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Foram encontradas 80 questões.

2502247 Ano: 2014
Disciplina: Legislação do Ministério Público
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação que esteja totalmente correta.
 

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2502245 Ano: 2014
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Assinale a alternativa INCORRETA.

 

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2502244 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Instrução: A questão versam sobre aspectos da redação oficial.
No primeiro bloco, abaixo, estão listados os nomes de duas funções sintáticas; no segundo bloco, quatro enunciados que apresentam pronome oblíquo destacado com sublinha, o qual, no enunciado em que aparece, exerce uma dessas duas funções sintáticas.
Associe adequadamente o segundo bloco ao primeiro.
1. Objeto direto
2. Objeto indireto
( ) Os novos estagiários nunca lhe pediram o tal documento.
( ) O advogado mandou chamar-te para a audiência.
( ) Dá-me a impressão de que falta com a verdade.
( ) Considera-nos bons advogados.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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2502243 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Instrução: A questão versam sobre aspectos da redação oficial.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases abaixo, na ordem em que aparecem.
1. reuniões aqui nesta tarde.
2. divergências quanto a este caso.
3. haver duas audiências judiciais para que se possa encerrar o caso.
4. Se não suficientes recursos financeiros, o novo prédio do tribunal não teria sido construído.
 

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2502242 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Instrução: A questão versam sobre aspectos da redação oficial.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases abaixo, na ordem em que aparecem.
1. salas neste centro administrativo.
2. Na sede da OAB, seguidamente a palestras interessantes.
3. Na língua coloquial, reiteradamente erros de concordância.
 

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2502241 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Leia o enunciado que segue, retirado do texto.
Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs.
Considere abaixo as três propostas de reescrita desse enunciado.
1. Em certa medida, entretanto, esta fórmula não era nova: também podia ser uma transferência do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs.
2. Contudo, esta fórmula não era nova, pois também podia ser, até certo ponto, uma transposição do processo religioso da oposição entre bem e mal que se encontra nas tradições cristãs.
3. Esta fórmula não era nova; todavia, também podia ser uma transposição do princípio religioso bem versus mal presente, em certa medida, nas tradições cristãs.
Quais propostas são reescritas corretas, e equivalentes em termos de significado, do enunciado retirado do texto?
 

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2502228 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de "Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência e de crítica era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações sobre sinais de pontuação empregados no texto.
( ) O travessão poderia ser substituído por vírgula, sem prejuízo do significado e da correção do período.
( ) O ponto final poderia ser substituído por vírgula, desde que se inicie a frase seguinte com letra minúscula.
( ) A vírgula colocada depois da palavra Absolutismo poderia ser suprimida, sem prejuízo da correção do período.
( ) Os travessões poderiam ser suprimidos, sem prejuízo do significado e da correção do período.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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2502227 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações acerca de advérbios que ocorrem no texto.
( ) O uso do advérbio supostamente sugere que o autor do texto duvida do que Castro afirma em seu livro Microcosmo dos meteoros.
( ) O uso do advérbio terminantemente dá a entender que Ernest Cassirer era frontalmente contrário às ideias de Galileu registradas em O experimentador.
( ) O uso do advérbio unicamente sugere que apenas a tradição pode sustentar o princípio incontestável.
( ) O uso do advérbio paulatinamente indica que, de acordo com o autor, a opinião pública foi formada em etapas, de forma gradual.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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2502226 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Considere as seguintes afirmações sobre possibilidades de substituição de palavra do texto.
I. A substituição de utilizavam por se valiam não acarretaria outra alteração na frase.
II. A substituição de opondo-se por contestando acarretaria uma mudança na frase.
III. A substituição de aprovou por deu aprovação acarretaria uma mudança na frase.
Quais estão corretas?
 

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2502225 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: MPE-RS
Orgão: MPE-RS
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações acerca de segmentos do texto.
( ) Os segmentos ao conhecimento e das forças internas exercem a mesma função sintática nos contextos em que ocorrem.
( ) A forma verbal acabou tem como sujeito o segmento [d] o Estado moderno.
( ) O artigo definido a que se encontra antes de sua poderia ser suprimido, sem acarretar erro gramatical ou alteração de significado.
( ) A expressão na medida em que poderia ser substituída por à medida em que, sem que isso acarretasse incorreção.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
 

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