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Respondida
À luz do CPC e do duplo grau de jurisdição obrigatório, assinale a alternativa correta.
Respondida
Em relação ao recurso especial, assinale a alternativa correta.
Respondida
Um programa de televisão de grande audiência exibiu, em 2024, um documentário reconstituindo um crime notório ocorrido na
década de 1980. O programa citou o nome do autor do crime, Y, que já cumpriu integralmente sua pena e vive em anonimato
há mais de vinte anos, ressocializado. Y ajuizou ação indenizatória por danos morais contra a emissora, invocando o Direito
ao Esquecimento, alegando que a reexposição de seu nome e imagem, sem fatos novos, viola sua dignidade, honra e ressocialização, não havendo interesse público atual na matéria. Considerando o entendimento do STF (Tema 786) sobre o Direito
ao Esquecimento na esfera cível, assinale a alternativa correta.
A
O STF definiu que o direito ao esquecimento deve ser aplicado ponderando-se os princípios em colisão, prevalecendo
o direito à intimidade sobre o direito à informação quando decorridos mais de trinta anos do fato, o que gera presunção
absoluta de dano moral (in re ipsa ) em favor de Y.
B
A liberdade de imprensa é absoluta e não admite controle posterior pelo Poder Judiciário, de modo que, sendo o fato verídico e de domínio público (arquivo judicial), não há possibilidade de responsabilização civil da emissora, nem mesmo em
casos de abuso ou sensacionalismo, sob pena de censura.
C
É incompatível com a CF a ideia de um direito ao esquecimento que possibilite impedir, em razão da passagem do tempo,
a divulgação de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e publicados pelos meios de comunicação social; contudo,
eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação podem ser analisados caso a
caso, gerando dever de indenizar.
D
O direito ao esquecimento aplica-se exclusivamente aos condenados criminalmente que já cumpriram pena, garantindo-lhes
o sigilo sobre seus antecedentes para fins civis e trabalhistas, de modo que a emissora responde objetivamente pelos danos
morais, salvo se obtiver consentimento prévio e expresso do biografado.
E
O STF reconheceu a existência do direito ao esquecimento como decorrência direta da dignidade da pessoa humana e
da vedação às penas de caráter perpétuo, impondo à emissora o dever de indenizar Y por reavivar fatos pretéritos que
prejudicam sua ressocialização, independentemente da veracidade da informação.
Respondida
Em uma unidade prisional estadual superlotada, um detento que cumpria pena em regime fechado foi encontrado morto em
sua cela. A perícia constatou asfixia mecânica por enforcamento (suicídio), utilizando-se de lençóis amarrados à grade da
ventilação. A família do detento ajuizou ação indenizatória contra o Estado, alegando falha no dever de custódia. O Estado,
em sua defesa, alegou culpa exclusiva da vítima, sustentando que o ato foi premeditado e executado em momento de recolhimento noturno, fora do alcance visual imediato dos agentes penitenciários, o que romperia o nexo de causalidade. À luz da
tese fixada pelo STF em sede de Repercussão Geral (Tema 592), assinale a alternativa correta sobre a responsabilidade civil
do Estado nesse caso.
A
O Estado responde objetivamente pela morte de detento, eis que é seu dever específico zelar pela integridade física dos
presos (art. 5º, XLIX, CF); no entanto, a responsabilidade estatal pode ser afastada caso o ente público comprove que a
morte não poderia ter sido evitada, ou seja, rompendo-se o nexo de causalidade pela prova de causa impeditiva de sua
atuação protetiva.
B
A responsabilidade civil do Estado, no caso de morte de detento sob sua custódia, é objetiva, fundamentada no risco administrativo; contudo, em caso de inobservância do dever específico de proteção, o Estado responderá independentemente
de prova do nexo causal, visto que a custódia transfere ao ente público a posição de segurador universal da integridade
do preso.
C
O suicídio de detento configura, invariavelmente, culpa exclusiva da vítima, excludente de responsabilidade civil que rompe
o nexo causal, salvo se comprovado que a administração prisional forneceu os meios materiais (instrumentos) para a prática
do ato, hipótese em que haverá responsabilidade solidária entre o Estado e os agentes de plantão.
D
Tratando-se de conduta omissiva do Estado (falta de vigilância), a responsabilidade é subjetiva, baseada na teoria da
faute du service (falta do serviço), cabendo à família do detento o ônus de provar que houve negligência, imprudência ou
imperícia específica dos agentes públicos no dia do evento.
E
A responsabilidade do Estado é objetiva em relação aos danos causados por seus agentes (comissivos), mas subjetiva em
relação a danos decorrentes de suicídio de presos; assim, a indenização só é devida se houver comprovação, por sentença
penal condenatória transitada em julgado, de que houve homicídio culposo ou doloso por parte dos agentes penitenciários.
Respondida
Uma empresa prestou serviços a um município sem contrato formal, mas com autorização verbal do prefeito, e não recebeu
pagamento. Posteriormente, o município alegou nulidade do ajuste por ausência de licitação. Considerando o Código Civil e a
jurisprudência do STJ, assinale a alternativa correta.
Respondida
Um condomínio contrata empresa para manutenção do elevador. Após a manutenção, ocorre acidente com um morador devido
à falha no equipamento. À luz do Código Civil, assinale a alternativa correta.
Respondida
Assinale a alternativa correta.
A
A empresa hospedeira de sítio na internet tem o dever de fiscalizar o conteúdo publicado e de retirá-lo do ar quando considerado ofensivo, sem intervenção do Judiciário, quando se tratar de conteúdo gerado por rede artificial de distribuição, e
responde civilmente pelos danos causados, mesmo comprovando que atuou diligentemente e em tempo.
B
O Estado não é responsável, na esfera cível, por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos
termos da teoria do risco administrativo, quando a perícia é inconclusiva sobre a origem de disparo fatal ou que cause
ferimento à vítima durante operações policiais e militares.
C
O Estado não responde objetivamente pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício de suas funções,
causem dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa, sob pena de
improbidade administrativa.
D
Nos termos do art. 37, § 6º, da CF, não se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do Estado por danos decorrentes
de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, mesmo quando demonstrado o nexo causal direto entre o
momento da fuga e a conduta praticada.
E
A empresa jornalística é civilmente responsável pela publicação de entrevista, por quaisquer meios, em que o entrevistado
imputa falsamente prática de crime a terceiro, mesmo quando o veículo de imprensa não tenha agido com má-fé.
Respondida
Assinale a alternativa correta, considerando o disposto no Código Civil e a jurisprudência consolidada do STJ.
A
Ninguém pode ser compelido a submeter-se a perícia médica determinada pelo juiz, uma vez que ninguém está obrigado
a produzir prova contra si mesmo, não podendo a recusa suprir a prova que se pretendia obter com o exame.
B
Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, assim considerados os danos emergentes e os lucros
cessantes, acrescidos de juros, atualização dos valores monetários e honorários de advogado.
C
Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, no prazo de dez anos, quando a lei
ou o ajuste entre as partes não lhe haja fixado prazo menor.
D
A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por despacho do juiz que ordenar a citação,
se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual. A demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência, exceto se proposta a ação perante
juiz incompetente.
E
Não corre o prazo decadencial entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal, entre ascendentes e descendentes,
durante o poder familiar, nem contra os absolutamente incapazes.
Respondida
Segundo a redação do Código Civil, assinale a alternativa correta.
A
Os bens dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal,
ou real, de cada uma dessas entidades, não são passíveis, em hipótese alguma, nem de usucapião, nem de alienação.
B
Têm domicílio necessário os menores de 18 anos, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.
C
Nas declarações de vontade, não se atenderá apenas ao sentido literal da linguagem, mas, na mesma medida, à intenção
nelas consubstanciada, levando-se em consideração a boa-fé e os usos e costumes do lugar de sua celebração.
D
É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado, no caso de coação,
do dia em que ela cessar e, no caso de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se
realizou o negócio jurídico.
E
É anulável o negócio jurídico por incapacidade relativa do agente, quando não revestir a forma prescrita em lei, ou por vício
resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.
Respondida
Assinale a alternativa correta.
A
Na disciplina do Código Civil, a pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, instituidores ou administradores;
porém, em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial,
pode o juiz, a requerimento da parte ou do Ministério Público, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica
beneficiados ou não pelo abuso.
B
De acordo com o Código Civil, para que se possa alterar o estatuto de fundação privada, é mister que a reforma, dentre
outros requisitos, seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de trinta dias, findo o qual, ou no caso
de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
C
A repristinação tácita não é admitida no ordenamento jurídico brasileiro; salvo disposição em contrário, a lei revogada não
tem a sua eficácia restaurada por ter a lei revogadora perdido a vigência ou sido declarada inconstitucional em sede de
controle abstrato de constitucionalidade.
D
De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, a responsabilização pessoal do gestor público por
suas decisões administrativas depende da demonstração do elemento subjetivo dolo, devendo ser avaliadas as circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente.
E
Os direitos da personalidade prestam-se à tutela da dignidade humana, não estão previstos em rol taxativo, são intransmissíveis, irrenunciáveis, oponíveis erga omnes e não estão sujeitos à prescrição. O STJ aceita, porém, que o exercício
de alguns direitos da personalidade sofra limitação voluntária, desde que, entre outras condições, não seja permanente
nem geral.