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As Agências Reguladoras, surgidas no Brasil após as privatizações, têm como missão fiscalizar:
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TEXTO I
Comportamento Anti-Social: a Agressão
Deixando de lado preocupações estritamente numéricas, poderíamos iniciar nossa abordagem da agressão de forma bastante trivial. Se quiséssemos, por exemplo, eleger um assunto que ocupasse, atualmente, um lugar especial nas conversas cotidianas entre as pessoas, em casa, entre amigos, nos espaços públicos ou no trabalho, poderíamos apontar, sem medo de errar, a agressão e a violência humanas. Chega mesmo a ser surpreendente a “disputa” entre os interlocutores para ver quem mais acumula experiências pessoais, como vítimas ou espectadores, de assaltos, sequestros, ofensas, brigas, atos de vandalismo, crimes e assim por diante. Os casos se sucedem quase sempre acompanhados por uma descrição minuciosa da extraordinária capacidade do homem em causar danos e maus-tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, e com requintes de crueldade, frieza ou destempero. Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias e avidamente interessados em ver de perto esses incidentes? Fala-se até que as próprias crianças, hoje em dia, não mais demonstram qualquer perplexidade como testemunhas de cenas reais ou de ficção, que exibem atrocidades sem limites. E, pior ainda, são elas, muitas vezes, os próprios protagonistas dessas cenas de violência.
Se ampliássemos nossa curiosidade e quiséssemos saber que tópico mais absorve as manchetes de jornais e revistas, os programas de televisão, os filmes e livros de sucesso, teríamos seguramente a mesma resposta. O mundo moderno e globalizado nos permite afirmar que se trata, lamentavelmente, de uma tendência quase universal, as exceções ficando por conta de comunidades restritas e isoladas do alcance da tecnologia e do progresso.
Vivemos, então, numa era de violência e agressão ímpares na história da humanidade? Certamente, a violência não é um fenômeno recente, já que ela se faz presente na história da humanidade, em todas as épocas e em todos os lugares. E seriam esses fenômenos irreversíveis em sua marcha, mesmo diante do altíssimo nível de desenvolvimento jamais alcançado pelo homem? Seria desnecessário dizer, mas nem todo progresso é para melhor nem todos os seus benefícios revertem em prol do ser humano. Algumas investidas que se fazem contra o próprio homem, “em nome desse progresso”, nos levam a descrer, em certos momentos, da capacidade humana em discernir entre atos “inteligentes” e atos “primitivos”.
A exacerbada “espetacularização” do fenômeno da agressão na mídia em geral e a iminência de sua “naturalização” – denunciam os estudiosos dessa problemática – obscurecem as perspectivas de convívio social satisfatório pela incontrolabilidade de sua ocorrência e de seus efeitos nefastos e destrutivos. Filósofos, juristas, cientistas políticos, sociólogos e psicólogos debruçam-se, já há algum tempo, sobre o estudo do comportamento agressivo na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências. No entanto, a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores, com pouco ainda se pode contar, nessa área específica, que possa ser aplicado com sucesso para deter o ritmo vertiginoso da escalada da violência.
(Aroldo Rodrigues e outros. Psicologia Social. P. 204-5)
A expressão “a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores”, tem o sentido preservado em:
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TEXTO I
Comportamento Anti-Social: a Agressão
Deixando de lado preocupações estritamente numéricas, poderíamos iniciar nossa abordagem da agressão de forma bastante trivial. Se quiséssemos, por exemplo, eleger um assunto que ocupasse, atualmente, um lugar especial nas conversas cotidianas entre as pessoas, em casa, entre amigos, nos espaços públicos ou no trabalho, poderíamos apontar, sem medo de errar, a agressão e a violência humanas. Chega mesmo a ser surpreendente a “disputa” entre os interlocutores para ver quem mais acumula experiências pessoais, como vítimas ou espectadores, de assaltos, sequestros, ofensas, brigas, atos de vandalismo, crimes e assim por diante. Os casos se sucedem quase sempre acompanhados por uma descrição minuciosa da extraordinária capacidade do homem em causar danos e maus-tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, e com requintes de crueldade, frieza ou destempero. Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias e avidamente interessados em ver de perto esses incidentes? Fala-se até que as próprias crianças, hoje em dia, não mais demonstram qualquer perplexidade como testemunhas de cenas reais ou de ficção, que exibem atrocidades sem limites. E, pior ainda, são elas, muitas vezes, os próprios protagonistas dessas cenas de violência.
Se ampliássemos nossa curiosidade e quiséssemos saber que tópico mais absorve as manchetes de jornais e revistas, os programas de televisão, os filmes e livros de sucesso, teríamos seguramente a mesma resposta. O mundo moderno e globalizado nos permite afirmar que se trata, lamentavelmente, de uma tendência quase universal, as exceções ficando por conta de comunidades restritas e isoladas do alcance da tecnologia e do progresso.
Vivemos, então, numa era de violência e agressão ímpares na história da humanidade? Certamente, a violência não é um fenômeno recente, já que ela se faz presente na história da humanidade, em todas as épocas e em todos os lugares. E seriam esses fenômenos irreversíveis em sua marcha, mesmo diante do altíssimo nível de desenvolvimento jamais alcançado pelo homem? Seria desnecessário dizer, mas nem todo progresso é para melhor nem todos os seus benefícios revertem em prol do ser humano. Algumas investidas que se fazem contra o próprio homem, “em nome desse progresso”, nos levam a descrer, em certos momentos, da capacidade humana em discernir entre atos “inteligentes” e atos “primitivos”.
A exacerbada “espetacularização” do fenômeno da agressão na mídia em geral e a iminência de sua “naturalização” – denunciam os estudiosos dessa problemática – obscurecem as perspectivas de convívio social satisfatório pela incontrolabilidade de sua ocorrência e de seus efeitos nefastos e destrutivos. Filósofos, juristas, cientistas políticos, sociólogos e psicólogos debruçam-se, já há algum tempo, sobre o estudo do comportamento agressivo na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências. No entanto, a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores, com pouco ainda se pode contar, nessa área específica, que possa ser aplicado com sucesso para deter o ritmo vertiginoso da escalada da violência.
(Aroldo Rodrigues e outros. Psicologia Social. P. 204-5)
Com relação à sintaxe da oração, o período iniciado na linha 13 e concluído na linha 15 possui:
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TEXTO II
A Família e as Drogas
Muitos pais, ao se perguntarem por que seus filhos se drogam, não(a) notam que a procura da resposta tende a incluí-los. É comum, em famílias com estrutura geradora de patologias, que o fenômeno não seja percebido com facilidade. É necessário, muitas vezes, que o quadro se agrave para que os outros participantes do grupo familiar se dêem conta de sua inclusão na problemática. Em muitos grupos, e na grande maioria no de adolescentes, experimentam-se drogas, sem, entretanto, evoluírem para uma toxicomania. Até porque, nessa etapa da vida, as pressões do grupo e a necessidade de contestação sistemática como uma prática de liberdade levam rapazes e moças a experimentarem drogas. Isto não quer dizer que todos se tornarão dependentes, ou que venham de famílias, como diz Kalina, pré-aditivas.
Na origem de qualquer drogação, estão a falta de amor e o abandono – a verdadeira origem dessa grave patologia. A utilização da droga, seja de qual espécie for, é(b) sempre um sintoma que denuncia um grave comprometimento com a possibilidade de se lidar com a frustração. O acúmulo de frustrações, as quais desde a mais tenra infância atormentam uma pessoa, a leva(c) a uma total intolerância com o seu viver, com o seu dia-a-dia. Essa vida insuportável é aliviada através da utilização de uma droga, possivelmente como vê ou via seus pais fazerem, muitas vezes de forma socialmente bem aceita, através de um Lexotan, um Rohipnol, um Whisky para relaxar. Ou seja, o efeito psicológico desejado é sempre o de um anestésico para a angústia, mesmo que o efeito físico-químico seja diverso. É comum que anúncios de bebidas e cigarros venham sempre associados a sucesso, dinheiro, felicidade no amor, através de belos homens ou mulheres. É a vida de sucesso, de felicidade plena, ou seja: sem frustrações – o ideal maníaco da felicidade eterna e ininterrupta! Contudo essa não é a forma como o ser humano vive: a angústia irrompe e com ela temos que nos haver – nem todos suportam isso, daí os anestésicos sob a forma do uso continuado de drogas, as mais diferentes. O adolescente é presa fácil desse tipo de apelo: ele também quer ter sucesso, aparecer como importante e crescido. São, contudo, as drogas ditas oficiais as que, na verdade, mais trazem problemas de internações no âmbito da saúde pública: o cigarro, na área de pneumologia, e a bebida, na saúde mental. Normalmente o adolescente começa bebendo, e os pais achando graça do porre do filho – já é homem, pode beber! Contudo, se fumar maconha, escandaliza a todos.
Em muitas casas, em vez de biblioteca na sala, encontramos o bar, ou o bar como altar, onde se fomenta uma cultura do álcool – uma idolatria muitas vezes de funestas consequências. É extremamente corriqueiro e até de bom tom oferecer-se uma bebida, quase sempre alcoólica, para a visita que chega. A pergunta é feita, de preferência no diminutivo – quer uma cervejinha, um whiskyzinho, uma batidinha? –, forma que se usa para negar o conteúdo perigoso do álcool. Apesar de sabermos que comer e beber em conjunto sempre foi uma forma que os seres humanos utilizaram para reforçar os laços sociais e religiosos, é necessário também lembrar que, em certas condições, isso(d) pode se tornar uma prática de finalidade oposta, ou seja, não de reforçar, mas de cortar os laços. Grupos de usuários geralmente mantêm-se fechados, inclusive procurando evitar a saída de qualquer membro, devido à intensa inveja que essa saída produz. Os laços com os de fora, com os caretas, não são desejáveis, até porque o grupo se fecha em torno de um discurso extremamente pobre, no qual a temática da droga e seus efeitos é preponderante.
(Luiz Alberto Pinheiro de Freitas. Adolescência, Família e Drogas. P. 42-4)
A explicação para o emprego das vírgulas está coerente em:
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TEXTO II
A Família e as Drogas
Muitos pais, ao se perguntarem por que seus filhos se drogam, não notam que a procura da resposta tende a incluí-los. É comum, em famílias com estrutura geradora de patologias, que o fenômeno não seja percebido com facilidade. É necessário, muitas vezes, que o quadro se agrave para que os outros participantes do grupo familiar se dêem conta de sua inclusão na problemática. Em muitos grupos, e na grande maioria no de adolescentes, experimentam-se drogas, sem, entretanto, evoluírem para uma toxicomania. Até porque, nessa etapa da vida, as pressões do grupo e a necessidade de contestação sistemática como uma prática de liberdade levam rapazes e moças a experimentarem drogas. Isto não quer dizer que todos se tornarão dependentes, ou que venham de famílias, como diz Kalina, pré-aditivas.
Na origem de qualquer drogação, estão a falta de amor e o abandono – a verdadeira origem dessa grave patologia. A utilização da droga, seja de qual espécie for, é sempre um sintoma que denuncia um grave comprometimento com a possibilidade de se lidar com a frustração. O acúmulo de frustrações, as quais desde a mais tenra infância atormentam uma pessoa, a leva a uma total intolerância com o seu viver, com o seu dia-a-dia. Essa vida insuportável é aliviada através da utilização de uma droga, possivelmente como vê ou via seus pais fazerem, muitas vezes de forma socialmente bem aceita, através de um Lexotan, um Rohipnol, um Whisky para relaxar. Ou seja, o efeito psicológico desejado é sempre o de um anestésico para a angústia, mesmo que o efeito físico-químico seja diverso. É comum que anúncios de bebidas e cigarros venham sempre associados a sucesso, dinheiro, felicidade no amor, através de belos homens ou mulheres. É a vida de sucesso, de felicidade plena, ou seja: sem frustrações – o ideal maníaco da felicidade eterna e ininterrupta! Contudo essa não é a forma como o ser humano vive: a angústia irrompe e com ela temos que nos haver – nem todos suportam isso, daí os anestésicos sob a forma do uso continuado de drogas, as mais diferentes. O adolescente é presa fácil desse tipo de apelo: ele também quer ter sucesso, aparecer como importante e crescido. São, contudo, as drogas ditas oficiais as que, na verdade, mais trazem problemas de internações no âmbito da saúde pública: o cigarro, na área de pneumologia, e a bebida, na saúde mental. Normalmente o adolescente começa bebendo, e os pais achando graça do porre do filho – já é homem, pode beber! Contudo, se fumar maconha, escandaliza a todos.
Em muitas casas, em vez de biblioteca na sala, encontramos o bar, ou o bar como altar, onde se fomenta uma cultura do álcool – uma idolatria muitas vezes de funestas conseqüências. É extremamente corriqueiro e até de bom tom oferecer-se uma bebida, quase sempre alcoólica, para a visita que chega. A pergunta é feita, de preferência no diminutivo – quer uma cervejinha, um whiskyzinho, uma batidinha? –, forma que se usa para negar o conteúdo perigoso do álcool. Apesar de sabermos que comer e beber em conjunto sempre foi uma forma que os seres humanos utilizaram para reforçar os laços sociais e religiosos, é necessário também lembrar que, em certas condições, isso pode se tornar uma prática de finalidade oposta, ou seja, não de reforçar, mas de cortar os laços. Grupos de usuários geralmente mantêm-se fechados, inclusive procurando evitar a saída de qualquer membro, devido à intensa inveja que essa saída produz. Os laços com os de fora, com os caretas, não são desejáveis, até porque o grupo se fecha em torno de um discurso extremamente pobre, no qual a temática da droga e seus efeitos é preponderante.
(Luiz Alberto Pinheiro de Freitas. Adolescência, Família e Drogas. P. 42-4)
Em “devido à intensa inveja”, haveria crase, se a expressão fosse permutada por:
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TEXTO I
Comportamento Anti-Social: a Agressão
Deixando de lado preocupações estritamente numéricas, poderíamos iniciar nossa abordagem da agressão de forma bastante trivial. Se quiséssemos, por exemplo, eleger um assunto que ocupasse, atualmente, um lugar especial nas conversas cotidianas entre as pessoas, em casa, entre amigos, nos espaços públicos ou no trabalho, poderíamos apontar, sem medo de errar, a agressão e a violência humanas. Chega mesmo a ser surpreendente a “disputa” entre os interlocutores para ver quem mais acumula experiências pessoais, como vítimas ou espectadores, de assaltos, sequestros, ofensas, brigas, atos de vandalismo, crimes e assim por diante. Os casos se sucedem quase sempre acompanhados por uma descrição minuciosa da extraordinária capacidade do homem em causar danos e maus-tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, e com requintes de crueldade, frieza ou destempero. Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias e avidamente interessados em ver de perto esses incidentes? Fala-se até que as próprias crianças, hoje em dia, não mais demonstram qualquer perplexidade como testemunhas de cenas reais ou de ficção, que exibem atrocidades sem limites. E, pior ainda, são elas, muitas vezes, os próprios protagonistas dessas cenas de violência.
Se ampliássemos nossa curiosidade e quiséssemos saber que tópico mais absorve as manchetes de jornais e revistas, os programas de televisão, os filmes e livros de sucesso, teríamos seguramente a mesma resposta. O mundo moderno e globalizado nos permite afirmar que se trata, lamentavelmente, de uma tendência quase universal, as exceções ficando por conta de comunidades restritas e isoladas do alcance da tecnologia e do progresso.
Vivemos, então, numa era de violência e agressão ímpares na história da humanidade? Certamente, a violência não é um fenômeno recente, já que ela se faz presente na história da humanidade, em todas as épocas e em todos os lugares. E seriam esses fenômenos irreversíveis em sua marcha, mesmo diante do altíssimo nível de desenvolvimento jamais alcançado pelo homem? Seria desnecessário dizer, mas nem todo progresso é para melhor nem todos os seus benefícios revertem em prol do ser humano. Algumas investidas que se fazem contra o próprio homem, “em nome desse progresso”, nos levam a descrer, em certos momentos, da capacidade humana em discernir entre atos “inteligentes” e atos “primitivos”.
A exacerbada “espetacularização” do fenômeno da agressão na mídia em geral e a iminência de sua “naturalização” – denunciam os estudiosos dessa problemática – obscurecem as perspectivas de convívio social satisfatório pela incontrolabilidade de sua ocorrência e de seus efeitos nefastos e destrutivos. Filósofos, juristas, cientistas políticos, sociólogos e psicólogos debruçam-se, já há algum tempo, sobre o estudo do comportamento agressivo na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências. No entanto, a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores, com pouco ainda se pode contar, nessa área específica, que possa ser aplicado com sucesso para deter o ritmo vertiginoso da escalada da violência.
(Aroldo Rodrigues e outros. Psicologia Social. P. 204-5)
De acordo com a norma gramatical, pode-se afirmar corretamente sobre a concordância verbal em “Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias”:
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TEXTO II
A Família e as Drogas
Muitos pais, ao se perguntarem por que seus filhos se drogam, não notam que a procura da resposta tende a incluí-los. É comum, em famílias com estrutura geradora de patologias, que o fenômeno não seja percebido com facilidade. É necessário, muitas vezes, que o quadro se agrave para que os outros participantes do grupo familiar se dêem conta de sua inclusão na problemática. Em muitos grupos, e na grande maioria no de adolescentes, experimentam-se drogas, sem, entretanto, evoluírem para uma toxicomania. Até porque, nessa etapa da vida, as pressões do grupo e a necessidade de contestação sistemática como uma prática de liberdade levam rapazes e moças a experimentarem drogas. Isto não quer dizer que todos se tornarão dependentes, ou que venham de famílias, como diz Kalina, pré-aditivas.
Na origem de qualquer drogação, estão a falta de amor e o abandono – a verdadeira origem dessa grave patologia. A utilização da droga, seja de qual espécie for, é sempre um sintoma que denuncia um grave comprometimento com a possibilidade de se lidar com a frustração. O acúmulo de frustrações, as quais desde a mais tenra infância atormentam uma pessoa, a leva a uma total intolerância com o seu viver, com o seu dia-a-dia. Essa vida insuportável é aliviada através da utilização de uma droga, possivelmente como vê ou via seus pais fazerem, muitas vezes de forma socialmente bem aceita, através de um Lexotan, um Rohipnol, um Whisky para relaxar. Ou seja, o efeito psicológico desejado é sempre o de um anestésico para a angústia, mesmo que o efeito físico-químico seja diverso. É comum que anúncios de bebidas e cigarros venham sempre associados a sucesso, dinheiro, felicidade no amor, através de belos homens ou mulheres. É a vida de sucesso, de felicidade plena, ou seja: sem frustrações – o ideal maníaco da felicidade eterna e ininterrupta! Contudo essa não é a forma como o ser humano vive: a angústia irrompe e com ela temos que nos haver – nem todos suportam isso, daí os anestésicos sob a forma do uso continuado de drogas, as mais diferentes. O adolescente é presa fácil desse tipo de apelo: ele também quer ter sucesso, aparecer como importante e crescido. São, contudo, as drogas ditas oficiais as que, na verdade, mais trazem problemas de internações no âmbito da saúde pública: o cigarro, na área de pneumologia, e a bebida, na saúde mental. Normalmente o adolescente começa bebendo, e os pais achando graça do porre do filho – já é homem, pode beber! Contudo, se fumar maconha, escandaliza a todos.
Em muitas casas, em vez de biblioteca na sala, encontramos o bar, ou o bar como altar, onde se fomenta uma cultura do álcool – uma idolatria muitas vezes de funestas conseqüências. É extremamente corriqueiro e até de bom tom oferecer-se uma bebida, quase sempre alcoólica, para a visita que chega. A pergunta é feita, de preferência no diminutivo – quer uma cervejinha, um whiskyzinho, uma batidinha? –, forma que se usa para negar o conteúdo perigoso do álcool. Apesar de sabermos que comer e beber em conjunto sempre foi uma forma que os seres humanos utilizaram para reforçar os laços sociais e religiosos, é necessário também lembrar que, em certas condições, isso pode se tornar uma prática de finalidade oposta, ou seja, não de reforçar, mas de cortar os laços. Grupos de usuários geralmente mantêm-se fechados, inclusive procurando evitar a saída de qualquer membro, devido à intensa inveja que essa saída produz. Os laços com os de fora, com os caretas, não são desejáveis, até porque o grupo se fecha em torno de um discurso extremamente pobre, no qual a temática da droga e seus efeitos é preponderante.
(Luiz Alberto Pinheiro de Freitas. Adolescência, Família e Drogas. P. 42-4)
Sobre a tipologia textual, é correto afirmar que:
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TEXTO II
A Família e as Drogas
Muitos pais, ao se perguntarem por que seus filhos se drogam, não notam que a procura da resposta tende a incluí-los. É comum, em famílias com estrutura geradora de patologias, que o fenômeno não seja percebido com facilidade. É necessário, muitas vezes, que o quadro se agrave para que os outros participantes do grupo familiar se dêem conta de sua inclusão na problemática. Em muitos grupos, e na grande maioria no de adolescentes, experimentam-se drogas, sem, entretanto, evoluírem para uma toxicomania. Até porque, nessa etapa da vida, as pressões do grupo e a necessidade de contestação sistemática como uma prática de liberdade levam rapazes e moças a experimentarem drogas. Isto não quer dizer que todos se tornarão dependentes, ou que venham de famílias, como diz Kalina, pré-aditivas.
Na origem de qualquer drogação, estão a falta de amor e o abandono – a verdadeira origem dessa grave patologia. A utilização da droga, seja de qual espécie for, é sempre um sintoma que denuncia um grave comprometimento com a possibilidade de se lidar com a frustração. O acúmulo de frustrações, as quais desde a mais tenra infância atormentam uma pessoa, a leva a uma total intolerância com o seu viver, com o seu dia-a-dia. Essa vida insuportável é aliviada através da utilização de uma droga, possivelmente como vê ou via seus pais fazerem, muitas vezes de forma socialmente bem aceita, através de um Lexotan, um Rohipnol, um Whisky para relaxar. Ou seja, o efeito psicológico desejado é sempre o de um anestésico para a angústia, mesmo que o efeito físico-químico seja diverso. É comum que anúncios de bebidas e cigarros venham sempre associados a sucesso, dinheiro, felicidade no amor, através de belos homens ou mulheres. É a vida de sucesso, de felicidade plena, ou seja: sem frustrações – o ideal maníaco da felicidade eterna e ininterrupta! Contudo essa não é a forma como o ser humano vive: a angústia irrompe e com ela temos que nos haver – nem todos suportam isso, daí os anestésicos sob a forma do uso continuado de drogas, as mais diferentes. O adolescente é presa fácil desse tipo de apelo: ele também quer ter sucesso, aparecer como importante e crescido. São, contudo, as drogas ditas oficiais as que, na verdade, mais trazem problemas de internações no âmbito da saúde pública: o cigarro, na área de pneumologia, e a bebida, na saúde mental. Normalmente o adolescente começa bebendo, e os pais achando graça do porre do filho – já é homem, pode beber! Contudo, se fumar maconha, escandaliza a todos.
Em muitas casas, em vez de biblioteca na sala, encontramos o bar, ou o bar como altar, onde se fomenta uma cultura do álcool – uma idolatria muitas vezes de funestas conseqüências. É extremamente corriqueiro e até de bom tom oferecer-se uma bebida, quase sempre alcoólica, para a visita que chega. A pergunta é feita, de preferência no diminutivo – quer uma cervejinha, um whiskyzinho, uma batidinha? –, forma que se usa para negar o conteúdo perigoso do álcool. Apesar de sabermos que comer e beber em conjunto sempre foi uma forma que os seres humanos utilizaram para reforçar os laços sociais e religiosos, é necessário também lembrar que, em certas condições, isso pode se tornar uma prática de finalidade oposta, ou seja, não de reforçar, mas de cortar os laços. Grupos de usuários geralmente mantêm-se fechados, inclusive procurando evitar a saída de qualquer membro, devido à intensa inveja que essa saída produz. Os laços com os de fora, com os caretas, não são desejáveis, até porque o grupo se fecha em torno de um discurso extremamente pobre, no qual a temática da droga e seus efeitos é preponderante.
(Luiz Alberto Pinheiro de Freitas. Adolescência, Família e Drogas. P. 42-4)
Do mesmo modo que “insuportável”, e “álcool”, são obrigatoriamente acentuadas:
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TEXTO I
Comportamento Anti-Social: a Agressão
Deixando de lado preocupações estritamente numéricas, poderíamos iniciar nossa abordagem da agressão de forma bastante trivial. Se quiséssemos, por exemplo, eleger um assunto que ocupasse, atualmente, um lugar especial nas conversas cotidianas entre as pessoas, em casa, entre amigos, nos espaços públicos ou no trabalho, poderíamos apontar, sem medo de errar, a agressão e a violência humanas. Chega mesmo a ser surpreendente a “disputa” entre os interlocutores para ver quem mais acumula experiências pessoais, como vítimas ou espectadores, de assaltos, sequestros, ofensas, brigas, atos de vandalismo, crimes e assim por diante. Os casos se sucedem quase sempre acompanhados por uma descrição minuciosa da extraordinária capacidade do homem em causar danos e maus-tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, e com requintes de crueldade, frieza ou destempero. Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias e avidamente interessados em ver de perto esses incidentes? Fala-se até que as próprias crianças, hoje em dia, não mais demonstram qualquer perplexidade como testemunhas de cenas reais ou de ficção, que exibem atrocidades sem limites. E, pior ainda, são elas, muitas vezes, os próprios protagonistas dessas cenas de violência.
Se ampliássemos nossa curiosidade e quiséssemos saber que tópico mais absorve as manchetes de jornais e revistas, os programas de televisão, os filmes e livros de sucesso, teríamos seguramente a mesma resposta. O mundo moderno e globalizado nos permite afirmar que se trata, lamentavelmente, de uma tendência quase universal, as exceções ficando por conta de comunidades restritas e isoladas do alcance da tecnologia e do progresso.
Vivemos, então, numa era de violência e agressão ímpares na história da humanidade? Certamente, a violência não é um fenômeno recente, já que ela se faz presente na história da humanidade, em todas as épocas e em todos os lugares. E seriam esses fenômenos irreversíveis em sua marcha, mesmo diante do altíssimo nível de desenvolvimento jamais alcançado pelo homem? Seria desnecessário dizer, mas nem todo progresso é para melhor nem todos os seus benefícios revertem em prol do ser humano. Algumas investidas que se fazem contra o próprio homem, “em nome desse progresso”, nos levam a descrer, em certos momentos, da capacidade humana em discernir entre atos “inteligentes” e atos “primitivos”.
A exacerbada “espetacularização” do fenômeno da agressão na mídia em geral e a iminência de sua “naturalização” – denunciam os estudiosos dessa problemática – obscurecem as perspectivas de convívio social satisfatório pela incontrolabilidade de sua ocorrência e de seus efeitos nefastos e destrutivos. Filósofos, juristas, cientistas políticos, sociólogos e psicólogos debruçam-se, já há algum tempo, sobre o estudo do comportamento agressivo na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências. No entanto, a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores, com pouco ainda se pode contar, nessa área específica, que possa ser aplicado com sucesso para deter o ritmo vertiginoso da escalada da violência.
(Aroldo Rodrigues e outros. Psicologia Social. P. 204-5)
Com relação às classes de palavras, foram empregadas com o mesmo valor:
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TEXTO I
Comportamento Anti-Social: a Agressão
Deixando de lado preocupações estritamente numéricas, poderíamos iniciar nossa abordagem da agressão de forma bastante trivial. Se quiséssemos, por exemplo, eleger um assunto que ocupasse, atualmente, um lugar especial nas conversas cotidianas entre as pessoas, em casa, entre amigos, nos espaços públicos ou no trabalho, poderíamos apontar, sem medo de errar, a agressão e a violência humanas. Chega mesmo a ser surpreendente a “disputa” entre os interlocutores para ver quem mais acumula experiências pessoais, como vítimas ou espectadores, de assaltos, sequestros, ofensas, brigas, atos de vandalismo, crimes e assim por diante. Os casos se sucedem quase sempre acompanhados por uma descrição minuciosa da extraordinária capacidade do homem em causar danos e maus-tratos em seus semelhantes, de forma gratuita, deliberada ou vingativa, e com requintes de crueldade, frieza ou destempero. Quantos de nós não se sentem atraídos por essas histórias e avidamente interessados em ver de perto esses incidentes? Fala-se até que as próprias crianças, hoje em dia, não mais demonstram qualquer perplexidade como testemunhas de cenas reais ou de ficção, que exibem atrocidades sem limites. E, pior ainda, são elas, muitas vezes, os próprios protagonistas dessas cenas de violência.
Se ampliássemos nossa curiosidade e quiséssemos saber que tópico mais absorve as manchetes de jornais e revistas, os programas de televisão, os filmes e livros de sucesso, teríamos seguramente a mesma resposta. O mundo moderno e globalizado nos permite afirmar que se trata, lamentavelmente, de uma tendência quase universal, as exceções ficando por conta de comunidades restritas e isoladas do alcance da tecnologia e do progresso.
Vivemos, então, numa era de violência e agressão ímpares na história da humanidade? Certamente, a violência não é um fenômeno recente, já que ela se faz presente na história da humanidade, em todas as épocas e em todos os lugares. E seriam esses fenômenos irreversíveis em sua marcha, mesmo diante do altíssimo nível de desenvolvimento jamais alcançado pelo homem? Seria desnecessário dizer, mas nem todo progresso é para melhor nem todos os seus benefícios revertem em prol do ser humano. Algumas investidas que se fazem contra o próprio homem, “em nome desse progresso”, nos levam a descrer, em certos momentos, da capacidade humana em discernir entre atos “inteligentes” e atos “primitivos”.
A exacerbada “espetacularização” do fenômeno da agressão na mídia em geral e a iminência de sua “naturalização” – denunciam os estudiosos dessa problemática – obscurecem as perspectivas de convívio social satisfatório pela incontrolabilidade de sua ocorrência e de seus efeitos nefastos e destrutivos. Filósofos, juristas, cientistas políticos, sociólogos e psicólogos debruçam-se, já há algum tempo, sobre o estudo do comportamento agressivo na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências. No entanto, a despeito do avanço do conhecimento em tantos setores, com pouco ainda se pode contar, nessa área específica, que possa ser aplicado com sucesso para deter o ritmo vertiginoso da escalada da violência.
(Aroldo Rodrigues e outros. Psicologia Social. P. 204-5)
A passagem “na tentativa de decifrá-lo e, assim, impedir sua progressão e suas consequências”, revela circunstâncias de:
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