Magna Concursos

Foram encontradas 70 questões.

3537784 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo .

"Que menino especula!"

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende ...

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir ... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum: que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era Isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas. Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica, Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava Interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas - coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os e temos meninos especulas.

(Alceblades Villanova, a editar)

É plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na seguinte construção:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537783 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo .

"Que menino especula!"

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende ...

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir ... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum: que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era Isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas. Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica, Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava Interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas - coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os e temos meninos especulas.

(Alceblades Villanova, a editar)

No último parágrafo, indica-se uma perfeita compreensão de um segmento textual em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537782 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo .

"Que menino especula!"

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende ...

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir ... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum: que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era Isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas. Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica, Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava Interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas - coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os e temos meninos especulas.

(Alceblades Villanova, a editar)

Ao longo do tempo, a compreensão do termo especula, para o autor do texto,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537781 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo .

"Que menino especula!"

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: - Mas você é especula, hein?a E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: - Mas perguntar não ofende ...

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletirc ... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um "speculum: que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era Isso o que também se entendia por especulard: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulasb. Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica,d Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava Interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas - coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os e temos meninos especulas.

(Alceblades Villanova, a editar)

No contexto dado, o elemento sublinhado é utilizado com sentido pejorativo neste segmento:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537780 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Não me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

É adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537779 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Não me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537778 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Não me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

Caso o autor do texto optasse pelo uso do discurso indireto, o segmento Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal adotaria a seguinte redação: A árvore me contestou dizendo que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537777 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasistaa que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particularesb, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustigac, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em trevad. Repara que o outono é mais estação da alma que da naturezae.

- Não me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

Considerando .. se o contexto, traduz.se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537776 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Não me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

Ao dirigir.se ao cronista dizendo que nele 'o outono é manifesto e exclusivo", a natureza se apoia na convicção de que esse escritor

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3537775 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: PiauíPREV
Provas:

Atenção: Para responder à questão, baseie- se no texto abaixo.

"Fala, amendoeira"

Este oficio de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a
árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de árvore.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: silo frutos colhidos numa hora da vida que Já não é clara, mas ainda não se diluí em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Nilo me entristeça.

- Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoa/. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá ás frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves ... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Orummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.. p. 13-14)

O texto se constrói na forma de um diálogo, no qual

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas