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Um triângulo retângulo ABC e um triângulo BCD têm o lado BC em comum, conforme mostra a figura.

Sabendo que !$ cos \alpha = { \large 79 \over 110} !$ e que a medida do segmento BD é 10 cm, o valor de cos !$ \beta !$ é
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Seja x o número real tal que 12x = 3. Em função de x, o valor do log3 864 é
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O gráfico de uma função quadrática f contém os pontos (0, 7) e (4, 23).
Sabendo que f(10) = 167, o menor valor assumido por essa função é
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Um total de 232 caixas de remédios foi enviado para 3 postos de saúde, denominados X, Y e Z. O posto X recebeu um número de caixas igual à terça parte do número de caixas recebidas pelos postos Y e Z juntos. Se o posto Z recebeu 30 caixas a mais do que o posto X, o número de caixas recebidas pelo posto Y foi
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No plano cartesiano, uma circunferência intersecta os eixos coordenados nos pontos de coordenadas (0, 0), (0, 4) e (8, 0), conforme mostra a figura, que também exibe o ponto P(7, 1).

A equação da reta que passa pelo centro da circunferência e por P é
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Considere o polinômio P(x) = x4 – 9x3 + 13x2 + dx – 50, em que d é uma constante real. Sabendo que 5 é uma raiz de multiplicidade 2 desse polinômio e que m e n são as outras duas raízes, tais que m – n = 3, a soma m + d é igual a
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Em um grupo de 500 pessoas, algumas já haviam doado sangue e as demais nunca haviam doado. Como resultado de uma campanha de conscientização, 30% das pessoas desse grupo que nunca haviam doado sangue fizeram uma doação. Após a campanha, o número de pessoas que já haviam feito uma doação de sangue correspondeu a 37% do total de pessoas nesse grupo. O número de doadores de sangue desse grupo antes da campanha era
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Há nessa poesia um clima de mistério. A única certeza é de que o mundo não revela o que, efetivamente, é. As grandes experiências estão na proporção direta do desvendamento do mistério. O desejo de exploração do que transcende ao imediato valoriza a intuição como faculdade capaz de permitir a sintonia com o lado obscuro das coisas. A busca desse indefinível torna a expressão indireta e nebulosa. Uma vez que a expressão direta é considerada inapta à captação da essência do ser, proliferam insinuações verbais.
Em síntese, essa poesia caracteriza-se pela concepção mística do mundo; pelo interesse no particular e no individual, em lugar do geral; pelo escapismo em que se aliena da sociedade contemporânea; pelo conhecimento ilógico e intuitivo; pela valorização da arte pela arte; pela utilização da via associativa.
(Lígia Cademartori. Períodos literários, 1987. Adaptado.)
“Uma vez que a expressão direta é considerada inapta à captação da essência do ser, proliferam insinuações verbais.” (1º parágrafo)
Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia de
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Há nessa poesia um clima de mistério. A única certeza é de que o mundo não revela o que, efetivamente, é. As grandes experiências estão na proporção direta do desvendamento do mistério. O desejo de exploração do que transcende ao imediato valoriza a intuição como faculdade capaz de permitir a sintonia com o lado obscuro das coisas. A busca desse indefinível torna a expressão indireta e nebulosa. Uma vez que a expressão direta é considerada inapta à captação da essência do ser, proliferam insinuações verbais.
Em síntese, essa poesia caracteriza-se pela concepção mística do mundo; pelo interesse no particular e no individual, em lugar do geral; pelo escapismo em que se aliena da sociedade contemporânea; pelo conhecimento ilógico e intuitivo; pela valorização da arte pela arte; pela utilização da via associativa.
(Lígia Cademartori. Períodos literários, 1987. Adaptado.)
O texto trata da poesia
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Nos filmes e histórias em quadrinhos da nossa infância recebíamos uma lição da qual só agora me dou conta. Não era a que o Bem sempre vence o Mal, embora o herói sempre vencesse o bandido. Quem dava a lição era o bandido, e era esta: a morte precisa de uma certa solenidade.
A vitória do herói sobre o bandido era banalizada pela repetição. Para o mocinho, matar era uma coisa corriqueira, uma decorrência da sua virtude. Já o bandido era torturado pela ideia da morte, pela sua própria vilania, pelo terrível poder que cada um tem de acabar com a vida de outro. O bandido era incapaz de simplesmente matar alguém, ou matar alguém simplesmente. Para ele o ato de matar precisava ser lento, trabalhado, ornamentado, erguido acima da sua inaceitável vulgaridade — enfim, tão valorizado que dava ao herói tempo de escapar e ainda salvar a mocinha. Pois a verdade é que nenhum herói teria sobrevivido à sua primeira aventura se não fosse esta compulsão do vilão de fazer da morte uma arte demorada, um processo com preâmbulo e apoteose, e significado. Nunca entendi por que o bandido não dava logo um tiro na testa do herói quando o tinha em seu poder, em vez de deixá-lo suspenso sobre o poço dos jacarés por uma corda besuntada que os ratos roeriam pouco a pouco, enquanto o gramofone1 tocava Wagner2. Hoje sei que o vilão queria dar tempo, ao mocinho e à plateia, de refletir sobre a finitude e a perversidade humanas.
Os vilões do meu tempo de matinês eram invariavelmente “gênios do Mal”, paródias de intelectuais e cientistas cujas maquinações eram frustradas pelo prático mocinho. A imaginação perdia para a ação porque a imaginação, como a hesitação, é a ação retardada, a ação precedida do pensamento, do pavor ou, no caso do bandido, da volúpia do significado. O Mal era inteligência demais, era a obsessão com a morte, enquanto o Bem — o que ficava com a mocinha — era o que não pensava na morte. Quando recapturava o mocinho, mesmo sabendo que ele escapara da morte tão cuidadosamente orquestrada com os ratos e os jacarés, o bandido ainda não lhe dava o rápido e definitivo tiro na testa, para ele aprender. Deixava-o amarrado sobre uma tábua que lentamente, solenemente, se aproximava de uma serra circular, da qual o herói obviamente escaparia de novo. E, se pegasse o mocinho pela terceira vez, nem assim o bandido abandonaria sua missão didática. Sucumbiria à sua outra compulsão fatal, a de falar demais. Mesmo o tiro na testa precisava de uma frase antes, uma explicação, um jogo de palavras. Geralmente era o que dava tempo para a chegada da polícia e a prisão do vilão, derrotado pela literatura.
Pobres vilões. E nós, inconscientemente, torcíamos pelos burros.
(Luis Fernando Verissimo. O suicida e o computador, 1992.)
1 gramofone: antigo toca-discos.
2 Wagner: Richard Wagner, compositor alemão do século XIX.
“paródias de intelectuais e cientistas cujas maquinações eram frustradas pelo prático mocinho.” (3º parágrafo)
Ao se transpor esse trecho para a voz ativa, a forma verbal resultante será:
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