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“Chaplin, em sua defesa do cinema mudo, exprimia o temor de que a palavra aumentasse essa terrível passividade que é sua permanente adequação à civilização de massas. A música o salva porque, através dela, fica depois do filme esse sentimento de ‘mistério’ com o qual podemos dialogar: sempre recordamos o encanto e a pena de Luzes da ribalta através de sua música. Essa é uma grande vitória artística de Chaplin. Dizemos normalmente que a melhor música de cinema é aquela que nos ajuda a criar um espaço mágico, porém sem chamar em demasia a nossa atenção. Ouvi-la como ‘fundo’ ajuda a intensidade da visão”.
SOPEÑA, Frederico. Música e literatura. São Paulo: Nerman, 1989. p.157.
O texto acima é um ponto de partida para compreensão do cinema como uma arte que articula o teatro, a música, a dança e diversas outras artes visuais. Nessa perspectiva, o cinema se tornou um bem cultural que atinge as massas de uma forma avassaladora, movendo uma gigantesca indústria cultural em todo mundo. É, portanto, correto afirmar que:
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“João Grilo: Mas, espere, o senhor que é Jesus?
Manuel: Sim.
João Grilo: Aquele Jesus a quem chamavam Cristo?
Jesus: A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?
João Grilo: Porque... não é lhe faltando com respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimadinho.
Bispo: Cale-se, atrevido.
Manuel: Cale-se você. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja, mundano, autoritário, soberbo. Seu tempo já passou. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade, santificando-se através dela. Sua obrigação era ser humilde, porque quanto mais alta é a função, mais generosidade e virtude requer. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. O tempo da mentira já passou”.
SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. p.126.
O texto acima revela que Ariano Suassuna acrescentou à sua obra elementos de natureza social e religiosa, trabalhando com um universo genérico de símbolos, inerentes à diversidade cultural do Brasil. Diante dessa afirmativa, a peça Auto da compadecida está estruturada sobre elementos que fazem referência:
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A questão toma como base o texto abaixo:
A BARATA E OS FILHOS
A barata saiu debaixo de umas pedras com os filhos e disse-lhes, enquanto eles ainda pequenos estavam ao sol:
- Passeai, flores! Passeai, flores!
Daqui vem o ditado: “Quem o feio ama, bonito lhe parece”.
GÓES, Lúcia Pimentel. Lendas portuguesas. São Paulo: Prumo, 2009. p. 23.
Considerando a lenda como um gênero textual e a tipologia do texto A barata e os filhos, assinale a alternativa incorreta:
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A questão toma como base o texto abaixo:
A BARATA E OS FILHOS
A barata saiu debaixo de umas pedras com os filhos e disse-lhes, enquanto eles ainda pequenos estavam ao sol:
- Passeai, flores! Passeai, flores!
Daqui vem o ditado: “Quem o feio ama, bonito lhe parece”.
GÓES, Lúcia Pimentel. Lendas portuguesas. São Paulo: Prumo, 2009. p. 23.
Levando-se em consideração que a coerência textual é o mecanismo que permite a ligação entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido e a possibilidade de se interpretar aquilo que se lê, pode-se afirmar que:
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INTRODUÇÃO
Há muito tempo, o Brasil pertencia a Portugal. Naquela época, os países europeus mais ricos conquistavam colônias para plantar, criar gado e procurar ouro.
Quem fazia todo esse trabalho eram os escravos. Por isso, o Brasil recebeu muitos homens e mulheres que foram capturados em diversos lugares da África e escravizados. Eles eram bantos, iorubás, jejês, minas, malês, entre outros.
Todos esses povos tinham sociedades bem organizadas, culturas ricas, tradições bonitas. No entanto, muitos não tinham escrita. Por isso, a história de seus povos, os segredos da sua religião, os modos de fazer as coisas eram contados pelos mais velhos para os mais novos.
Os africanos que vieram para o Brasil lembravam-se de muitas dessas histórias. Então eles contaram para os filhos como o seu povo tinha surgido: falaram de seus deuses, de seus mistérios, de sua sabedoria. Voltaram a cultuar seus orixás, inquices, voduns. E as velhas lendas continuaram a ser narradas.
As seis histórias deste livro são uma amostra da sabedoria que o Brasil recebeu da África. Elas falam da criação do mundo e de alguns deuses afro-brasileiros.
LODY, Raul. Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem. 2. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. p. 5.
Levando em conta o texto acima, podemos dizer que esse texto:
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NÚMEROS
711 genes são afetados quando se dorme menos de seis horas por noite durante vários dias, segundo um estudo de cientistas ingleses da Universidade de Surrey, publicado na revista científica PNAS. Já se sabia que a falta de sono estava relacionada a problemas de saúde, como a obesidade. Mas é a primeira vez que se descreve o impacto da privação de sono sobre os genes.
444 desses genes tiveram a atividade reduzida, enquanto 267 ficaram mais ativos do que o normal. Todos estão relacionados à regulação do metabolismo, das funções cardíacas e do sistema imunológico.
3,5 vezes maior é o risco de sofrer um AVC para pessoas que dormem menos de seis horas por noite, comparado àquelas que dormem oito. Já a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas aumenta 45% quando se dorme cinco horas ou menos frequentemente.
Conversa com Fabiana Nogueira. Revista Veja, Seção Panorama, edição 2311, ano 46, n. 10, 06/03/13.
Considerando a estrutura composicional do texto, infere-se que os números são recursos verbais utilizados com a finalidade de:
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A questão toma como base o texto abaixo:
A HORA DOS TABLETS
Eles são a bola da vez da informática. Saiba tudo sobre o gadget do momento e descubra como fazer a compra certa.
Tablet é o eletrônico do momento, coqueluche que leva muita gente a encarar filas para botar as mãos na novidade desta ou daquela fabricante. Entretanto, eles já existem há um bom tempo: desde dispositivos para desenho com o uso de canetas a sistemas auxiliares para desktops, eles estão no mercado há pelo menos uma década.
Atualmente, um tablet é um misto de computador portátil, telefone celular e aparelho multimídia. Se ele é capaz de substituir de vez todos estes equipamentos? A resposta definitiva ainda não existe, e sempre dependerá de suas necessidades específicas.
E seja por razões práticas ou pelo gosto por novidades, vamos ajudá-lo a escolher o melhor equipamento para você.
COSMAN, Fábio. Windows: a revista oficial. São Paulo, Digerati, edição 41, p.30, abril 2011.
O texto possibilita o entendimento de que:
I. As expressões “bola da vez”, “gadget do momento” e “coqueluche” são variedades linguísticas que caracterizam o tempo de alta comercialização de tablets no mercado de eletrônicos.
II. Atualmente, o tablet é capaz de substituir o computador portátil, o telefone celular e o aparelho multimídia.
III. O verbo “haver”, usado no singular nas expressões linguísticas “há um bom tempo” e “há pelo menos uma década”, informa o tempo decorrido do aparecimento do equipamento no mercado de eletrônicos.
IV. A conjunção adversativa “entretanto”, usada no texto, retoma a tese inicial de que a “hora” é dos tablets.
Assinale a alternativa correta:
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A questão toma como base o texto abaixo:
A HORA DOS TABLETS
Eles são a bola da vez da informática. Saiba tudo sobre o gadget do momento e descubra como fazer a compra certa.
Tablet é o eletrônico do momento, coqueluche que leva muita gente a encarar filas para botar as mãos na novidade desta ou daquela fabricante. Entretanto, eles já existem há um bom tempo: desde dispositivos para desenho com o uso de canetas a sistemas auxiliares para desktops, eles estão no mercado há pelo menos uma década.
Atualmente, um tablet é um misto de computador portátil, telefone celular e aparelho multimídia. Se ele é capaz de substituir de vez todos estes equipamentos? A resposta definitiva ainda não existe, e sempre dependerá de suas necessidades específicas.
E seja por razões práticas ou pelo gosto por novidades, vamos ajudá-lo a escolher o melhor equipamento para você.
COSMAN, Fábio. Windows: a revista oficial. São Paulo, Digerati, edição 41, p.30, abril 2011.
O texto manifesta uma opinião e defende o ponto de vista de que:
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Considerando a mobilização de recursos linguísticos da linguagem verbal e da não verbal, as duas charges fazem representações de caráter pictório e caricatural em que satirizam:
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O autor do texto utiliza recursos expressivos das linguagens verbal e não verbal para satirizar um problema gerado pelo avanço das tecnologias da informação e comunicação, fazendo uma crítica que aponta para:
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