Foram encontradas 100 questões.
Respondida
Assinale a alternativa incorreta a respeito dos impactos no Direito Administrativo decorrentes
das alterações promovidas pela Lei nº 13.655/2018 na Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro (Decreto-Lei nº 4.657/1942, com redação dada pela Lei nº 12.376/2010).
Respondida
Assinale a alternativa correta sobre a desapropriação por utilidade pública (Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941).
A
Os concessionários, inclusive aqueles contratados nos termos da Lei nº 11.079, de 30 de
dezembro de 2004 (Lei de Parceria Público-Privada), permissionários, autorizatários e
arrendatários poderão promover a desapropriação, mediante autorização expressa
constante de lei ou contrato.
B
Comprovada a inviabilidade ou a perda objetiva do interesse público em manter a destinação do bem prevista no decreto expropriatório, o expropriante não poderá destinar
a área para outro fim, sob pena de incorrer em desvio de finalidade. O bem deve ser
alienado a qualquer interessado, assegurado o direito de preferência à pessoa física ou
jurídica desapropriada.
C
Notificado do ato de declaração de utilidade pública e da oferta de indenização, o
proprietário terá quinze dias para aceitar ou rejeitar o valor proposto. O silêncio do
proprietário implicará aprovação, autorizando a formação de título hábil para a
transcrição no registro de imóveis.
D
O expropriante responde por tributos incidentes sobre o imóvel expropriado, ainda que o
período de ocorrência dos fatos geradores seja anterior ao ato de aquisição originária da
propriedade pelo ente responsável pela desapropriação.
E
O decreto de utilidade pública não extingue a propriedade privada nem restringe a posse
do particular, implicando apenas o início da fase de desapropriação propriamente dita.
Assim, enquanto não concluído o procedimento, com a transcrição no registro de imóveis,
constitui abuso de poder o ingresso ou a inspeção das áreas compreendidas na
declaração por autoridades ou representantes do expropriante, que poderá ser obrigado
a indenizar o proprietário por danos morais, sem prejuízo da ação penal cabível.
Respondida
Assinale a alternativa correta a respeito da cláusula de step-in rights nas concessões reguladas
pela Lei nº 11.079/2004 (parcerias público-privadas nas modalidades patrocinada e
administrativa).
A
A outorga da administração temporária da sociedade de propósito específico (SPE)
confere ao financiador o poder de indicar os membros do Conselho de Administração e
do Conselho Fiscal, bem como o de exercer o veto às propostas discriminadas em lei. No
entanto, em caso de inadimplemento, desde que haja anuência do poder concedente,
o financiador poderá incorporar ao seu patrimônio as ações da concessionária, uma vez
que essa prática não viola a vedação ao pacto comissório, exclusiva dos contratos de
direito privado.
B
Considerando que uma das diretrizes para a contratação de parceria público-privada é a
“repartição objetiva de riscos entre as partes” (artigo 4º, VI, da Lei nº 11.079/2004), a
administração temporária acarretará responsabilidade aos financiadores e garantidores
em relação a tributação, encargos, ônus, sanções, obrigações ou compromissos com
terceiros, inclusive aos assumidos pela concessionária desde o início da vigência do
contrato.
C
As normas de regência desse mecanismo permitem que os financiadores assumam
temporariamente o controle acionário da sociedade de propósito específico (SPE) em
caso de gestão ineficiente e risco de não recebimento do crédito. É vedado ao
financiador, do qual não se exige prévia comprovação de capacidade técnica, assumir
em definitivo a execução do objeto da contratação, cabendo-lhe agir temporariamente
para promover a reestruturação financeira da concessionária.
D
O contrato de parceria público-privada é personalíssimo (intuitu personae ), podendo ser
executado apenas pelo contratado original, isto é, o vencedor do certame licitatório;
assim, a alienação definitiva do controle da concessão a terceiro, ainda que autorizada
pelo poder concedente, implica inadmissível inserção de terceiro estranho à relação
contratual original.
E
Todas as alternativas estão incorretas .
Respondida
A Constituição Federal garante a proteção das pessoas com deficiência e veda qualquer
forma de discriminação. Além disso, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência,
que possui status constitucional (conferido pelo artigo 5º, § 3º da Constituição Federal, por meio
do Decreto no 6.949/2009), assegura o pleno exercício de todos os direitos humanos a essa
parcela da população.
Nesse contexto, considerando que a autonomia das pessoas com deficiência está diretamente
relacionada à acessibilidade, é correto afirmar que as locadoras de veículos
A
não são obrigadas a manter veículos adaptados em sua frota, uma vez que os condutores
nessa condição representam um percentual pouco expressivo (pessoas totalmente cegas,
tetraplégicas, com deficiência auditiva bilateral total, são exemplos de pessoas com
deficiência que não estão aptas à habilitação).
B
não são obrigadas a disponibilizar veículos adaptados para pessoas com deficiência, uma
vez que o princípio constitucional da livre iniciativa garante liberdade na composição de sua frota.
C
são obrigadas a oferecer 5 (cinco) veículos adaptados para uso de pessoa com
deficiência, sendo que o veículo adaptado deve ter, no mínimo, câmbio automático.
D
são obrigadas a oferecer 1 (um) veículo adaptado para uso de pessoa com deficiência,
a cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota. O veículo adaptado deverá conter,
no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais
de freio e embreagem.
E
são obrigadas a oferecer veículos adaptados para uso de pessoa com deficiência,
considerando individualmente as necessidades do usuário.
Respondida
A comercialização de produtos alimentícios classificados como fórmulas infantis para
lactentes (crianças de até 11 meses e 29 dias) deve atender a uma série de exigências legais e
normativas, garantindo a proteção do consumidor e a promoção da saúde pública.
Nesse sentido, é correto afirmar que a oferta desses produtos
A
deve estar em conformidade com o princípio da veracidade, de acordo com o disposto
no § 1º do artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. Assim, qualquer informação ou
comunicação publicitária que seja total ou parcialmente falsa, omissa ou capaz de induzir
o consumidor a erro sobre a natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço ou qualquer outro aspecto do produto será considerada
enganosa.
B
é vedada (esse tipo de publicidade) pelo ordenamento jurídico brasileiro, em razão da
prioridade conferida ao incentivo ao aleitamento materno.
C
é assegurada aos fornecedores com base no princípio da liberdade de iniciativa
econômica. No entanto, essa comercialização deve observar os princípios estabelecidos
no artigo 170 da Constituição Federal, especialmente a “defesa do consumidor” (inciso IV),
garantindo que a ordem econômica promova uma existência digna para todos, conforme
os ditames da justiça social.
D
deve conter, nas embalagens e materiais informativos, os dizeres “O Ministério da Saúde
informa: o aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os dois
anos de idade ou mais”.
E
deve respeitar os deveres de informação previstos no artigo 31 do Código de Defesa do
Consumidor, assegurando que o consumidor tenha acesso a dados claros, precisos e
ostensivos sobre o produto.
Respondida
A Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, conhecida como Estatuto da Pessoa Idosa, assegura
que toda pessoa idosa desfrute dos direitos fundamentais inerentes à dignidade humana. Isso
inclui a preservação da saúde física e mental, bem como seu desenvolvimento moral, intelectual,
espiritual e social, sempre em condições de liberdade e respeito. Com base no Estatuto da Pessoa Idosa, assinale a alternativa correta.
Respondida
No contexto da imunização por meio de vacinas incluídas no Programa Nacional de
Imunizações, assinale a alternativa incorreta .
A
Os pais têm o dever legal de assegurar a vacinação dos filhos menores, pois se trata de
uma norma de ordem pública destinada a proteger não apenas a saúde da criança e do
adolescente, mas também a de toda a sociedade.
B
No conflito entre as convicções pessoais dos pais e o direito da coletividade, prevalece o
direito à saúde da criança e do adolescente. As vacinas determinadas pelas autoridades
sanitárias possuem respaldo científico e, de modo geral, não apresentam riscos à saúde. A
única exceção à obrigatoriedade ocorre quando houver contraindicação médica
devidamente comprovada por atestado.
C
No caso de recusa dos pais em cumprir eventual determinação judicial para regularizar a
vacinação dos filhos menores, podem ser adotadas medidas coercitivas, como a busca e
apreensão da criança ou do adolescente, além da suspensão temporária do poder
familiar para essa finalidade específica.
D
A recusa dos pais em vacinar os filhos menores configura infração sanitária. Além de
colocar em risco a saúde da própria criança, essa conduta compromete a imunidade
coletiva, favorecendo a disseminação de doenças evitáveis.
E
Impor aos pais a obrigatoriedade de vacinar os filhos menores viola a liberdade de
consciência e organização familiar e, consequentemente, pode afetar sua liberdade
filosófica e religiosa.
Respondida
Assinale a alternativa incorreta .
A
No caso de múltiplas ações civis públicas de abrangência nacional ou regional, uma vez
fixada a competência nos termos do Código de Defesa do Consumidor, prevalecerá a
prevenção do juízo que primeiro conheceu de uma delas para o julgamento de todas as
ações conexas.
B
A sentença proferida em ação civil pública possui eficácia de coisa julgada erga omnes,
nos limites da competência territorial do juízo prolator. No entanto, caso a ação seja
julgada improcedente por insuficiência de provas, qualquer legitimado poderá propor
nova ação com o mesmo fundamento, desde que apresente novas provas.
C
A sentença proferida em ação civil pública faz coisa julgada erga omnes, salvo quando a
improcedência decorrer da insuficiência de provas. Nessa hipótese, qualquer legitimado
poderá ajuizar nova ação com idêntico fundamento, desde que apresente novas provas.
D
Os efeitos da coisa julgada da sentença proferida em ação civil pública têm que ser
analisados em consonância com o microssistema dos processos coletivos, cuja principal
finalidade é a proteção dos direitos metaindividuais. Assim, a decisão judicial deve
abranger todos os potenciais beneficiários.
E
A competência para o julgamento da ação civil pública envolvendo danos de
abrangência nacional ou regional será do foro da Capital do Estado ou do Distrito Federal.
Respondida
Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença condenatória genérica proferida em
ação coletiva – devidamente publicizada por meio de edital, contendo seu inteiro teor – sem que
tenha ocorrido a habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano:
A
os legitimados para a propositura da ação civil pública (artigo 82 do Código de Defesa do
Consumidor) podem promover a liquidação e execução, na qual será apurado o
montante devido às vítimas indeterminadas, sendo o valor obtido revertido ao Fundo de
Defesa de Direitos Difusos, instituído pela Lei nº 7.347/1985.
B
a liquidação será iniciada com o objetivo de viabilizar a indenização fluida (fluid recovery ),
extinguindo o direito das vítimas de liquidar e executar individualmente seus créditos.
C
os legitimados à propositura da ação podem promover a liquidação coletiva, apurando o
montante devido às vítimas indeterminadas, cujo valor será distribuído entre aquelas que
vierem a habilitar-se.
D
o processo será suspenso, com a publicação de editais pelo prazo de cinco anos, a fim de
permitir que eventuais vítimas se habilitem.
E
os legitimados à propositura da ação coletiva podem promover a liquidação, hipótese em
que atuarão como substitutos processuais, defendendo em nome próprio, interesse de
terceiros.
Respondida
No que se refere à disciplina jurídica sobre o superendividamento do consumidor, é correto
afirmar que
A
o superendividamento se caracteriza pela impossibilidade evidente de o consumidor,
pessoa natural ou jurídica e de boa-fé, quitar a totalidade de suas dívidas de consumo,
exigíveis e vincendas.
B
no processo de superendividamento, o juiz poderá nomear um administrador, às custas do
consumidor, responsável por apresentar um plano de pagamento aos credores.
C
é vedada, expressa ou implicitamente, a oferta de crédito ao consumidor, indicar que a
operação poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem
avaliação da situação financeira do consumidor.
D
as dívidas passíveis de repactuação abrangem quaisquer obrigações financeiras
decorrentes de relações de consumo, exceto aquelas oriundas de compras a prazo e
contratos de prestação continuada.
E
o direito de arrependimento de 7 dias, previsto no artigo 49 do Código de Defesa do
Consumidor, também se aplica ao consumidor de crédito consignado, inclusive quando a
contratação ocorrer de forma presencial, por força do disposto no artigo 54-E, § 2º do
Código de Defesa do Consumidor, inserido pela Lei nº 14.181/2021.