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Foram encontradas 80 questões.

3691225 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU

O campo da antropologia pericial envolve uma responsabilidade na afirmação de direitos socioculturais. Por esse motivo, a credibilidade da perícia antropológica na emissão de laudos pressupõe a observância de fundamentos éticos. Analise os princípios éticos da pesquisa antropológica aplicados ao campo pericial listados a seguir.

I. O conhecimento antropológico deve estar embasado em pesquisa empírica.

II. O sujeito pesquisado deve ser respeitado, ou seja, suas informações não podem ser descontextualizadas ou adulteradas expondo-o a riscos, e ele deve ter acesso ao conhecimento e à avaliação dos resultados da pesquisa.

III. O antropólogo tem um compromisso com a sociedade; logo, o resultado do seu trabalho deve ser aberto e transparente. (Adaptado de AMORIM, Elaine et al. “A ética na pesquisa antropológica no campo pericial”, 2009)

A respeito da fundamentação ética do trabalho pericial, está correto o que se afirma em:

 

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3691224 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
A discussão sobre a categoria de “povos e comunidades tradicionais” afirma-se na antropologia brasileira em meados da década de 1980, no âmbito dos debates sobre a presença humana em áreas protegidas. Para Lucila Vianna: “Como sua definição é vaga, ela é usada como instrumento de defesa de território de diversos grupos sociais – não só das próprias ‘populações tradicionais’, mas de todos os que querem permanecer em uma unidade de conservação. As populações consideradas não ‘tradicionais’ – leia-se destruidoras da natureza – também se apropriaram, no começo, da única possibilidade de permanência em seus locais de uso e moradia, unindo-se às ‘populações tradicionais’ nos movimentos organizados”. (Adaptado de VIANNA, L. P. De invisíveis a protagonistas: populações tradicionais e unidades de conservação. São Paulo: AnnaBlume e Fapesp, 2008, p. 226) Com base no trecho acima, a afirmativa cuja definição de “povos e comunidades tradicionais” está de acordo com a reflexão proposta por L. Vianna é:
 

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3691223 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
Os demarcadores de identidade quilombola são elementos culturais, históricos, sociais e territoriais que fundamentam o pertencimento dos indivíduos a comunidades quilombolas. Entre comunidades quilombolas do Sudeste do Brasil, o jongo é um dos principais marcadores de identidade e uma prática de resistência e manutenção das tradições de matriz africana. Considerando as possibilidades de interpretação do jongo como demarcador de identidade quilombola, é correto afirmar que:
 

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3691222 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
“Antônio Bispo dos Santos (1959-2023) nasceu no Vale do Rio Berlengas (Piauí) e foi formado pelos ensinamentos de mestras e mestres de ofício do quilombo Saco-Curtume, no município de São João do Piauí; completou o ensino fundamental, tornando-se o primeiro de sua família a ter acesso à alfabetização. Nego Bispo, como também é conhecido, é uma liderança quilombola cuja militância está ancorada ao conceito de ‘contra-colonização’, o qual postula uma relação entre regimes sociopolíticos e cosmológicos.” (Adaptado de https://ea.fflch.usp.br/autor/antonio-bispo-dossantos) Por contracolonização, Nego Bispo compreende:
 

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3691221 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
Leia as considerações sobre xamanismo de Els Lagrou, antropóloga especializada em estudos ameríndios:
“A consciência de que tudo está conectado e que todas as ações produzem reações, não somente gestos como também palavras, imagens vistas e pensamentos cultivados, é o que subjaz ao conhecimento xamanístico. Entre os Huni Kuin (Kaxinawá), o xamã se expressa pela performance e pelo canto que produz as visões, permitindo guiar as pessoas que participam desse ritual e ensinando-as a ver aquilo que se procura ver e, principalmente, a não se perder sob o efeito de bebidas visionárias. No caso dos Kaxinawa, os desenhos ganham um papel crucial nesse mundo visionário, pois eles são como caminhos que permitem ‘ver’ a realidade sob diferentes perspectivas”.
(Adaptado de https://revistausina.com/2015/07/15/entrevistacom-els-lagrou/)
No trecho acima, o fenômeno do xamanismo é interpretado como:
 

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3691220 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU

Enunciado 4443420-1

Indígenas participam de marcha após a criação do G9, durante a programação da COP16, em Cali (Colômbia), em outubro de 2024.

Em outubro de 2024, em Cali (Colômbia), no contexto da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP16), organizações indígenas lançaram duas iniciativas: o “G9 da Amazônia Indígena”, uma coalizão para proteção da floresta nos nove países amazônicos, e o manifesto que pede a participação indígena na presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), prevista para novembro de 2025, em Belém (Pará).

A respeito do crescente protagonismo diplomático de lideranças indígenas, as iniciativas citadas exemplificam que:

 

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3691219 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
Em A Sociedade contra o Estado (1974), o filósofo e etnólogo Pierre Clastres lançou as bases para uma nova antropologia política: “Os povos sem escrita não são menos adultos que as sociedades letradas. Sua história é tão profunda quanto a nossa e, a não ser por racismo, não há por que julgá-los incapazes de refletir sobre a sua própria experiência e de dar a seus problemas as soluções apropriadas. É exatamente por isso que não nos poderíamos contentar em enunciar que nas sociedades onde não se observa a relação de comando-obediência (isto é, nas sociedades sem poder político), a vida do grupo como projeto coletivo se mantém através do controle social imediato, imediatamente qualificado de apolítico. O que precisamente se entende por isso? Qual é o referente político que permite, por oposição, falar de apolítico?” (Adaptado de CLASTRES, P. A Sociedade contra o Estado: pesquisas de antropologia política. Rio de Janeiro: F. Alves, 1978, p. 16). Com base no trecho, é correto afirmar que a antropologia política defendida por Pierre Clastres:
 

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3691218 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
Para Sherry Ortner, o principal legado da antropologia geertziana tem sido a questão de como “os símbolos modelam os modos em que os atores sociais veem, sentem e pensam sobre o mundo ou, em outras palavras, como os símbolos operam enquanto veículos de ‘cultura’”. (Adaptado de Ortner, S. B. Teoria na antropologia desde os anos 60. In: Mana, 17(2), 2011, p. 421) Para Geertz, sistemas culturais como os calendários balineses são objeto de análise antropológica para:
 

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3691217 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
O Ensaio sobre a dádiva de Marcel Mauss foi publicado originalmente na revista Année Sociologique (1923-1924), sendo considerado uma obra central para a teoria antropológica. A respeito das noções de dom, troca e reciprocidade mobilizadas no ensaio citado, é correto afirmar que:
 

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3691216 Ano: 2025
Disciplina: Antropologia
Banca: FGV
Orgão: MPU
Em Dois pequenos problemas com a lei terra intangível para os Kisêdjê, Marcela Coelho de Souza examina a conexão entre o povo Kisêdjê e a terra. A autora propõe o conceito de “terra intangível”, que desafia a compreensão ocidental de propriedade e posse. A autora argumenta que:
"A despeito do possessivo na expressão nossa terra, não acredito que esta ‘terra’ de que estejam falando seja mais dócil ao instituto da propriedade e à medição e delimitação que ele implica. As imagens — legais ou científicas — de terra como bem imóvel ou substrato físico são analogias muito pobres para a compreensão do que está em jogo para os Kisêdjê” (Coelho de Souza, 2017, p. 123).
A "terra intangível" para o povo Kisêdjê pode ser compreendida como:
 

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