Magna Concursos

Foram encontradas 120 questões.

2641091 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Uma das constantes aspirações dos homens é a de viver em uma sociedade de iguais. Mas é claro que as desigualdades naturais são muito mais difíceis de vencer que as desigualdades sociais. Por essa razão, aqueles que resistem às reivindicações de maior igualdade são levados a considerar que as desigualdades são, em sua maior parte, naturais e, como tais, invencíveis ou mais dificilmente superáveis. Ao contrário, aqueles que lutam por maior igualdade estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas. Pense-se no príncipe dos escritores igualitários: Rousseau. No Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, ele sustenta que a natureza fez os homens iguais e a civilização os tornou desiguais ou, em outras palavras, que as desigualdades entre os homens têm uma origem social e, por isso, o homem, voltando à natureza, pode retornar à igualdade. Experimente-se agora considerar o príncipe dos escritores não igualitários: Nietzsche. Para o autor de Além do Bem e do Mal, os homens são, por natureza, desiguais e apenas a sociedade, com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão, é que fez que eles se tornassem iguais. Onde Rousseau vê desigualdades artificiais e, portanto, condenáveis e superáveis, Nietzsche vê desigualdades naturais e, portanto, não condenáveis nem superáveis. Ao passo que em nome da igualdade natural o igualitário condena as desigualdades sociais, em nome da desigualdade natural o não igualitário condena a igualdade social.
A diferença entre desigualdade natural e desigualdade social é relevante para o problema do preconceito pela seguinte razão: com frequência, o preconceito nasce da superposição à desigualdade natural de uma desigualdade social que não é reconhecida como tal, sem, portanto, que se reconheça que a desigualdade natural foi agravada pela superposição de uma desigualdade criada pela sociedade e que, ao não ser reconhecida como tal, é considerada ineliminável.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: Ed. UNESP, 2002, p. 112-3 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e à estrutura linguística do texto acima.
Infere-se do texto que o preconceito se fundamenta em uma desigualdade que pode ser eliminada.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641090 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Uma das constantes aspirações dos homens é a de viver em uma sociedade de iguais. Mas é claro que as desigualdades naturais são muito mais difíceis de vencer que as desigualdades sociais. Por essa razão, aqueles que resistem às reivindicações de maior igualdade são levados a considerar que as desigualdades são, em sua maior parte, naturais e, como tais, invencíveis ou mais dificilmente superáveis. Ao contrário, aqueles que lutam por maior igualdade estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas. Pense-se no príncipe dos escritores igualitários: Rousseau. No Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, ele sustenta que a natureza fez os homens iguais e a civilização os tornou desiguais ou, em outras palavras, que as desigualdades entre os homens têm uma origem social e, por isso, o homem, voltando à natureza, pode retornar à igualdade. Experimente-se agora considerar o príncipe dos escritores não igualitários: Nietzsche. Para o autor de Além do Bem e do Mal, os homens são, por natureza, desiguais e apenas a sociedade, com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão, é que fez que eles se tornassem iguais. Onde Rousseau vê desigualdades artificiais e, portanto, condenáveis e superáveis, Nietzsche vê desigualdades naturais e, portanto, não condenáveis nem superáveis. Ao passo que em nome da igualdade natural o igualitário condena as desigualdades sociais, em nome da desigualdade natural o não igualitário condena a igualdade social.
A diferença entre desigualdade natural e desigualdade social é relevante para o problema do preconceito pela seguinte razão: com frequência, o preconceito nasce da superposição à desigualdade natural de uma desigualdade social que não é reconhecida como tal, sem, portanto, que se reconheça que a desigualdade natural foi agravada pela superposição de uma desigualdade criada pela sociedade e que, ao não ser reconhecida como tal, é considerada ineliminável.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: Ed. UNESP, 2002, p. 112-3 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e à estrutura linguística do texto acima.
Ao citar Rousseau e Nietzsche, o autor emprega, no desenvolvimento do primeiro parágrafo, um recurso próprio do texto dissertativo-argumentativo, que consiste em fundamentar sua ideia por meio de analogia.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641089 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Uma das constantes aspirações dos homens é a de viver em uma sociedade de iguais. Mas é claro que as desigualdades naturais são muito mais difíceis de vencer que as desigualdades sociais. Por essa razão, aqueles que resistem às reivindicações de maior igualdade são levados a considerar que as desigualdades são, em sua maior parte, naturais e, como tais, invencíveis ou mais dificilmente superáveis. Ao contrário, aqueles que lutam por maior igualdade estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas. Pense-se no príncipe dos escritores igualitários: Rousseau. No Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, ele sustenta que a natureza fez os homens iguais e a civilização os tornou desiguais ou, em outras palavras, que as desigualdades entre os homens têm uma origem social e, por isso, o homem, voltando à natureza, pode retornar à igualdade. Experimente-se agora considerar o príncipe dos escritores não igualitários: Nietzsche. Para o autor de Além do Bem e do Mal, os homens são, por natureza, desiguais e apenas a sociedade, com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão, é que fez que eles se tornassem iguais. Onde Rousseau vê desigualdades artificiais e, portanto, condenáveis e superáveis, Nietzsche vê desigualdades naturais e, portanto, não condenáveis nem superáveis. Ao passo que em nome da igualdade natural o igualitário condena as desigualdades sociais, em nome da desigualdade natural o não igualitário condena a igualdade social.
A diferença entre desigualdade natural e desigualdade social é relevante para o problema do preconceito pela seguinte razão: com frequência, o preconceito nasce da superposição à desigualdade natural de uma desigualdade social que não é reconhecida como tal, sem, portanto, que se reconheça que a desigualdade natural foi agravada pela superposição de uma desigualdade criada pela sociedade e que, ao não ser reconhecida como tal, é considerada ineliminável.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: Ed. UNESP, 2002, p. 112-3 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e à estrutura linguística do texto acima.
Depreende-se do texto que a distinção entre desigualdade natural e desigualdade social está relacionada à capacidade que a natureza humana tem de aceitar as diferenças raciais, sociais e religiosas.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641088 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Uma das constantes aspirações dos homens é a de viver em uma sociedade de iguais. Mas é claro que as desigualdades naturais são muito mais difíceis de vencer que as desigualdades sociais. Por essa razão, aqueles que resistem às reivindicações de maior igualdade são levados a considerar que as desigualdades são, em sua maior parte, naturais e, como tais, invencíveis ou mais dificilmente superáveis. Ao contrário, aqueles que lutam por maior igualdade estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas. Pense-se no príncipe dos escritores igualitários: Rousseau. No Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, ele sustenta que a natureza fez os homens iguais e a civilização os tornou desiguais ou, em outras palavras, que as desigualdades entre os homens têm uma origem social e, por isso, o homem, voltando à natureza, pode retornar à igualdade. Experimente-se agora considerar o príncipe dos escritores não igualitários: Nietzsche. Para o autor de Além do Bem e do Mal, os homens são, por natureza, desiguais e apenas a sociedade, com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão, é que fez que eles se tornassem iguais. Onde Rousseau vê desigualdades artificiais e, portanto, condenáveis e superáveis, Nietzsche vê desigualdades naturais e, portanto, não condenáveis nem superáveis. Ao passo que em nome da igualdade natural o igualitário condena as desigualdades sociais, em nome da desigualdade natural o não igualitário condena a igualdade social.
A diferença entre desigualdade natural e desigualdade social é relevante para o problema do preconceito pela seguinte razão: com frequência, o preconceito nasce da superposição à desigualdade natural de uma desigualdade social que não é reconhecida como tal, sem, portanto, que se reconheça que a desigualdade natural foi agravada pela superposição de uma desigualdade criada pela sociedade e que, ao não ser reconhecida como tal, é considerada ineliminável.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: Ed. UNESP, 2002, p. 112-3 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e à estrutura linguística do texto acima.
No trecho “com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão”, a vírgula é empregada para separar elementos que exercem a mesma função sintática na oração.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641087 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES

Uma das constantes aspirações dos homens é a de viver em uma sociedade de iguais. Mas é claro que as desigualdades naturais são muito mais difíceis de vencer que as desigualdades sociais. Por essa razão, aqueles que resistem às reivindicações de maior igualdade são levados a considerar que as desigualdades são, em sua maior parte, naturais e, como tais, invencíveis ou mais dificilmente superáveis. Ao contrário, aqueles que lutam por maior igualdade estão convencidos de que as desigualdades são, em sua maior parte, sociais ou históricas. Pense-se no príncipe dos escritores igualitários: Rousseau. No Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, ele sustenta que a natureza fez os homens iguais e a civilização os tornou desiguais ou, em outras palavras, que as desigualdades entre os homens têm uma origem social e, por isso, o homem, voltando à natureza, pode retornar à igualdade. Experimente-se agora considerar o príncipe dos escritores não igualitários: Nietzsche. Para o autor de Além do Bem e do Mal, os homens são, por natureza, desiguais e apenas a sociedade, com sua moral de rebanho, com sua religião baseada na compaixão, é que fez que eles se tornassem iguais. Onde Rousseau vê desigualdades artificiais e, portanto, condenáveis e superáveis, Nietzsche vê desigualdades naturais e, portanto, não condenáveis nem superáveis. Ao passo que em nome da igualdade natural o igualitário condena as desigualdades sociais, em nome da desigualdade natural o não igualitário condena a igualdade social.

A diferença entre desigualdade natural e desigualdade social é relevante para o problema do preconceito pela seguinte razão: com frequência, o preconceito nasce da superposição à desigualdade natural de uma desigualdade social que não é reconhecida como tal, sem, portanto, que se reconheça que a desigualdade natural foi agravada pela superposição de uma desigualdade criada pela sociedade e que, ao não ser reconhecida como tal, é considerada ineliminável.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. São Paulo: Ed. UNESP, 2002, p. 112-3 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e à estrutura linguística do texto acima.

Os vocábulos “espécies”, “difíceis” e “históricas” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641086 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Eu não gosto de ninguém, ele quase respondeu, refreando-se a tempo; faz sentido, ele mesmo concluía — é o pior momento da minha vida, sem a mulher, sem o filho, sem dinheiro, e desgraçadamente sem literatura. Uma letra de tango. Ou “um maneirista da própria sombra”, como escreveu Eusébio de Mattos no Suplemento de Arte, demolindo-o até a última linha com o sadismo certeiro dos grandes críticos. Para um país sem crítica, aquele texto chegava a ser uma boa surpresa, ainda que deixasse entrever mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto, o tsc tsc tsc diante de um escritor que nunca “chegou lá” na corrida de cavalos letrados do panorama nacional — e Donetti sentiu a respiração opressa pelo rancor. O célebre homem brasileiro cordial é cordial não porque seja polido, o que ele nunca foi, mas porque nada nunca passa pelo cérebro antes de chegar à vida — é só um coração batendo forte no meio da rua, que é o seu lugar.
Cristovão Tezza. Um erro emocional. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 91 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item a seguir.
No trecho “mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto”, a substituição da conjunção “que” por do que manteria a correção gramatical da relação comparativa.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641085 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Eu não gosto de ninguém, ele quase respondeu, refreando-se a tempo; faz sentido, ele mesmo concluía — é o pior momento da minha vida, sem a mulher, sem o filho, sem dinheiro, e desgraçadamente sem literatura. Uma letra de tango. Ou “um maneirista da própria sombra”, como escreveu Eusébio de Mattos no Suplemento de Arte, demolindo-o até a última linha com o sadismo certeiro dos grandes críticos. Para um país sem crítica, aquele texto chegava a ser uma boa surpresa, ainda que deixasse entrever mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto, o tsc tsc tsc diante de um escritor que nunca “chegou lá” na corrida de cavalos letrados do panorama nacional — e Donetti sentiu a respiração opressa pelo rancor. O célebre homem brasileiro cordial é cordial não porque seja polido, o que ele nunca foi, mas porque nada nunca passa pelo cérebro antes de chegar à vida — é só um coração batendo forte no meio da rua, que é o seu lugar.
Cristovão Tezza. Um erro emocional. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 91 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item a seguir.
No trecho “ainda que deixasse entrever”, a locução conjuntiva “ainda que” poderia ser substituída por embora, sem que fosse alterado o sentido da oração.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641084 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Eu não gosto de ninguém, ele quase respondeu, refreando-se a tempo; faz sentido, ele mesmo concluía — é o pior momento da minha vida, sem a mulher, sem o filho, sem dinheiro, e desgraçadamente sem literatura. Uma letra de tango. Ou “um maneirista da própria sombra”, como escreveu Eusébio de Mattos no Suplemento de Arte, demolindo-o até a última linha com o sadismo certeiro dos grandes críticos. Para um país sem crítica, aquele texto chegava a ser uma boa surpresa, ainda que deixasse entrever mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto, o tsc tsc tsc diante de um escritor que nunca “chegou lá” na corrida de cavalos letrados do panorama nacional — e Donetti sentiu a respiração opressa pelo rancor. O célebre homem brasileiro cordial é cordial não porque seja polido, o que ele nunca foi, mas porque nada nunca passa pelo cérebro antes de chegar à vida — é só um coração batendo forte no meio da rua, que é o seu lugar.
Cristovão Tezza. Um erro emocional. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 91 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item a seguir.
No trecho “demolindo-o até a última linha”, o pronome exerce a função de objeto direto e poderia ser substituído por “Donetti”.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641083 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Eu não gosto de ninguém, ele quase respondeu, refreando-se a tempo; faz sentido, ele mesmo concluía — é o pior momento da minha vida, sem a mulher, sem o filho, sem dinheiro, e desgraçadamente sem literatura. Uma letra de tango. Ou “um maneirista da própria sombra”, como escreveu Eusébio de Mattos no Suplemento de Arte, demolindo-o até a última linha com o sadismo certeiro dos grandes críticos. Para um país sem crítica, aquele texto chegava a ser uma boa surpresa, ainda que deixasse entrever mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto, o tsc tsc tsc diante de um escritor que nunca “chegou lá” na corrida de cavalos letrados do panorama nacional — e Donetti sentiu a respiração opressa pelo rancor. O célebre homem brasileiro cordial é cordial não porque seja polido, o que ele nunca foi, mas porque nada nunca passa pelo cérebro antes de chegar à vida — é só um coração batendo forte no meio da rua, que é o seu lugar.
Cristovão Tezza. Um erro emocional. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 91 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item a seguir.
Em ‘um maneirista da própria sombra’ e ‘chegou lá’, as aspas são empregadas com a função de realçar ironicamente as expressões.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2641082 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PC-ES
Eu não gosto de ninguém, ele quase respondeu, refreando-se a tempo; faz sentido, ele mesmo concluía — é o pior momento da minha vida, sem a mulher, sem o filho, sem dinheiro, e desgraçadamente sem literatura. Uma letra de tango. Ou “um maneirista da própria sombra”, como escreveu Eusébio de Mattos no Suplemento de Arte, demolindo-o até a última linha com o sadismo certeiro dos grandes críticos. Para um país sem crítica, aquele texto chegava a ser uma boa surpresa, ainda que deixasse entrever mais o prazer do ataque que o lamento sincero de um estudioso honesto, o tsc tsc tsc diante de um escritor que nunca “chegou lá” na corrida de cavalos letrados do panorama nacional — e Donetti sentiu a respiração opressa pelo rancor. O célebre homem brasileiro cordial é cordial não porque seja polido, o que ele nunca foi, mas porque nada nunca passa pelo cérebro antes de chegar à vida — é só um coração batendo forte no meio da rua, que é o seu lugar.
Cristovão Tezza. Um erro emocional. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 91 (com adaptações).
Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item a seguir.
A correção gramatical e o sentido do texto serão mantidos caso se substitua “diante de um escritor que” por ante de um escritor o qual.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas