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Respondida
A disciplina normativa dos recursos administrativos cabíveis nos diversos processos administrativos
Respondida
O desempenho das funções executivas, pela Administração Pública, contempla o exercício de poderes e prerrogativas próprios,
a exemplo
A
da prerrogativa de rescisão unilateral dos contratos e avenças formalizados pela Administração Pública, que difere o exercício do direito de defesa e do contraditório pelos contratados, como garantia do interesse público.
B
do poder regulamentar, na edição de decreto estabelecendo o procedimento e os requisitos técnicos para obtenção de
licenças disciplinadas em lei específica.
C
da possibilidade de alteração unilateral de contratos administrativos, para majoração ou supressão qualitativa ou quantitativa, independentemente de anuência do contratado, sempre que respeitado o limite de 50% do valor atualizado do
contrato.
D
do poder de polícia, ao qual é inerente o atributo da autoexecutoriedade, de modo a que os atos editados pela Administração Pública sejam materialmente executados em qualquer hipótese, a critério do agente público competente.
E
do poder normativo, que inclui a edição de decretos autônomos para criação e extinção de cargos, desde que não
acarretem aumento de despesa.
Respondida
A independência que predica a atuação das agências reguladoras de serviços públicos
Respondida
A Administração Pública estadual celebrou convênio com um município, pelo prazo de 12 meses, para repasse de recursos
destinados a edificação de uma ponte, com vistas a implementar acesso seguro a uma comunidade que vive em região sujeita a
alagamentos em ocasiões de chuvas intensas. Formalizada a avença e repassados os recursos financeiros estaduais, em
parcela única, o município descumpriu o cronograma para contratação e execução da obra, sob fundamento de dificuldades
técnicas na elaboração do projeto. O município pleiteia a prorrogação do prazo de vigência (e de execução, por consequência),
para conclusão do procedimento licitatório, já em curso, contratação e execução da obra. Considerando as disposições normativas aplicáveis aos convênios, em especial a Lei nº 14.133/2021, e a disciplina da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro,
A
a decisão que reconhecer irregularidade na execução do convênio e exigir a restituição dos valores deverá, obrigatoriamente, apresentar as consequências práticas decorrentes, com prévia apuração de eventuais prejuízos experimentados
pelos licitantes ou ocupantes da área que seria beneficiada com a obra e correspondentes medidas mitigatórias.
B
caberá o cotejo, pela Administração Pública estadual, das consequências de uma eventual decisão pelo descumprimento
do ajuste e sua invalidação, em conjunto com o interesse público na realização da obra e com as justificativas pelo atraso,
de modo a possibilitar o deferimento do pedido do município, caso não se tenha experimentado prejuízo ao Estado.
C
impõe-se a prorrogação do prazo de vigência, mantido o dever de fiscalização da execução pela Administração Pública
estadual, sob pena de esta arcar com eventual indenização cabível aos licitantes, se anulado o certame municipal.
D
é vedada a prorrogação do prazo de convênio, por disposição legal expressa, ante o inequívoco e reconhecido
descumprimento das disposições do ajuste, sob pena de responsabilização dos agentes públicos estaduais.
E
não se vislumbra óbice ao pleito do município, tendo em vista que o controle da Administração Pública, incluindo de contratos e ajustes congêneres, é exercido em função dos resultados, o que confere aos cronogramas natureza referencial.
Respondida
O servidor que desempenha suas funções em unidade de saúde que realiza contínuo e intenso atendimento ao público não registrou, adequadamente, informações e restrições sobre um paciente que atendeu, ensejando que o servidor que o sucedeu
ao término de seu plantão administrasse dose equivocada e de tipo incorreto de fármaco ao enfermo, que tinha alergia ao
princípio ativo do medicamento. A reação alérgica que sucedeu a aplicação do medicamento e os danos experimentados pelo
paciente
A
configuram fundamento para responsabilidade extracontratual do ente federado, se demonstrados dolo ou culpa de qualquer dos servidores envolvidos na cadeia de causalidade, não havendo espaço para responsabilização na esfera disciplinar, em razão de se tratar de prestação de serviço público de saúde emergencial, salvo hipótese de comprovação de dolo.
B
podem caracterizar responsabilização do servidor que ministrou o medicamento, porque este integrou a relação de
causalidade entre a ação comissiva praticada e os danos experimentados pelo paciente, não havendo fundamento para
responsabilização do outro servidor, salvo dolo comprovado.
C
podem suscitar a tipificação de ato de improbidade do servidor que promoveu o registro inadequado ou incompleto das
informações, tendo em vista que a potencial responsabilização civil do ente federado caracteriza dano ao erário público.
D
acionam responsabilidade extracontratual objetiva do ente federado, sem prejuízo da possibilidade de responsabilidade
disciplinar dos servidores envolvidos no liame causal, desde que se demonstre que agiram com dolo ou culpa.
E
poderão ensejar responsabilidade disciplinar dos servidores, o que dependerá de apuração dos elementos subjetivos das condutas, tendo em vista que as alterações introduzidas na Lei de Improbidade passaram a exigir dolo específico dos
agentes públicos.
Respondida
As empresas estatais submetem-se a regime jurídico próprio de licitações, na forma da Lei nº 13.303/2016, admitindo
Respondida
De acordo com o disposto na Constituição Estadual e na Lei nº 1.818/2007, a atribuição de função de confiança
Respondida
No âmbito de uma reforma administrativa, a Administração Pública estadual entendeu por extinguir uma autarquia estadual,
instituída para a prestação de serviços de saúde, com vistas a transferir a execução desses serviços para o modelo de contrato
de gestão com uma organização social. A implementação dessas medidas
A
viola as normas constitucionais que atribuem a titularidade dos serviços públicos de saúde aos entes federados, não sendo
passíveis de trespasse para a iniciativa privada, o que não impede a formalização de contrato de gestão com a autarquia.
B
inclui a necessidade de lei em sentido formal para extinguir o ente público e dispor sobre a continuidade da prestação do
serviço público, assim como para disciplinar o destino dos bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica, os quais, no
silêncio da lei, reverterão ao ente federado que a criou.
C
depende de edição de lei específica autorizando chamamento público para qualificação de pessoas jurídicas como
organizações sociais e celebração dos contratos de gestão.
D
exige autorização legislativa para realizar a sucessão, pelas organizações sociais selecionadas, da titularidade dos
serviços e dos contratos celebrados pela autarquia que ainda estejam em execução, assim como dos contratos de trabalho
firmados com os empregados públicos.
E
é incompatível com o objeto da delegação, tendo em vista que a prestação de serviços públicos de saúde implica
exercício de poder de polícia e, como tal, não é passível de delegação a pessoas jurídicas de direito privado.
Respondida
A expansão de investimentos prevista em contrato de concessão de serviço público rodoviário celebrado pela Administração
Pública e regido pela Lei nº 8.987/1995 compreende a implantação de faixa de rolamento adicional, demandando aquisição de
extenso perímetro de áreas contíguas à faixa de domínio. Para aquisição das referidas áreas,
A
caberá declaração de utilidade pública exclusivamente pelo poder concedente, não sendo cabível aquisição formal das
áreas, considerando que a afetação de bens ao serviço público rodoviário configura afetação irreversível e transfere a
titularidade ao Poder Público, do qual se exige apenas indenização posterior à conclusão da obra.
B
admite-se a requisição administrativa, cuja implementação demanda declaração do Chefe do Executivo e execução direta
pela Administração Direta, sem prejuízo da repartição de riscos financeiros ser compartilhada pelas duas partes contratantes.
C
o poder concedente deverá promover diretamente as desapropriações necessárias, vedada a delegação de poderes para
a concessionária, que poderá, contudo, ser a responsável financeira pelas aquisições.
D
a concessionária poderá declarar de utilidade pública o perímetro necessário à ampliação da rodovia, assim como promover as correspondentes desapropriações, de forma administrativa ou judicial, podendo contar com aporte do poder
concedente para fazer frente às aquisições.
E
a concessionária poderá, na forma autorizada pela lei ou contrato de concessão, promover as desapropriações necessárias para aquisição das áreas para execução da obra, cabendo-lhe, no caso de estarem ocupadas por população de
baixa renda, prever medidas compensatórias pela desocupação.
Respondida
Os bens públicos ocupados por núcleos urbanos informais consolidados podem, nos termos da Lei nº 13.465/2017,
A
após processo de regularização fundiária (Reurb-S), ser objeto de legitimação fundiária, mediante comprovação dos
requisitos de ocupação e do marco temporal de existência do referido núcleo urbano informal.
B
ser objeto de pedido de regularização fundiária, o que implicará alienação dos direitos de propriedade em favor de pessoa
jurídica sem fins lucrativos, constituída pelos ocupantes para essa finalidade específica.
C
ser objeto de regularização fundiária (Reurb-S), desde que não haja sobreposição com perímetros de unidades de conservação ou com áreas de preservação permanente.
D
após processo de regularização fundiária, ser objeto de legitimação de posse, mediante requerimento individualizado, pela
totalidade dos ocupantes, tendo em vista que as certidões de regularização fundiária emitidas deverão observar a dimensão específica da área comprovadamente ocupada há mais de 5 anos.
E
ser objeto de pedido de regularização fundiária de iniciativa exclusiva do município onde se inserem, independentemente
de constituírem patrimônio de outro ente federado e da possibilidade de os referidos entes colaborarem, material e financeiramente, com as medidas adotadas.