já tiver
sido citado no texto.
Bem, na verdade, a julgar pelo que se anda lendo aqui e ali, o meu "é óbvio"
não é tão óbvio assim. Veja este trecho, retirado de um “site”: "Duas pessoas
morreram e uma ficou ferida após terem sido atropeladas na manhã deste sábado.
[...] Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas eram ajudantes de jardinagem.
Eles trabalhavam no local quando o motorista do Toyota Hilux perdeu o controle da
direção e invadiu o canteiro. [...] O motorista do carro, um bancário de 32 anos, foi
preso em flagrante por homicídio doloso... [...] O homem se recusou a passar pelo
teste do bafômetro, mas, segundo o tenente da PM, Luís Gomes, o motorista
apresentava sinais de embriaguez, como... [...] Além disso, foram encontradas
garrafas de bebidas alcoólicas no veículo. Na delegacia, ele admitiu que voltava de
uma 'balada', onde havia ingerido bebida alcoólica. O bancário foi levado ao
Instituto Médico Legal para a realização de exame de dosagem alcoólica ou exame
clínico". Ufa! Você, caro leitor, percebeu que, de acordo com o texto, existe apenas
um Toyota Hilux na cidade em que ocorreu o acidente? Se não percebeu, volte ao
texto, por favor.
Notou também a verdadeira "salada" para se fazer referência ao motorista do
tal veículo? Num dos casos, ocorre um caso típico de mau emprego do expediente
de coesão.
O caro leitor quer se preparar para as já tradicionais questões que pedem que
se reescrevam adequadamente trechos como o que vimos? São muitos os “sites”
que são ultracarregados de textos ruins. Reescreva-os. Material não falta. Vá à
luta, pois. É isso.
PASQUALE, Cipro Neto. Folha de S. Paulo, 8 de dezembro 2011 (Texto adaptado).
Provas
Caderno Container