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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Considere os seguintes segmentos retirados do texto.
1. trevas da ignorância
2. tradições cristãs
2. tradições cristãs
3. ideias luminosas
4. conflitos religiosos
4. conflitos religiosos
Quais desses segmentos apresentam emprego de linguagem metafórica?
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de "Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale a alternativa em que as três palavras são acentuadas conforme a mesma regra gramatical.
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 18, 24, 31 e 36.
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Instrução: A questão refere-se ao trecho abaixo, extraído e adaptado de documento oficial.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
Considere as seguintes propostas de deslocamento de segmentos do trecho.
I. Deslocar moeda falsa para antes de em circulação.
II. Deslocar qualidade para antes de considerável.
III. Deslocar criminosa para antes de empreitada.
II. Deslocar qualidade para antes de considerável.
III. Deslocar criminosa para antes de empreitada.
Quais propostas estão corretas?
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Considere as seguintes afirmações acerca do conteúdo do texto.
I. No século XVIII, percebe-se a divisão entre esfera pública e esfera privada; é nesta última que o pensamento crítico se desenvolve.
II. Galileu inspirou-se claramente no livro de Estevão Rodrigues de Castro, publicado dois anos antes do livro-manifesto O experimentador.
III. O “Esclarecimento” defende a liberdade de pensamento e a consciência autônoma, sem nenhuma vinculação com leis criadas pelos governos.
Quais estão corretas de acordo com o texto?
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Instrução: A questão refere-se ao trecho abaixo, extraído e adaptado de documento oficial.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
Considere as seguintes propostas de substituição de segmentos do trecho.
I. Substituir incautos por ingênuos.
II. Substituir estreme de dúvidas por muito duvidosa.
III. Substituir consonância por conformidade.
II. Substituir estreme de dúvidas por muito duvidosa.
III. Substituir consonância por conformidade.
Quais propostas estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao trecho abaixo, extraído e adaptado de documento oficial.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 1, 4 e 7, nesta ordem.
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Segundo o historiador norte-americano Robert Darnton, o Iluminismo pode explicar qualquer coisa em qualquer área de realização humana a partir do século XVIII. É fato que letrados europeus da primeira metade daquele século utilizavam expressões que remetiam à luz da sabedoria em contraposição às trevas da ignorância. Esta fórmula, entretanto, não era nova – e também podia ser, em certa medida, uma transposição do processo religioso bem versus mal presente nas tradições cristãs. Esta dualidade está na própria raiz do Renascimento moderno, entre os séculos XV e XVI, sobretudo em sua crítica à Europa da Idade Média. Luz, luzes, ideias luminosas, esclarecimento eram expressões que os iluministas utilizavam para caracterizar seu programa – que incorporava uma nova atitude em relação ao conhecimento.
O livro-manifesto desta nova atitude é O experimentador, publicado por Galileu em 1623. Este livro foi inspirado no trabalho do português Estevão Rodrigues de Castro. O livro se chama Microcosmo dos meteoros e foi publicado em Florença em 1621. Castro reafirmava princípios supostamente sepultados pela autoridade científica acadêmica e religiosa da sua época. O experimentador, por sua vez, escrito de maneira polêmica e opondo-se diretamente ao conhecimento oficial, lançado com uma estratégia de publicidade que incluía o apoio do próprio papa, que aprovou o livro publicamente sem tê-lo lido, teve enorme impacto.
Segundo o filósofo alemão Ernest Cassirer, o século XVIII vai na mesma direção deste manifesto e rejeita terminantemente filosofia do conhecimento confrontada por Galileu no século XVII: a dedução a partir de um princípio incontestável, capaz de ser sustentado unicamente pela tradição. A filosofia da época, ao contrário, adotaria um método essencialmente diverso: a análise (ou crítica).
O historiador alemão Reinhart Koselleck, autor de Crítica e crise (1959), também remonta o problema ao século XVII, no qual esta transformação no método do conhecimento se relaciona com as discussões sobre a vida pública. Para ele, a questão é indissociável da constituição do Estado absolutista em meio guerras religiosas. A guerra civil na Inglaterra (1642-1651) impediu momentaneamente, segundo ele, a formação do Estado moderno. Mas acabou sendo o motivo do erguimento do Absolutismo, contra o qual, no século XVIII, se formaria esta crítica que chamamos de „Esclarecimento".
Acompanhando a consolidação da nova ordem monárquica do final do século XVII, Koselleck observa o apaziguamento das forças internas. De um lado, foi estabelecida uma esfera política, própria do rei, destituída do julgamento sobre o que é certo ou errado (ou seja, uma moral), e que obedece unicamente razão de Estado. De outro, uma esfera privada, que pode ser moral, na qual os filósofos estão livres para exercer a razão propriamente dita, isto é, o pensamento crítico sistemático.
Assim, no período em que os conflitos religiosos se generalizaram, alguns letrados observaram que a liberdade de consciência – e de crítica – era incompatível com a paz: a discordância pública sobre o que era certo ou errado levaria guerra. Deste modo passaria a existir uma nítida divisão entre o mundo exterior, político, no qual só quem fala é o monarca, e o mundo interior, em que o indivíduo esconde a sua consciência. É justamente aí, no espaço secreto da consciência, que vai se desenvolver o Iluminismo, ou Esclarecimento.
O processo do Esclarecimento é a projeção para o mundo público desta nova racionalidade. Isso terá um impacto ainda maior na medida em que o século XVIII vai conhecer uma inédita expansão da alfabetização e um significativo barateamento da produção de textos. Um autor que simboliza esta transposição de atitude de um mundo privado e científico para um mundo público e político é John Locke. Para ele, a capacidade individual de formar juízo existe independente da vontade do soberano, independente da autorização estatal, e extrapola a consciência individual. A sociedade se submete às suas próprias leis morais, que têm a mesma importância das leis civis. Forma-se, paulatinamente, a chamada “opinião pública”, capaz de definir o que é uma ação virtuosa – que deve ser encorajada, e uma ação viciosa – que é objeto de censura.
Adaptado de: ELIAS, R. Os filósofos do século XVIII só concordavam em um único ponto: podiam discordar, publicamente, usando a razão. Disponível em: <http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/essa-luzEssa luz>. Acesso em: 1 out. 2014.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações acerca da proposta de substituição de segmentos do texto, conforme estejam corretas ou não.
( ) A substituição de daquele século por desse século manteria o significado da frase.
( ) A substituição de sobretudo por mormente manteria o significado da frase.
( ) A substituição de do próprio papa por do papa em pessoa seria semanticamente adequada.
( ) A substituição de remonta por atribui seria semanticamente adequada.
( ) A substituição de sobretudo por mormente manteria o significado da frase.
( ) A substituição de do próprio papa por do papa em pessoa seria semanticamente adequada.
( ) A substituição de remonta por atribui seria semanticamente adequada.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Instrução: A questão refere-se ao trecho abaixo, extraído e adaptado de documento oficial.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
As condutas perpetradas pelo recorrente ações típicas e conscientes, dirigidas para as finalidades ilícitas de comprar, guardar e pôr em circulação moeda falsa. A materialidade delitiva restou evidenciada através de exame pericial, consignando os peritos que as falsificações eram de considerável qualidade, revestindo-se de aptidão para no meio circulante e enganar incautos. Outrossim, a participação do apelante na empreitada criminosa é estreme de dúvidas, até porque por ele confessada em juízo, em relato cujo teor guarda consonância com os demais depoimentos prestados tanto pelos corréus quanto pelas testemunhas. dos autos, ademais, que o recorrente, à época dos fatos, era sócio de um supermercado no centro de Cacimbinhas. Destarte, é razoável concluir tenha condições financeiras de arcar com os salários mínimos da sanção pecuniária hostilizada, além das custas processuais.
Considere as seguintes propostas de inserção de palavras no trecho.
I. Inserir foi antes de por ele.
II. Inserir de antes de cujo.
III. Inserir que antes de concluir.
II. Inserir de antes de cujo.
III. Inserir que antes de concluir.
Quais propostas estão corretas?
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Instrução: A questão versam sobre aspectos da redação oficial.
| Enunciado | Reescrita |
| 1. O advogado exige a punição do culpado. | O advogado exige que o culpado seja punido. |
| 2. Os advogados aspiravam à absolvição do réu. |
Os advogados aspiravam que fosse absolvido o réu.
|
| 3. O advogado tinha consciência do cumprimento do dever. | O advogado tinha consciência que cumpriu o dever. |
Quais propostas estão corretas?
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